segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Sempre no caminho contrário

Quando toda a europa está a pensar em formas de restringir a liberalização do aborto que fizeram há 20 anos, Portugal vota sim pela liberalização.

Daqui a alguns largos milhares de abortos veremos quem tinha razão.

É uma daquelas situações em que espero, sinceramente, não ter razão alguma!

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Um dos melhores de sempre!

Um minuto e pouco de espectáculo!

Eleven

Ganhei um jantar à borla no Eleven...

Sabe duplamente bem!

Obrigado Ricardo!

No Domingo lá estarei!

Depois de votar, de preferência NÃO, é imperdível!

E por acaso, a tua dúvida é pertinente, Rodrigo. Será que amanhã podemos postar sobre o aborto?

Eu não o vou fazer, não me apetece falar amanhã sobre o Louçã...

A cada um, o que é seu (ou a teoria, na prática, é diferente)

Uma universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, pensava que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza.

Tinha vergonha do seu pai. Ele era de direita e contra os projetos que “davam benefícios aos que não mereciam e impostos mais altos para os que conseguiam ganhar mais dinheiro”.

A maioria dos seus professores tinha afirmado que as idéias dele eram equivocadas.

Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai.

Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar que ele estava errado ao defender um sistema tão injusto como o da direita.

No meio da conversa seu pai perguntou:

-Como vão as aulas?

-Vão bem, respondeu ela. A maioria das minhas notas é 18, mas me custa muito trabalho conseguí-las. Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.

-E a tua amiga Sônia, como vai ?

-Muito mal. A sua média é 6, principalmente porque passa os dias em shoppings e em festas. Estuda pouco e algumas vezes nem vai às aulas. Com certeza repetirá o semestre.

-Que tal se você sugerisse aos professores que transferissem 6 pontos das suas notas para as da Sônia ? Com isso vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas seria uma boa distribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês duas.

-Porquê? Eu trabalhei muito para conseguir as notas que tive ! Não acho justo que todo o meu trabalho seja, simplesmente, dado a outra pessoa !

Seu pai, então, a abraçou carinhosamente, dizendo:

BEM VINDA À DIREITA!

porque É URGENTE MUDAR a LEI, dia 11 VOTA SIM!


Está nas tuas mãos:
Possibilitar às mulheres o direito de decidir com responsabilidade e em consciência face a uma gravidez não desejada; Combater o aborto clandestino;
Permitir que a interrupção voluntária da gravidez seja feita em condições de segurança para a saúde e para a vida da mulher;
Dar um passo em frente quanto à protecção da saúde sexual e reprodutiva das mulheres e na protecção da função social da maternidade e da paternidade;
Fazer respeitar o direito à escolha e às diversas opções e convicções pessoais acerca do aborto, dado que a alteração da lei não obrigará nenhuma mulher que não queira abortar a fazê-lo.

Ele há coincidências

Mais uma vez, venho escrever depois de ti e das tuas provocações!
Para chamares ditador ao meu camarada Álvaro Cunhal, espero para ver o que chamarás ao Salazar (e não é ao dos bolos!).
Felizmente para mim, posso demonstar porque é que tens razão quando dizes que engolimos a cassete e não mudamos de opinião! Não na tua vertente de seres estáticos e amorfos, que tem uma queda perjorativa, claro. O Cunhal fez uma tese sobre a despenalização do aborto há 60 anos. Como poderíamos mudar de opinião, se estamos avançados nesta discussão 60 anos?!
Às tantas, o PCP tem que pedir desculpa por existir. É que isto de ser progressista faz mal a muita gente...
Até tu te sentes incomodado! Como é que depois de veres o documentário do Álvaro Cunhal, consegues dizer que ele queria ser um ditador?! Quantos governam hoje em dia em nome e defesa de uma liberdade que é meramente ficcional?! E já governaram...
Custa-te assim tanto admitir que ele foi um revolucionário, lutador contra o regime fascista, e que contribuiu por exemplo, para que possamos expressar as nossas opiniões em sítios como este?! Sejam elas ou não, conformes com um mesmo ideal?!
É melhor viver num mundo em que os supostos democratas, não totalitários, fazem as leis à medida das suas necessidas, e onde para os mesmos o voto de braço no ar é repressivo! Claro que é, assim não podem dar largas aos seus esquemas e conluios. Tudo o que é transparente e não dá azo a margens de manobra o freguês não gosta.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

O Demagogo Chico da Fancaria

O Chico da Fancaria voltou a fazer das suas.

Segundo o próprio, as buscas na Câmara de Lisboa deviam dar a demissão do executivo mas na Câmara de Salvaterra de Magos já não, é uma coisa "perfeitamente normal"?

Quando é que este gajo deixa de ter tempo de antena???

A coincidência temporal!

Há quem não acredite em coincidências, mas que elas existem, disso ninguém pode duvidar.

Então não é que um documentário que foi gravado há um mês sobre Álvaro Cunhal foi intensamente propagandeado com incentivos ao voto no SIM, cartazes, fundos com cartazes e coisas parecidas, e exibido exactamente no dia de ontem?

Curioso...

Desculpem, coincidência...

Enganaram-me! Estou muito triste!

Sou de uma terra onde o ciclismo é a alma da terra, da equipa mais antiga do mundo, de um dos maiores ciclistas da nossa história, Jorge Corvo.

Desde pequeno que ouço: "Maior que o Jorge só o Joaquim Agostinho! Esse era uma máquina!"

Infelizmente fui enganado!

Anos e anos pensando que assim era e ontem à noite, no programa Grandes Portugueses, onde o documentário era sobre o maior ditador falhado da história portuguesa, Álvaro Cunhal, com apresentação da incontornável Odete, quando sei que Álvaro Cunhal fazia Porto-Lisboa e vice-versa de BICICLETA!!!!

Joaquim Agostinho foi destronado! Fiquei Triste...

terça-feira, fevereiro 06, 2007

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Realmente, é tão fácil aumentar o número de amigos...

Rodrigo, já reparaste que o teu número de amigos aumentou exponencialmente em pouco tempo?

Cada dia ouço dezenas de pessoas a dizerem o meu amigo Rodrigo!

E que sempre o foram!

O RAP é bom, mas estes fazem-me rir ainda mais...

terça-feira, janeiro 30, 2007

Assim não!

Gato Fedorento acerca de Marcelo Rebelo de Sousa

Jovens pelo SIM

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Hipocrisia

Afinal, qual a diferença entre a nossa lei e a espanhola???

Explicam-me???

e o direito da MULHER escolher é lindo... e o HOMEM? aqui já não se apregoa a igualdade de direitos?

Mais uma vez é só quando interessa!

sobre o ABORTO

Os argumentos são mais que muitos, tanto do lado do sim, como do lado do não. Todos os dias somos bombardeados com a questão do aborto, e parece que em Portugal não se sabe falar de mais nada.
A comunicação social criou a sua agenda, tem sabido aproveitar mais que bem a polémica, e as individualidades que a alimentam. Ah! Temos que ser coerentes. A comunicação social não fala apenas do aborto, fala também da menina que anda desaparecida com a mãe adoptiva, cujo marido, membro do exército, foi condenado à prisão por não revelar o paradeiro das mesmas.
Sorte a do Governo, que descansa por uns breves momentos, pois parece que Portugal não tem outros assuntos que necessitem ser tratados.
Quanto ao aborto não percebo como é que em pleno século XXI, continuamos a discutir algo que há muito devia ter sido liberalizado. Contudo, o facto de ser despenalizado já é um grande passo, dadas as condições culturais e sociais do país.
Como já deu para perceber vou votar sim à despenalização do aborto. Acho uma hipocrisia e uma falta de respeito pelos direitos e liberdades do ser humano, que se possa condenar uma mulher à prisão por ela fazer um aborto. Mais, acho um insulto à inteligência, que se use como argumento, que com a despenalização se passem a fazer mais abortos. Vão usar o quê para demonstrar isso?! As estatísticas oficiais que antes não existiam e que passarão a existir depois de os abortos serem praticados nos hospitais?! Isso então é mesmo patético... E não venham dizer que a nossa lei é justa, porque permite os abortos em situações extremas (mal formações, situação psicológica, etc.).
Ou seja, a mulher não pode abortar só porque a sua consciência o dita. Pode fazê-lo, apenas, porque há todo um aparato de discursos médicos, psicológicos, que lhe permitem executá-lo. Como se tivesse que existir um discurso para legitimar algo que é legítimo. Ninguém devia ter o direito de julgar se alguém pode ou quer ser mãe. A sua vontade é legítima, é ela e o seu companheiro que vão criar essa criança, e só a eles devia caber essa decisão.
Uma mulher quando faz um aborto, não o faz pelo prazer que lhe deve prover. É um acto que acarreta grande sofrimento psicológico. E não venham cá com histórias de que existem muitas precauções a tomar, porque todos os métodos contraceptivos podem falhar. E mesmo que as pessoas sejam irresponsáveis e não os usem, querem o quê, que elas criem uma criança, se foram irresponsáveis o suficiente para não se precaverem?!
A Justiça não devia ser cega, nem devia servir os interesses de uma ideologia dominante, que a maior parte das vezes serve para legislar de acordo com os interesses do homem e não da mulher. A Justiça devia estar mais preocupada com os casos de crianças maltratadas e abandonadas em lares que estão ao cuidado do Estado ou de Instituições Privadas de Solidariedade Social, porque os seus pais não tinham condições para as criar. Mas pelos vistos, é melhor deixar vir crianças ao mundo, mesmo que não haja condições. Para que elas sejam abandonadas ao cuidado de ninguém, para que sejam alvo de processos de adopção que demoram anos, em que o seu sofrimento é apenas visível a quem com elas partilha essa dor. Metidas em instituições como se fossem presos por um mal de que não têm culpa. Mas como dão lucro, é melhor que nasçam, para que toda uma série de instituições possam viver às custas do seu sofrimento. Situação que o Direito também ajuda a manter, pois diz que se deve proteger a vida intra-uterina. Nota-se, que depois dessa vida deixar de ser intra e passar a ser visível, o que o Direito tem feito para a proteger. Os psicólogos no caso da menina que anda desaparecida, fizeram relatórios onde explicavam que a criança não devia ser retirada aos pais adoptivos. Mas como a magistrada também deve ter estudado psicologia, achou que eles estavam enganados e decidiu não ouvir os técnicos, acabando por decidir que os pais adoptivos entregassem a menina a um homem que desde o início não quis saber dela. Será que ele pensou melhor e agora quer pensão de alimentos?!...
E nesta coisa de legitimar os actos de parentalidade, gostava de saber, se alguém já pensou legislar que sem testes psicológicos e relatórios que reportem a saúde mental, os indivíduos não podiam ser pais?! É que, por muito que choque, nem todas as pessoas têm condições psicológicas para serem pais! Já agora, podiam pensar nisso...
Depois ainda temos a Igreja, que prega os seus valores morais. A única coisa que sabe fazer é propagandear a caridadezinha, e incrementar situações de miséria social. É contra o aborto, mas não permitem o uso de contraceptivos! No mínimo, irresponsável este pensamento... para não lhe chamar retrógado. Tudo pela santidade. Qual é a santidade da miséria humana, por se encontrar num estado tão deplorável em certos países, principalmente os da América Latina, onde o cristianismo é profundamente arreigado?! Em que nascem crianças que nunca poderão esperar um pleno desenvolvimento?! Mas, continue a Igreja a propagandear o "criai e multiplicai-vos" ao mundo sem se importar com as situações que cria.
"A pena de prisão - reacção criminal por excelência - apenas deve lograr aplicação quando todas as restantes medidas se revelem inadequadas, face às necessidades de reprovação e prevenção (...) [,deve servir a defesa da sociedade e prevenir prática de crimes, orientando-se] no sentido da reintegração social do recluso" (Decreto-Lei n.º 48/95, in Gonçalves, 2005, p.13).
Além de achar que a prisão não é a solução para as mulheres que abortam - não me parece que elas sejam uma ameaça à sociedade, já as crianças que podem vir ao mundo e ser marginalizadas pela sociedade que as quer proteger dos maus pais, e fazer carreira como delinquentes me levantam dúvidas - nem sei se podem ser condenadas com alguma pena, por um Estado Social que até hoje não reúne as condições necessárias que a Constituição da República prevê como direitos, igualdades e deveres de cada cidadão português. O contrato social não devia poder ser cumprido ou executado apenas por uma das partes. E o Estado aqui falha redondamente. Depois temos os iluminados que vêm falar de incentivos à natalidade como forma de dramatizar ainda mais o discurso acerca do aborto . Dando a entender que se devem penalizar as mulheres que abortam, até porque há aquelas que querem engravidar e não conseguem. Rídiculo. "Dividir para Reinar" já dizia Bonaparte.
Quem quer engravidar e não consegue sofre, é claro. Como quem não tem condições para ter filhos também sofre. Mas são problemas distintos, com origens distintas. Trazer crianças ao mundo, para depois não ter modo de assegurar a sua subsistência... porque o Estado incentiva muito pouco o pleno desenvolvimento das crianças, atribuíndo uns subsídios míseros, como que para calar os pobrezinhos, é uma irresponsabilidade.
Votar sim, é dar a possibilidade às mulheres de escolherem o que querem, sem falsos moralismos, sem querer condenar alguém pela sua escolha. Não é obrigar as mulheres que não querem a abortar, como se ouve por aí. É permitir uma escolha real, o exercício de um direito.
Nem todos têm condições, nem deviam ser obrigados a ir a Espanha fazer abortos. Fechar os olhos à realidade que é a exploração económica de um comportamento designado como criminoso e profundamente penoso a quem o pratica, é uma hipocrísia e uma inconsciência social, que permite a manutenção de uma situação que deveria ser vergonhosa para um país que se diz moderno.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Calling Tânia

Ó minha comuna desnaturada, como é que coloco mais links de blogs?????

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Apelo ao SIM!

SIM!

É este o apelo que vos lanço!

SIM, vão votar!

SIM, não aceitam liberar porque sim e porque não e porque talvez e porque aconteceu!

SIM, impeçam que a leviandade e desresponsabilização vençam!

SIM, mostrem que este país ainda é civilizado!

SIM, ajudem a que a pirâmide demográfica inverta o seu sentido!

SIM, demonstrem que os Portugueses são grandes e inteligentes!

SIM, votem NÃO no referendo!

Voz do Operário

É um dos grandes símbolos Nacionais na imprensa, sem sombra de dúvida.

Mas utilizarem as expressões"grande capital" e "conquistas de Abril" cerca de 32 vezes em 8 páginas não é exagerar um bocadinho???

Eu digo cerca porque parei na sétima página, não consegui mais...