domingo, janeiro 27, 2008

Porque não somos um país desenvolvido!

Gosto de pensar e achar que sim! Mas ás vezes vejo que não!
Porquê? Por exemplos destes.
O não respeito pela história é algo que me faz confusão. Deixa-me triste estes sentimentos não patrióticos. Há muitos momentos e personagens da história lusa dos quais não me orgulho, mas não tento glorificar ou homenagear os seus fins.
A mudança do nome de pontes (sobre o Tejo, por exemplo) e ruas são outras situações que contribuem para o não conhecimento e reconhecimento da história tão rica de Portugal.
Os alemães teriam bem melhores razões para ter atitudes destas e não o fazem!

sábado, janeiro 26, 2008

Trabalhar trabalhar trabalhar

Quando é que estes governantes de ***** fazem um reforma da lei do trabalho que deixe que os patrões possam pagar pela qualidade, criar sistemas de estímulo e confiança nas empresas e despedir pela incompetência?
Quando é que estes governantes de ordenado mensal confortávelzinho alteram a porcaria da lei do trabalho para que os trabalhadores tenham que ter uma consciência do que é trabalho? Uma lei que potencie a ideia efectiva de produção de trabalho, de competição para a evolução e da oportunidade que é ser despedido.
É preciso alterar hábitos e consciências? Então não se torne o acto de contratação das empresas num método de alto risco ou num esquema legal para poder despedir se não houver produção ou compatibilidade.
E mais importante: ACABEM COM A ***** DOS RECIBOS VERDES (pelo menos na forma como está hoje estruturada)!

A tendência da diminuição dos laços de trabalho entre os empregados e os empregadores é uma tendência. A flexisegurança irá sem dúvida acentuar isso. QUAL É O PROBLEMA!!!
A questão central é o volume de trabalho. A vida nesta era do conhecimento será sempre mais pragmática: há um objectivo para se produzir, os melhores conseguem e os piores esforçam-se mais ou procuram outra coisa para fazer.
Não é na obrigação do vínculo que se cria a confiança no mercado laboral.
Cambada de comunas preguiçosos.
Aposto que se o parlamento tivesse um terço dos deputados a ganhar o triplo e sem hipóteses de reformas por inteiro (entre outras benesses) tudo era bem mais eficaz.

E sim, é verdade:
Hoje acordei muito mais virado para a direita!
Talvez mais virado para a razão...

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Não fui eu que disse ...

"Em Lisboa, António Costa governa sem oposição."
Tirando um pormenorzinho aqui e ali, uma análise bastante pertinente , de Diogo Belford Henriques no 31 da Armada, sobre o momento político actual na Câmara Municipal de Lisboa.

Debate




Lei Eleitoral Autárquica

Nos últimos anos tem vindo a ser consensual a necessidade de novas regras para as Autarquias, nomeadamente ao nível do processo eleitoral e do funcionamento e constituição dos órgãos. Quer no âmbito Municipal como no de Freguesia.
Foram várias as questões a serem discutidas e analisadas na opinião pública.

A Limitação de Mandatos. Entretanto aprovada, em 2005, com legislação especifica.
Reestruturação das Freguesias. No inicio do mandato do actual governo, António Costa, na altura Ministro e hoje Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, defendeu que as Freguesias com menos de 1000 habitantes deviam ser extintas, dando origem a uma alargada discussão sobre o tema e aos critérios a adoptar.
Impossibilidade do Presidente substituir Vereadores. São vários os casos em que passa a existir incompatibilidades entre dirigentes da mesma força política. O Presidente pode retirar pelouros a um vereador, mas este não o deixa de ser, mantendo-se em funções no órgão. E normalmente passa a votar contra, o que provoca uma deturpação do resultado eleitoral.
Executivos monocolores. Proposta recente que garante maioria no executivo municipal para a lista mais votada.

Esta última questão foi ganhando força com novas realidades inerentes das Autárquicas 2005, nomeadamente em Lisboa, com 5 forças políticas representadas no Executivo e Oeiras e Amarante, onde candidaturas Independentes aumentaram o numero de forças políticas representadas. Nestes casos não houve maiorias, provocando a necessidade de constantes negociações e acordos para a aprovação de propostas.
Com o resultado das Intercalares em Lisboa, esta realidade foi exponenciada. São, agora, 6 forças políticas num Órgão que se pretende Executivo, que seja célere!

Finalmente os dois maiores partidos políticos chegaram a acordo para as linhas orientadoras de uma nova lei.

Relativamente à actual realidade, a grande questão que se põe é o facto de ao nível do Município, elegerem-se dois “parlamentos”. Na pratica o Executivo Municipal (Câmara) funciona como uma assembleia, onde as propostas são discutidas e votadas. Elege-se ainda a Assembleia Municipal, órgão igualmente fiscalizador.

Tudo isto criou uma estrutura política e de decisão bastante pesada. Embora na maioria dos municípios não se faça sentir tanto, visto terem apenas duas forças políticas com uma delas em maioria, nos grandes municípios, pela dificuldade em atingir maiorias, os procedimentos e decisões são bastante difíceis.

Nova Lei

Em consequência do acordo entre PS e PSD, que alterações propõe a nova lei:

O eleitor passa a votar apenas para um órgão.
O Presidente da Câmara é o cabeça da lista mais votada;
É garantida a maioria dos membros do executivo à lista mais votada, independentemente da percentagem de votação;
Garante-se a presença das restantes forças políticas no executivo, mas em minoria e através do método de hondt;
O Presidente escolhe os vereadores de entre os membros eleitos na Assembleia Municipal;
Acrescenta competências à Assembleia Municipal, nomeadamente apreciação da constituição do Executivo e apresentação de Moções de Censura;
Existe uma redução dos membros dos executivos municipais, por exemplo Lisboa passa de 17 para 13.
Em certas votações na Assembleia Municipal, as inerências (Presidentes de Junta) não terão direito de voto;
Aprovação ou Rejeição de constituição de Executivo, Moções de Censura;
Aprovar as opções do plano e a proposta de orçamento, bem como as respectivas revisões;


Estas alterações podem ser consideradas um “passo em frente”. Mas pecam por alguma falta de coragem. Vários passos poderiam e deviam ter sido dados, mas mais uma vez se opta por soluções que não beliscam tanto algum status quo, existente em “leis não escritas”.
Se por um lado o eleitor passará a ter apenas um Boletim de Voto, ao nível Municipal, na pratica continuaremos a ter um órgão a funcionar na mesma lógica, ou seja, o Executivo, visto ser garantida a presença de oposição, mesmo que em minoria. Fará isto sentido quando se pretende aumentar as competências, nomeadamente de órgão fiscalizador, à Assembleia Municipal?

Uma boa decisão neste projecto de lei é o facto de permitir, ao Presidente eleito, remodelações do executivo. Mas será que isso resolverá tudo nos moldes propostos? É que o elemento “remodelado” voltará à Assembleia Municipal. Imagine-se que, o mais viável de acontecer, sai do Executivo incompatibilizado com o Presidente. Irá ele na Assembleia assumir que postura?

Muitos outros exemplos práticos poderão ser feitos ao abrigo das regras propostas que irão demonstrar um possível aumento da ingovernabilidade nos municípios.

Verdade seja dita, ao longo de 30 anos, na larga maioria dos casos, o Poder Local tem funcionado! Mas era necessário acabar com a aberração formal de ter dois “parlamentos” a funcionar ao mesmo nível.
Com outros dois exemplos de modelos no país que poderiam ter sido seguidos, optou-se por um outro “experimental”.
Porque não se elaborou proposta que encaminhasse numa lógica semelhante à Assembleia da República? Onde o órgão seria efectivamente executivo e o seu Presidente escolheria a sua equipa em total liberdade? Como se os vereadores fossem os Ministros?
Ou, outra possibilidade, propor um funcionamento à semelhança das Freguesias? Os membros do executivo saiam da Assembleia. Não havendo maioria nesta, assuma-se a necessidade de negociação entre as forças politicas representadas! Sem forçar a representação de oposições! Pois o lugar destas é nos órgãos fiscalizadores, ou seja, as assembleias!

Leva isto a considerar uma falácia a opinião de que esta ou outra proposta encaminhará o sistema no Poder Local para o bi-partidarismo! A representação das forças politicas faz sentido nas Assembleias, nos “Parlamentos”, tendo estes os poderes de fiscalização!

Se ...

... o lobbie estivesse reconhecido e regulamentado, no nosso país, ninguém iria colocar esta situação em causa! Sendo assim ... "let's get ready to Rumble"!

Next Step by Antony Black

Os países nórdicos discutem novos conceitos de participação politica à algum tempo. A base tecnológica e a acessibilidade em massa à internet provocam novas abordagens ao tema da democracia.
Nós por cá já temos um senhor deputado que quer dar este passo em frente.
Basta registar (email e telemóvel obrigatório) e temos acesso a discutir e confiar que a nossa opinião será levada em conta em discussões de diversas áreas.
Por favor clique aqui e seja bem-vindo ao mundo digital da democracia.
Afinal nem tudo é escuro no António Preto...

sábado, janeiro 19, 2008

o meu Belenenses

O meu Belenenses vive momentos de crise, mais que desportiva, crise interna ao nivel dos órgãos dirigentes.


O Presidente demitiu-se!


Não digo que seja em sequência do "caso meyong", pois, sejamos verdadeiros, era algo que já se adivinhava!


E poucos estão isentos de culpa. Desde os dirigentes, alguns profissionais, sócios, apoiantes da direcção e oposição, a culpa reparte-se por muitos. Até por mim, nem que seja por ausência ou falta de comparência, pois a vida profissional não me tem permitido dedicar tempo, mesmo que pouco, ao meu Belenenses.


4a feira, na reunião extraordinária do Conselho Geral, lá tentarei estar, cumprindo os deveres de membro Eleito!




Para já é merecido um agradecimento ao Armando Cabral Ferreira! Ao Presidente e ao Amigo!


Obrigado! E força! Força para nos acompanhares e ao nosso Belenenses por muito mais tempo!

Não fui eu que disse ...

«Estaria a mentir se dissesse que me reconheço (no actual Governo). Não, não me reconheço»
«não compreender esta política, não só das taxas moderadoras para tratamentos e cirurgias (uma dupla tributação), como a extinção de urgências e de Serviços de Atendimento Permanente e o encerramento de maternidades em zonas do interior, seja qual for a fundamentação técnica»
«Isso é um erro colossal, porque as pessoas se sentem desprotegidas e abandonadas pelo Estado, sobretudo em regiões do país onde não há mais nada»
Manuel Alegre! entre outras "perolas" que podem ser lidas aqui.

semana a correr

Foi uma semana de muito trabalho! E terminou bem!
Veremos se consigo voltar a postar com frequência.
Para já, somos um trio a postar! E os outros? Onde anda a "esquerda"?

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Governo à imagem do Primeiro Ministro

Este Governo está realmente bem e cada vez mais gosta de ser todo ele à imagem e semelhança do Primeiro-ministro, já não é só o Silva Pereira.

Ora senão vejamos:

Recuo na Lei do Tabaco
Recuo na localização do novo aeroporto
Recuo nas Leis Penais
Recuo nas promessas eleitorais, a relembrar: não aumento os impostos, criação de 150 000 postos de trabalho, referendo ao Tratado.

Isto á que é lealdade institucional, passa tudo a ser às "arrecuas"

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Referendar

Desde que o aeroporto dominou a opinião publica que tenho feito um esforço para não me esquecer da questão do referendo.
Compreendo a decisão do senhor SÓcrates. Os motivos que apresenta são na minha perspectiva razoáveis. A questão da conjectura internacional e do verdadeiro contexto do Tratado com o nome da nossa capital parecem-me suficientemente orientadores para se incumprir uma predisposição eleitoral (o senhor SÓcrates disse que não prometeu referendar este referendo em específico). No entanto tenho-me interrogado com frequência porque é que Portugal, país historicamente habituado a contactar com outros povos, nunca votou sobre a Europa.
Eu acredito que faz sentido o poder representativo. Eu voto num político qualquer de um qualquer partido para tomar decisões.
Mas interrogo-me sobre os motivos que levaram a nossa classe dirigente a nunca em 20 anos ter colocado nas urnas de voto este tema fundamental. Não sei que motivo pode haver para além da normal e pequena arrogância politica.
Espero que as crises do futuro nunca tomem dimensões desmesuradas. Acho que são decisões como esta que revelam falta de dimensão politica dos governantes.
Vai ser tão fácil por isto tudo em causa...

Cada coisa a seu tempo...

Não vou tecer qualquer juízo de valor sobre pessoas que são acusadas ou simplesmente arguidas, vou cumprir mentalmente a lei e assumir que são todos inocentes até prova em contrário.

Mas sobre uma pessoa já o posso fazer:

Desculpe Gabriela, por tudo o que lhe tentaram fazer, fizeram, disseram e usaram, com um mero objectivo mesquinho.

Este é o nosso país, afinal parece que a justiça ainda funciona, ainda que a pedido e tarde...

segunda-feira, janeiro 14, 2008

não escrevi, mas podia ter escrito!

O meu pai escreveu ... e escreveu bem!
já lá vão os tempos em que Rangel era uma voz credivel!

capacidade auto flagelativa

O ano de 2008 começou em grande movimento interno no PSD.
Encontros, Almoços, Jantares, todos supostamente conspirativos a preparar alternativas a Menezes.
O problema não está na existência desses momentos conspirativos! O erro está em comunicar externamente essas conspirações!
A esta capacidade auto flagelativa do PSD, agradecem o Primeiro Ministro e os Jornalistas! A um dão descanso, aos outros dão noticias! Não é destes, portanto, a culpa da imagem do PSD, junto da população, ser a que é!
Falam muito de Sá Carneiro, adoram citar as suas máximas, nomeadamente a de "primeiro o país e só depois o partido", mas o que é certo é que não se vê tal facto a ser colocado em pratica.
Nos tempos que correm, para muitos primeiro está o seu umbigo e só depois o partido! E o país? Nem se preocupam! Enfim!

Contestatário Tecnológico

Há politicos que não precisam de choques tecnológicos para usarem as novas tecnologias na acção política!

ver aqui!

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Toda a verdade - Alcochete

São vergonhosas as análises limitadas e o aproveitamento político que têm feito em relação à decisão do governo. Não percebem que se trata de uma decisão de segurança nacional.
Quando se decide construir um aeroporto que terá relevância em várias ligações intercontinentais deve-se ter em conta a crescente ameaça do terrorismo.
Assim sendo fiquem a saber que o Rei D. Manuel I - (Rei d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da conquista e da navegação da Arábia, Pérsia e Índia), nasceu nesta terra. Parece-me que o nome ALcochete associado ao simbolismo da terra do Senhor da conquista e da navegação da Arábia, Pérsia e Índia num campo de tiro será o suficiente para afastar a vontade de atentados, pelo menos de grupos fundamentalistas islâmicos.
Óbvio não é?

It Don't Matter If You're Black Or Woman

Adoro as eleições americanas!
Acompanhei toda a noite as primárias de New Hampshire. A perspectiva dos analistas políticos é fascinante e são óbvios e assumidos os apoios dos media aos seus candidatos. E os discursos dos candidatos... Puro e fascinante trabalho sobre a arte de comunicar...
Goste-se ou não ali estão políticos assumidamente profissionais. Eu gosto. No entanto gosto ainda mais da ironia de ver em confronto (nem que seja só nas primárias democratas) um afro-americano contra uma mulher. Um homem negro de nome Obama contra uma esposa eventualmente traída de um grande presidente. A emoção e a motivação no discurso contra a fria experiência politica.
Muito giro, muito bom.
Das infinitas análises que se podem fazer sobre um mesmo tema achei relevante partilhar dois dos argumentos utilizados para justificar a diferença dos resultados eleitorais para as sondagens. Em primeiro o fácil acesso dos eleitores à informação dos candidatos que pode fazer que alterem a opinião quando se aproxima o escrutínio (uma analise sustentada no volume de acessos aos sites dos candidatos). Em segundo a diferença da resposta a uma sondagem para o momento do voto. É moderno ou progressista afirmar que se vote num negro ou numa mulher mas não quer dizer que se "consiga" assumir esse facto no momento de efectivar o voto. Este é um dos factores que colocaram o Edwards como o candidato que mais facilmente ganhava a qualquer candidato republicano.

Sarkozy Sarkozy

O Exmo Presidente Francês, personalidade cuja carreira politica está repleta de momentos únicos como o resgate das 21 crianças quando era Presidente da Câmara de Neuilly-sur-Seine, estará a cair na tentação da exposição da vida privada para aproveitamento público?
A última conferência de impressa que tivemos o privilégio de ver nos meios de comunicação deixou-me feliz porque ele e a Carla não se vão esconder, e quando casarem, no mês que vem, vão manter tudo na máxima descrição. Enfim...
Interessante é reparar na notoriedade da Carla e o livro da Cecilia (ex-Sarkozy) sobre a relação os anos de casado com o actual senhor Presidente.
Será que o tradicional savoir faire francês está numa mutação para um know how to do americano?Deve ser da globalização.
Se os acessores da antiga primeira dama olharem para a sociedade portuguesa deverão editar em breve o livro "Moi Cecilia". Eu, como digo que gosto de cinema europeu, estou em pulgas para ver este filme francês.

Aeroporto!

Pronto!
Assim este blog também falou do novo aeroporto.
E ainda da Ota, Alcochete, Mário Lino, Jamais, Deserto, mais uma ponte, Dinamite, LNEC, Estudos, CIP, Cavaco, Mendes, Almeida Santos, Portela, +1, NAER!
E já agora, Embrulha, Cambalhota, Demissão, ou não, Azia!
Pronto!
Assim este blog também falou do novo aeroporto.

O poder dos gatos!

Ontem ficou a saber-se do regresso dos Gato Fedorento à SIC! Situação perfeitamente normal nos tempos que correm. As transferências não são um exclusivo do futebol, tendo até já chegado à banca!
A novidade está no impacto que esta decisão teve. Praticamente toda a imprensa a noticiou. E nos jornais muitos deram chamada de capa e alguns até manchete fizeram!
O quarteto felino movimenta uma sociedade mexendo um dedo apenas!
Mas esta decisão não se ficou pelo impacto mediático. No mesmo dia as acções da Impresa (detentora da SIC) em bolsa valorizaram bastante!
Goste-se ou não, os Gatos são algo incontornável!
Eu Gosto!

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Está Tratado

Serve este post para deixar aqui o meu profundo pesar pela não realização do referendo ao tratado de Lisboa que nada tem a ver com nenhum dos outros tratados embora seja basicamente a mesma coisa dos outros tratados e que o PS prometeu referendar mas era outro referendo de outro tratado que não tem nada a ver com este tratado embora este já esteja tratado e o outro não foi bem tratado e nós temos que tratar bem o tratado que afinal foi tratado em Lisboa.
É simples de explicar.

Percebo melhor porque é que não se cumpriu a promessa eleitoral do que as implicações do médio/longo prazo desta "constituição".
Se calhar só eu é que iria votar sem saber muito bem em quê. No entanto os portugueses sabem o que dizem. Como fica bem patente nas declarações de um jovem abordado na rua pelos excepcionais repórteres da TVI:
"- Nós temos que ter uma palavra a dizer no tratamento de Lisboa porque estamos num país democratico."

"só" para lembrar...

que este projecto de regulamento de atribuição de subsídios foi iniciativa do anterior executivo, PSD e presidido por Carmona Rodrigues.

E agora Zé?

Nos últimos anos quando se falava do Rock In Rio Lisboa, lá vinha o justiceiro Zé criticar, discordar, refilar, atacar, acusar, levantar suspeitas, entre muitas outras coisas!
O paladino da moralidade sempre criticou os moldes em que era organizado o Rock In Rio e o acordo que era estabelecido entre a CML e a organização.
Leio hoje esta noticia e pergunto-me? Qual é a novidade? O que é anunciado é igual ao que já acontecia!
E agora Zé? E agora que até tutelas o pelouro responsável? Qual será a cambalhota? Mesmo que vote contra, o que dirá aos serviços por si tutelados quando tiverem de ir trabalhar para o evento?
O que faz falta? Quem faz falta?

inglês técnico


na senda do Allgarve, nem na Presidência da União Europeia poderia faltar o pormenor de inportugalidade deste governo.

mas será que no logótipo da Presidência ninguém lê ali LisboaL ??

olhadelas

vale a pena dar uma "olhadela" pelo Observatório online, criado pelo ITD, para acompanhar as Presidenciais Americanas.
Mas uma "olhadela" a sério, visita prolongada e diária!

terça-feira, janeiro 08, 2008

nos soundbites ninguém os vence

eis algo em que o Berloque de Esquerda é imbativel, na criação de soundbites!
ora veja-se mais este, em ataque a Armando Vara:

Banca: BE acusa Armando Vara de «bigamia financeira»

haviam de servir para alguma coisinha ... porque de resto ...

passa a outro e não ao mesmo

já não é a primeira vez que faço este teste!

continuo a achar que está, em bom português, martelado!

ou então ... como tenho vindo a defender, as diferenças generalistas habituais entre Esquerda e Direita já não fazem sentido!

Era o que mais faltava, pelo facto de me considerar de Direita, ter de ser Conservador em tudo e a expressão "liberalizar" me causar incómodo!

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Então porquê agora?

«há pessoas que foram exoneradas às quais nenhuma responsabilidade disciplinar ou criminal foi imputada. Trata-se simplesmente de confiança política».

António Costa no seguimento das exonerações de dirigentes do urbanismo da CML.

Ganhou vergonha! Ou não!

Depois de despromovido, Francisco Penim decidiu sair do Grupo Impresa!
Terá ganho vergonha na cara?
Ou teremos novidades a pouco tempo?

Acordou para a vida!

Depois de anos sem nada fazer, Vitor Constâncio corre atrás do prejuízo.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

toma lá!

"Não, o Benfica não é um adversário especial. Especial é o Belenenses, clube que me orgulho muito de representar..."


João Paulo Oliveira, em resposta a uma daquelas perguntas ignóbeis de um "jornalista desportivo"

"só" para lembrar...

... que a sindicância, pela PGR, aos serviços de urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa foi solicitada pelo Prof. Carmona Rodrigues!

Nem Costa nem Zé!

Diferenças de Estilo

Os anos passam e, infelizmente, os episódios repetem-se. Todos os anos há noticias de mortes relacionadas com tiros "festivos" nas noites de passagem de ano.
Desta vez as mais faladas foram a de um jovem de 23 anos em Gaia e de uma menina de 9 anos em Lisboa. Ambas em bairros sociais.
A norte, o Vice Presidente da Câmara, Marco António Costa tomou posição e afirmou que seriam despejadas as pessoas que estivessem envolvidas e as que tivessem armas em casa.
A sul, silêncio! Nada foi dito, optaram por não comentar! Infelizmente!

Só pode ser 1 de Abril

Leio nas noticias de hoje, por exemplo aqui, que os adeptos do Sp.Braga são os quintos mais vibrantes do mundo, segundo um estudo da revista inglesa "UK Football".
Só posso entender este estudo como brincadeira de 1 de Abril!
Em primeiro porque adeptos do Sp.Braga é caso raro. Quanto muito "simpatizantes"!
E depois porque em Portugal há Adeptos bem mais vibrantes.
Não vou falar do Belenenses, porque, infelizmente, não são os melhores (com excepção da Fúria Azul). Nem vou falar dos 3 estarolas que vulgarmente são designados por "grandes".
Em Portugal os melhores Adeptos, os mais vibrantes, mais fervorosos, estão na Cidade Berço.
Não há melhores Adeptos que os do Vitória de Guimarães!

Não fui eu que disse ...

«Pedem-se sacrifícios a uma parte importante da classe média e a uma determinada geração, que tem entre 45 e 65 anos (...). Se esses sacrifícios são pedidos, é indispensável que isso se faça com menos arrogância e mais humildade»
Ferro Rodrigues in Visão

quarta-feira, janeiro 02, 2008

e na blogosfera ... convulsões à direita

Depois de uma forte guerrilha no blog da Atlântico, adivinham-se momentos conturbados no 31 da Armada!

Depois deste post, como irá reagir o meu homónimo?

Ficará sem resposta? Duvido! E terá de o fazer não deixando de ser um Cavalheiro!

Ano Novo ... Vida Nova???

dia 2 Janeiro!
não havia filas para comprar a senha do passe;
havia lugares sentados no comboio;
o metro não parecia lata de sardinhas;
em pleno centro de Lisboa há lugares para estacionar;
os telefones não tocam;
até os cafés estão vazios;

Mais um dia com o país a "meio gás"!

Ano novo?!

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Não fui eu que disse ...

"Sócrates foi apenas a barriga de aluguer da sra. Merkel”

António Barreto in Expresso

analogia combativa

Neste momento, Miguel Cadilhe está para o BCP como Chris Jericho está para a WWE!

Para quem acompanha o fenómeno da WWE percebe bem esta analogia. E já imagino o Contra Informação, que se tem ispirado na WWE para alguns episódios, a levar à practica esta analogia!

quarta-feira, dezembro 26, 2007

e que tal ...

... voltar a dar vida a isto?

terça-feira, agosto 14, 2007

Silly Season!

Pois, isto de ser Verão tem que se lhe diga...ou não! Com os políticos da nossa praça a banhos, pouco ou nada à a dizer. O PSD continua no seu ritual de hara kiri, o PM fugiu para parte incerta, os jornalistas estão tristes porque estão a atentar contra a liberdade de imprensa. Ok, tá tudo bem, só o Verão é que está fracote... ainda assim é Verão. Até Setembro!

quarta-feira, junho 06, 2007

Era isto a democracia do 25 de Abril? Ainda bem que existiu outro!


Vale a pena perder uns minutos a ler o texto deste cartaz.

terça-feira, junho 05, 2007

Já lá vai o tempo...


Realmente, já lá vai o tempo em que o povo decidia, votando.


Agora o povo decide mas ou o Dr. marques Mendes ou a futura Lei do Sr. Sócrates decidem por cima.


Este cartaz já não faz qualquer sentido... Infelizmente!

São estas as Razões do Socialismo???


Transcrição do texto:

RAZÕES DO SOCIALISMO


Que em cada mão fechada haja uma flor

E em cada gesto vosso o que é certeza

Só assim a vitória em seu esplendor

Será força da razão e grandeza

Pra que sem distinção de credo, idade

De raça, de religião e até de sexo

O Sol do socialismo em liberdade

Possa brilhar num só único amplexo

Pronto a lutar, sem uma única hesitação

Contra o capitalismo explorador

Do homem pelo homem para que o pão

De todos seja igual em paz e amor

Contra qualquer que seja a ditadura

Que mesmo mascarada de altruísmo

Não roube ou não destrua a razão pura das

Mil justas razões do socialismo

Pla luta una, sã, franca, leal

Que a cada um de nós jamais nos prive

Defender a Independência Nacional

Dum país desejoso de ser livre

Sem ódios, sem discórdias, ‘té se obter Justiça social... não por legado

Mas por direito e razão como um dever

Que a ninguém nunca mais poderá ser negado

Pla real liberdade da mulher

Quer no lar, no trabalho, seja onde for

Plo bem estar da velhice é bem de ver

Através de reformas sem favor

Pr’um só gratuito ensino do Algarve ao Minho

Como igual assistência na doença

Dando às mães e viúvas o caminho

Que têm por direito e não por crença

Pla inteira liberdade de expressão

Denunciando os perigos para a afastar

Sem medo de eleições, qual a razão do socialismo a Marx se ligar

Pla liberdade justa de criar

Seja a arte que for...por mais diverso se apresente o artista a edificar

Uma obra em pedra, tela, prosa ou verso

Pla luta de uma vida menos dura

Em que o produto ganho a trabalhar

Seja o prémio final da razão pura

De paz, conforto, amor em todo o lar

Plo termo das barracas e enxovias

Nas quais em condições sub-humanas

Ainda há quem viva envolto em fantasias

À espera de promessas puritanas

Pla luta de razões, dados concretos que possam

Dar à nossa sociedade Jamais um falso Éden a bisnetos

Mas para mães, pais e filhos, LIBERDADE A LIBERDADE eterna sem revezes

Na qual o socialismo que nos cubra

Seja a certeza e luz pra portugueses

À sombra da bandeira VERDE RUBRA


Mário Cristino da Silva

Julho de 1975

Escutas do Processo Casa Pia, lembram-se???

Para quem não se esquece,

Para quem não se quer esquecer,

Mas principalmente,

Para quem quer que nos esqueçamos!

sexta-feira, junho 01, 2007

Dia Mundial da Criança

Hoje é o Dia Mundial da Criança! Eu por acaso não sabia, não ligo muito a essas coisas, não sei se por ser um bruto, se por existirem dias para tudo e mais alguma coisa, que no fundo não significam absolutamente nada. O que interessa, é que o Ministro da Economia sabia. Tendo-se deslocado a Évora para uma visita relacionada com investimentos na área energética, o Sr. Ministro é questionado quanto a uma empresa da região que iria fechar levando 150 pessoas para o desemprego. Manuel Pinho, no seu estilo inconfundível, limita-se a responder: "hoje é o Dia Mundial da Criança, como tal, não respondo a essa questão". Só me resta propor a mudança de ministério ao Ministro mais engraçado do Governo.

Direito não é igual a obrigação

Eu tenho o direito de fazer greve.

E também tenho o direito de não a fazer.

E tenho o dever de produzir.

E tenho o dever de respeitar as opiniões dos outros.

E tenho o direito de receber o meu ordenado quando trabalho.

E tenho o direito de fazer greve. E aí não vou trabalhar. Logo não posso receber.

Será que ainda ninguém percebeu os milhões que o país perde com estas greves???

Será que ainda ninguém percebeu que as greves têm maior adesão porque são forçadas? Onde está a democracia desses prepotentes que a adevogam como sendo uma conquista sua??? Sindicatos?? Se defendessem realmente os interesses dos trabalhadores não tinham estas atitudes... No mínimo, Rídiculo.

Pode ser que um dia morram por si só...

Muito interessante...


O gabinete de José Sá Fernandes custava ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20 880 euros por mês.


Com 11 pessoas, das quais nove assessores técnicos, uma secretária e umcoordenador de gabinete, auferindo salários mensais entre 1530 euros e 2500euros...

um motorista para o vereador,

um motorista para o gabinete e um contínuo, e era tudo a recibo verde".

CONTRATO PRESTAÇÃO SERVIÇOS - 11 PESSOASNome - Função/Origem/Contrato - Categoria/Vencimento (euros)

Alberto José de Castro Nunes - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00

Ana Rita Teles do Patrocínio Silva - Secretária (100%) Renovação - 2.000.00

António Maria Fontes da Cruz Braga - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00

Bernardino dos Santos Aranda Tavares - Assessor (100%) Renovação - 2.500,00

Carlos Manuel Marques da Silva - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00

Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira - Assessora (100%) Renovação -2.500,00

Maria José Nobre Marreiros - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00

Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares - Coordenador do Gabinete (50%)Renovação - 1.730,00

Rui Alexandre Ramos Abreu - Secretário (100%) Renovação - 2.000,00

Sara Sofia Lages Borges da Veiga - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00

Sílvia Cristóvão Claro - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00
O cartaz não devia ser assim, devia dizer, ganhe como eles...

quinta-feira, maio 31, 2007

Dia de Praia


Mais uma grande iniciativa da CGTP e suas congéneres, proporcionaram um dia de praia a algumas centenas de portugueses. Estou de acordo com a medida e acho até que se devia institucionalizar. Proponho desde já o dia 1 de Junho, de forma a coincidir com a abertura oficial da época balnear. Foi também para mim motivo de regojizo quando Carvalho da Silva afirmou que tinham conseguido fechar bastantes escolas, e algumas alas de hospitais! Bom trabalho! Foi certamente um dia de festa. Bom... talvez não para aquela malta que teve mesmo que ir trabalhar e teve de acordar ainda mais cedo para apanhar o autocarro superlotado...mas que interessa isso? A greve foi um sucesso!

quarta-feira, maio 30, 2007

Greve Geral

A greve é um direito que assiste aos cidadãos, e por isso não podem ser penalizados por ela, isto é, não devem descontar no salário o dia em que o indivíduo faz greve. O cumprimento dos direitos e deveres não dá direito a penalizações.
Só nos CTT, é que gostam e é apanágio da administração, controlar os funcionários que fazem greve, e depois penalizá-los não só financeiramente mas a nível profissional nos seus destacamentos. Isto é que não é profícuo para o país.
A única coisa que me desagrada é o facto de ainda ser apenas, na maioria, a função pública a fazer greve, e não todos os trabalhadores. É que as políticas do governo afectam todos e não apenas os do sector público. A ideia que os media têm passado ao entrevistar pessoas que dizem que foram prejudicadas pela greve, ou são do PS, ou então não têm noção de que a luta que é levada a cabo é mais que justa e que se fizessem parte dela as coisas já teriam mudado há muito.
Dizem que a economia pára, que o país sofre economicamente, mas o nosso país sofre economicamente todos os dias com as políticas neo-liberais deste governo PS, e essas políticas a longo prazo serão bem mais prejudiciais.
Continuamos pois, num Portugal em que a consciência política é mínima, e onde quem luta pelos seus direitos é criticado. Dor de cotovelo, falta de coragem, mais ainda de conhecimento dos seus direitos e deveres, e falta de um sentimento de Estado em que a liberdade tem de ser real e não sublimada em coletes de forças que se reduzem depois a números e comentários políticos que favorecem mormente o Governo.

A eterna protecção dos funcionários...

Sou um daqueles que apelidam este governo como uma ditadura encapotada.

Apesar disso, não percebo a polémica e a recura da Comissão de Protecção de Dados em não permitir que informáticamente se saiba quem fez greve.

Para quem não sabe, esses números serão sempre alcançados.

A diferença reside no calote que milhares de funcionários fazem ao estado, não declarando a greve e recebendo todo o ordenado indevidamente.

Será que os interesses instalados e os sindicatos vão continuar a ganhar esta batalha contra o País?

Mas afinal, quem sai beneficiado?

segunda-feira, maio 07, 2007

políticas liberais e "não neoliberais"

Apesar de todas as políticas praticadas desde o Chile de Pinochet até aos States de Bush, com todas as jogadas económicas, "a 'globalização' e 'neoliberalismo', como motores do crescimento económico e o desenvolvimento dos países, não reduziram as desigualdades e a pobreza nas últimas décadas" (Jomo Sundaram, secretário-geral adjunto da ONU para o Desenvolvimento Econômico, e Jacques Baudot, economista especializado em temas de globalização, in Flat World, Big Gaps).
Tiram ainda outras conclusões "A desigualdade na renda per capita aumentou em vários países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico) durante essas duas décadas, o que sugere que a desregulação dos mercados teve como resultado uma maior concentração do poder económico." A liberalização do fluxo de capitais financeiros internacionais, que era apontada como uma maneira segura de fazer os capitais jorrarem dos países ricos para irem irrigar as economias dos países pobres, deles sedentos, funcionou exatamente ao contrário. O fluxo de dinheiro inverteu-se, e os capitais fugiram dos países mais pobres, indo para os mais ricos: "Houve uma tremenda liberalização financeira e se se pensava que o fluxo de capital iria dos países ricos aos pobres, mas ocorreu o contrário", referiu Sundaram - "os EUA recebem investimentos dos países em desenvolvimento, concretamente nos bónus e obrigações do Tesouro, e em outros sectores" (Globalização não reduz desigualdade e pobreza no mundo, diz ONU. Agência Efe. In: Mundo, Folha online).
A "liberalização" de fluxos financeiros é muito assimétrica. Os países que mais defendem a liberalização total dos fluxos de capitais não a praticam dentro das suas fronteiras. Os Estados Unidos, com o seu forte discurso liberalizante criou, por exemplo, a "Community Reinvestment Act" (Lei do Reinvestimento Comunitário) que obriga os seus bancos a reaplicar localmente parte do dinheiro que captam na comunidade. A Alemanha resistiu a todas as pressões para "internacionalizar" os seus capitais; hoje 60% da poupança da população alemã está em caixas municipais, que financiam pequenas empresas, escolas e hospitais. A França criou um movimento chamado "Operações Financeiras Éticas". A apregoada liberdade irrestrita para os fluxos de capitais parece ter sido adoptada apenas pelos países sub-desenvolvidos, que se vêem frequentemente submetidos a graves crises causadas pela sua vulnerabilidade às violentas movimentações especulativas mundiais (PINHEIRO, Márcia. A nova ordem mundial, in Sem rédeas nem juízo. Especial. Revista Carta Capital, nº 434, 7/3/2007, pp. 8-13).
Acerca dos países considerados anti neoliberais:
Néstor Kirchner na Argentina e Hugo Chávez na Venezuela só cometem erros, dizem os neoliberais. Mas, os seus países continuam a crescer: a Argentina cresce a mais de 8% ao ano desde 2003 e a Venezuela tem crescido a mais de 10% a.a. desde que foi derrotado o golpe de estado contra Chávez, em Abril de 2002. Crescimento do PIB, Argentina 2003-07: 8,8%, 9,0%, 9,2,%, 8,5%, 7,4%; Venezuela 2004-07: 18,3%, 10,3%, 10,3%, 7%. (COSTA, Antonio Luiz M. C. Vidas Paralelas. Nosso Mundo. Revista CartaCapital nº 434, 7/3/2007 pp. 30-32).

A França e Sarkozy

Filho de emigrantes húngaros, cuja família pertencia à pequena nobresa húngara. É por isso que prevê a política de apenas permitir emigrantes na medida das necessidades de trabalho do país! Mais, daí a necessidade de criar um Ministério da Imigrição e da Identidade Nacional... um bocado xenófobo!
Tem um antepassado que se bateu valentemente contra os Turcos. É por isso que é contra a entrada dos Turcos na União Europeia! Lá está a xenofobia outra vez!
Considerado um político liberal por querer menos sindicatos e menos impostos! Há coisas que custam a entender. Ok, menos impostos é mais liberal. Mas, menos sindicatos também é mais liberal?! Ou será, neoliberal?! Então e aumento do horário de trabalho também é liberal?! Parece que para Sarkozy a semana das 35 horas é insustentável para a competitividade da economia. Até parece que a França sofre muito a nível económico... sofre como qualquer país capitalista, onde a riqueza é mal distribuída, e onde há pala de tanto liberalismo acaba por cair num subsidiarismo. Esse concerteza não liberal, mas com raízes na cultura da caridadezinha, fruto de influências católicas, de um estado de assistência e não de solidariedade social...
Sendo que o Liberalismo é a ideologia da liberdade, liberdade como princípio fundamental, nascida no seio do Iluminismo, e a nível ideológico-político, social e económico caracterizado como o "primado da soberania popular e da vontade geral, aplicação estrita do princípio laisser faire, laisser passer" (Calvo-Serer), pergunto-me como é que a diminuição da participação político-sindicalista do indivíduo e da população em sociedade é Liberal?!
Mais, como é que a criação de organismos para controlar a população do País é Liberal?! Não é um estado Liberal aquele em que o Estado intervém menos?! Ou será no neoliberalismo que o Estado deve intervir o menos possível, mas em qualquer temática que mexa com a economia e o crescimento económico do país, aí o Estado já pode e deve intervir?! Será que é por isso que existe na teoria Neoliberal um Estado que deve intervir a um micronível - que é para quando dá jeito?!
Interessante, será que o Liberalismo tem apenas a vertente da liberdade económica?! Não me lembro de ler isso em Thomas Morus, Hobbes ou Rousseau. Aliás, a vertente socio-económico aí funciona como balança, não há dois pesos e duas medidas: uma liberdade económica, mas não uma liberdade social... mas eles devem ser liberais de outros tempos! Contudo, percebo que o Liberalismo como imbuído também da filosofia grego-romana e do Cristianismo, principalmente do último, luta contra algumas tentações! Já Paulo VI dizia "o uso da liberdade facilmente pode degenerar em desordem: em primeiro lugar, o individualismo, e, em consequência dele, o egoísmo, a confusão social, donde nascem a repressão, a desintegração da comunidade". Claro está, neste liberalismo há o culto do individualismo, e não a Liberdade enquanto responsabilizadora e ao mesmo tempo unificadora dos indivíduos de forma a constituir o laço social, o contrato social (esse monstro que não deixa a economia evoluir ao olhos dos neoliberais). Como se a Liberdade não fosse também respeito pelo outro, e antes disso por nós próprios, pautada por uma conduta de consciência individual e social, porque só na interacção com os diferentes nos conhecemos, e só respeitando os outros eles nos respeitam... isto também deve ser outra ideologia de Liberdade!
O termo Liberalismo está por certo desvirtuado, de tão mau uso que dele se tem feito. Ser Liberal não é ser-se individualista, não é ser-se permissivo até onde nos dá jeito, não tem como oponente o totalitarismo, porque nos tempos que correm totalitários são todos os governos que não são liberais, no sentido em que não respeitam a vontade geral e a soberania popular. Melhor, que apenas são liberais no momento em que são eleitos por sufrágio universal, logo pela vontade geral, mas após serem eleitos as suas vozes não se ouvem, e fazem como o Alberto João. Este, agradeceu "aos trabalhadores sociais-democratas que votaram nele"...
Outros factos importantes, são o facto de os países que não fomentam políticas ditas capitalistas (neoliberais), terem visto a sua economia crescer sem atropelarem os direitos das populações, e sem os fazerem escravos dos seus belos caprichos, que gostam de rotular com este ou aquele termo para que sejam bem ou mal aceites, e discutidos por esse mundo fora. Enquanto as pessoas se baralham com os termos, não ligam às políticas, e depois temos uma França sempre revolucionária, mas depois da revolução como foi o caso do maio de 68, há sempre uma volta às suas origens despóticas... vivem na saudade de um Luís XIV e de um país supostamente, sobejamente superior aos outros quer em termos culturais, quer em termos sociais e económicos. Não devem ter memória, e nem deve saber que aí o estado económico-social do país era miserável...

"Prós e Contras", a televisão pública numa demonstração de democratura

Anuncia a RTP, sobre o próximo Prós e Contras, 7 Maio 2007:
"CHOQUE DE VALORES"
A França decide a presidência! Os madeirenses escolhem o líder! Em Lisboa espreita um novo acto eleitoral! Direita ou esquerda? O que valem estes conceitos? Que agendas políticas suportam? O que significa ser de esquerda ou de direita? O Choque de Valores com Mário Soares, Adriano Moreira, Miguel Portas e Paulo Rangel no maior debate da televisão portuguesa. Prós e Contras, segunda-feira à noite na RTP.
Não haja dúvida que a exclusão do PCP deste debate foi ponderada e propositada. Assim anda a democracia em Portugal, reflexo de um país que vira à direita (eleições na Madeira) como a França. Representará isto uma tendência a proliferar no resto do mundo?!
Devido à exclusão do PCP, deixo aqui o comunicado de imprensa do mesmo:
"Não calam a voz do PCP!
A RTP vai emitir na próxima segunda-feira mais uma edição do programa “Prós e Contras” sob o tema “Choque de valores”, onde anuncia a discussão de um conjunto de elementos de grande actualidade política e ideológica, nomeadamente as eleições presidências em França e as regionais na Madeira, a situação na Câmara Municipal de Lisboa e as eleições que em breve ocorrerão, o que distingue a Esquerda da Direita, entre outros.
Para o painel de convidados está anunciada a presença do último candidato presidencial do PS (Mário Soares), de um ex-presidente do CDS-PP (Adriano Moreira), de um deputado do PSD (Paulo Rangel) e de um dirigente e eurodeputado do BE (Miguel Portas), excluindo de forma inqualificável a presença do PCP, partido que, registe-se, é a terceira força política nacional com representação na Assembleia da República, isto para além das posições e responsabilidades que assume no Concelho de Lisboa e na Região Autónoma da Madeira.
Registe-se também que, após a divulgação pela RTP do conteúdo e do formato do programa, o PCP procurou junto da produção do “Prós e Contras” e da Direcção de Programas da RTP, sugerir a participação de um membro do PCP, hipótese esta que foi cabalmente rejeitada.
O Painel de convidados que foi anunciado, não suscita qualquer dúvida quanto à relação entre os presentes e o partido político a que pertencem, pelo que a exclusão do PCP por parte da RTP só pode ser entendida como forma de silenciar e apagar o papel, a reflexão e intervenção dos Comunistas, numa atitude que viola o pluralismo, o rigor, o respeito pelos telespectadores a que qualquer operador de televisão está vinculado, ainda mais no caso da RTP como prestador de serviço público.
O PCP não aceita esta discriminação e amanhã dia 7, irá fazer deslocar para junto das instalações da Casa do Artista, pelas 21 horas, local de onde o programa Prós e Contras será emitido, uma numerosa delegação com o objectivo de participar no programa e expressar o seu veemente protesto perante esta inaceitável exclusão. O PCP desenvolverá ainda um outro conjunto de iniciativas com vista a repor o pluralismo na televisão pública.
O Gabinete de Imprensa do PCP"

sexta-feira, maio 04, 2007

Festividades

Para quando as celebrações do 25 de Novembro? Depois das festividades revolucionárias que ocupam o nosso país na Primavera, proponho as festividades de Outono! Só para manter as coisas em perspectiva.

Há dias em que a TV educa mesmo

No "debate da nação", hoje transmitido na RTP 1, Fernando Rosas deu este recadinho a Anacoreta Correia, para que ele o transmita a Paulo Portas. Há dias em que a televisão afinal educa - pena ser já pela noite dentro...

Ora, a frase: "o trabalho liberta", fez-me lembrar o que se diz por aí nos cemitérios: "levantem-se malandros, que o trabalho dá saúde!".

Mas o mais espantoso, foi Anacoreta Correia ter dito que o dito "o trabalho liberta" também se encontra em escritos de dioceses, como se isso não tivesse nada em comum com a ideia de Hitler, e Paulo Portas tivesse dito isso com outra intenção. Isso não me espanta nada!
Vejamos algumas coisas interessantes:
«Na Grécia arcaica, o trabalho era tido como degradante e não era objecto de valorização, dando-se importância a outras actividades. Nela encontram-se actividades, ofícios e tarefas, mas não “o trabalho” (p.43). É nas categorias que temos acesso ao “ponos, actividades penosas, exigindo um esforço e um contacto com os elementos materiais, um contacto degradante (...) cuja característica é poderem ser imputadas a qualquer um e que consistem na aplicação de uma forma a uma matéria” (pp.43-44). A hierarquia das actividades é feita na medida em que se depende de alguém, estando na base da escala o escravo e o téta (mercenário que aluga a sua força de trabalho e que pode ser contratado para realizar um qualquer trabalho). A seguir encontramos o artesão que dominam uma técnica, como a olaria, mas representam a degradação social porque trabalham para o povo. Ou seja, as actividades são desprezadas na medida que tem que que ser realizadas perante alguém (Méda, 1999). Na Grécia clássica, o trabalho é apenas realizado por escravos que não são considerados homens, dedicando-se os homens ao ócio – fazer política, etc. O ponos passa a ser exercido por agricultores e artesãos que têm que assegurar as condições mínimas de subsistência, e por forma a que as tarefas lhes ocupem o pensamento. O laço social, devido à dependência que provoca do ponto de vista económico e social tem um sentido negativo – o salário é visto como negativo, pois trabalhar por dinheiro significa servidão. A felicidade para eles também não passa por uma série ilimitada de recursos.

Até ao fim da Idade Média, a representação do trabalho permanece sem alterações significativas. Até aqui o que é notável é não ser o trabalho o núcleo das relações sociais. Contudo, "a divisão da sociedade em duas partes, uma submetida à necessidade de trabalhar e a outra vivendo do trabalho da primeira, prova o contrário. (...) Mas o trabalho não estrutura a sociedade no sentido em que não determina a ordem social” (Méda, 1999, p.52). Não obstante, é no período do Império Romano que se começa a dar a lenta transformação na forma como se preconiza o trabalho, à qual iremos aceder no fim da Idade Média. Nos primórdios da cristianização do Império Romano, o trabalho continuava a ser visto como uma punição, dado que o homem devia era consagrar a sua vida a Deus, e enquanto punição de Adão pelo seu pecado pode ler-se no Génesis (in Méda, 1999, p.53):

“o chão será maldito por tua causa. Será à força que tirarás todos os dias da tua vida o teu alimento, que produzirá espinhos e abrolhos, e terás para comer a erva dos campos. Será com o suor do teu rosto que comerás o pão, até que voltes à terra, da qual foste tomado; porque és pó e ao pó hás-de tornar”.

Aqui é importante ressalvar que o Génesis não é interpretado da mesma forma ao longo dos tempos, e enquanto nesta altura o acto divino passa pela palavra “Deus disse (...) e assim foi” (Méda, 1999, p.54), no fim da Idade Média, com a redescoberta dos textos gregos, e pela necessidade de introduzir normas de vida nos mosteiros, a Igreja e os padres vão fazer emergir uma nova forma de pensar o trabalho. Aqui, tem importante papel Santo Agostinho, que “expõe, durante os primeiros séculos da cristandade, a sua concepção do trabalho monástico e a sua interpretação da criação divina” (Méda, 1999, p.54), entrelaçando assim nos seus textos, o acto divino e o acto humano. O facto de o Génesis começar a ser interpretado como trabalho de Deus – Opus Dei – carrega consigo algumas consequências. Passa a existir a ideia de que Deus trabalha e passa a ver na actividade do artesão, depois da leitura dos textos gregos, a actividade mais próxima da criação – o que para os gregos não passava de uma imitação. Assim estão lançadas as bases para uma nova ideia do trabalho. O trabalho “labor” ou “opus” opõe-se ao “otium” que é agora sinónimo de preguiça (Méda, 1999, p.55). Começa a ser encarado como natural, pois é uma lei Natural e é através dele que se pode subsistir e exercer caridade. A partir daqui, Santo Agostinho (1948, in Méda 1999) distingue que há “profissões infames” – onde encontramos os ladrões, gladiadores e actores, “profissões pouco honrosas” – especialmente os negociantes, e “profissões honestas” – os artesãos e os camponeses. Estes últimos trabalhos, considera Santo Agostinho, que deixam a alma livre, dado que o trabalho manual permite “que o espírito permaneça inteiramente cupado com Deus” (Méda, 1999, p.57). A esta altura, o trabalho manual continuava a a ocupar um lugar importante, mas com São Bento tal altera-se, pois ele vê no trabalho manual um melhor remédio face ao ócio. Considera assim que o trabalho tanto para os monges como para os outros, liberta o espírito enquanto ocupa o corpo, sendo louvado pela penitência. Nesta altura o trabalho intelectual passa a designar-se opus, como o trabalho divino, tal como se fosse um seu semelhante, e labor o trabalho dos artesãos e camponeses. É a partir daqui que começa a ser valorizado o trabalho, contudo ainda não é aqui que se desenvolve o mercantilismo, pois esse afastava-se do principal que continuava a ser adorar a Deus. Sendo que os trabalhos que interessam ão os que transformam a matéria, tal como Deus (Méda, 1999).

A ideia de utilidade é introduzida por São Tomás no século XIII, como sendo a produção de coisas necessária à existência, e o lucro é concebido apenas como remuneração do trabalho, bem como o preço das coisas – mas sempre na justa medida, não tem que ver com as necessidades de quem vende, mas da utilidade. É a utilidade que justifica o trabalho e a sua remuneração. No século XVI o trabalho passa a deignar-se tripalium, que curiosamente era usado para designar um instrumento de três pés que era utilizado muitas das vezes para torturar os indivíduos. O trabalho passa assim a ser uma pena, e não mais a obra. O ganho individual à epóca continua a ser visto com maus olhos, e a ser condenado pela Igreja. O trabalho existe para garantir o pão para a boca e a roupa, mas não para acumular riqueza (Méda, 1999).

No século XVIII, começa a construir-se o trabalho como tempo, que permite aumentar a riqueza e que tem como fim uma mercadoria. Tal é visível em Smith (1991), para quem o trabalho é gasto de energia, pode ser quantificado em períodos divisíveis de tempo, e para quem o trabalho é instrumento de troca. A partir do século XIX o trabalho passa a ser visto como factor de produção, deixa de importar tanto o tempo que nele se gasta, e como ele deve ser remunerado em função desse tempo, e passa a importar o trabalho produtivo. E com essa nova distinção, surge também por parte de Malthus que se chame ao trabalho não produtivo porque não material, serviço. A partir daqui, os economistas reúnem sobre a categoria trabalho, todas as actividades que permitam exercício sobre objectos materias e cambiáveis, onde existe um valor acrescentado que é passível de ser visto e medido, ficando assim o artesanato e o trabalho do campo sob o mesmo tecto, apesar do diferente esforço que comportam. Mas isso acontece porque a esta definição de trabalho, que única coisa que interessa é a sua capacidade de gerar riqueza.

O trabalho passa assim, a ser visto como “símbolo da autonomia indvidual” (Méda, 1999, p.71), que permite ao indivíduo valer-se a si próprio através das suas faculdades, que lhe permitem alcançar o lugar que ele deseja na sociedade. Daqui até à alienação do homem pelo trabalho foi um passo.
O trabalho, que é “um processo que se desenvolve entre o homem e a natureza, no qual o homem por meio da sua acção medeia, regula e controla a troca orgânica e a sua própria natureza” (Marx, 1859, p.36), passa a ser um meio de expropriação da sua força de trabalho mas também da sua humanidade. É que, na lógica da produção capitalista, – do quanto mais for produzido melhor, mas em que quem produz pode possuir cada vez menos, acabando mais no domínio do capital – “a desvalorização do mundo humano cresce em relação directa com a valorização do mundo das coisas” (Marx, 1859, p.70). O trabalho passa a ser um meio de exclusão na exploração do uso do homem na sociedade capitalista – o trabalho é esvaziado da necessidade humana de agir e de transformar a realidade para o homem e alheado do homem, de tal forma que o trabalhador não tem qualquer controlo e gestão sobre o que produz e sobre o que dele é feito. A subjectividade do homem desaparece no momento em que, tornado desumano o trabalho humano, se torna desumano o homem que trabalha. Assim, reduzido o homem a «coisa» na medida das coisas produzidas, o capital e a classe que o tutela e nele tem interesses estabelecerão na base da exclusão/integração realizada os valores de norma que continuem a garantir a universalidade da expropriação, logo da exploração. A classe detentora dos meios de produção é forçada «a dar às suas ideias a forma da universalidade, a representá-las como as únicas racionais e universalmente válidas» (Marx, 1859, p.36), para que a classe explorada as aceite, como se incluíssem as suas necessidades e a resposta às suas necessidades. Torna-se evidente que a exploração é um dos modos de integrar o excluído cujo paradoxo se reduz ao facto de ser força de trabalho.» (Mealha, 2006).

quinta-feira, maio 03, 2007

independentes, faccionistas e afins... as diferenças!

A Câmara Municipal de Lisboa tem estado sob o olhar atento da comunicação social de há uns tempos para cá. Depois do caso Bragaparques, Carmona não teve nem um minuto de sossego, quer externamente devido aos partidos da oposição (e bem, que o seu papel é fazer com que a sociedade saiba o que se passa), quer internamente pelas várias facções do PSD e seus respectivos interesses. Já outras autarquias, pelo seu distanciamento da capital não merecem tanto destaque, apesar de causarem os mesmo danos ao erário público.
Como já ontem referiu Ruben de Carvalho ao Público deveriam existir eleições intercalares para a autarquia, respeitantes a todos os órgãos. Até aqui concordo na íntegra, a sua exposição faz bastante sentido.
Não percebo, é como o próprio presidente do PSD, Marques Mendes, retira a confiança política ao vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa e não ao presidente da mesma, mas depois diz que é a favor de eleições intercalares. Será que Marques Mendes imagina que assim, talvez o povinho não perceba que o PSD (ou pelo menos a sua facção) está a "fazer a cama" a Carmona Rodrigues?!
Mais ainda, com tantos problemas que têm existido por essas autarquias fora, como é que o PSD tem dois pesos e duas medidas?!
A autarquia de Silves, presidida por Isabel Soares, também ela membro do PSD, está sob investigação da Polícia Judiciária, viu as suas contas chumbadas pelo Tribunal de Contas, e aqui, Marques Mendes, perdão o PSD, não decidiu retirar-lhe a confiança política - será que ela é da facção PSD Marques Mendes?! Além disso, Isabel Soares também é arguida num processo.
Fica a questão: será por Carmona ser independente que o PSD o está a tentar "matar políticamente" (independentemente de considerações se ele esteve ou não vivo alguma vez!), ou será por ele, além de ser independente, se dar com uma facção diferente da de Marques Mendes que o querem reformar mais cedo?!
A estas questões dos bastidores do PSD, apenas alguns seus membros saberão responder correctamente, a nós resta-nos fazer apenas conjecturas...
De uma coisa tenho a certeza, não gostaria de estar a exercer funções na Câmara Municipal de Lisboa por estes dias. As pressões devem ser muitas, tantas quantas as facções existentes...
Apenas pela falta de transparência do PSD quanto à actuação que tem face aos seus autarcas, só por isso já fazem sentido as eleições antecipadas. Mas para todos os órgãos, ou então, ressalta mais uma vez a ideia do PSD de manter alguns dos seus no poder, e de a outros "puxar o tapete", e isso não é actuação que se deseje num líder partidário (mesmo que haja considerações se ele alguma vez o foi!).

Paulo Portas no seu pior!

Segundo Paulo Portas, parece que Hitler tinha razão quanto ao lema que constava na placa à entrada do campo de concentração de Auschwitz I: O trabalho liberta ("Arbeit macht frei") . Os prisioneiros do campo saíam para trabalhar durante o dia nas construções do campo ao som de música de marcha tocada por uma orquestra.

Para termos uma ideia, as SS ("Schutzstaffel", em português "escudo de protecção) geralmente selecionavam prisioneiros - os kapos, para fiscalizar os restantes. Todos os prisioneiros do campo trabalhavam durante a semana menos ao domingo, exceptuando os das fábricas de armas que trabalhavam todos os dias. As fortes condições de trabalho unidas à desnutrição e higiene precária faziam com que a taxa de mortalidade entre os prisioneiros fosse elevada.

terça-feira, maio 01, 2007

breve história sobre o 1 de Maio

Todos os anos, no dia 1 de Maio, comemora-se, em quase todos os países do mundo, o Dia do Trabalhador.

As origens do Dia do Trabalhador não são muito recentes. A história deste dia começa no séc. XIX. Nessa época, abusava-se muito dos trabalhadores, porque chegavam a trabalhar entre 12 e 18 horas por dia, o que era muito cansativo e até prejudicial à saúde!

Já há algum tempo que os reformadores sociais (aqueles que propunham reformas, ou seja, mudanças na sociedade) defendiam que o ideal era dividir o dia em três períodos: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir e 8 horas para o resto, o que incluía a diversão.

Foi com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diárias que, no dia 1 de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) se juntaram nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho.
A manifestação devia ter sido pacífica, mas as forças policiais tentaram pará-la, o que resultou em feridos e mortos. Este acontecimento ficou conhecido como "os Mártires de Chicago", por causa das pessoas que foram feridas e mortas só por estarem a lutar pelos seus direitos.
Quatro dias depois, houve uma nova manifestação pela redução do horário de trabalho e melhores condições. Mais uma vez, a polícia virou-se contra os manifestantes e acabou por prender 8 pessoas, 5 das quais foram condenadas à forca! Como o povo estava cada vez mais revoltado, estas condenações só serviram para "deitar mais achas na fogueira" e despertar a atenção de todo o mundo.
Em 1888, dois anos depois destes acontecimentos, os presos foram libertados por um júri que reconheceu que os trabalhadores estavam inocentes.

Em 1889, o Congresso Internacional em Paris decidiu que o dia 1 de Maio passaria a ser o Dia do Trabalhador, em homenagem aos "mártires de Chicago".

Só em 1890, os trabalhadores americanos conseguiram alcançar a sua meta das 8 horas de trabalho diárias!

Em Portugal, devido ao facto de ter havido uma ditadura durante muito tempo, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 Abril) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio.

Só a partir de Maio de 1996 é que os trabalhadores portugueses passaram a trabalhar 8 horas por dia.

1 Maio - Dia do Trabalhador

segunda-feira, abril 30, 2007

Blair Project

Manual mediático de Tony Blair

The Sunday Times

Perante uma dificuldade, anunciar medida de grande impacto

Na impossibilidade de enfrentar um tema, mostrar desconhecimento

Ter sempre presente que é mais fácil mentir off the record

Nunca anunciar uma medida que não possa ser anunciada mais duas ou três vezes

Exagerar no anúncio das políticas para obter melhor cobertura mediática

Abandonar uma política que seja mal recebida pela opinião pública

Explicar os temas mais controversos nos jornais amigos

Quando for mesmo grande a complicação, ir à TV.






Afinal é simples governar Portugal!

O 25 do 4 já passou!

Este 25 do 4 foi fantástico. Se não fosse a RTP não tinha dado por nada. E por isso estou feliz. A geração de Abril está a desaparecer.
Que não se esqueça esse dia, mas que se esqueçam uma mão cheia de senhores que franchisaram a liberdade!
Pode ser que noutras revoluções não se utilize o cravo mas sim a ferradura.

quinta-feira, abril 26, 2007

Uma nova forma de comemorar o 25 de Abril

Cavaco Silva, excelentíssimo presidente da nossa república, propôs nas comemorações do dia de ontem que se repensasse a forma como se comemora o 25 de Abril.
Será que ele quer começar a ser como o Paulinho das Feiras e misturar-se com o povo?! Já estou a imaginar Cavaco Silva a distribuir cravos e beijinhos no Mercado da Ribeira antes da sessão solene na Assembleia da República...
Será que quer adoptar uma postura à Alberto João Jardim?! Em vez dos cravos e dos beijinhos no mercado, um palco montado em plena Avenida da Liberdade, em que Cavaco anima o povo ao som das músicas de intervenção que marcaram o 25 de Abril. Mais, depois nada de comemorar mais o 25 de Abril no Parlamento que isso é coisa de monopolistas continentais...
Será que pretende, como na Autarquia de Silves, que se esqueça o 25 de Abril, e assim sendo, que a melhor forma de o comemorar é não realizar qualquer acção cívica, mobilizadora de massas, que alerte para uma memória conscienciosa do passado recente do nosso país?!
Eu tenho uma ideia para umas comemorações em novo estilo. Em honra ao 25 de Abril, o governo podia começar em jeito de reconhecimento de uma REVOLUÇÃO QUE EFECTIVAMENTE EXISTIU, a concretizar:
- o ensino da nossa história aos jovens, de que tanto Cavaco falou e correctamente, que são o futuro do nosso país. Assim, quando forem entrevistados não dizem que não se interessam pelo 25 de Abril de 1974 porque nasceram depois dessa data - é que correm o risco de como tal, a democracia não se interessar por eles, dado que eles, enquanto jovens, não a conhecem por não terem participado, nem participarem na sua construção;
- mobilizar crianças, jovens e graúdos para actividades a realizar no dia da Revolução que tragam à memória como foi o 25 de Abril de 1974, e porque aconteceu;
- respeitar a Constituição da República Portuguesa: dá trabalho para mangas, dado que até hoje, ainda não conseguiram fazer respeitar as suas básicas e efectivas condições de direito ao trabalho, saúde e educação.
Acho que isto era capaz de ser um bom princípio de acção por parte do executivo governamental.


Nas palavras de Cavaco: "jovens não se resignem", e continuando nas minhas: lutem pelos vossos direitos.

Cavalo à Solta - uma das músicas contra o regime fascista

25 Abril de 1974

Para que se veja, e algumas alminhas percebam que o 25 de Abril aconteceu:
- não há muitos anos;
- não apenas em Lisboa - como muitos gostam de fazer crer - mas por todo o país;
- para que não apaguem a memória, e melhor, para que há falta de registo histórico não a queiram reescrever e tornar a história numa estória;
- porque o fascismo existiu fomentando uma ditadura de 40 anos, em que o povo foi oprimido, escravizado, despido dos seus direitos e liberdades, e por isso é que em 25 de Abril o povo saiu à rua.

25 ABRIL SEMPRE, FASCISMO NUNCA MAIS

quarta-feira, abril 25, 2007

SOMOS MUITOS MUITOS MIL, PARA COMEMORAR ABRIL

25 ABRIL SEMPRE

Faz-se lembrar que há comemorações do 25 de Abril na Avenida da Liberdade.

P.S.: e não, não é para irem passear pelo túnel do marquês, até porque nas palavras de Carmona Rodrigues "hoje não é dia de túnel, é dia de 25 de Abril".

sexta-feira, abril 20, 2007

Ensino de Qualidade!

Paulo Portas vs Ribeiro e Castro

Gostei!

Lavagem de roupa suja, mais quem fez o quê, quem deixou de fazer, o que aconteceu e podia ter acontecido.

E estratégia para o país? existe?

E depois do debate, será que Portas vai ganhar com uma margem assim tão grande?

quarta-feira, abril 18, 2007

Plano Tecnológico Vs Propaganda

Após o simplex, o prace, o posi, e outros programas do Governo para as tecnologias de informação e melhor desempenho do Estado(temos que admitir que os nomes são giros e dão imenso estilo à coisa), continuamos com uns problemazitos... Há algum tempo atrás, vimos noticiado que os agricultores deste meu Portugal deveriam inscrever-se para subsídios europeus através da internet. Ontem veio o contraditório...dos serviços do Estado! Pelos vistos as confederações de agricultores lá se organizaram para levar a avante a deliberação, mas os serviços do Estado já avisaram não ser possível fazê-lo este ano, por questões técnicas, e de atrasos, e do costume.
O Governo exigiu. O cidadão cumpriu. Os serviços?_ Plano quê? Isso não sei, mas já se sabe, se vai haver ponte antes do Dia do Trabalhador?

segunda-feira, abril 16, 2007

O vento mudou

Porque será?

De um momento para o outro o Governo começou a ser atacado por todo o lado, mais parecendo que quem é primeiro ministro é Santana.

será que é uma OPA ao Governo?

sexta-feira, abril 13, 2007

Quase chorei...

A entrevista com o Primeiro Ministro, Dr. Pedro Santan..., desculpem, Eng. José Sócrates, foi uma verdadeira lição de bem representar!

Não percebo como podem dizer que ele não se licenciou. Se a UNI tiver um curso de teatro podem dar já a licenciatura, o senhor é divinalmente bom!

Não sei com quem terá aprendido, mas eu quase chorei, parecia o menino guerreiro injustiçado.

Ainda falavam do Santana...

quinta-feira, abril 12, 2007

Ok meu!

Das explicações ontem dadas em entrevista à RTP pelo Primeiro-Ministro José Sócrates, ficou-me na retina o facto de ele terminar as suas cartas institucionais com um íntimo_"Seu". Para além das trabalhadas de secretaria da UnI,fica a sua diminuta importância para o país e a sensação de gato escondido com rabo de fora. Mas, para mim, fica esta pérola do sr. Primeiro-Ministro. Acho bem, deveria até ser alargado a todos os serviços do Estado. Quantos de nós não se sentiram já olhados com desdém em repartições públicas? E aquelas multas de trânsito tão impessoais? E até a entrega do IRS pela net, diminuindo-se o valor humano em favor da máquina? Não custa nada aquela atençãozinha, do very british, yours truly. Fiquei apenas com uma pequena dúvida (eu não sou de intrigas, nem sequer de insinuações...), mas a carta não foi enviada a um antigo professor da UnI? Será o típico síndroma de paixoneta aluno/professor?

quarta-feira, abril 04, 2007

AR

Mais uma vez o Órgão de Soberania mais representativo do país presta um mau serviço aos cidadãos que representa, usufruindo mais um dia de folga que o comum dos mortais. A Assembleia da República tem feito um bom trabalho no que concerne no desprestígio da classe política em Portugal. Afinando pelo mesmo diapasão dos maus autarcas e elementos do Governo, a AR tem já casos dignos de nota, como o caso Batman, livros de ponto assinados por deputados ausentes, o caso limiano. A saga continua e ao mesmo tempo que se pede rigor e sacrifício aos portugueses, a augusta assembleia trata de demonstrar que o ditado português "quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é burro ou não tem arte", faz todo o sentido. A verborreia política fala da necessidade de avanço de mentalidades, na classe política mantemos os "chicos espertos" do costume.

segunda-feira, abril 02, 2007

Contas

O Tribunal de Contas faz um relatório nada animador dos últimos três anos de governação em Portugal. Os óbvios culpados desta "descoordenação" financeira e estratégica, são os últimos Governos. Durão, Santana e Sócrates, todos têm uma cota parte de responsabilidade na actual situação. O que já não é novo no Governo de Sócrates, é a sua disponibilidade para o elogio e igual aversão à crítica. Sempre que existe algo que poderá ser embaraçoso, estes desculpam-se com os Governos anteriores. Está na altura de assumirem que são Governo para o bem, e para o mal. Para além disso, é interessante que o Governador do Banco de Portugal, que tantas intervenções públicas fez durante os anteriores Governos, tenha desaparecido do mapa! Terá emigrado?

quarta-feira, março 28, 2007

Faltam 3 dias

Mais um esforço...

terça-feira, março 27, 2007

Odete sobre Salazar

Podias ter escolhido a íntegra da intervenção, ao invés do striptease...

Esta votação não é claramente sinal de descontentamento face às actuais políticas, mas sim um reforço das mesmas, e do branqueamento de ideias e ideais políticos de que a maior parte da sociedade portuguesa sofre. Mormente, dizer que como forma de descontentamento se votou em Salazar, é dizer que as suas políticas foram boas, e isso é mais que mentira, é a ridicularização da história de portugal dos últimos 90 anos, de onde o atraso que se vive em Portugal foi muito fomentado e deveu-se às políticas de Salazar e de outros tantos de direita que se autoproclamam democratas, mas onde a sublimação de quaisquer actos de ditadura está presente. O analfabetismo, a pobreza e a miséria financeira, social e cultural de que Portugal foi alvo durante a ditadura fascista tem peso nas consciências que entranto se formaram e que não tiraram ilacções da história do país. Tanto é, que ainda hoje se vive numa aparente democracia, onde não se faz mais que propagandear uma coisa e fazer outra. Culpa também dessas mentalidades retrógadas, que ao fim de anos e anos continuam a protelar as mesmas políticas de encher os bolsos a grupos monopolistas para quem as pessoas são apenas mais um número. Culpa de uma educação nada politizada, em que a maior parte das pessoas se entrega ao marasmo que "isto nunca vai mudar". Enganam-se, não muda enquanto não fazerem valer os direitos pelos quais muitos outros lutaram. Mas presumo que muitos dos que bateram palmas à vitória de Salazar não percebam ou nunca tenham tido na família pessoas que viveram nessa altura e que passaram fome - dividiam uma sardinha por quatro pessoas, etc., que iam votar porque eram obrigados, e o voto já ia com a cruzinha selado dentro de um envelope, pessoas qe não sabem que nesse regime as mulheres podiam ser violentadas pelos maridos, e que segundo revistas da altura deveriam ser submissas aos mesmos, que se apanhavam é porque havia um bom motivo para isso, enfim, interminável a lista de actos contra os direitos humanos que eram permitidos.

Contudo, persiste aqui um anticomunismo - quase que aposto que houve pessoas a votar para que Cunhal não tivesse mais votos que Salazar. Este país, envergonha-me por essas pessoas mal formadas, que não têm consciência histórica, humanitária e cívica, e onde premeiam um português por ter exercido uma autêntica escravatura sobre os seus compatriotas, num mundo de miséria, onde o saber ocupava lugar, pois saber é poder...

Aflige-me mais ainda, quando é um perigo o Sócrates ter uma secreta que só a ele responde, e isso incomoda muita gente. Mas, incomoda porque é a ele que informam, se fosse a alguém do PSD ou do CDS já não havia problema.

É este o Portugal onde vivemos. Um Portugal amorfo de pessoas com ideias e objectivos que passam por estrangular os objectivos e as esperanças dos outros, em que parece não haver um futuro, pois esforçam-se ao máximo por esquecer e não aprender com o passado. Para mudar basta querer.


25 ABRIL SEMPRE, FASCISMO NUNCA MAIS

P.S.: Numa perspectiva de George Orwell, presumo que algum canal de TV podia fazer um programa em que quem quisesse poderia vivenciar o fascismo por uns tempos. Talvez fosse uma boa experiência para uns tantos que por aí andam a bater palmas a Salazar.

Tributo a Luís Figo

Tributo ao melhor de sempre!

Faltam 4 dias...

Já só faltam 4 dias! estuda e vais ver que nada é impossível!

Striptease da Odete

no comments

A possessão de Odete

E por isto...

Os Grandes Portugueses - Fernando Dacosta comenta

Foi por isto que Salazar ganhou...

sexta-feira, março 23, 2007

Salazar vs Cunhal

Vai ser lindo.

Salazar foi o mais comentado, com 3404 mensagens.

Cunhal a seguir, com 719.

Vão ter que aldrabar muito as votações para não se dar o escândalo de ganhar qualquer um dos dois ditadores.

Mas se salazar ganhar, não é porque as pessoas sejam salazaristas ou apoiem o regime, mas é um cartão muito amarelo à actual classe política.

Paulinho das Feiras

Devido ao encerramento de mercados e feiras, Paulo Portas armou uma peixeirada no Conselho nacional.

Segundo fontes próximas, Paulinho não se sentia à vontade se não estivesse no meio de feirantes.

O Senhor Engenheiro

Pelos vistos o Sr. Engenheiro José Sócrates é um falso engenheiro.

Não afecta o seu desempenho como PM mas sem dúvida que afecta os alicerces da seriedade que sempre quis transmitir.

Assim não, Sr. PM

terça-feira, março 20, 2007

A primeira vez...

A primeira vez...

Sempre tão intensa e fascinante!

Tão pura e tão cruel!

Mas bela, decidida e muito concreta!

É assim a primeira vez... QUE SE FAZ UM ESCÂNDALO!!!

segunda-feira, março 19, 2007

Starwars 31

É realmente um grande 31!

Congresso PS Santarém 2006

Congresso do PS!

Avante populismo!

Debate Cavaco vs Sócrates

Só uma palavra, BRILHANTE!

Guerreiro Menino

Agora que se diz que vai sair do partido, é tempo de recordar!

Livre/Golo Rodrigo Tello (FC Porto 0-1 Sporting) [17.03.2007

Absolutamente fabuloso!

Tesourinho Deprimente Socialista

É uma espécie de Governo...

terça-feira, março 13, 2007

É urgente privatizar!

Agora percebe-se a verdadeira razão do fecho das urgências!

O que não quer dizer que eu discorde totalmente da medida, mas sim da forma!

sexta-feira, março 09, 2007

Naif's...

Obrigado Paulo e tiago por hoje eu me sentir o gajo mais naif do mundo!
eh

terça-feira, março 06, 2007

Prognósticos?

Será que alguém duvida de qual vai ser a decisão?

Uma Moderna e Independente Universidade

Ainda falavam da Moderna!

Parafraseando uma grande mulher, contemporânea do ainda e eterno Presidente da Associação da U. Independente, "pelo menos no caso Moderna tudo teve mais classe!"

Dá Deus(não o outro) nozes a quem não tem dentes!

A vida tem destas coisas!

Depois de tudo, Xanana vem dizer que está descontente com a passividade das Forças Internacionais!

A culpa é sempre dos outros!

Imagino o que os timorenses terão para dizer do Governo e do seu Presidente.

segunda-feira, março 05, 2007

PIDE - Polícia de Investigação na Dependência do Engenheiro

Eu avisei, ninguém me ouviu!

Agora aguentem-no!

Um começou pelo Ministério das Finanças, este pelo do Ambiente!

Votem nele em 2009!

PS(D): Isto é, se nessa altura ainda existirem eleições livres...
PS(D)2: E Sr. Procurador, a sua necessária e salutar relutância para NÃO ser pressionável tem os dias contados, infelizmente!
PS(D)3: Uma amiga comuna disse-me que achava normal a Polícia de Investigação depender do Engenheiro. Alguém tem dúvidas ainda sobre a pergunta: Solidário ou Totalitário???

Eu também quero um!

É absolutamente magnífico!

Eu também queria que houvesse um assim!

Deixava de ouvir certas aberrações que só nos fazem mal, como o Xico da Fancaria ou o José Providências Cautelares!

Inventem um, please...