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segunda-feira, abril 07, 2008

Empreendedor

Em Português a palavra empreendedorismo não existe.

No entanto, para quem apenas aplica a palavra empreendedor num contexto de capitalismo empresarial selvagem, deixo aqui a definição.


Empreendedor
Foram detectadas 2 formas.
empreender
Conjugar
de em + Lat. prehendere
v. tr.,

tentar, experimentar, decidir-se a fazer alguma coisa;
resolver;
pôr em execução;
v. int.,
cismar, sentir apreensões
.

domingo, abril 06, 2008

Positivo, Empreendedor e ....de Direita?

Cara Tânia

Este teu post motivado pelo meu anterior deixa-me absolutamente convencido que todo o pretexto é válido para se colocar uma cassete.
Se o meu comentário está baseado numa afirmação sobre licenciados, se falo sempre de licenciados e do emprego para os licenciados, é normal que ache que o tema é sobre desemprego dos licenciados. E não sobre os que têm uma formação académica diferente de uma licenciatura.

A força do pensamento positivo é uma expressão que de facto te causou alguns problemas. Assumo que deveria ter explicado melhor. Trabalhar mais e mais é uma coisa. Ter força para encarar o dia-a-dia e objectivos definidos que requerem muito trabalho e tempo para atingir é outra. Esta última frase define a importância de um pouco de pensamento positivo. Eu acho que muitos recém-licenciados não se esforçam o suficiente, o que não quer dizer que não haja muito esforço sem resultados em timings que consideremos razoáveis. Também me provoca cada vez mais confusão o tema das cunhas, mas guardo o tema para um post.
Como sabes estudei na Universidade e a grande maioria dos grupos que frequento é dessa espécie de jovens licenciados. O post que escrevi tem por base a vivencia das pessoas que me rodeiam. Acho que conseguirás entender que há sem dúvida um efeito depressivo numa grande maioria dos jovens que acabam o investimento que fizeram numa licenciatura. A pressão do meio familiar, a exigência e as expectativas que criaram, um ensino que incute o culto do empregado por conta de outrem, e as mudanças que o tempo provoca na sociedade e na economia, são factores que precisam de alguma força (força é = a positivo) para se superarem.

Eu assumo que o 25/4/1974 me provoca alguma confusão. Não pela data, não pela luta que foi travada, não pela mudança para a democracia, mas sim por uma parte dos ideais que provocaram uma estranha noção da relação entre liberdade e responsabilidade. A noção do trabalho e do peso do estado também me causam algumas comichões. Acho que o discurso para o operário/agricultor/funcionário, o sindicalismo controlado, a alergia excessiva aos empresários empregadores são chavões que não contribuem hoje para o desenvolvimento individual de cada português, assim como em nada contribuem para o desenvolvimento sustentável de um país livre e democrata. Parece-me também que a perspectiva de desconfiança e da negatividade é transversal a todos os partidos políticos, mas é próprio dos partidos mais à esquerda.

Admito que me faz confusão ver-te, uma pessoa cheia de força (e ter força é positivo), a emitir constantemente opiniões de semblante negativo.
Para culmirar este post pedir-te por favor que não utilizes o pior dos argumentos:
”Não te esqueças do que defendes se algum dia não tiveres o que comer, nem casa para viver, nem forma de sustentar a tua família”.
É que dá vontade de responder à letra e nunca fica bem.

sexta-feira, abril 04, 2008

precaridade laboral e empreendedorismo

Tiago, ainda bem que achas que a precaridade laboral e empreendedorismo andam de mãos dadas no sentido: não há emprego logo há maior empreendedorismo!
Depois também fazes a assumpção de que muitos dos licenciados não se esforçam, e encaras as dificuldades actuais como forma de os sujeitos se tornarem proactivos. Infelizmente a proactividade não existe porque se tem um curso e não existe trabalho. Quem tem tendência a ser proactivo sê-lo-á, com emprego ou há procura de emprego, ou de maneira a se safar na vida.
Outra assumpção que acho curiosa, é a de que quem se esforça tem sempre emprego. Ora, a prova é que mesmo estudando, com licenciatura, mestrado ou doutoramento não há emprego em determinadas àreas, porque aqueles que se safam na proactividade dos lobbys e compadrios muitas vezes ocupam lugares para os quais não têm habilitações - Portugal está cheio de pessoas proactivas como estas! Lembro-me por exemplo que o Governo teve que criar um programa que possibilite a absorção dos doutorados por parte das empresas porque existem n deles desempregados. Ah! Talvez a culpa seja deles, nunca se esforçaram!!!!!!
Depois pensaste apenas nos que estudam ou têm estudos, os outros, aqueles que ainda hoje têm o 9.º ou o 12.º ano, então ainda vivem em piores condições...
Não te esqueças do que defendes se algum dia não tiveres o que comer, nem casa para viver, nem forma de sustentar a tua família.
A precaridade laboral criada com o novo código do trabalho do PSD e agora a flexisegurança do PS (engraçado, um de direita e o outro de esquerda, no entanto olhando para as políticas laborais ninguém diria que são partidos diferentes) garantem ao nosso País uma autoestrada para o subdesenvolvimento social, cultural e económico.
Espero que estejas enganado, e que a minha geração saiba lutar pelos seus direitos e deveres não caindo na apatia profunda de que "a política não me interessa", "são todos iguais", "não há ideais", "direita e esquerda não existem", "direita e esquerda é tudo igual", etc.
Quando não há ideais não há pelo que lutar. O Ideal é algo a que se aspira. Se não aspiras a nada, o que tens para defender?!
Eu, ao contrário de ti, não acredito "na força do pensamento positivo", acredito no trabalho que se faz em vista dos objectivos que se têm.
Engraçado, sabes que no fim escreveste um contrasenso: acreditas que as pessoas têm que se fazer valer pelo seu esforço, e têm sempre que se esforçar mais e mais, mas depois dizes "acredito na força do pensamento positivo". Eu acredito na força da acção humana. Vivemos e somos o que construímos, aquilo por que lutamos.

Planeta PS (1)

Estudar em Portugal é um bom negócio. Sei que deve ser a única base para os comentários do ministro Gago sobre o desemprego dos recém licenciados.
Acredito que o jovem licenciado vê as coisas mais difíceis do que lhe venderam. O tempo da licenciatura igual a trabalhinho certinho e direitinho para a vida já acabou. E ainda bem.
A verdade é que é um passo difícil. As expectativas goradas e a noção que atingir os fins desejados requer mais trabalho e caminhos que não eram os esperados provocam um espírito depressivo. Mas a verdade é que felizmente nunca se falou tanto em empreededorismo e em criação das próprias oportunidades.
Como acredito na força do pensamento positivo (embora não frequente nenhuma seita) acredito também que se a nossa geração é a geração que deixa de ter as ilusões de Abril (podes escrever à vontade Tânia, que eu respondo).
Acho também que o ministro Gago ou é demasiado positivista ( há nomes mais feios para descrever um “demasiado positivista”) ou vive mesmo noutro planeta*.


Planeta PS – onde as coisas normais não acontecem com regularidade.