segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Lá vai Lisboa ...

Durante a semana passada, na zona da Rua Castilho, a CML procedeu ao arranjo do arvoredo!
É bom sinal ver os serviços da autarquia a funcionar, independentemente de quem tutela.
Os trabalhadores da CML da Direcção Municipal de Ambiente Urbano têm um trabalho importantissimo na cidade, a manutenção do espaço verde. Desde os jardins aos pequenos canteiros, da limpeza das ruas à manutenção do arvoredo, é um trabalho fundamental para a qualidade de vida de todos os que usufruem da cidade, os moradores e os mais de 1 milhão que, diariamente, aqui trabalham.
Foi, por isso, com agrado que vi o trabalho referido a decorrer. Foram dois dias!
Dois dias da semana! Dois dias em que centenas de lugares de estacionamento ficaram inutilizados, por impedimento óbvio! Centenas de lugares no centro de Lisboa, em plena zona de escritórios!
A mim não me fez grande diferença, pois venho de transportes! Mas muitas pessoas não o fazem. Podem nem ser as que por aqui trabalham. Mas há muito boa gente que aqui se dirige durante o dia.
Não percebo, por isso, porque não é este serviço feito ao fim de semana!?
Pelas noticias que têm sido publicadas, calcula-se que para não pagar horas extraordinárias a estes funcionários!
É certo que era necessário cortar em muitas das supostas horas extraordinárias que eram pagas na CML, mas este é um claro exemplo onde tal não deveria acontecer!
E mesmo que a questão seja financeira, na órbita da CML, há quem tenha ficado a perder! Será calculável o valor que não entrou em parquimetros nesses dois dias?
Neste aspecto aqui descrito a culpa não é dos serviços, nem dos seus dirigentes, mas sim de quem tutela estes serviços!
Lá vai Lisboa ...

domingo, fevereiro 03, 2008

Não somos republicanos nem democratas

Esta febre do regicídio deixo-me mais atento e curioso em relação à nossa historia da democracia. Principalmente antes do 25 do 4 (parece-me nitidamente que os nossos revolucionários abarbataram-se da palavra democracia na historia de Portugal).
Após ler algumas coisas muito interessantes aqui na net resolvi partilhar convosco este texto, parte integrante da formação cívica leccionada nas nossas escolas no ensino básico. Não sei honestamente se ainda é válido mas o resumo da nossa democracia é... isso mesmo, um resumo.
Não faz parte do nosso adn. Basta ver quanto tempo tivemos desta dita "democracia" na nossa história.
Assumindo a validade do raciocínio anterior parece-me mais que lógico afirmar que o nosso adn é monárquico. Portugal foi fundado em 1143 e em 1910 é instaurada a republica... Para quem acredita na força dos hábitos e na tal memória histórica colectiva como justificação para comportamentos sociais acho que é obrigatório aceitarmos o facto de sermos um povo habituado à causa real.
No entanto não acredito que alguma vez se retorne a uma forma de sistema politico onde uma das partes tem o poder adquirido (por mais ténue que seja esse poder). É uma pena! Mas será que um regime presidencialista, ou semi-presidencialista faria sentido no nosso país? Será que a alteração da forma poderia estancar um pouco o descrédito perante os políticos?
Será que é preciso mudar alguma coisa? Será que ainda não trabalhamos bem este modelo? Será que há resposta para isto?

separadas à nascença








quinta-feira, janeiro 31, 2008

Luto!




Informo os leitores e restante "redacção" do esquerdadireitavolver que durante o dia 1 de Fevereiro não colocarei posts por motivo de luto nacional!

Reforço de peso!


Paulo Teixeira Pinto foi eleito Presidente da Causa Real!

Não percebo os medos e receios

Não percebo! Não percebo porque razão a maioria das pessoas continua a ter receio da regulamentação, reconhecimento e clarificação de actividades profissionais especificas como os Lobbistas, Consultores de Comunicação e Assessores de Imprensa.
Jaime Gama, que deveria dar o exemplo pela positiva, reafirma pela negativa!
É pena! Continuaremos um belo país à beira mar plantado, felizes e contentes, mas não no pelotão da frente!
Luis Paixão Martins tem dado a cara pela ideia e já respondeu.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

ai ... se a Ana Gomes sabe disto!

Avião com PR búlgaro aterra de emergência nos Açores

Delirios! ( * )


( * ) ou "Porque no te callas ... "

ele queria uma OPA só para ele...

Cada vez que há uma OPA neste país, lá aparece o Comendador Joe Berardo metido "ao barulho"!
Mas ele desejava fazer a sua própria OPA!
Desde que instalou a sua colecção no CCB que vinha a preparar caminho. Finalmente Joe concretizou a OPA ao Governo.
O novo Ministro da Cultura é administrador da Fundação Berardo!

miminho à ala esquerda

Nos últimos dias tem surgido novas noticias do descontentamento da "ala esquerda" do PS, nomeadamente que Manuel Alegre queria formalizar uma corrente de pensamento do partido.
A nova Ministra da Saúde, embora não sendo filiada, foi apoiante de Manuel Alegre, nas presidenciais e é próxima de Maria de Belém, uma das principais criticas do ex-ministro e de Ana Sara Brito, ex directora de Campanha de Alegre e actual vereadora na CMLisboa.
Podemos dizer que Socratés deu um miminho à "ala esquerda" do PS.

domingo, janeiro 27, 2008

Dom Carlos I: Tudo tinha sido diferente?

A pretexto do post do Rodrigo aconselho a fantástica entrevista publicada no Jornal "Público" deste domingo no consequência do programa "Diga Lá Excelência".

Para ouvir a entrevista clica aqui.

Guardo esta frase a certa altura da entrevista:

"Os portugueses gostam de governantes austeros?De certa forma, durante o século XX, uma das manhas dos governantes, umas vezes sinceramente, outras hipocritamente, passa por esta imagem de austeridade, de um modelo quase sacerdotal. Salazar era o monge no poder. E julgo que isto em parte sucede porque o poder em Portugal pode muito, razão porque os portugueses ainda apreciam os que se sentam na cadeira do poder dizendo que o fazem a contragosto, com sacrifício, sem tirar vantagem nenhuma daquilo."

Vale a pena ler ou ouvir sobre este fantástico momento na história.

Porque não somos um país desenvolvido!

Gosto de pensar e achar que sim! Mas ás vezes vejo que não!
Porquê? Por exemplos destes.
O não respeito pela história é algo que me faz confusão. Deixa-me triste estes sentimentos não patrióticos. Há muitos momentos e personagens da história lusa dos quais não me orgulho, mas não tento glorificar ou homenagear os seus fins.
A mudança do nome de pontes (sobre o Tejo, por exemplo) e ruas são outras situações que contribuem para o não conhecimento e reconhecimento da história tão rica de Portugal.
Os alemães teriam bem melhores razões para ter atitudes destas e não o fazem!

sábado, janeiro 26, 2008

Trabalhar trabalhar trabalhar

Quando é que estes governantes de ***** fazem um reforma da lei do trabalho que deixe que os patrões possam pagar pela qualidade, criar sistemas de estímulo e confiança nas empresas e despedir pela incompetência?
Quando é que estes governantes de ordenado mensal confortávelzinho alteram a porcaria da lei do trabalho para que os trabalhadores tenham que ter uma consciência do que é trabalho? Uma lei que potencie a ideia efectiva de produção de trabalho, de competição para a evolução e da oportunidade que é ser despedido.
É preciso alterar hábitos e consciências? Então não se torne o acto de contratação das empresas num método de alto risco ou num esquema legal para poder despedir se não houver produção ou compatibilidade.
E mais importante: ACABEM COM A ***** DOS RECIBOS VERDES (pelo menos na forma como está hoje estruturada)!

A tendência da diminuição dos laços de trabalho entre os empregados e os empregadores é uma tendência. A flexisegurança irá sem dúvida acentuar isso. QUAL É O PROBLEMA!!!
A questão central é o volume de trabalho. A vida nesta era do conhecimento será sempre mais pragmática: há um objectivo para se produzir, os melhores conseguem e os piores esforçam-se mais ou procuram outra coisa para fazer.
Não é na obrigação do vínculo que se cria a confiança no mercado laboral.
Cambada de comunas preguiçosos.
Aposto que se o parlamento tivesse um terço dos deputados a ganhar o triplo e sem hipóteses de reformas por inteiro (entre outras benesses) tudo era bem mais eficaz.

E sim, é verdade:
Hoje acordei muito mais virado para a direita!
Talvez mais virado para a razão...

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Não fui eu que disse ...

"Em Lisboa, António Costa governa sem oposição."
Tirando um pormenorzinho aqui e ali, uma análise bastante pertinente , de Diogo Belford Henriques no 31 da Armada, sobre o momento político actual na Câmara Municipal de Lisboa.

Debate




Lei Eleitoral Autárquica

Nos últimos anos tem vindo a ser consensual a necessidade de novas regras para as Autarquias, nomeadamente ao nível do processo eleitoral e do funcionamento e constituição dos órgãos. Quer no âmbito Municipal como no de Freguesia.
Foram várias as questões a serem discutidas e analisadas na opinião pública.

A Limitação de Mandatos. Entretanto aprovada, em 2005, com legislação especifica.
Reestruturação das Freguesias. No inicio do mandato do actual governo, António Costa, na altura Ministro e hoje Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, defendeu que as Freguesias com menos de 1000 habitantes deviam ser extintas, dando origem a uma alargada discussão sobre o tema e aos critérios a adoptar.
Impossibilidade do Presidente substituir Vereadores. São vários os casos em que passa a existir incompatibilidades entre dirigentes da mesma força política. O Presidente pode retirar pelouros a um vereador, mas este não o deixa de ser, mantendo-se em funções no órgão. E normalmente passa a votar contra, o que provoca uma deturpação do resultado eleitoral.
Executivos monocolores. Proposta recente que garante maioria no executivo municipal para a lista mais votada.

Esta última questão foi ganhando força com novas realidades inerentes das Autárquicas 2005, nomeadamente em Lisboa, com 5 forças políticas representadas no Executivo e Oeiras e Amarante, onde candidaturas Independentes aumentaram o numero de forças políticas representadas. Nestes casos não houve maiorias, provocando a necessidade de constantes negociações e acordos para a aprovação de propostas.
Com o resultado das Intercalares em Lisboa, esta realidade foi exponenciada. São, agora, 6 forças políticas num Órgão que se pretende Executivo, que seja célere!

Finalmente os dois maiores partidos políticos chegaram a acordo para as linhas orientadoras de uma nova lei.

Relativamente à actual realidade, a grande questão que se põe é o facto de ao nível do Município, elegerem-se dois “parlamentos”. Na pratica o Executivo Municipal (Câmara) funciona como uma assembleia, onde as propostas são discutidas e votadas. Elege-se ainda a Assembleia Municipal, órgão igualmente fiscalizador.

Tudo isto criou uma estrutura política e de decisão bastante pesada. Embora na maioria dos municípios não se faça sentir tanto, visto terem apenas duas forças políticas com uma delas em maioria, nos grandes municípios, pela dificuldade em atingir maiorias, os procedimentos e decisões são bastante difíceis.

Nova Lei

Em consequência do acordo entre PS e PSD, que alterações propõe a nova lei:

O eleitor passa a votar apenas para um órgão.
O Presidente da Câmara é o cabeça da lista mais votada;
É garantida a maioria dos membros do executivo à lista mais votada, independentemente da percentagem de votação;
Garante-se a presença das restantes forças políticas no executivo, mas em minoria e através do método de hondt;
O Presidente escolhe os vereadores de entre os membros eleitos na Assembleia Municipal;
Acrescenta competências à Assembleia Municipal, nomeadamente apreciação da constituição do Executivo e apresentação de Moções de Censura;
Existe uma redução dos membros dos executivos municipais, por exemplo Lisboa passa de 17 para 13.
Em certas votações na Assembleia Municipal, as inerências (Presidentes de Junta) não terão direito de voto;
Aprovação ou Rejeição de constituição de Executivo, Moções de Censura;
Aprovar as opções do plano e a proposta de orçamento, bem como as respectivas revisões;


Estas alterações podem ser consideradas um “passo em frente”. Mas pecam por alguma falta de coragem. Vários passos poderiam e deviam ter sido dados, mas mais uma vez se opta por soluções que não beliscam tanto algum status quo, existente em “leis não escritas”.
Se por um lado o eleitor passará a ter apenas um Boletim de Voto, ao nível Municipal, na pratica continuaremos a ter um órgão a funcionar na mesma lógica, ou seja, o Executivo, visto ser garantida a presença de oposição, mesmo que em minoria. Fará isto sentido quando se pretende aumentar as competências, nomeadamente de órgão fiscalizador, à Assembleia Municipal?

Uma boa decisão neste projecto de lei é o facto de permitir, ao Presidente eleito, remodelações do executivo. Mas será que isso resolverá tudo nos moldes propostos? É que o elemento “remodelado” voltará à Assembleia Municipal. Imagine-se que, o mais viável de acontecer, sai do Executivo incompatibilizado com o Presidente. Irá ele na Assembleia assumir que postura?

Muitos outros exemplos práticos poderão ser feitos ao abrigo das regras propostas que irão demonstrar um possível aumento da ingovernabilidade nos municípios.

Verdade seja dita, ao longo de 30 anos, na larga maioria dos casos, o Poder Local tem funcionado! Mas era necessário acabar com a aberração formal de ter dois “parlamentos” a funcionar ao mesmo nível.
Com outros dois exemplos de modelos no país que poderiam ter sido seguidos, optou-se por um outro “experimental”.
Porque não se elaborou proposta que encaminhasse numa lógica semelhante à Assembleia da República? Onde o órgão seria efectivamente executivo e o seu Presidente escolheria a sua equipa em total liberdade? Como se os vereadores fossem os Ministros?
Ou, outra possibilidade, propor um funcionamento à semelhança das Freguesias? Os membros do executivo saiam da Assembleia. Não havendo maioria nesta, assuma-se a necessidade de negociação entre as forças politicas representadas! Sem forçar a representação de oposições! Pois o lugar destas é nos órgãos fiscalizadores, ou seja, as assembleias!

Leva isto a considerar uma falácia a opinião de que esta ou outra proposta encaminhará o sistema no Poder Local para o bi-partidarismo! A representação das forças politicas faz sentido nas Assembleias, nos “Parlamentos”, tendo estes os poderes de fiscalização!

Se ...

... o lobbie estivesse reconhecido e regulamentado, no nosso país, ninguém iria colocar esta situação em causa! Sendo assim ... "let's get ready to Rumble"!

Next Step by Antony Black

Os países nórdicos discutem novos conceitos de participação politica à algum tempo. A base tecnológica e a acessibilidade em massa à internet provocam novas abordagens ao tema da democracia.
Nós por cá já temos um senhor deputado que quer dar este passo em frente.
Basta registar (email e telemóvel obrigatório) e temos acesso a discutir e confiar que a nossa opinião será levada em conta em discussões de diversas áreas.
Por favor clique aqui e seja bem-vindo ao mundo digital da democracia.
Afinal nem tudo é escuro no António Preto...

sábado, janeiro 19, 2008

o meu Belenenses

O meu Belenenses vive momentos de crise, mais que desportiva, crise interna ao nivel dos órgãos dirigentes.


O Presidente demitiu-se!


Não digo que seja em sequência do "caso meyong", pois, sejamos verdadeiros, era algo que já se adivinhava!


E poucos estão isentos de culpa. Desde os dirigentes, alguns profissionais, sócios, apoiantes da direcção e oposição, a culpa reparte-se por muitos. Até por mim, nem que seja por ausência ou falta de comparência, pois a vida profissional não me tem permitido dedicar tempo, mesmo que pouco, ao meu Belenenses.


4a feira, na reunião extraordinária do Conselho Geral, lá tentarei estar, cumprindo os deveres de membro Eleito!




Para já é merecido um agradecimento ao Armando Cabral Ferreira! Ao Presidente e ao Amigo!


Obrigado! E força! Força para nos acompanhares e ao nosso Belenenses por muito mais tempo!

Não fui eu que disse ...

«Estaria a mentir se dissesse que me reconheço (no actual Governo). Não, não me reconheço»
«não compreender esta política, não só das taxas moderadoras para tratamentos e cirurgias (uma dupla tributação), como a extinção de urgências e de Serviços de Atendimento Permanente e o encerramento de maternidades em zonas do interior, seja qual for a fundamentação técnica»
«Isso é um erro colossal, porque as pessoas se sentem desprotegidas e abandonadas pelo Estado, sobretudo em regiões do país onde não há mais nada»
Manuel Alegre! entre outras "perolas" que podem ser lidas aqui.