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segunda-feira, março 17, 2008

Reformas (*)

Num país onde todos desejam vir a ter (a merecida) reforma, não se percebe tanta resistência a reformas!

(*) o titulo também podia ser "sound bites de borla".
este post aplica-se aos governos de Cavaco Silva, Durão Barroso, Santana Lopes e um pouco o actual ;)

domingo, março 16, 2008

Post um Domingo à noite: sobre política

O PS liderando a agenda política de uma forma avassaladora faz um micro comício excepcionalmente bem transmitido. Um esforço para comunicar que não chega para atenuar um desgaste natural de uma maioria absoluta.
No entanto o esquema de comício, o velho casaco castanho da confiança em campanha, e a imagem do falso corajoso do Sócrates são reflexo de um trabalho de comunicação válido. Não chega! Mas reflecte uma maneira profissional de estar na festa da democracia.
Analisando as duas entrevistas dos lideres dos partidos do centrão político português fico com a nítida sensação de que o líder natural é o Menezes. Com metade do esforço da imagem do Sócrates e com a mesma acutilância política, Menezes terá alguma notoriedade perante o eleitorado. É necessário apresentar-se com uma coerência que as convulsões internas, algum desleixe na comunicação e o passivo da CM de Gaia não ajudam.
Mas quem somos nós para exigir mais. Não é preciso muito esforço de memória para criticar muito mais o "curriculo" do nosso primeiro.
Política portuguesa: sempre a pensar no mal menor...

sexta-feira, março 14, 2008

Problemas de Comunicação


Nos últimos dias fomos confrontados com um conjunto de noticias e de muitos posts na blogosfera focando a "nova imagem" do PSD.

Ás primeiras noticias confesso que fiquei preocupado. Alterar uma imagem é um processo, embora corajoso, muito perigoso, se comunicado de forma errada.

Antes de ver a imagem, li variadissimas criticas. Mais preocupado fiquei.

Li noticias que falavam numa nova seta, num novo logótipo. A preocupação aumentou.


Finalmente tive acesso à tal "nova" imagem.

Nova?

Nada de novo! A seta é a mesma criada no tempo de Durão Barroso. É, aliás, a tal que recentemente foi noticia, por maus motivos, devido à factura ter sido paga por uma grande empresa de Construção.


A única novidade é a utilização de um fundo em tons de azul.
E também uma nova assinatura, um novo slogan.

Nada de novo! O azul é uma côr que cai bem conjugada com o laranja e já usada diversas vezes.

Este novo fundo é diferente, mais arrojado, mais "fresco".


Portanto, não há uma nova imagem! Há um "refrescamento", através de um fundo, com um logótipo já usado e institucionalizado.


Mas, pergunto-me eu: se tanta gente falou e noticiou uma "nova imagem", quem se lembrou disso?

Pois, houve alguém que terá comunicado antecipadamente esse facto. E comunicou mal! Anunciaram uma nova imagem, o que não é verdade na totalidade.

E muitos jornalistas não se deram ao trabalho de investigar ou puxar pela memória. "Compraram" o que lhes "venderam"!


E, mais uma vez, alguns militantes correram a criticar algo que nem era facto!


O PSD tem, actualmente, vários problemas. Muitos para além da sua direcção! Mas há um problema que insiste em continuar. Problema de comunicação!

quarta-feira, março 12, 2008

bem visto

Boa análise de Rui Calafate à última novela interna do PSD, aqui.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Como lidar com jornalistas

Isabel Stilwell, Directora do jornal Destak, dá uma lição, na edição de hoje em Editorial.
Pela pertinência do texto, reproduzo o mesmo!

É urgente aprender a lidar com jornalistas
27 02 2008 08.31H

Devia haver lições de como lidar com jornalistas. E a primeira regra, que qualquer cidadão teria de aprender, é que se pode, e deve, dizer «Não» a um repórter, sempre que assim se entender fazê-lo. O jornalismo é um contra-poder fundamental, ninguém põe isso em causa. E deve denunciar as situações todas e mais algumas, desde que o seu trabalho seja fundamentado. Mas não é polícia, nem é mandatado por nenhum tribunal. Não tem qualquer poder para «interrogar» as pessoas, ou de obter delas uma resposta. Fechar a porta na cara de uma câmara de televisão não é crime, assim como não é reprovável desligar-lhe o telefone na cara, ou recusar-se a responder às suas perguntas.

O pior é que as pessoas têm medo e se sentem indefesas. E a realidade prova que com razão. Ainda há dias, uma revista cor-de-rosa fazia capa com uma figura pública, «revelando» que consultava uma vidente. Lá dentro quatro páginas sobre o assunto para no último parágrafo se escrever que a pessoa (sic) «optou por negar» esta história, dizendo que era falsa, dando ainda por cima à recusa um toque de ironia. Mas e se é mesmo verdade, pergunta o leitor. Publica a história, mas assinala logo na primeira linha (neste caso na capa) que o objecto do seu texto nega tudo aquilo. Cabe-lhe, depois, provar o que afirma, nomeadamente em tribunal.

Frente a estes inquisidores, as pessoas sentem-se intimidadas «a colaborar». Sabem que se disserem Não, vão ser acusadas de mentir; se se remetem ao silêncio, acusadas de calarem e consentirem; se respondem torto, é porque além de criminosas são malcriadas, e por aí adiante. Sabem que o jornalista tem a faca e o queijo na mão, e que quando quiserem vir «emendar a mão», já aquela versão da sua vida circula por milhares de bocas. Decididamente, temos que ter a coragem de apresentar queixa contra estes Zorros sem escrúpulos, quando atentam contra o nosso bem mais precioso: o direito ao bom nome.

Isabel Stilwell editorial@destak.pt