quinta-feira, maio 03, 2007

independentes, faccionistas e afins... as diferenças!

A Câmara Municipal de Lisboa tem estado sob o olhar atento da comunicação social de há uns tempos para cá. Depois do caso Bragaparques, Carmona não teve nem um minuto de sossego, quer externamente devido aos partidos da oposição (e bem, que o seu papel é fazer com que a sociedade saiba o que se passa), quer internamente pelas várias facções do PSD e seus respectivos interesses. Já outras autarquias, pelo seu distanciamento da capital não merecem tanto destaque, apesar de causarem os mesmo danos ao erário público.
Como já ontem referiu Ruben de Carvalho ao Público deveriam existir eleições intercalares para a autarquia, respeitantes a todos os órgãos. Até aqui concordo na íntegra, a sua exposição faz bastante sentido.
Não percebo, é como o próprio presidente do PSD, Marques Mendes, retira a confiança política ao vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa e não ao presidente da mesma, mas depois diz que é a favor de eleições intercalares. Será que Marques Mendes imagina que assim, talvez o povinho não perceba que o PSD (ou pelo menos a sua facção) está a "fazer a cama" a Carmona Rodrigues?!
Mais ainda, com tantos problemas que têm existido por essas autarquias fora, como é que o PSD tem dois pesos e duas medidas?!
A autarquia de Silves, presidida por Isabel Soares, também ela membro do PSD, está sob investigação da Polícia Judiciária, viu as suas contas chumbadas pelo Tribunal de Contas, e aqui, Marques Mendes, perdão o PSD, não decidiu retirar-lhe a confiança política - será que ela é da facção PSD Marques Mendes?! Além disso, Isabel Soares também é arguida num processo.
Fica a questão: será por Carmona ser independente que o PSD o está a tentar "matar políticamente" (independentemente de considerações se ele esteve ou não vivo alguma vez!), ou será por ele, além de ser independente, se dar com uma facção diferente da de Marques Mendes que o querem reformar mais cedo?!
A estas questões dos bastidores do PSD, apenas alguns seus membros saberão responder correctamente, a nós resta-nos fazer apenas conjecturas...
De uma coisa tenho a certeza, não gostaria de estar a exercer funções na Câmara Municipal de Lisboa por estes dias. As pressões devem ser muitas, tantas quantas as facções existentes...
Apenas pela falta de transparência do PSD quanto à actuação que tem face aos seus autarcas, só por isso já fazem sentido as eleições antecipadas. Mas para todos os órgãos, ou então, ressalta mais uma vez a ideia do PSD de manter alguns dos seus no poder, e de a outros "puxar o tapete", e isso não é actuação que se deseje num líder partidário (mesmo que haja considerações se ele alguma vez o foi!).

Paulo Portas no seu pior!

Segundo Paulo Portas, parece que Hitler tinha razão quanto ao lema que constava na placa à entrada do campo de concentração de Auschwitz I: O trabalho liberta ("Arbeit macht frei") . Os prisioneiros do campo saíam para trabalhar durante o dia nas construções do campo ao som de música de marcha tocada por uma orquestra.

Para termos uma ideia, as SS ("Schutzstaffel", em português "escudo de protecção) geralmente selecionavam prisioneiros - os kapos, para fiscalizar os restantes. Todos os prisioneiros do campo trabalhavam durante a semana menos ao domingo, exceptuando os das fábricas de armas que trabalhavam todos os dias. As fortes condições de trabalho unidas à desnutrição e higiene precária faziam com que a taxa de mortalidade entre os prisioneiros fosse elevada.

terça-feira, maio 01, 2007

breve história sobre o 1 de Maio

Todos os anos, no dia 1 de Maio, comemora-se, em quase todos os países do mundo, o Dia do Trabalhador.

As origens do Dia do Trabalhador não são muito recentes. A história deste dia começa no séc. XIX. Nessa época, abusava-se muito dos trabalhadores, porque chegavam a trabalhar entre 12 e 18 horas por dia, o que era muito cansativo e até prejudicial à saúde!

Já há algum tempo que os reformadores sociais (aqueles que propunham reformas, ou seja, mudanças na sociedade) defendiam que o ideal era dividir o dia em três períodos: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir e 8 horas para o resto, o que incluía a diversão.

Foi com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diárias que, no dia 1 de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) se juntaram nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho.
A manifestação devia ter sido pacífica, mas as forças policiais tentaram pará-la, o que resultou em feridos e mortos. Este acontecimento ficou conhecido como "os Mártires de Chicago", por causa das pessoas que foram feridas e mortas só por estarem a lutar pelos seus direitos.
Quatro dias depois, houve uma nova manifestação pela redução do horário de trabalho e melhores condições. Mais uma vez, a polícia virou-se contra os manifestantes e acabou por prender 8 pessoas, 5 das quais foram condenadas à forca! Como o povo estava cada vez mais revoltado, estas condenações só serviram para "deitar mais achas na fogueira" e despertar a atenção de todo o mundo.
Em 1888, dois anos depois destes acontecimentos, os presos foram libertados por um júri que reconheceu que os trabalhadores estavam inocentes.

Em 1889, o Congresso Internacional em Paris decidiu que o dia 1 de Maio passaria a ser o Dia do Trabalhador, em homenagem aos "mártires de Chicago".

Só em 1890, os trabalhadores americanos conseguiram alcançar a sua meta das 8 horas de trabalho diárias!

Em Portugal, devido ao facto de ter havido uma ditadura durante muito tempo, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 Abril) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio.

Só a partir de Maio de 1996 é que os trabalhadores portugueses passaram a trabalhar 8 horas por dia.

1 Maio - Dia do Trabalhador

segunda-feira, abril 30, 2007

Blair Project

Manual mediático de Tony Blair

The Sunday Times

Perante uma dificuldade, anunciar medida de grande impacto

Na impossibilidade de enfrentar um tema, mostrar desconhecimento

Ter sempre presente que é mais fácil mentir off the record

Nunca anunciar uma medida que não possa ser anunciada mais duas ou três vezes

Exagerar no anúncio das políticas para obter melhor cobertura mediática

Abandonar uma política que seja mal recebida pela opinião pública

Explicar os temas mais controversos nos jornais amigos

Quando for mesmo grande a complicação, ir à TV.






Afinal é simples governar Portugal!

O 25 do 4 já passou!

Este 25 do 4 foi fantástico. Se não fosse a RTP não tinha dado por nada. E por isso estou feliz. A geração de Abril está a desaparecer.
Que não se esqueça esse dia, mas que se esqueçam uma mão cheia de senhores que franchisaram a liberdade!
Pode ser que noutras revoluções não se utilize o cravo mas sim a ferradura.

quinta-feira, abril 26, 2007

Uma nova forma de comemorar o 25 de Abril

Cavaco Silva, excelentíssimo presidente da nossa república, propôs nas comemorações do dia de ontem que se repensasse a forma como se comemora o 25 de Abril.
Será que ele quer começar a ser como o Paulinho das Feiras e misturar-se com o povo?! Já estou a imaginar Cavaco Silva a distribuir cravos e beijinhos no Mercado da Ribeira antes da sessão solene na Assembleia da República...
Será que quer adoptar uma postura à Alberto João Jardim?! Em vez dos cravos e dos beijinhos no mercado, um palco montado em plena Avenida da Liberdade, em que Cavaco anima o povo ao som das músicas de intervenção que marcaram o 25 de Abril. Mais, depois nada de comemorar mais o 25 de Abril no Parlamento que isso é coisa de monopolistas continentais...
Será que pretende, como na Autarquia de Silves, que se esqueça o 25 de Abril, e assim sendo, que a melhor forma de o comemorar é não realizar qualquer acção cívica, mobilizadora de massas, que alerte para uma memória conscienciosa do passado recente do nosso país?!
Eu tenho uma ideia para umas comemorações em novo estilo. Em honra ao 25 de Abril, o governo podia começar em jeito de reconhecimento de uma REVOLUÇÃO QUE EFECTIVAMENTE EXISTIU, a concretizar:
- o ensino da nossa história aos jovens, de que tanto Cavaco falou e correctamente, que são o futuro do nosso país. Assim, quando forem entrevistados não dizem que não se interessam pelo 25 de Abril de 1974 porque nasceram depois dessa data - é que correm o risco de como tal, a democracia não se interessar por eles, dado que eles, enquanto jovens, não a conhecem por não terem participado, nem participarem na sua construção;
- mobilizar crianças, jovens e graúdos para actividades a realizar no dia da Revolução que tragam à memória como foi o 25 de Abril de 1974, e porque aconteceu;
- respeitar a Constituição da República Portuguesa: dá trabalho para mangas, dado que até hoje, ainda não conseguiram fazer respeitar as suas básicas e efectivas condições de direito ao trabalho, saúde e educação.
Acho que isto era capaz de ser um bom princípio de acção por parte do executivo governamental.


Nas palavras de Cavaco: "jovens não se resignem", e continuando nas minhas: lutem pelos vossos direitos.

Cavalo à Solta - uma das músicas contra o regime fascista

25 Abril de 1974

Para que se veja, e algumas alminhas percebam que o 25 de Abril aconteceu:
- não há muitos anos;
- não apenas em Lisboa - como muitos gostam de fazer crer - mas por todo o país;
- para que não apaguem a memória, e melhor, para que há falta de registo histórico não a queiram reescrever e tornar a história numa estória;
- porque o fascismo existiu fomentando uma ditadura de 40 anos, em que o povo foi oprimido, escravizado, despido dos seus direitos e liberdades, e por isso é que em 25 de Abril o povo saiu à rua.

25 ABRIL SEMPRE, FASCISMO NUNCA MAIS

quarta-feira, abril 25, 2007

SOMOS MUITOS MUITOS MIL, PARA COMEMORAR ABRIL

25 ABRIL SEMPRE

Faz-se lembrar que há comemorações do 25 de Abril na Avenida da Liberdade.

P.S.: e não, não é para irem passear pelo túnel do marquês, até porque nas palavras de Carmona Rodrigues "hoje não é dia de túnel, é dia de 25 de Abril".

sexta-feira, abril 20, 2007

Ensino de Qualidade!

Paulo Portas vs Ribeiro e Castro

Gostei!

Lavagem de roupa suja, mais quem fez o quê, quem deixou de fazer, o que aconteceu e podia ter acontecido.

E estratégia para o país? existe?

E depois do debate, será que Portas vai ganhar com uma margem assim tão grande?

quarta-feira, abril 18, 2007

Plano Tecnológico Vs Propaganda

Após o simplex, o prace, o posi, e outros programas do Governo para as tecnologias de informação e melhor desempenho do Estado(temos que admitir que os nomes são giros e dão imenso estilo à coisa), continuamos com uns problemazitos... Há algum tempo atrás, vimos noticiado que os agricultores deste meu Portugal deveriam inscrever-se para subsídios europeus através da internet. Ontem veio o contraditório...dos serviços do Estado! Pelos vistos as confederações de agricultores lá se organizaram para levar a avante a deliberação, mas os serviços do Estado já avisaram não ser possível fazê-lo este ano, por questões técnicas, e de atrasos, e do costume.
O Governo exigiu. O cidadão cumpriu. Os serviços?_ Plano quê? Isso não sei, mas já se sabe, se vai haver ponte antes do Dia do Trabalhador?

segunda-feira, abril 16, 2007

O vento mudou

Porque será?

De um momento para o outro o Governo começou a ser atacado por todo o lado, mais parecendo que quem é primeiro ministro é Santana.

será que é uma OPA ao Governo?

sexta-feira, abril 13, 2007

Quase chorei...

A entrevista com o Primeiro Ministro, Dr. Pedro Santan..., desculpem, Eng. José Sócrates, foi uma verdadeira lição de bem representar!

Não percebo como podem dizer que ele não se licenciou. Se a UNI tiver um curso de teatro podem dar já a licenciatura, o senhor é divinalmente bom!

Não sei com quem terá aprendido, mas eu quase chorei, parecia o menino guerreiro injustiçado.

Ainda falavam do Santana...

quinta-feira, abril 12, 2007

Ok meu!

Das explicações ontem dadas em entrevista à RTP pelo Primeiro-Ministro José Sócrates, ficou-me na retina o facto de ele terminar as suas cartas institucionais com um íntimo_"Seu". Para além das trabalhadas de secretaria da UnI,fica a sua diminuta importância para o país e a sensação de gato escondido com rabo de fora. Mas, para mim, fica esta pérola do sr. Primeiro-Ministro. Acho bem, deveria até ser alargado a todos os serviços do Estado. Quantos de nós não se sentiram já olhados com desdém em repartições públicas? E aquelas multas de trânsito tão impessoais? E até a entrega do IRS pela net, diminuindo-se o valor humano em favor da máquina? Não custa nada aquela atençãozinha, do very british, yours truly. Fiquei apenas com uma pequena dúvida (eu não sou de intrigas, nem sequer de insinuações...), mas a carta não foi enviada a um antigo professor da UnI? Será o típico síndroma de paixoneta aluno/professor?

quarta-feira, abril 04, 2007

AR

Mais uma vez o Órgão de Soberania mais representativo do país presta um mau serviço aos cidadãos que representa, usufruindo mais um dia de folga que o comum dos mortais. A Assembleia da República tem feito um bom trabalho no que concerne no desprestígio da classe política em Portugal. Afinando pelo mesmo diapasão dos maus autarcas e elementos do Governo, a AR tem já casos dignos de nota, como o caso Batman, livros de ponto assinados por deputados ausentes, o caso limiano. A saga continua e ao mesmo tempo que se pede rigor e sacrifício aos portugueses, a augusta assembleia trata de demonstrar que o ditado português "quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é burro ou não tem arte", faz todo o sentido. A verborreia política fala da necessidade de avanço de mentalidades, na classe política mantemos os "chicos espertos" do costume.

segunda-feira, abril 02, 2007

Contas

O Tribunal de Contas faz um relatório nada animador dos últimos três anos de governação em Portugal. Os óbvios culpados desta "descoordenação" financeira e estratégica, são os últimos Governos. Durão, Santana e Sócrates, todos têm uma cota parte de responsabilidade na actual situação. O que já não é novo no Governo de Sócrates, é a sua disponibilidade para o elogio e igual aversão à crítica. Sempre que existe algo que poderá ser embaraçoso, estes desculpam-se com os Governos anteriores. Está na altura de assumirem que são Governo para o bem, e para o mal. Para além disso, é interessante que o Governador do Banco de Portugal, que tantas intervenções públicas fez durante os anteriores Governos, tenha desaparecido do mapa! Terá emigrado?

quarta-feira, março 28, 2007

Faltam 3 dias

Mais um esforço...

terça-feira, março 27, 2007

Odete sobre Salazar

Podias ter escolhido a íntegra da intervenção, ao invés do striptease...

Esta votação não é claramente sinal de descontentamento face às actuais políticas, mas sim um reforço das mesmas, e do branqueamento de ideias e ideais políticos de que a maior parte da sociedade portuguesa sofre. Mormente, dizer que como forma de descontentamento se votou em Salazar, é dizer que as suas políticas foram boas, e isso é mais que mentira, é a ridicularização da história de portugal dos últimos 90 anos, de onde o atraso que se vive em Portugal foi muito fomentado e deveu-se às políticas de Salazar e de outros tantos de direita que se autoproclamam democratas, mas onde a sublimação de quaisquer actos de ditadura está presente. O analfabetismo, a pobreza e a miséria financeira, social e cultural de que Portugal foi alvo durante a ditadura fascista tem peso nas consciências que entranto se formaram e que não tiraram ilacções da história do país. Tanto é, que ainda hoje se vive numa aparente democracia, onde não se faz mais que propagandear uma coisa e fazer outra. Culpa também dessas mentalidades retrógadas, que ao fim de anos e anos continuam a protelar as mesmas políticas de encher os bolsos a grupos monopolistas para quem as pessoas são apenas mais um número. Culpa de uma educação nada politizada, em que a maior parte das pessoas se entrega ao marasmo que "isto nunca vai mudar". Enganam-se, não muda enquanto não fazerem valer os direitos pelos quais muitos outros lutaram. Mas presumo que muitos dos que bateram palmas à vitória de Salazar não percebam ou nunca tenham tido na família pessoas que viveram nessa altura e que passaram fome - dividiam uma sardinha por quatro pessoas, etc., que iam votar porque eram obrigados, e o voto já ia com a cruzinha selado dentro de um envelope, pessoas qe não sabem que nesse regime as mulheres podiam ser violentadas pelos maridos, e que segundo revistas da altura deveriam ser submissas aos mesmos, que se apanhavam é porque havia um bom motivo para isso, enfim, interminável a lista de actos contra os direitos humanos que eram permitidos.

Contudo, persiste aqui um anticomunismo - quase que aposto que houve pessoas a votar para que Cunhal não tivesse mais votos que Salazar. Este país, envergonha-me por essas pessoas mal formadas, que não têm consciência histórica, humanitária e cívica, e onde premeiam um português por ter exercido uma autêntica escravatura sobre os seus compatriotas, num mundo de miséria, onde o saber ocupava lugar, pois saber é poder...

Aflige-me mais ainda, quando é um perigo o Sócrates ter uma secreta que só a ele responde, e isso incomoda muita gente. Mas, incomoda porque é a ele que informam, se fosse a alguém do PSD ou do CDS já não havia problema.

É este o Portugal onde vivemos. Um Portugal amorfo de pessoas com ideias e objectivos que passam por estrangular os objectivos e as esperanças dos outros, em que parece não haver um futuro, pois esforçam-se ao máximo por esquecer e não aprender com o passado. Para mudar basta querer.


25 ABRIL SEMPRE, FASCISMO NUNCA MAIS

P.S.: Numa perspectiva de George Orwell, presumo que algum canal de TV podia fazer um programa em que quem quisesse poderia vivenciar o fascismo por uns tempos. Talvez fosse uma boa experiência para uns tantos que por aí andam a bater palmas a Salazar.