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quinta-feira, março 27, 2008

Ignorância

Não conheço este senhor de lado algum, nem sequer tenho a menor intenção de que algum dia tal infelicidade me aconteça, mas não posso deixar passar em claro as alarvidades, barbaridades e outras "ades" que o meu sentido ético de caçador não me permitem pronunciar.

A ignorância deste ser humano, ou pelo menos ele assim se designa, é por demais chocante.

Caçar não é sinónimo de matar, é sinónimo de reprodução, selecção natural, proporcionar abrigo, proporcionar alimento, proporcionar água, dar continuidade às espécies. Isto é caçar! Só se caça 3 meses por ano às aves de que fala, algumas até menos. E os animais maiores que causam estragos aos agricultores da Aldeia onde diz que viveu? Esqueceu-se também disso? Ou a memória selectiva impede-lhe de lá chegar?

De certeza que gosta de comer o seu porco ou a sua vaca alimentados a farinhas e mortos com choques eléctricos, é mais humano de certeza. E uma necessidade evidente! mas eu sou "caçariano", só como animais caçados! e com os quais me preocupo o ano inteiro!

A sua preocupação com os animais domésticos é enorme com certeza!

A tourada, tradição secular, será que compreende que só existem este tipod e touros porque a Tourada existe?

E mais, será que consegue compreender que o equilíbrio das espécies só acontece com a caça?

Caro senhor, peço-lhe que pense antes de escrever, porque a sua espécie de ignorantes é um alvo a abater na nossa sociedade actual! A meritocracia vão um dia impor-se e pessoas como o senhor deixarão de poder revelar impunemente a sua ignorância e falta de ética ao comentarem assuntos sobre os quais não têm qualquer tipo de conhecimento. Isto claro, é o que eu penso, porque se o conhecimento existir é pura estupidez!

Infelizmente, não existem caçadores para acelerar a selecção natural, e temos que ir lidando touros como este.

sábado, março 01, 2008

intolerância

Não gosto de extremistas na política. Sejam de direita ou de esquerda! E refiro-me ao extremismo nas acções. Embora não concorde com ideologias extremas (à esquerda ou direita), fui educado a respeitá-las, desde que respeitem a vontade da maioria e aceitem o regime vigente.
Ao longo dos tempos tentou-se instalar uma ideia que entre direita e esquerda, era à esquerda que se defendia a tolerância e à direita defendia-se a não aceitação de diferenças.
No limite, muitos tentaram passar o sentimento que regimes de direita provocavam mortes e genocidios (Alemanha Nazi ou Itália Fascista) e regimes de esquerda provocavam o paraiso social (Europa de Leste, União Soviética).
Sempre defendi o contrário. A esquerda é mais intolerante que a direita!
É mais dificil à esquerda aceitar opiniões divergentes e até a existência de acções ou movimentos que pensem diferente.
Ocorre-me, finalmente, escrever isto, ao ler mais esta noticia.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Como lidar com jornalistas

Isabel Stilwell, Directora do jornal Destak, dá uma lição, na edição de hoje em Editorial.
Pela pertinência do texto, reproduzo o mesmo!

É urgente aprender a lidar com jornalistas
27 02 2008 08.31H

Devia haver lições de como lidar com jornalistas. E a primeira regra, que qualquer cidadão teria de aprender, é que se pode, e deve, dizer «Não» a um repórter, sempre que assim se entender fazê-lo. O jornalismo é um contra-poder fundamental, ninguém põe isso em causa. E deve denunciar as situações todas e mais algumas, desde que o seu trabalho seja fundamentado. Mas não é polícia, nem é mandatado por nenhum tribunal. Não tem qualquer poder para «interrogar» as pessoas, ou de obter delas uma resposta. Fechar a porta na cara de uma câmara de televisão não é crime, assim como não é reprovável desligar-lhe o telefone na cara, ou recusar-se a responder às suas perguntas.

O pior é que as pessoas têm medo e se sentem indefesas. E a realidade prova que com razão. Ainda há dias, uma revista cor-de-rosa fazia capa com uma figura pública, «revelando» que consultava uma vidente. Lá dentro quatro páginas sobre o assunto para no último parágrafo se escrever que a pessoa (sic) «optou por negar» esta história, dizendo que era falsa, dando ainda por cima à recusa um toque de ironia. Mas e se é mesmo verdade, pergunta o leitor. Publica a história, mas assinala logo na primeira linha (neste caso na capa) que o objecto do seu texto nega tudo aquilo. Cabe-lhe, depois, provar o que afirma, nomeadamente em tribunal.

Frente a estes inquisidores, as pessoas sentem-se intimidadas «a colaborar». Sabem que se disserem Não, vão ser acusadas de mentir; se se remetem ao silêncio, acusadas de calarem e consentirem; se respondem torto, é porque além de criminosas são malcriadas, e por aí adiante. Sabem que o jornalista tem a faca e o queijo na mão, e que quando quiserem vir «emendar a mão», já aquela versão da sua vida circula por milhares de bocas. Decididamente, temos que ter a coragem de apresentar queixa contra estes Zorros sem escrúpulos, quando atentam contra o nosso bem mais precioso: o direito ao bom nome.

Isabel Stilwell editorial@destak.pt