quarta-feira, junho 06, 2007

Era isto a democracia do 25 de Abril? Ainda bem que existiu outro!


Vale a pena perder uns minutos a ler o texto deste cartaz.

terça-feira, junho 05, 2007

Já lá vai o tempo...


Realmente, já lá vai o tempo em que o povo decidia, votando.


Agora o povo decide mas ou o Dr. marques Mendes ou a futura Lei do Sr. Sócrates decidem por cima.


Este cartaz já não faz qualquer sentido... Infelizmente!

São estas as Razões do Socialismo???


Transcrição do texto:

RAZÕES DO SOCIALISMO


Que em cada mão fechada haja uma flor

E em cada gesto vosso o que é certeza

Só assim a vitória em seu esplendor

Será força da razão e grandeza

Pra que sem distinção de credo, idade

De raça, de religião e até de sexo

O Sol do socialismo em liberdade

Possa brilhar num só único amplexo

Pronto a lutar, sem uma única hesitação

Contra o capitalismo explorador

Do homem pelo homem para que o pão

De todos seja igual em paz e amor

Contra qualquer que seja a ditadura

Que mesmo mascarada de altruísmo

Não roube ou não destrua a razão pura das

Mil justas razões do socialismo

Pla luta una, sã, franca, leal

Que a cada um de nós jamais nos prive

Defender a Independência Nacional

Dum país desejoso de ser livre

Sem ódios, sem discórdias, ‘té se obter Justiça social... não por legado

Mas por direito e razão como um dever

Que a ninguém nunca mais poderá ser negado

Pla real liberdade da mulher

Quer no lar, no trabalho, seja onde for

Plo bem estar da velhice é bem de ver

Através de reformas sem favor

Pr’um só gratuito ensino do Algarve ao Minho

Como igual assistência na doença

Dando às mães e viúvas o caminho

Que têm por direito e não por crença

Pla inteira liberdade de expressão

Denunciando os perigos para a afastar

Sem medo de eleições, qual a razão do socialismo a Marx se ligar

Pla liberdade justa de criar

Seja a arte que for...por mais diverso se apresente o artista a edificar

Uma obra em pedra, tela, prosa ou verso

Pla luta de uma vida menos dura

Em que o produto ganho a trabalhar

Seja o prémio final da razão pura

De paz, conforto, amor em todo o lar

Plo termo das barracas e enxovias

Nas quais em condições sub-humanas

Ainda há quem viva envolto em fantasias

À espera de promessas puritanas

Pla luta de razões, dados concretos que possam

Dar à nossa sociedade Jamais um falso Éden a bisnetos

Mas para mães, pais e filhos, LIBERDADE A LIBERDADE eterna sem revezes

Na qual o socialismo que nos cubra

Seja a certeza e luz pra portugueses

À sombra da bandeira VERDE RUBRA


Mário Cristino da Silva

Julho de 1975

Escutas do Processo Casa Pia, lembram-se???

Para quem não se esquece,

Para quem não se quer esquecer,

Mas principalmente,

Para quem quer que nos esqueçamos!

sexta-feira, junho 01, 2007

Dia Mundial da Criança

Hoje é o Dia Mundial da Criança! Eu por acaso não sabia, não ligo muito a essas coisas, não sei se por ser um bruto, se por existirem dias para tudo e mais alguma coisa, que no fundo não significam absolutamente nada. O que interessa, é que o Ministro da Economia sabia. Tendo-se deslocado a Évora para uma visita relacionada com investimentos na área energética, o Sr. Ministro é questionado quanto a uma empresa da região que iria fechar levando 150 pessoas para o desemprego. Manuel Pinho, no seu estilo inconfundível, limita-se a responder: "hoje é o Dia Mundial da Criança, como tal, não respondo a essa questão". Só me resta propor a mudança de ministério ao Ministro mais engraçado do Governo.

Direito não é igual a obrigação

Eu tenho o direito de fazer greve.

E também tenho o direito de não a fazer.

E tenho o dever de produzir.

E tenho o dever de respeitar as opiniões dos outros.

E tenho o direito de receber o meu ordenado quando trabalho.

E tenho o direito de fazer greve. E aí não vou trabalhar. Logo não posso receber.

Será que ainda ninguém percebeu os milhões que o país perde com estas greves???

Será que ainda ninguém percebeu que as greves têm maior adesão porque são forçadas? Onde está a democracia desses prepotentes que a adevogam como sendo uma conquista sua??? Sindicatos?? Se defendessem realmente os interesses dos trabalhadores não tinham estas atitudes... No mínimo, Rídiculo.

Pode ser que um dia morram por si só...

Muito interessante...


O gabinete de José Sá Fernandes custava ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20 880 euros por mês.


Com 11 pessoas, das quais nove assessores técnicos, uma secretária e umcoordenador de gabinete, auferindo salários mensais entre 1530 euros e 2500euros...

um motorista para o vereador,

um motorista para o gabinete e um contínuo, e era tudo a recibo verde".

CONTRATO PRESTAÇÃO SERVIÇOS - 11 PESSOASNome - Função/Origem/Contrato - Categoria/Vencimento (euros)

Alberto José de Castro Nunes - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00

Ana Rita Teles do Patrocínio Silva - Secretária (100%) Renovação - 2.000.00

António Maria Fontes da Cruz Braga - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00

Bernardino dos Santos Aranda Tavares - Assessor (100%) Renovação - 2.500,00

Carlos Manuel Marques da Silva - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00

Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira - Assessora (100%) Renovação -2.500,00

Maria José Nobre Marreiros - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00

Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares - Coordenador do Gabinete (50%)Renovação - 1.730,00

Rui Alexandre Ramos Abreu - Secretário (100%) Renovação - 2.000,00

Sara Sofia Lages Borges da Veiga - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00

Sílvia Cristóvão Claro - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00
O cartaz não devia ser assim, devia dizer, ganhe como eles...

quinta-feira, maio 31, 2007

Dia de Praia


Mais uma grande iniciativa da CGTP e suas congéneres, proporcionaram um dia de praia a algumas centenas de portugueses. Estou de acordo com a medida e acho até que se devia institucionalizar. Proponho desde já o dia 1 de Junho, de forma a coincidir com a abertura oficial da época balnear. Foi também para mim motivo de regojizo quando Carvalho da Silva afirmou que tinham conseguido fechar bastantes escolas, e algumas alas de hospitais! Bom trabalho! Foi certamente um dia de festa. Bom... talvez não para aquela malta que teve mesmo que ir trabalhar e teve de acordar ainda mais cedo para apanhar o autocarro superlotado...mas que interessa isso? A greve foi um sucesso!

quarta-feira, maio 30, 2007

Greve Geral

A greve é um direito que assiste aos cidadãos, e por isso não podem ser penalizados por ela, isto é, não devem descontar no salário o dia em que o indivíduo faz greve. O cumprimento dos direitos e deveres não dá direito a penalizações.
Só nos CTT, é que gostam e é apanágio da administração, controlar os funcionários que fazem greve, e depois penalizá-los não só financeiramente mas a nível profissional nos seus destacamentos. Isto é que não é profícuo para o país.
A única coisa que me desagrada é o facto de ainda ser apenas, na maioria, a função pública a fazer greve, e não todos os trabalhadores. É que as políticas do governo afectam todos e não apenas os do sector público. A ideia que os media têm passado ao entrevistar pessoas que dizem que foram prejudicadas pela greve, ou são do PS, ou então não têm noção de que a luta que é levada a cabo é mais que justa e que se fizessem parte dela as coisas já teriam mudado há muito.
Dizem que a economia pára, que o país sofre economicamente, mas o nosso país sofre economicamente todos os dias com as políticas neo-liberais deste governo PS, e essas políticas a longo prazo serão bem mais prejudiciais.
Continuamos pois, num Portugal em que a consciência política é mínima, e onde quem luta pelos seus direitos é criticado. Dor de cotovelo, falta de coragem, mais ainda de conhecimento dos seus direitos e deveres, e falta de um sentimento de Estado em que a liberdade tem de ser real e não sublimada em coletes de forças que se reduzem depois a números e comentários políticos que favorecem mormente o Governo.

A eterna protecção dos funcionários...

Sou um daqueles que apelidam este governo como uma ditadura encapotada.

Apesar disso, não percebo a polémica e a recura da Comissão de Protecção de Dados em não permitir que informáticamente se saiba quem fez greve.

Para quem não sabe, esses números serão sempre alcançados.

A diferença reside no calote que milhares de funcionários fazem ao estado, não declarando a greve e recebendo todo o ordenado indevidamente.

Será que os interesses instalados e os sindicatos vão continuar a ganhar esta batalha contra o País?

Mas afinal, quem sai beneficiado?

segunda-feira, maio 07, 2007

políticas liberais e "não neoliberais"

Apesar de todas as políticas praticadas desde o Chile de Pinochet até aos States de Bush, com todas as jogadas económicas, "a 'globalização' e 'neoliberalismo', como motores do crescimento económico e o desenvolvimento dos países, não reduziram as desigualdades e a pobreza nas últimas décadas" (Jomo Sundaram, secretário-geral adjunto da ONU para o Desenvolvimento Econômico, e Jacques Baudot, economista especializado em temas de globalização, in Flat World, Big Gaps).
Tiram ainda outras conclusões "A desigualdade na renda per capita aumentou em vários países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico) durante essas duas décadas, o que sugere que a desregulação dos mercados teve como resultado uma maior concentração do poder económico." A liberalização do fluxo de capitais financeiros internacionais, que era apontada como uma maneira segura de fazer os capitais jorrarem dos países ricos para irem irrigar as economias dos países pobres, deles sedentos, funcionou exatamente ao contrário. O fluxo de dinheiro inverteu-se, e os capitais fugiram dos países mais pobres, indo para os mais ricos: "Houve uma tremenda liberalização financeira e se se pensava que o fluxo de capital iria dos países ricos aos pobres, mas ocorreu o contrário", referiu Sundaram - "os EUA recebem investimentos dos países em desenvolvimento, concretamente nos bónus e obrigações do Tesouro, e em outros sectores" (Globalização não reduz desigualdade e pobreza no mundo, diz ONU. Agência Efe. In: Mundo, Folha online).
A "liberalização" de fluxos financeiros é muito assimétrica. Os países que mais defendem a liberalização total dos fluxos de capitais não a praticam dentro das suas fronteiras. Os Estados Unidos, com o seu forte discurso liberalizante criou, por exemplo, a "Community Reinvestment Act" (Lei do Reinvestimento Comunitário) que obriga os seus bancos a reaplicar localmente parte do dinheiro que captam na comunidade. A Alemanha resistiu a todas as pressões para "internacionalizar" os seus capitais; hoje 60% da poupança da população alemã está em caixas municipais, que financiam pequenas empresas, escolas e hospitais. A França criou um movimento chamado "Operações Financeiras Éticas". A apregoada liberdade irrestrita para os fluxos de capitais parece ter sido adoptada apenas pelos países sub-desenvolvidos, que se vêem frequentemente submetidos a graves crises causadas pela sua vulnerabilidade às violentas movimentações especulativas mundiais (PINHEIRO, Márcia. A nova ordem mundial, in Sem rédeas nem juízo. Especial. Revista Carta Capital, nº 434, 7/3/2007, pp. 8-13).
Acerca dos países considerados anti neoliberais:
Néstor Kirchner na Argentina e Hugo Chávez na Venezuela só cometem erros, dizem os neoliberais. Mas, os seus países continuam a crescer: a Argentina cresce a mais de 8% ao ano desde 2003 e a Venezuela tem crescido a mais de 10% a.a. desde que foi derrotado o golpe de estado contra Chávez, em Abril de 2002. Crescimento do PIB, Argentina 2003-07: 8,8%, 9,0%, 9,2,%, 8,5%, 7,4%; Venezuela 2004-07: 18,3%, 10,3%, 10,3%, 7%. (COSTA, Antonio Luiz M. C. Vidas Paralelas. Nosso Mundo. Revista CartaCapital nº 434, 7/3/2007 pp. 30-32).

A França e Sarkozy

Filho de emigrantes húngaros, cuja família pertencia à pequena nobresa húngara. É por isso que prevê a política de apenas permitir emigrantes na medida das necessidades de trabalho do país! Mais, daí a necessidade de criar um Ministério da Imigrição e da Identidade Nacional... um bocado xenófobo!
Tem um antepassado que se bateu valentemente contra os Turcos. É por isso que é contra a entrada dos Turcos na União Europeia! Lá está a xenofobia outra vez!
Considerado um político liberal por querer menos sindicatos e menos impostos! Há coisas que custam a entender. Ok, menos impostos é mais liberal. Mas, menos sindicatos também é mais liberal?! Ou será, neoliberal?! Então e aumento do horário de trabalho também é liberal?! Parece que para Sarkozy a semana das 35 horas é insustentável para a competitividade da economia. Até parece que a França sofre muito a nível económico... sofre como qualquer país capitalista, onde a riqueza é mal distribuída, e onde há pala de tanto liberalismo acaba por cair num subsidiarismo. Esse concerteza não liberal, mas com raízes na cultura da caridadezinha, fruto de influências católicas, de um estado de assistência e não de solidariedade social...
Sendo que o Liberalismo é a ideologia da liberdade, liberdade como princípio fundamental, nascida no seio do Iluminismo, e a nível ideológico-político, social e económico caracterizado como o "primado da soberania popular e da vontade geral, aplicação estrita do princípio laisser faire, laisser passer" (Calvo-Serer), pergunto-me como é que a diminuição da participação político-sindicalista do indivíduo e da população em sociedade é Liberal?!
Mais, como é que a criação de organismos para controlar a população do País é Liberal?! Não é um estado Liberal aquele em que o Estado intervém menos?! Ou será no neoliberalismo que o Estado deve intervir o menos possível, mas em qualquer temática que mexa com a economia e o crescimento económico do país, aí o Estado já pode e deve intervir?! Será que é por isso que existe na teoria Neoliberal um Estado que deve intervir a um micronível - que é para quando dá jeito?!
Interessante, será que o Liberalismo tem apenas a vertente da liberdade económica?! Não me lembro de ler isso em Thomas Morus, Hobbes ou Rousseau. Aliás, a vertente socio-económico aí funciona como balança, não há dois pesos e duas medidas: uma liberdade económica, mas não uma liberdade social... mas eles devem ser liberais de outros tempos! Contudo, percebo que o Liberalismo como imbuído também da filosofia grego-romana e do Cristianismo, principalmente do último, luta contra algumas tentações! Já Paulo VI dizia "o uso da liberdade facilmente pode degenerar em desordem: em primeiro lugar, o individualismo, e, em consequência dele, o egoísmo, a confusão social, donde nascem a repressão, a desintegração da comunidade". Claro está, neste liberalismo há o culto do individualismo, e não a Liberdade enquanto responsabilizadora e ao mesmo tempo unificadora dos indivíduos de forma a constituir o laço social, o contrato social (esse monstro que não deixa a economia evoluir ao olhos dos neoliberais). Como se a Liberdade não fosse também respeito pelo outro, e antes disso por nós próprios, pautada por uma conduta de consciência individual e social, porque só na interacção com os diferentes nos conhecemos, e só respeitando os outros eles nos respeitam... isto também deve ser outra ideologia de Liberdade!
O termo Liberalismo está por certo desvirtuado, de tão mau uso que dele se tem feito. Ser Liberal não é ser-se individualista, não é ser-se permissivo até onde nos dá jeito, não tem como oponente o totalitarismo, porque nos tempos que correm totalitários são todos os governos que não são liberais, no sentido em que não respeitam a vontade geral e a soberania popular. Melhor, que apenas são liberais no momento em que são eleitos por sufrágio universal, logo pela vontade geral, mas após serem eleitos as suas vozes não se ouvem, e fazem como o Alberto João. Este, agradeceu "aos trabalhadores sociais-democratas que votaram nele"...
Outros factos importantes, são o facto de os países que não fomentam políticas ditas capitalistas (neoliberais), terem visto a sua economia crescer sem atropelarem os direitos das populações, e sem os fazerem escravos dos seus belos caprichos, que gostam de rotular com este ou aquele termo para que sejam bem ou mal aceites, e discutidos por esse mundo fora. Enquanto as pessoas se baralham com os termos, não ligam às políticas, e depois temos uma França sempre revolucionária, mas depois da revolução como foi o caso do maio de 68, há sempre uma volta às suas origens despóticas... vivem na saudade de um Luís XIV e de um país supostamente, sobejamente superior aos outros quer em termos culturais, quer em termos sociais e económicos. Não devem ter memória, e nem deve saber que aí o estado económico-social do país era miserável...

"Prós e Contras", a televisão pública numa demonstração de democratura

Anuncia a RTP, sobre o próximo Prós e Contras, 7 Maio 2007:
"CHOQUE DE VALORES"
A França decide a presidência! Os madeirenses escolhem o líder! Em Lisboa espreita um novo acto eleitoral! Direita ou esquerda? O que valem estes conceitos? Que agendas políticas suportam? O que significa ser de esquerda ou de direita? O Choque de Valores com Mário Soares, Adriano Moreira, Miguel Portas e Paulo Rangel no maior debate da televisão portuguesa. Prós e Contras, segunda-feira à noite na RTP.
Não haja dúvida que a exclusão do PCP deste debate foi ponderada e propositada. Assim anda a democracia em Portugal, reflexo de um país que vira à direita (eleições na Madeira) como a França. Representará isto uma tendência a proliferar no resto do mundo?!
Devido à exclusão do PCP, deixo aqui o comunicado de imprensa do mesmo:
"Não calam a voz do PCP!
A RTP vai emitir na próxima segunda-feira mais uma edição do programa “Prós e Contras” sob o tema “Choque de valores”, onde anuncia a discussão de um conjunto de elementos de grande actualidade política e ideológica, nomeadamente as eleições presidências em França e as regionais na Madeira, a situação na Câmara Municipal de Lisboa e as eleições que em breve ocorrerão, o que distingue a Esquerda da Direita, entre outros.
Para o painel de convidados está anunciada a presença do último candidato presidencial do PS (Mário Soares), de um ex-presidente do CDS-PP (Adriano Moreira), de um deputado do PSD (Paulo Rangel) e de um dirigente e eurodeputado do BE (Miguel Portas), excluindo de forma inqualificável a presença do PCP, partido que, registe-se, é a terceira força política nacional com representação na Assembleia da República, isto para além das posições e responsabilidades que assume no Concelho de Lisboa e na Região Autónoma da Madeira.
Registe-se também que, após a divulgação pela RTP do conteúdo e do formato do programa, o PCP procurou junto da produção do “Prós e Contras” e da Direcção de Programas da RTP, sugerir a participação de um membro do PCP, hipótese esta que foi cabalmente rejeitada.
O Painel de convidados que foi anunciado, não suscita qualquer dúvida quanto à relação entre os presentes e o partido político a que pertencem, pelo que a exclusão do PCP por parte da RTP só pode ser entendida como forma de silenciar e apagar o papel, a reflexão e intervenção dos Comunistas, numa atitude que viola o pluralismo, o rigor, o respeito pelos telespectadores a que qualquer operador de televisão está vinculado, ainda mais no caso da RTP como prestador de serviço público.
O PCP não aceita esta discriminação e amanhã dia 7, irá fazer deslocar para junto das instalações da Casa do Artista, pelas 21 horas, local de onde o programa Prós e Contras será emitido, uma numerosa delegação com o objectivo de participar no programa e expressar o seu veemente protesto perante esta inaceitável exclusão. O PCP desenvolverá ainda um outro conjunto de iniciativas com vista a repor o pluralismo na televisão pública.
O Gabinete de Imprensa do PCP"

sexta-feira, maio 04, 2007

Festividades

Para quando as celebrações do 25 de Novembro? Depois das festividades revolucionárias que ocupam o nosso país na Primavera, proponho as festividades de Outono! Só para manter as coisas em perspectiva.

Há dias em que a TV educa mesmo

No "debate da nação", hoje transmitido na RTP 1, Fernando Rosas deu este recadinho a Anacoreta Correia, para que ele o transmita a Paulo Portas. Há dias em que a televisão afinal educa - pena ser já pela noite dentro...

Ora, a frase: "o trabalho liberta", fez-me lembrar o que se diz por aí nos cemitérios: "levantem-se malandros, que o trabalho dá saúde!".

Mas o mais espantoso, foi Anacoreta Correia ter dito que o dito "o trabalho liberta" também se encontra em escritos de dioceses, como se isso não tivesse nada em comum com a ideia de Hitler, e Paulo Portas tivesse dito isso com outra intenção. Isso não me espanta nada!
Vejamos algumas coisas interessantes:
«Na Grécia arcaica, o trabalho era tido como degradante e não era objecto de valorização, dando-se importância a outras actividades. Nela encontram-se actividades, ofícios e tarefas, mas não “o trabalho” (p.43). É nas categorias que temos acesso ao “ponos, actividades penosas, exigindo um esforço e um contacto com os elementos materiais, um contacto degradante (...) cuja característica é poderem ser imputadas a qualquer um e que consistem na aplicação de uma forma a uma matéria” (pp.43-44). A hierarquia das actividades é feita na medida em que se depende de alguém, estando na base da escala o escravo e o téta (mercenário que aluga a sua força de trabalho e que pode ser contratado para realizar um qualquer trabalho). A seguir encontramos o artesão que dominam uma técnica, como a olaria, mas representam a degradação social porque trabalham para o povo. Ou seja, as actividades são desprezadas na medida que tem que que ser realizadas perante alguém (Méda, 1999). Na Grécia clássica, o trabalho é apenas realizado por escravos que não são considerados homens, dedicando-se os homens ao ócio – fazer política, etc. O ponos passa a ser exercido por agricultores e artesãos que têm que assegurar as condições mínimas de subsistência, e por forma a que as tarefas lhes ocupem o pensamento. O laço social, devido à dependência que provoca do ponto de vista económico e social tem um sentido negativo – o salário é visto como negativo, pois trabalhar por dinheiro significa servidão. A felicidade para eles também não passa por uma série ilimitada de recursos.

Até ao fim da Idade Média, a representação do trabalho permanece sem alterações significativas. Até aqui o que é notável é não ser o trabalho o núcleo das relações sociais. Contudo, "a divisão da sociedade em duas partes, uma submetida à necessidade de trabalhar e a outra vivendo do trabalho da primeira, prova o contrário. (...) Mas o trabalho não estrutura a sociedade no sentido em que não determina a ordem social” (Méda, 1999, p.52). Não obstante, é no período do Império Romano que se começa a dar a lenta transformação na forma como se preconiza o trabalho, à qual iremos aceder no fim da Idade Média. Nos primórdios da cristianização do Império Romano, o trabalho continuava a ser visto como uma punição, dado que o homem devia era consagrar a sua vida a Deus, e enquanto punição de Adão pelo seu pecado pode ler-se no Génesis (in Méda, 1999, p.53):

“o chão será maldito por tua causa. Será à força que tirarás todos os dias da tua vida o teu alimento, que produzirá espinhos e abrolhos, e terás para comer a erva dos campos. Será com o suor do teu rosto que comerás o pão, até que voltes à terra, da qual foste tomado; porque és pó e ao pó hás-de tornar”.

Aqui é importante ressalvar que o Génesis não é interpretado da mesma forma ao longo dos tempos, e enquanto nesta altura o acto divino passa pela palavra “Deus disse (...) e assim foi” (Méda, 1999, p.54), no fim da Idade Média, com a redescoberta dos textos gregos, e pela necessidade de introduzir normas de vida nos mosteiros, a Igreja e os padres vão fazer emergir uma nova forma de pensar o trabalho. Aqui, tem importante papel Santo Agostinho, que “expõe, durante os primeiros séculos da cristandade, a sua concepção do trabalho monástico e a sua interpretação da criação divina” (Méda, 1999, p.54), entrelaçando assim nos seus textos, o acto divino e o acto humano. O facto de o Génesis começar a ser interpretado como trabalho de Deus – Opus Dei – carrega consigo algumas consequências. Passa a existir a ideia de que Deus trabalha e passa a ver na actividade do artesão, depois da leitura dos textos gregos, a actividade mais próxima da criação – o que para os gregos não passava de uma imitação. Assim estão lançadas as bases para uma nova ideia do trabalho. O trabalho “labor” ou “opus” opõe-se ao “otium” que é agora sinónimo de preguiça (Méda, 1999, p.55). Começa a ser encarado como natural, pois é uma lei Natural e é através dele que se pode subsistir e exercer caridade. A partir daqui, Santo Agostinho (1948, in Méda 1999) distingue que há “profissões infames” – onde encontramos os ladrões, gladiadores e actores, “profissões pouco honrosas” – especialmente os negociantes, e “profissões honestas” – os artesãos e os camponeses. Estes últimos trabalhos, considera Santo Agostinho, que deixam a alma livre, dado que o trabalho manual permite “que o espírito permaneça inteiramente cupado com Deus” (Méda, 1999, p.57). A esta altura, o trabalho manual continuava a a ocupar um lugar importante, mas com São Bento tal altera-se, pois ele vê no trabalho manual um melhor remédio face ao ócio. Considera assim que o trabalho tanto para os monges como para os outros, liberta o espírito enquanto ocupa o corpo, sendo louvado pela penitência. Nesta altura o trabalho intelectual passa a designar-se opus, como o trabalho divino, tal como se fosse um seu semelhante, e labor o trabalho dos artesãos e camponeses. É a partir daqui que começa a ser valorizado o trabalho, contudo ainda não é aqui que se desenvolve o mercantilismo, pois esse afastava-se do principal que continuava a ser adorar a Deus. Sendo que os trabalhos que interessam ão os que transformam a matéria, tal como Deus (Méda, 1999).

A ideia de utilidade é introduzida por São Tomás no século XIII, como sendo a produção de coisas necessária à existência, e o lucro é concebido apenas como remuneração do trabalho, bem como o preço das coisas – mas sempre na justa medida, não tem que ver com as necessidades de quem vende, mas da utilidade. É a utilidade que justifica o trabalho e a sua remuneração. No século XVI o trabalho passa a deignar-se tripalium, que curiosamente era usado para designar um instrumento de três pés que era utilizado muitas das vezes para torturar os indivíduos. O trabalho passa assim a ser uma pena, e não mais a obra. O ganho individual à epóca continua a ser visto com maus olhos, e a ser condenado pela Igreja. O trabalho existe para garantir o pão para a boca e a roupa, mas não para acumular riqueza (Méda, 1999).

No século XVIII, começa a construir-se o trabalho como tempo, que permite aumentar a riqueza e que tem como fim uma mercadoria. Tal é visível em Smith (1991), para quem o trabalho é gasto de energia, pode ser quantificado em períodos divisíveis de tempo, e para quem o trabalho é instrumento de troca. A partir do século XIX o trabalho passa a ser visto como factor de produção, deixa de importar tanto o tempo que nele se gasta, e como ele deve ser remunerado em função desse tempo, e passa a importar o trabalho produtivo. E com essa nova distinção, surge também por parte de Malthus que se chame ao trabalho não produtivo porque não material, serviço. A partir daqui, os economistas reúnem sobre a categoria trabalho, todas as actividades que permitam exercício sobre objectos materias e cambiáveis, onde existe um valor acrescentado que é passível de ser visto e medido, ficando assim o artesanato e o trabalho do campo sob o mesmo tecto, apesar do diferente esforço que comportam. Mas isso acontece porque a esta definição de trabalho, que única coisa que interessa é a sua capacidade de gerar riqueza.

O trabalho passa assim, a ser visto como “símbolo da autonomia indvidual” (Méda, 1999, p.71), que permite ao indivíduo valer-se a si próprio através das suas faculdades, que lhe permitem alcançar o lugar que ele deseja na sociedade. Daqui até à alienação do homem pelo trabalho foi um passo.
O trabalho, que é “um processo que se desenvolve entre o homem e a natureza, no qual o homem por meio da sua acção medeia, regula e controla a troca orgânica e a sua própria natureza” (Marx, 1859, p.36), passa a ser um meio de expropriação da sua força de trabalho mas também da sua humanidade. É que, na lógica da produção capitalista, – do quanto mais for produzido melhor, mas em que quem produz pode possuir cada vez menos, acabando mais no domínio do capital – “a desvalorização do mundo humano cresce em relação directa com a valorização do mundo das coisas” (Marx, 1859, p.70). O trabalho passa a ser um meio de exclusão na exploração do uso do homem na sociedade capitalista – o trabalho é esvaziado da necessidade humana de agir e de transformar a realidade para o homem e alheado do homem, de tal forma que o trabalhador não tem qualquer controlo e gestão sobre o que produz e sobre o que dele é feito. A subjectividade do homem desaparece no momento em que, tornado desumano o trabalho humano, se torna desumano o homem que trabalha. Assim, reduzido o homem a «coisa» na medida das coisas produzidas, o capital e a classe que o tutela e nele tem interesses estabelecerão na base da exclusão/integração realizada os valores de norma que continuem a garantir a universalidade da expropriação, logo da exploração. A classe detentora dos meios de produção é forçada «a dar às suas ideias a forma da universalidade, a representá-las como as únicas racionais e universalmente válidas» (Marx, 1859, p.36), para que a classe explorada as aceite, como se incluíssem as suas necessidades e a resposta às suas necessidades. Torna-se evidente que a exploração é um dos modos de integrar o excluído cujo paradoxo se reduz ao facto de ser força de trabalho.» (Mealha, 2006).

quinta-feira, maio 03, 2007

independentes, faccionistas e afins... as diferenças!

A Câmara Municipal de Lisboa tem estado sob o olhar atento da comunicação social de há uns tempos para cá. Depois do caso Bragaparques, Carmona não teve nem um minuto de sossego, quer externamente devido aos partidos da oposição (e bem, que o seu papel é fazer com que a sociedade saiba o que se passa), quer internamente pelas várias facções do PSD e seus respectivos interesses. Já outras autarquias, pelo seu distanciamento da capital não merecem tanto destaque, apesar de causarem os mesmo danos ao erário público.
Como já ontem referiu Ruben de Carvalho ao Público deveriam existir eleições intercalares para a autarquia, respeitantes a todos os órgãos. Até aqui concordo na íntegra, a sua exposição faz bastante sentido.
Não percebo, é como o próprio presidente do PSD, Marques Mendes, retira a confiança política ao vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa e não ao presidente da mesma, mas depois diz que é a favor de eleições intercalares. Será que Marques Mendes imagina que assim, talvez o povinho não perceba que o PSD (ou pelo menos a sua facção) está a "fazer a cama" a Carmona Rodrigues?!
Mais ainda, com tantos problemas que têm existido por essas autarquias fora, como é que o PSD tem dois pesos e duas medidas?!
A autarquia de Silves, presidida por Isabel Soares, também ela membro do PSD, está sob investigação da Polícia Judiciária, viu as suas contas chumbadas pelo Tribunal de Contas, e aqui, Marques Mendes, perdão o PSD, não decidiu retirar-lhe a confiança política - será que ela é da facção PSD Marques Mendes?! Além disso, Isabel Soares também é arguida num processo.
Fica a questão: será por Carmona ser independente que o PSD o está a tentar "matar políticamente" (independentemente de considerações se ele esteve ou não vivo alguma vez!), ou será por ele, além de ser independente, se dar com uma facção diferente da de Marques Mendes que o querem reformar mais cedo?!
A estas questões dos bastidores do PSD, apenas alguns seus membros saberão responder correctamente, a nós resta-nos fazer apenas conjecturas...
De uma coisa tenho a certeza, não gostaria de estar a exercer funções na Câmara Municipal de Lisboa por estes dias. As pressões devem ser muitas, tantas quantas as facções existentes...
Apenas pela falta de transparência do PSD quanto à actuação que tem face aos seus autarcas, só por isso já fazem sentido as eleições antecipadas. Mas para todos os órgãos, ou então, ressalta mais uma vez a ideia do PSD de manter alguns dos seus no poder, e de a outros "puxar o tapete", e isso não é actuação que se deseje num líder partidário (mesmo que haja considerações se ele alguma vez o foi!).

Paulo Portas no seu pior!

Segundo Paulo Portas, parece que Hitler tinha razão quanto ao lema que constava na placa à entrada do campo de concentração de Auschwitz I: O trabalho liberta ("Arbeit macht frei") . Os prisioneiros do campo saíam para trabalhar durante o dia nas construções do campo ao som de música de marcha tocada por uma orquestra.

Para termos uma ideia, as SS ("Schutzstaffel", em português "escudo de protecção) geralmente selecionavam prisioneiros - os kapos, para fiscalizar os restantes. Todos os prisioneiros do campo trabalhavam durante a semana menos ao domingo, exceptuando os das fábricas de armas que trabalhavam todos os dias. As fortes condições de trabalho unidas à desnutrição e higiene precária faziam com que a taxa de mortalidade entre os prisioneiros fosse elevada.

terça-feira, maio 01, 2007

breve história sobre o 1 de Maio

Todos os anos, no dia 1 de Maio, comemora-se, em quase todos os países do mundo, o Dia do Trabalhador.

As origens do Dia do Trabalhador não são muito recentes. A história deste dia começa no séc. XIX. Nessa época, abusava-se muito dos trabalhadores, porque chegavam a trabalhar entre 12 e 18 horas por dia, o que era muito cansativo e até prejudicial à saúde!

Já há algum tempo que os reformadores sociais (aqueles que propunham reformas, ou seja, mudanças na sociedade) defendiam que o ideal era dividir o dia em três períodos: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir e 8 horas para o resto, o que incluía a diversão.

Foi com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diárias que, no dia 1 de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) se juntaram nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho.
A manifestação devia ter sido pacífica, mas as forças policiais tentaram pará-la, o que resultou em feridos e mortos. Este acontecimento ficou conhecido como "os Mártires de Chicago", por causa das pessoas que foram feridas e mortas só por estarem a lutar pelos seus direitos.
Quatro dias depois, houve uma nova manifestação pela redução do horário de trabalho e melhores condições. Mais uma vez, a polícia virou-se contra os manifestantes e acabou por prender 8 pessoas, 5 das quais foram condenadas à forca! Como o povo estava cada vez mais revoltado, estas condenações só serviram para "deitar mais achas na fogueira" e despertar a atenção de todo o mundo.
Em 1888, dois anos depois destes acontecimentos, os presos foram libertados por um júri que reconheceu que os trabalhadores estavam inocentes.

Em 1889, o Congresso Internacional em Paris decidiu que o dia 1 de Maio passaria a ser o Dia do Trabalhador, em homenagem aos "mártires de Chicago".

Só em 1890, os trabalhadores americanos conseguiram alcançar a sua meta das 8 horas de trabalho diárias!

Em Portugal, devido ao facto de ter havido uma ditadura durante muito tempo, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 Abril) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio.

Só a partir de Maio de 1996 é que os trabalhadores portugueses passaram a trabalhar 8 horas por dia.

1 Maio - Dia do Trabalhador

segunda-feira, abril 30, 2007

Blair Project

Manual mediático de Tony Blair

The Sunday Times

Perante uma dificuldade, anunciar medida de grande impacto

Na impossibilidade de enfrentar um tema, mostrar desconhecimento

Ter sempre presente que é mais fácil mentir off the record

Nunca anunciar uma medida que não possa ser anunciada mais duas ou três vezes

Exagerar no anúncio das políticas para obter melhor cobertura mediática

Abandonar uma política que seja mal recebida pela opinião pública

Explicar os temas mais controversos nos jornais amigos

Quando for mesmo grande a complicação, ir à TV.






Afinal é simples governar Portugal!

O 25 do 4 já passou!

Este 25 do 4 foi fantástico. Se não fosse a RTP não tinha dado por nada. E por isso estou feliz. A geração de Abril está a desaparecer.
Que não se esqueça esse dia, mas que se esqueçam uma mão cheia de senhores que franchisaram a liberdade!
Pode ser que noutras revoluções não se utilize o cravo mas sim a ferradura.

quinta-feira, abril 26, 2007

Uma nova forma de comemorar o 25 de Abril

Cavaco Silva, excelentíssimo presidente da nossa república, propôs nas comemorações do dia de ontem que se repensasse a forma como se comemora o 25 de Abril.
Será que ele quer começar a ser como o Paulinho das Feiras e misturar-se com o povo?! Já estou a imaginar Cavaco Silva a distribuir cravos e beijinhos no Mercado da Ribeira antes da sessão solene na Assembleia da República...
Será que quer adoptar uma postura à Alberto João Jardim?! Em vez dos cravos e dos beijinhos no mercado, um palco montado em plena Avenida da Liberdade, em que Cavaco anima o povo ao som das músicas de intervenção que marcaram o 25 de Abril. Mais, depois nada de comemorar mais o 25 de Abril no Parlamento que isso é coisa de monopolistas continentais...
Será que pretende, como na Autarquia de Silves, que se esqueça o 25 de Abril, e assim sendo, que a melhor forma de o comemorar é não realizar qualquer acção cívica, mobilizadora de massas, que alerte para uma memória conscienciosa do passado recente do nosso país?!
Eu tenho uma ideia para umas comemorações em novo estilo. Em honra ao 25 de Abril, o governo podia começar em jeito de reconhecimento de uma REVOLUÇÃO QUE EFECTIVAMENTE EXISTIU, a concretizar:
- o ensino da nossa história aos jovens, de que tanto Cavaco falou e correctamente, que são o futuro do nosso país. Assim, quando forem entrevistados não dizem que não se interessam pelo 25 de Abril de 1974 porque nasceram depois dessa data - é que correm o risco de como tal, a democracia não se interessar por eles, dado que eles, enquanto jovens, não a conhecem por não terem participado, nem participarem na sua construção;
- mobilizar crianças, jovens e graúdos para actividades a realizar no dia da Revolução que tragam à memória como foi o 25 de Abril de 1974, e porque aconteceu;
- respeitar a Constituição da República Portuguesa: dá trabalho para mangas, dado que até hoje, ainda não conseguiram fazer respeitar as suas básicas e efectivas condições de direito ao trabalho, saúde e educação.
Acho que isto era capaz de ser um bom princípio de acção por parte do executivo governamental.


Nas palavras de Cavaco: "jovens não se resignem", e continuando nas minhas: lutem pelos vossos direitos.

Cavalo à Solta - uma das músicas contra o regime fascista

25 Abril de 1974

Para que se veja, e algumas alminhas percebam que o 25 de Abril aconteceu:
- não há muitos anos;
- não apenas em Lisboa - como muitos gostam de fazer crer - mas por todo o país;
- para que não apaguem a memória, e melhor, para que há falta de registo histórico não a queiram reescrever e tornar a história numa estória;
- porque o fascismo existiu fomentando uma ditadura de 40 anos, em que o povo foi oprimido, escravizado, despido dos seus direitos e liberdades, e por isso é que em 25 de Abril o povo saiu à rua.

25 ABRIL SEMPRE, FASCISMO NUNCA MAIS

quarta-feira, abril 25, 2007

SOMOS MUITOS MUITOS MIL, PARA COMEMORAR ABRIL

25 ABRIL SEMPRE

Faz-se lembrar que há comemorações do 25 de Abril na Avenida da Liberdade.

P.S.: e não, não é para irem passear pelo túnel do marquês, até porque nas palavras de Carmona Rodrigues "hoje não é dia de túnel, é dia de 25 de Abril".

sexta-feira, abril 20, 2007

Ensino de Qualidade!

Paulo Portas vs Ribeiro e Castro

Gostei!

Lavagem de roupa suja, mais quem fez o quê, quem deixou de fazer, o que aconteceu e podia ter acontecido.

E estratégia para o país? existe?

E depois do debate, será que Portas vai ganhar com uma margem assim tão grande?

quarta-feira, abril 18, 2007

Plano Tecnológico Vs Propaganda

Após o simplex, o prace, o posi, e outros programas do Governo para as tecnologias de informação e melhor desempenho do Estado(temos que admitir que os nomes são giros e dão imenso estilo à coisa), continuamos com uns problemazitos... Há algum tempo atrás, vimos noticiado que os agricultores deste meu Portugal deveriam inscrever-se para subsídios europeus através da internet. Ontem veio o contraditório...dos serviços do Estado! Pelos vistos as confederações de agricultores lá se organizaram para levar a avante a deliberação, mas os serviços do Estado já avisaram não ser possível fazê-lo este ano, por questões técnicas, e de atrasos, e do costume.
O Governo exigiu. O cidadão cumpriu. Os serviços?_ Plano quê? Isso não sei, mas já se sabe, se vai haver ponte antes do Dia do Trabalhador?

segunda-feira, abril 16, 2007

O vento mudou

Porque será?

De um momento para o outro o Governo começou a ser atacado por todo o lado, mais parecendo que quem é primeiro ministro é Santana.

será que é uma OPA ao Governo?

sexta-feira, abril 13, 2007

Quase chorei...

A entrevista com o Primeiro Ministro, Dr. Pedro Santan..., desculpem, Eng. José Sócrates, foi uma verdadeira lição de bem representar!

Não percebo como podem dizer que ele não se licenciou. Se a UNI tiver um curso de teatro podem dar já a licenciatura, o senhor é divinalmente bom!

Não sei com quem terá aprendido, mas eu quase chorei, parecia o menino guerreiro injustiçado.

Ainda falavam do Santana...

quinta-feira, abril 12, 2007

Ok meu!

Das explicações ontem dadas em entrevista à RTP pelo Primeiro-Ministro José Sócrates, ficou-me na retina o facto de ele terminar as suas cartas institucionais com um íntimo_"Seu". Para além das trabalhadas de secretaria da UnI,fica a sua diminuta importância para o país e a sensação de gato escondido com rabo de fora. Mas, para mim, fica esta pérola do sr. Primeiro-Ministro. Acho bem, deveria até ser alargado a todos os serviços do Estado. Quantos de nós não se sentiram já olhados com desdém em repartições públicas? E aquelas multas de trânsito tão impessoais? E até a entrega do IRS pela net, diminuindo-se o valor humano em favor da máquina? Não custa nada aquela atençãozinha, do very british, yours truly. Fiquei apenas com uma pequena dúvida (eu não sou de intrigas, nem sequer de insinuações...), mas a carta não foi enviada a um antigo professor da UnI? Será o típico síndroma de paixoneta aluno/professor?

quarta-feira, abril 04, 2007

AR

Mais uma vez o Órgão de Soberania mais representativo do país presta um mau serviço aos cidadãos que representa, usufruindo mais um dia de folga que o comum dos mortais. A Assembleia da República tem feito um bom trabalho no que concerne no desprestígio da classe política em Portugal. Afinando pelo mesmo diapasão dos maus autarcas e elementos do Governo, a AR tem já casos dignos de nota, como o caso Batman, livros de ponto assinados por deputados ausentes, o caso limiano. A saga continua e ao mesmo tempo que se pede rigor e sacrifício aos portugueses, a augusta assembleia trata de demonstrar que o ditado português "quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é burro ou não tem arte", faz todo o sentido. A verborreia política fala da necessidade de avanço de mentalidades, na classe política mantemos os "chicos espertos" do costume.

segunda-feira, abril 02, 2007

Contas

O Tribunal de Contas faz um relatório nada animador dos últimos três anos de governação em Portugal. Os óbvios culpados desta "descoordenação" financeira e estratégica, são os últimos Governos. Durão, Santana e Sócrates, todos têm uma cota parte de responsabilidade na actual situação. O que já não é novo no Governo de Sócrates, é a sua disponibilidade para o elogio e igual aversão à crítica. Sempre que existe algo que poderá ser embaraçoso, estes desculpam-se com os Governos anteriores. Está na altura de assumirem que são Governo para o bem, e para o mal. Para além disso, é interessante que o Governador do Banco de Portugal, que tantas intervenções públicas fez durante os anteriores Governos, tenha desaparecido do mapa! Terá emigrado?

quarta-feira, março 28, 2007

Faltam 3 dias

Mais um esforço...

terça-feira, março 27, 2007

Odete sobre Salazar

Podias ter escolhido a íntegra da intervenção, ao invés do striptease...

Esta votação não é claramente sinal de descontentamento face às actuais políticas, mas sim um reforço das mesmas, e do branqueamento de ideias e ideais políticos de que a maior parte da sociedade portuguesa sofre. Mormente, dizer que como forma de descontentamento se votou em Salazar, é dizer que as suas políticas foram boas, e isso é mais que mentira, é a ridicularização da história de portugal dos últimos 90 anos, de onde o atraso que se vive em Portugal foi muito fomentado e deveu-se às políticas de Salazar e de outros tantos de direita que se autoproclamam democratas, mas onde a sublimação de quaisquer actos de ditadura está presente. O analfabetismo, a pobreza e a miséria financeira, social e cultural de que Portugal foi alvo durante a ditadura fascista tem peso nas consciências que entranto se formaram e que não tiraram ilacções da história do país. Tanto é, que ainda hoje se vive numa aparente democracia, onde não se faz mais que propagandear uma coisa e fazer outra. Culpa também dessas mentalidades retrógadas, que ao fim de anos e anos continuam a protelar as mesmas políticas de encher os bolsos a grupos monopolistas para quem as pessoas são apenas mais um número. Culpa de uma educação nada politizada, em que a maior parte das pessoas se entrega ao marasmo que "isto nunca vai mudar". Enganam-se, não muda enquanto não fazerem valer os direitos pelos quais muitos outros lutaram. Mas presumo que muitos dos que bateram palmas à vitória de Salazar não percebam ou nunca tenham tido na família pessoas que viveram nessa altura e que passaram fome - dividiam uma sardinha por quatro pessoas, etc., que iam votar porque eram obrigados, e o voto já ia com a cruzinha selado dentro de um envelope, pessoas qe não sabem que nesse regime as mulheres podiam ser violentadas pelos maridos, e que segundo revistas da altura deveriam ser submissas aos mesmos, que se apanhavam é porque havia um bom motivo para isso, enfim, interminável a lista de actos contra os direitos humanos que eram permitidos.

Contudo, persiste aqui um anticomunismo - quase que aposto que houve pessoas a votar para que Cunhal não tivesse mais votos que Salazar. Este país, envergonha-me por essas pessoas mal formadas, que não têm consciência histórica, humanitária e cívica, e onde premeiam um português por ter exercido uma autêntica escravatura sobre os seus compatriotas, num mundo de miséria, onde o saber ocupava lugar, pois saber é poder...

Aflige-me mais ainda, quando é um perigo o Sócrates ter uma secreta que só a ele responde, e isso incomoda muita gente. Mas, incomoda porque é a ele que informam, se fosse a alguém do PSD ou do CDS já não havia problema.

É este o Portugal onde vivemos. Um Portugal amorfo de pessoas com ideias e objectivos que passam por estrangular os objectivos e as esperanças dos outros, em que parece não haver um futuro, pois esforçam-se ao máximo por esquecer e não aprender com o passado. Para mudar basta querer.


25 ABRIL SEMPRE, FASCISMO NUNCA MAIS

P.S.: Numa perspectiva de George Orwell, presumo que algum canal de TV podia fazer um programa em que quem quisesse poderia vivenciar o fascismo por uns tempos. Talvez fosse uma boa experiência para uns tantos que por aí andam a bater palmas a Salazar.

Tributo a Luís Figo

Tributo ao melhor de sempre!

Faltam 4 dias...

Já só faltam 4 dias! estuda e vais ver que nada é impossível!

Striptease da Odete

no comments

A possessão de Odete

E por isto...

Os Grandes Portugueses - Fernando Dacosta comenta

Foi por isto que Salazar ganhou...

sexta-feira, março 23, 2007

Salazar vs Cunhal

Vai ser lindo.

Salazar foi o mais comentado, com 3404 mensagens.

Cunhal a seguir, com 719.

Vão ter que aldrabar muito as votações para não se dar o escândalo de ganhar qualquer um dos dois ditadores.

Mas se salazar ganhar, não é porque as pessoas sejam salazaristas ou apoiem o regime, mas é um cartão muito amarelo à actual classe política.

Paulinho das Feiras

Devido ao encerramento de mercados e feiras, Paulo Portas armou uma peixeirada no Conselho nacional.

Segundo fontes próximas, Paulinho não se sentia à vontade se não estivesse no meio de feirantes.

O Senhor Engenheiro

Pelos vistos o Sr. Engenheiro José Sócrates é um falso engenheiro.

Não afecta o seu desempenho como PM mas sem dúvida que afecta os alicerces da seriedade que sempre quis transmitir.

Assim não, Sr. PM

terça-feira, março 20, 2007

A primeira vez...

A primeira vez...

Sempre tão intensa e fascinante!

Tão pura e tão cruel!

Mas bela, decidida e muito concreta!

É assim a primeira vez... QUE SE FAZ UM ESCÂNDALO!!!

segunda-feira, março 19, 2007

Starwars 31

É realmente um grande 31!

Congresso PS Santarém 2006

Congresso do PS!

Avante populismo!

Debate Cavaco vs Sócrates

Só uma palavra, BRILHANTE!

Guerreiro Menino

Agora que se diz que vai sair do partido, é tempo de recordar!

Livre/Golo Rodrigo Tello (FC Porto 0-1 Sporting) [17.03.2007

Absolutamente fabuloso!

Tesourinho Deprimente Socialista

É uma espécie de Governo...

terça-feira, março 13, 2007

É urgente privatizar!

Agora percebe-se a verdadeira razão do fecho das urgências!

O que não quer dizer que eu discorde totalmente da medida, mas sim da forma!

sexta-feira, março 09, 2007

Naif's...

Obrigado Paulo e tiago por hoje eu me sentir o gajo mais naif do mundo!
eh

terça-feira, março 06, 2007

Prognósticos?

Será que alguém duvida de qual vai ser a decisão?

Uma Moderna e Independente Universidade

Ainda falavam da Moderna!

Parafraseando uma grande mulher, contemporânea do ainda e eterno Presidente da Associação da U. Independente, "pelo menos no caso Moderna tudo teve mais classe!"

Dá Deus(não o outro) nozes a quem não tem dentes!

A vida tem destas coisas!

Depois de tudo, Xanana vem dizer que está descontente com a passividade das Forças Internacionais!

A culpa é sempre dos outros!

Imagino o que os timorenses terão para dizer do Governo e do seu Presidente.

segunda-feira, março 05, 2007

PIDE - Polícia de Investigação na Dependência do Engenheiro

Eu avisei, ninguém me ouviu!

Agora aguentem-no!

Um começou pelo Ministério das Finanças, este pelo do Ambiente!

Votem nele em 2009!

PS(D): Isto é, se nessa altura ainda existirem eleições livres...
PS(D)2: E Sr. Procurador, a sua necessária e salutar relutância para NÃO ser pressionável tem os dias contados, infelizmente!
PS(D)3: Uma amiga comuna disse-me que achava normal a Polícia de Investigação depender do Engenheiro. Alguém tem dúvidas ainda sobre a pergunta: Solidário ou Totalitário???

Eu também quero um!

É absolutamente magnífico!

Eu também queria que houvesse um assim!

Deixava de ouvir certas aberrações que só nos fazem mal, como o Xico da Fancaria ou o José Providências Cautelares!

Inventem um, please...

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Recuos...

Parece que o Governo se está a consolidar cada vez mais e o Primeiro Ministro a impôr as regras.

Recuos na IVG, na Saúde, no fecho de Escolas...

Será que vão recuar também noutros campos???

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Toma lá, Zeca

Não sou comunista, não tenho uma simpatia muito grande pela forma como foi a nossa revoluçãozita e não gosto muito do estilo musical do Zeca.
No entanto acho que o Zeca, pá, foi um gajo muito criativo, pá.
Parece-me que se o PCP tivesse 1 milionésimo da humanidade e criatividade do Zeca, teria hoje muito mais que uma cassete.

Esta frase revela características de personalidade e uma perspicácia de auto análise que admiro:
"Eu sempre disse que a música é comprometida quando o músico, como cidadão, é um homem comprometido. Não é o produto saído desse cantor que define o compromisso mas o conjunto de circunstâncias que o envolve com o momento histórico e político que se vive e as pessoas com quem ele priva e com quem ele canta."

Muito bem Zeca!!

memórias de Zeca Afonso

Zeca Afonso


segunda-feira, fevereiro 19, 2007

estágios profissionais

Por conversa com uma amiga quanto aos estágios profissionais descobri a melhor de todas: o Estado financia estágios profissionais remunerados em instituições privadas, mas não financia estágios remunerados em instituições públicas.
Um psicólogo pode fazer um estágio profissional, remunerado metade pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e metade pela entidade empregadora (desde que privada), numa instituição privada. Adivinhe-se o melhor, a maior parte das instituições que necessitam de psicólogos pertencem ao Estado, mas aqui estagia-se de borla. Mão-de-obra barata e efectiva exploração.
Rídiculo, o Estado incentiva o estágio de profissionais no privado com dinheiros públicos, mas investir os dinheiros públicos no sector público não. Política estranha esta...!? A melhor parte, é que, assim as entidades empregadoras privadas têm a possibilidade de durante alguns anos pagarem apenas metade dos ordenados porque de ano para ano há sempre novos estagiários.
Grande política empregadora de grandes políticos.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Ainda o aborto...

O Primeiro Ministro disse que o período de reflexão seria curto e que o aconselhamento obrigatório.

Agora o Partido Socialista diz que o período de reflexão é de 3 dias, concordo plenamente, e que não haverá aconselhamento obrigatório, basta haver um pedido.

A vida é assim, dá-nos razão muitas vezes antes do tempo esperado.

Afinal a pergunta era mesmo sobre liberalizar o aborto!

Falaremos daqui a alguns milhões de abortos a pedido...

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

14 de Fevereiro: celebrar o Amor

A todos desejo que celebrem o amor, não só neste dia como em todos os outros.



"Talvez não ser é ser sem que tu sejas,

sem que vás cortando o meio-dia

como uma flor azul, sem que caminhes

mais tarde pela névoa e os ladrilhos,


sem essa luz que levas na mão

que talvez outros não verão dourada,

que talvez ninguém soube que crescia

como a origem rubra da rosa,


sem que sejas, enfim, sem que viesses

brusca, incitante, conhecer minha vida,

aragem de roseira, trigo do vento,


e desde então sou porque tu és,

e desde então és, sou e somos

e por amor serei, serás, seremos"


Pablo Neruda

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

SÓCRATES É O MAIOR

Depois da birra, depois de ter mostrado mais uma vez o seu apego a Salazar e aos seus métodos, espanta-me que José Sócrates não tenha vindo a público dizer que o Sismo hoje verificado tenha sido obra do seu Plano Tecnológico para celebrar a vitória do SIM.

Engraçado é que só se sentiu a SUL.

Os Deuses devem estar loucos...

E alguns disseram que sim....

No dia seguinte a se ter efectivado um referendo fico com a nítida sensação que não vale a pena.
O povão não quer tomar parte das decisões.
As justificações do sol e da chuva e dos feriados e das pontes não justificam a abstenção.
A abstenção é sinal do desinteresse, da falta de consciência democrática e da falta de responsabilidade individual.
O PCP tinha razão: não se deveria ter ouvido a voz do povo numa matéria deste género. É dinheirinho deitado à rua e se o PCP achava que sim, é porque o povo quer dizer sim!

Aí era tão bom...Se houvesse um líder que tomasse conta de nós!
Isso é que era. Não tinha que me chatear, podia ver a bola ao domingo e o Simão nunca sairia do meu Benfica.

Mas mesmo assim estou feliz com o resultado não vinculativo do referendo. É, como alguém disse na tv - "(...) uma prova de confiança nas pessoas e nas mulheres!!"


Sempre no caminho contrário

Quando toda a europa está a pensar em formas de restringir a liberalização do aborto que fizeram há 20 anos, Portugal vota sim pela liberalização.

Daqui a alguns largos milhares de abortos veremos quem tinha razão.

É uma daquelas situações em que espero, sinceramente, não ter razão alguma!

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Um dos melhores de sempre!

Um minuto e pouco de espectáculo!

Eleven

Ganhei um jantar à borla no Eleven...

Sabe duplamente bem!

Obrigado Ricardo!

No Domingo lá estarei!

Depois de votar, de preferência NÃO, é imperdível!

E por acaso, a tua dúvida é pertinente, Rodrigo. Será que amanhã podemos postar sobre o aborto?

Eu não o vou fazer, não me apetece falar amanhã sobre o Louçã...

A cada um, o que é seu (ou a teoria, na prática, é diferente)

Uma universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, pensava que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza.

Tinha vergonha do seu pai. Ele era de direita e contra os projetos que “davam benefícios aos que não mereciam e impostos mais altos para os que conseguiam ganhar mais dinheiro”.

A maioria dos seus professores tinha afirmado que as idéias dele eram equivocadas.

Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai.

Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar que ele estava errado ao defender um sistema tão injusto como o da direita.

No meio da conversa seu pai perguntou:

-Como vão as aulas?

-Vão bem, respondeu ela. A maioria das minhas notas é 18, mas me custa muito trabalho conseguí-las. Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.

-E a tua amiga Sônia, como vai ?

-Muito mal. A sua média é 6, principalmente porque passa os dias em shoppings e em festas. Estuda pouco e algumas vezes nem vai às aulas. Com certeza repetirá o semestre.

-Que tal se você sugerisse aos professores que transferissem 6 pontos das suas notas para as da Sônia ? Com isso vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas seria uma boa distribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês duas.

-Porquê? Eu trabalhei muito para conseguir as notas que tive ! Não acho justo que todo o meu trabalho seja, simplesmente, dado a outra pessoa !

Seu pai, então, a abraçou carinhosamente, dizendo:

BEM VINDA À DIREITA!

porque É URGENTE MUDAR a LEI, dia 11 VOTA SIM!


Está nas tuas mãos:
Possibilitar às mulheres o direito de decidir com responsabilidade e em consciência face a uma gravidez não desejada; Combater o aborto clandestino;
Permitir que a interrupção voluntária da gravidez seja feita em condições de segurança para a saúde e para a vida da mulher;
Dar um passo em frente quanto à protecção da saúde sexual e reprodutiva das mulheres e na protecção da função social da maternidade e da paternidade;
Fazer respeitar o direito à escolha e às diversas opções e convicções pessoais acerca do aborto, dado que a alteração da lei não obrigará nenhuma mulher que não queira abortar a fazê-lo.

Ele há coincidências

Mais uma vez, venho escrever depois de ti e das tuas provocações!
Para chamares ditador ao meu camarada Álvaro Cunhal, espero para ver o que chamarás ao Salazar (e não é ao dos bolos!).
Felizmente para mim, posso demonstar porque é que tens razão quando dizes que engolimos a cassete e não mudamos de opinião! Não na tua vertente de seres estáticos e amorfos, que tem uma queda perjorativa, claro. O Cunhal fez uma tese sobre a despenalização do aborto há 60 anos. Como poderíamos mudar de opinião, se estamos avançados nesta discussão 60 anos?!
Às tantas, o PCP tem que pedir desculpa por existir. É que isto de ser progressista faz mal a muita gente...
Até tu te sentes incomodado! Como é que depois de veres o documentário do Álvaro Cunhal, consegues dizer que ele queria ser um ditador?! Quantos governam hoje em dia em nome e defesa de uma liberdade que é meramente ficcional?! E já governaram...
Custa-te assim tanto admitir que ele foi um revolucionário, lutador contra o regime fascista, e que contribuiu por exemplo, para que possamos expressar as nossas opiniões em sítios como este?! Sejam elas ou não, conformes com um mesmo ideal?!
É melhor viver num mundo em que os supostos democratas, não totalitários, fazem as leis à medida das suas necessidas, e onde para os mesmos o voto de braço no ar é repressivo! Claro que é, assim não podem dar largas aos seus esquemas e conluios. Tudo o que é transparente e não dá azo a margens de manobra o freguês não gosta.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

O Demagogo Chico da Fancaria

O Chico da Fancaria voltou a fazer das suas.

Segundo o próprio, as buscas na Câmara de Lisboa deviam dar a demissão do executivo mas na Câmara de Salvaterra de Magos já não, é uma coisa "perfeitamente normal"?

Quando é que este gajo deixa de ter tempo de antena???

A coincidência temporal!

Há quem não acredite em coincidências, mas que elas existem, disso ninguém pode duvidar.

Então não é que um documentário que foi gravado há um mês sobre Álvaro Cunhal foi intensamente propagandeado com incentivos ao voto no SIM, cartazes, fundos com cartazes e coisas parecidas, e exibido exactamente no dia de ontem?

Curioso...

Desculpem, coincidência...

Enganaram-me! Estou muito triste!

Sou de uma terra onde o ciclismo é a alma da terra, da equipa mais antiga do mundo, de um dos maiores ciclistas da nossa história, Jorge Corvo.

Desde pequeno que ouço: "Maior que o Jorge só o Joaquim Agostinho! Esse era uma máquina!"

Infelizmente fui enganado!

Anos e anos pensando que assim era e ontem à noite, no programa Grandes Portugueses, onde o documentário era sobre o maior ditador falhado da história portuguesa, Álvaro Cunhal, com apresentação da incontornável Odete, quando sei que Álvaro Cunhal fazia Porto-Lisboa e vice-versa de BICICLETA!!!!

Joaquim Agostinho foi destronado! Fiquei Triste...

terça-feira, fevereiro 06, 2007

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Realmente, é tão fácil aumentar o número de amigos...

Rodrigo, já reparaste que o teu número de amigos aumentou exponencialmente em pouco tempo?

Cada dia ouço dezenas de pessoas a dizerem o meu amigo Rodrigo!

E que sempre o foram!

O RAP é bom, mas estes fazem-me rir ainda mais...

terça-feira, janeiro 30, 2007

Assim não!

Gato Fedorento acerca de Marcelo Rebelo de Sousa

Jovens pelo SIM

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Hipocrisia

Afinal, qual a diferença entre a nossa lei e a espanhola???

Explicam-me???

e o direito da MULHER escolher é lindo... e o HOMEM? aqui já não se apregoa a igualdade de direitos?

Mais uma vez é só quando interessa!

sobre o ABORTO

Os argumentos são mais que muitos, tanto do lado do sim, como do lado do não. Todos os dias somos bombardeados com a questão do aborto, e parece que em Portugal não se sabe falar de mais nada.
A comunicação social criou a sua agenda, tem sabido aproveitar mais que bem a polémica, e as individualidades que a alimentam. Ah! Temos que ser coerentes. A comunicação social não fala apenas do aborto, fala também da menina que anda desaparecida com a mãe adoptiva, cujo marido, membro do exército, foi condenado à prisão por não revelar o paradeiro das mesmas.
Sorte a do Governo, que descansa por uns breves momentos, pois parece que Portugal não tem outros assuntos que necessitem ser tratados.
Quanto ao aborto não percebo como é que em pleno século XXI, continuamos a discutir algo que há muito devia ter sido liberalizado. Contudo, o facto de ser despenalizado já é um grande passo, dadas as condições culturais e sociais do país.
Como já deu para perceber vou votar sim à despenalização do aborto. Acho uma hipocrisia e uma falta de respeito pelos direitos e liberdades do ser humano, que se possa condenar uma mulher à prisão por ela fazer um aborto. Mais, acho um insulto à inteligência, que se use como argumento, que com a despenalização se passem a fazer mais abortos. Vão usar o quê para demonstrar isso?! As estatísticas oficiais que antes não existiam e que passarão a existir depois de os abortos serem praticados nos hospitais?! Isso então é mesmo patético... E não venham dizer que a nossa lei é justa, porque permite os abortos em situações extremas (mal formações, situação psicológica, etc.).
Ou seja, a mulher não pode abortar só porque a sua consciência o dita. Pode fazê-lo, apenas, porque há todo um aparato de discursos médicos, psicológicos, que lhe permitem executá-lo. Como se tivesse que existir um discurso para legitimar algo que é legítimo. Ninguém devia ter o direito de julgar se alguém pode ou quer ser mãe. A sua vontade é legítima, é ela e o seu companheiro que vão criar essa criança, e só a eles devia caber essa decisão.
Uma mulher quando faz um aborto, não o faz pelo prazer que lhe deve prover. É um acto que acarreta grande sofrimento psicológico. E não venham cá com histórias de que existem muitas precauções a tomar, porque todos os métodos contraceptivos podem falhar. E mesmo que as pessoas sejam irresponsáveis e não os usem, querem o quê, que elas criem uma criança, se foram irresponsáveis o suficiente para não se precaverem?!
A Justiça não devia ser cega, nem devia servir os interesses de uma ideologia dominante, que a maior parte das vezes serve para legislar de acordo com os interesses do homem e não da mulher. A Justiça devia estar mais preocupada com os casos de crianças maltratadas e abandonadas em lares que estão ao cuidado do Estado ou de Instituições Privadas de Solidariedade Social, porque os seus pais não tinham condições para as criar. Mas pelos vistos, é melhor deixar vir crianças ao mundo, mesmo que não haja condições. Para que elas sejam abandonadas ao cuidado de ninguém, para que sejam alvo de processos de adopção que demoram anos, em que o seu sofrimento é apenas visível a quem com elas partilha essa dor. Metidas em instituições como se fossem presos por um mal de que não têm culpa. Mas como dão lucro, é melhor que nasçam, para que toda uma série de instituições possam viver às custas do seu sofrimento. Situação que o Direito também ajuda a manter, pois diz que se deve proteger a vida intra-uterina. Nota-se, que depois dessa vida deixar de ser intra e passar a ser visível, o que o Direito tem feito para a proteger. Os psicólogos no caso da menina que anda desaparecida, fizeram relatórios onde explicavam que a criança não devia ser retirada aos pais adoptivos. Mas como a magistrada também deve ter estudado psicologia, achou que eles estavam enganados e decidiu não ouvir os técnicos, acabando por decidir que os pais adoptivos entregassem a menina a um homem que desde o início não quis saber dela. Será que ele pensou melhor e agora quer pensão de alimentos?!...
E nesta coisa de legitimar os actos de parentalidade, gostava de saber, se alguém já pensou legislar que sem testes psicológicos e relatórios que reportem a saúde mental, os indivíduos não podiam ser pais?! É que, por muito que choque, nem todas as pessoas têm condições psicológicas para serem pais! Já agora, podiam pensar nisso...
Depois ainda temos a Igreja, que prega os seus valores morais. A única coisa que sabe fazer é propagandear a caridadezinha, e incrementar situações de miséria social. É contra o aborto, mas não permitem o uso de contraceptivos! No mínimo, irresponsável este pensamento... para não lhe chamar retrógado. Tudo pela santidade. Qual é a santidade da miséria humana, por se encontrar num estado tão deplorável em certos países, principalmente os da América Latina, onde o cristianismo é profundamente arreigado?! Em que nascem crianças que nunca poderão esperar um pleno desenvolvimento?! Mas, continue a Igreja a propagandear o "criai e multiplicai-vos" ao mundo sem se importar com as situações que cria.
"A pena de prisão - reacção criminal por excelência - apenas deve lograr aplicação quando todas as restantes medidas se revelem inadequadas, face às necessidades de reprovação e prevenção (...) [,deve servir a defesa da sociedade e prevenir prática de crimes, orientando-se] no sentido da reintegração social do recluso" (Decreto-Lei n.º 48/95, in Gonçalves, 2005, p.13).
Além de achar que a prisão não é a solução para as mulheres que abortam - não me parece que elas sejam uma ameaça à sociedade, já as crianças que podem vir ao mundo e ser marginalizadas pela sociedade que as quer proteger dos maus pais, e fazer carreira como delinquentes me levantam dúvidas - nem sei se podem ser condenadas com alguma pena, por um Estado Social que até hoje não reúne as condições necessárias que a Constituição da República prevê como direitos, igualdades e deveres de cada cidadão português. O contrato social não devia poder ser cumprido ou executado apenas por uma das partes. E o Estado aqui falha redondamente. Depois temos os iluminados que vêm falar de incentivos à natalidade como forma de dramatizar ainda mais o discurso acerca do aborto . Dando a entender que se devem penalizar as mulheres que abortam, até porque há aquelas que querem engravidar e não conseguem. Rídiculo. "Dividir para Reinar" já dizia Bonaparte.
Quem quer engravidar e não consegue sofre, é claro. Como quem não tem condições para ter filhos também sofre. Mas são problemas distintos, com origens distintas. Trazer crianças ao mundo, para depois não ter modo de assegurar a sua subsistência... porque o Estado incentiva muito pouco o pleno desenvolvimento das crianças, atribuíndo uns subsídios míseros, como que para calar os pobrezinhos, é uma irresponsabilidade.
Votar sim, é dar a possibilidade às mulheres de escolherem o que querem, sem falsos moralismos, sem querer condenar alguém pela sua escolha. Não é obrigar as mulheres que não querem a abortar, como se ouve por aí. É permitir uma escolha real, o exercício de um direito.
Nem todos têm condições, nem deviam ser obrigados a ir a Espanha fazer abortos. Fechar os olhos à realidade que é a exploração económica de um comportamento designado como criminoso e profundamente penoso a quem o pratica, é uma hipocrísia e uma inconsciência social, que permite a manutenção de uma situação que deveria ser vergonhosa para um país que se diz moderno.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Calling Tânia

Ó minha comuna desnaturada, como é que coloco mais links de blogs?????

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Apelo ao SIM!

SIM!

É este o apelo que vos lanço!

SIM, vão votar!

SIM, não aceitam liberar porque sim e porque não e porque talvez e porque aconteceu!

SIM, impeçam que a leviandade e desresponsabilização vençam!

SIM, mostrem que este país ainda é civilizado!

SIM, ajudem a que a pirâmide demográfica inverta o seu sentido!

SIM, demonstrem que os Portugueses são grandes e inteligentes!

SIM, votem NÃO no referendo!

Voz do Operário

É um dos grandes símbolos Nacionais na imprensa, sem sombra de dúvida.

Mas utilizarem as expressões"grande capital" e "conquistas de Abril" cerca de 32 vezes em 8 páginas não é exagerar um bocadinho???

Eu digo cerca porque parei na sétima página, não consegui mais...

Aviso à Navegação!

É simples e para bom entendedor meia palavra basta.

Quem comigo não está contra mim se colocou!

E não conheço a palavra misericórdia para a traição.

PIDE??? isso é para meninos...

Ditador? O António Oliveira??? Só se foi por pôr o nome dele na ponte, porque o verdadeiro ditador chama-se JOSÉ SÓCRATES!

Já repararam a eficiência da Polícia Política que tem ao seu dispôr?

Já repararam que não há mortos, torturados fisicamente mas que a violência psicológica e pressão constante é devastadora?

A PIDE era mesmo para meninos!

I'm back!

É verdade, parece que sentiram muito a minha falta, modéstia à parte.

Assim sendo, e para voltar à discussão, vou fazer uma simples pergunta:

Como é possível que nos 10 maiores portugueses esteja um ditador e um candidato a ditador que felizmente nunca passou disso mesmo?

Pelo menos o ditador deixou saudades entre muitos, a avaliar pelas conversas que ouço entre os menos jovens com quem contacto todos os dias.

Mas o candidato a ditador??? nem isso conseguiu ser! como é possível? Por Abril? e se não fosse Novembro como seria hoje em dia?

É nisto que a união do PCP se destaca. São poucos mas votam em bloco!

Se nós fossemos assim...

domingo, dezembro 31, 2006

Marcar pela diferença ...

seremos o único blog sem um post com desejos de um Feliz Natal????

terça-feira, dezembro 19, 2006

terça-feira, dezembro 12, 2006

Abriu, oficialmente, a Caça às bruxas! E eu comprei uma espingarda nova, muito mais precisa e com óculo de sniper!

É verdade!

Acreditem!

Abriu a caça e mais uma vez eu, um profundo devoto desta causa, vou participar na grande caçada às bruxas.

Mas desta vez parto em vantagem.

É que eu sei quem elas são, o que pensam, o que estão a fazer.

E detesto bruxas, principalmente traidoras.

E a minha nova carabina é do melhor que existe!

Preparem-se! Não vai sobrar uma!

Ainda bem que quem está na oposição é o Carrilho...

Mais uma vez se provou que o Programa Prós e Constras é sempre Pró PS e sempre Contra PSD.

Mais uma vez se provou que a Sr.ª apresentadora, que me recuso a dizer o nome, não merece o lugar que ocupa nem o respeito dos milhares de pessoas que assistem ao programa.

Mais uma vez se viu um ataque desenfreado da dita cuja a uma pessoa ligada ao PSD, nomeadamente o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Professor Carmona Rodrigues.

Mais uma vez digo e repito, ainda bem que é o Carrilho que está na oposição porque esta senhora é muito pior e mais corrosiva que ele.

Mais uma vez se provou que é do contra por ser e não por ter conhecimento dos factos.

Mais uma vez não honrou o nome daquela que acredito ser a melhor televisão nacional.

Mais uma vez...

domingo, dezembro 10, 2006

efeitos do plano tecnológico no blog

autocolante nr.4

autocolante nr.3

autocolante nr.2

autocolante nr.1

tinha de ser!!!

... a publicidade ... o marketing ... a comunicação ... campanhas ... slogans ...
é isso que falta ao EDV (o nosso blog) ...
por isso, que tal começar por uns autocolantes?