terça-feira, julho 25, 2006

Quer um PSD pequeno?

Cada vez mais penso no que representa a liderança do maior partido da oposição.

O companheiro Marques Mendes por inerência do cargo que ocupa, é, aos olhos de todos, considerado como a alternativa ao PM Sócrates. E é aqui que o meu pensamento crítico ganha forma.

Eu sou Social-democrata, daqueles jovens sociais-democratas que são a favor da interrupção voluntária da gravidez. Não sou lá muito católico e concordo em absoluto que o estado deve ter uma intervenção mínima essencial que assegure (pelo princípio da subsidiariedade) a defesa do indivíduo e da sociedade, a educação, a propriedade privada, a justiça, os cuidados de saúde, protecção social e conservação do património. Assim sendo sou mais próximo dos chamados sociais-democratas liberais do que da auto proclamada Social-democracia do Sócrates do partido socialista.

No entanto irrita-me o discurso oportunista político do PSD. Parece o PS! (E não pode haver critica maior que esta).

O PSD devia sem complexos assumir que quer que o governo do PS cumpra o mandato. O PSD deveria produzir trabalho politico de referência. Daquele trabalho que não se vê hoje mas que mais cedo ou mais tarde vai ser útil a todos os níveis.

As pessoas que votam no PSD merecem que o partido seja de facto um seu reflexo. Não um bando de políticos iguais aos socialistas que apenas querem sobreviver nas ardilosas e labirínticas brincadeiras políticas e partidárias, manipulando números e não tocando a fundo nas tais ditas reformas de fundo.

No PSD não chega uma linguagem de responsabilidade! No PSD de hoje nota-se uma falta gritante de quadros de qualidade e de certeza nos conteúdos. Não pode ser! O facto de não se preverem eleições a curto prazo não deveria justificar esta baixa de qualidade

O PSD não pode deixar que o PS coma de uma forma continuada a matriz social-democrata que faz do PSD o maior partido português!

Cresçam!

Apresentem-se com bom senso!

Tenham sentido de estado!

Por favor!

3 comentários:

Tania Mealha disse...

Bem!... dá vontade de perguntar: queres formar um partido novo?!

Nuno Costa disse...

Cara Tânia, é verdade. Quase apetece criar um partido novo. Após mais de um ano de liderança, Marques Mendes pouco ou nada se preocupou com o país. Vive para dentro. Para o partido. Aliás, sempre foi assim. Por sua iniciativa mas também por culpa de algumas pessoas que o rodeiam. E assim, caso lá chegue, será dificil, em 2009, apresentar-se como alternativa credível. Pelos vistos não basta repetir a palavra credibilidade 100 vezes por dia...

Vítor Palmilha disse...

Lá estás tu a desmascarar os amigos... Raio de Comuna...