terça-feira, julho 18, 2006

Que Orgulho na Vereadora!

Gabriela Seara, a a Vereadora com quem trabalho, não tem "papas na lingua", é uma mulher "de armas" e não esconde o sol com a peneira! De tanta noticia e "diz que disse", pelo seu punho, coloca "os pontos nos i's"!
É um Orgulho trabalhar com ela!
Fica o texto publicado hoje no Publico...

Sobre assessores, viagens, regalias e outras maldades...
Eu tenho 20 assessores. É verdade e preciso deles. São úteis. São bons e trabalham que se fartam. Constituem uma mais-valia para a câmara. (...) Alguns são do PSD. É verdade. Também os tenho de outros partidos. Estão comigo aqueles em quem confio pessoal e tecnicamente GABRIELA SEARA
«Dedico este texto à classe política na qual, com orgulho, me incluo. Fui, tal como o próprio presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), "acusada" de ter a trabalhar comigo um "exército" de assessores.
Reles, vil mulher, esta vereadora: usurpadora dos dinheiros públicos ao serviço de clientelas partidárias, juvenis e afins (no meu caso, posso até estar ao serviço desses potentados de vícios, leia-se promotores imobiliários, já que tutelo o Urbanismo).
Raro é o político que não foi "atacado" ou porque tem boys, ou faz viagens ou abusa de telemóveis ou outras regalias... Momento temido este de ver o nosso nome maltratado nos jornais!
E, nesses momentos, o que faz a maioria dos políticos? Acobardam-se!
Sacam da virgem ofendida que há dentro de nós e envolvem-se em comunicados e desmentidos... e vai de mostrar estratégias de transparência, modelos de boa gestão, rebuscam na arca das suas memórias políticas momentos (que obviamente são comprováveis) da enorme rectidão das suas vidas públicas, de comportamento exemplarmente ético, respeitador... moralmente inatacável. Viram-se aos jornalistas (Ah esses vendidos!) e sai a inevitável cartada do politicamente correcto! Para mim, basta. Isto é cansativo. Venha a verdade!
Eu tenho 20 assessores. É verdade e PRECISO DELES. São úteis. São bons e trabalham que se fartam. Constituem uma mais valia para a câmara. Perguntem aos serviços que tutelo se os meus assessores os substituem ou trabalham contra eles? Dados os pelouros que tenho devo dizer que se entender que preciso de reforçar a equipa, de modo a conseguir realizar melhor trabalho, o farei. O limite é o do respeito pela coisa pública, o bom senso, a disponibilidade financeira e a inexistência dessas competências no município.
Alguns são do PSD. É verdade. Também os tenho de outros partidos. Estão comigo aqueles em quem confio pessoal e tecnicamente. Faço viagens. É verdade. A área do Urbanismo, da Reabilitação Urbana e do Planeamento está representada num conjunto de organismos internacionais e mal seria se Lisboa não estivesse directamente envolvida. Além do mais a roda está inventada e há exemplos que nos poupam muito dinheiro, tempo e sobretudo... erros! Ou querem voltar ao Portugal fechado, isolado, poupadinho, pequenino e orgulhosamente só?
A política é uma actividade nobre que tem de ser exercida com verdade, por mais que ela seja difícil de explicar. Aquilo a que assistimos é uma política de pátio. Um enorme ridículo público que deixa cada vez mais descrentes as pessoas que, deste modo, chegam sempre à mesma conclusão, lógica, diga-se: "Eles são todos iguais. Só querem é tacho!"
Eu quero trabalhar e estou a fazê-lo. Quero, no que me compete, fazer com que se viva melhor em Lisboa. Não quero ser consensual ou politicamente correcta e enquanto sentir a razão do meu lado, quero lá saber da polémica criada pelas minhas posições. Quero ser cada dia uma pessoa melhor e vivo na certeza de ser muito vã esta glória de mandar. Vã, temporária, provisória e... precária!
Estar-se na política com profissionalismo e rigor exige um único, simples e ambicioso objectivo: deixar as coisas melhor do que as encontrámos.
É esta a nossa obrigação. Trabalhar com exigência, método e organização. Foi para isto que fomos eleitos. Não foi para ter medo ou para perder tempo. Isso sim, é a utilização abusiva do dinheiro público.
NOTA: Logo hão-de vir os que vêm perguntar: "Então a vereadora diz que é verdade e o vice-presidente da CML ainda há dias desmentiu as notícias?" Nem tudo o que foi escrito é verdade. Fez bem o vice-presidente em repô-la e isso não é incompatível com o que aqui escrevo. Os que insistirem... ou não perceberam nada ou não quiseram perceber ou, pior ainda, estão empedernidos na tablóide táctica politiqueira que nos condena a todos, infelizmente! Qualquer das três hipóteses é má!
Vereadora na Câmara Municipal de Lisboa

quinta-feira, julho 13, 2006

"Assessorices"

Fazia já algum tempo que não surgia uma noticia de "boys"!
Mais dia menos dia era expectavel.
Quem anda na actividade política já sabe disso e não deve ficar surpreendido.
Seja no poder local, como no governo, há sempre o ataque dos "boys"!
Só considero grave noticias deste tipo quando são baseadas em mentiras!
E desta vez é Mentira!

E porque posso afirmar convictamente que é mentira?
Porque sou um dos tais "avençados"!

Os numeros apresentados são produto de uma imaginação muito fértil.

Mais grave é que as noticias apontam num sentido que parece crime um qualquer decisor político (neste caso Vereadores) terem assessores!

Mas enfim ...

Depois ainda existe a continuação ... os blogs!

São vários que se dedicam ao tema.

Mas fui surpreendido com um telefonema de um amigo que me disse para ir visitar este blog

e fui ...

não é um blog que visite diariamente, mas é daqueles que merece uma visita regular q.b , dos melhores que existe.

e sou "presenteado" com um post onde a determinada altura é colocada uma lista de pessoas, militantes da JSD e o "Gabriel" (autor do pst) pergunta se a lista é verdadeira.
Acresce o pormenor de eu estar nessa lista.

Respondendo directamente à pergunta, ajudando assim o "Gabriel", a resposta é NÃO! Essa lista não é verdadeira!

Todas essas pessoas existem e são (ou foram) militantes da JSD. Mas metade deles não são assessores de nenhum vereador.

Mas eu sou! Isso é verdade!

E será isso crime?

Será um escandalo que alguém que se dedica à actividade política seja convidado por um decisor político para trabalhar directamente com ele? Não estou a ver um decisor a convidar alguém em que não tenha confiança pessoal e / ou política.

E será estranho que alguém que fazia parte da lista candidata do Prof. Carmona Rodrigues e não foi eleito por poucos votos seja convidado para trabalhar de perto com o executivo municipal?

Mas caro "Gabriel", a lista que apresenta levanta outras questões.
É que essa lista é um copy-paste com origem num blog entretanto extinto e que apenas teve um post que tinha como objectivo atacar politicamente a Vereadora Gabriela Seara. E tinha como objectivo dar uma imagem de "polvo controlador" a alguém que não o é.

Voltando à noticia em si ... muito mais haveria para dizer, mas fiquemos por aqui!

quarta-feira, julho 12, 2006

Assessorisses...

Um post com muitos ssssssssssss

Então esta notícia aparece para falar de acessores e vereadores com pelouros que têm transformado a cidade num local melhor para se viver.

Pois é, esta é uma verdade incontornável. Como não há muito por onde atacar, criticar ou menosprezar têm que inventar! Aliás, Lisboa está bem melhor com as providências cautelares que o Sá Fernandes põe para que não se mexa no túnel, no parque mayer, e em outros locais de Lisboa! O sr. provedor do próprio ego é apologista de maltratar os lisboetas.

Já agora, não é esse senhor que não tem pelouro nenhum, e tem 11 assessores???

terça-feira, julho 04, 2006

Teorias do meu primo Beto

vou começar a publicar algumas das teorias do meu primo Beto.
são tiradas que nos deixam a pensar na vida ... ou não!
eis a primeira ...


«o casamento é a única instituição de onde se sai em liberdade por mau comportamento»

.

ironia

não deixa de ser irónico que o problema de saúde de Freitas do Amaral seja na coluna!

sexta-feira, junho 30, 2006

Novela Freitas a mais chega ao fim

Já se esperava há muito tempo, mas é melhor acontecer antes do jogo de Portugal, antes das férias e onde poucos vão dar importância ou mesmo saber...

Realmente, a produtora governosemrumo tem os melhores enredos que alguma vez se viram...

Será que vai pedir perdão e voltar ao CDS/PP??

Portugal num anúncio

E Esta hein?

quarta-feira, junho 28, 2006

Ciência???

"Anda tanto burro a mandar em gente de inteligência que até me ponho a pensar que a burrice é uma ciência"

Por Henrique R.

Fiquei a pensar nisto... Será que se abrirmos uma Cooperativa de Ensino o Ministério nos acredita o curso? É que professores há por aí às paletes.

reformar mas sem perder o norte socialista

Sabem porque é que:

  • A EDP não tem concorrência e a água é mais cara que nos outros países?
  • Porque é que a Internet é tão cara?
  • Porque é que a Cabo Visão não consegue concorrer com a TV Cabo?
  • Porque é que os telefones são tão caros?

Se não existissem golden share's e interesses do estado nestes campos, a concorrência tratava de baixar os preços...

Mas o socialismo ainda defende o estado. Infelizmente..

Justiça seja feita...

Apesar de continuarmos a aumentar a despesa corrente, de o crescimento ser abaixo da média, da função pública consumir mais de 50% da receita, da justiça tardar a ser uma prioridade, a segurança social já não falir agora mas irá falir quando outros lá estiverem, medida típica do guterrismo, e da saúde continuar a degradar-se e a contratar médicos espanhóis porque não podemos abrir vagas em medicina sob pena de as médias baixarem e isso ser um insulto...

Estamos acima da média europeia na utilização da internet nos serviços públicos!!!

Será que é porque o suposto plano tecnológico está a dar resultado ou porque as pessoas cansaram-se de perder tempo com burocracias???

terça-feira, junho 27, 2006

Independência já!!!

Não, não é uma reivindicação do Alberto João.

Não, estão enganados, também não é algo que o Carlos César defenda.

É algo que a Administração do Porto de Lisboa sonha. Já não basta terem um país só deles, consumirem todos os recursos, fazerem o que querem e lhes apetece, e ainda acusam pessoas sérias como o Prof. Carmona Rodrigues de lhes fazer perder negócios!

Impensável e grotesco. Diria mesmo lamentável.

E lamentável porque querem colocar entre Santos e Alcântara um milhão de contentores!!! estamos a brincar com quem? Actualmente existem 300 000. E nem sequer são inteligentes. Dizem que quando o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa proferiu as declarações a condenar e discordar de tal medida eles perderam contractos com 7 armadores, no valor de 25 milhões de euros. Será possível? Dizem que sim e mostram relatórios que comprovam... de 2003!!! sinceramente... e mais À frente falam de total conhecimento dos armadores face À situação portuguesa. Então se existe esse conhecimento, não saberão esses senhores que a CML não manda nada, infelizmente, no Porto de lisboa??? então que consequências podem ter as declarações?

Esses senhores da Imobiliária Administração do Porto de Lisboa que pensem em ter receitas de forma cívica. Baixando a burocracia que faz com que papéis que noutros países como a Alemenha levam 24h, aqui levam 96h. Que o IVA seja pago a 30 dias ou mais em vez de ser a pronto pagamento.

Santana Lopes tinha razão quando disse que se pudesse pedir um desejo para Lisboa era acabar com o Poder da APL.

Pode ser que um dia...

Comments...

Só um comentário à vitória de Portugal. Absolutamente divinal a forma como se bateram.

Um comentário ao árbitro. Simplesmente divinal como um senhor pode estragar um jogo.

Um comentário ao Cristiano Ronaldo. As lágrimas que derramou mostram o amor que tem ao jogo. Eu sei que o tenho criticado mas tocou-me ver aquelas lágrimas do menino a quem tiraram a bola.

Um comentário e uma grande ovação ao Presidente da FIFA. A coragem que demonstrou nas declarações que fez depois do jogo ao afirmar que o arbitro estragou o Portugal-Holanda, "com decisões pouco consistentes" e que "não esteve ao nível dos participantes" são quase inigualáveis.

Um último comentário ao Pseudo-treinador do Brasil. Será que esse senhor que comentou o jogo de Portugal como comentou não conseguiu ver nenhum jogo do Brasil? Não conseguiu ver a vergonha que é o seu grupo de jogadores a jogar? Sim, grupo de jogadores. Porque se o Brasil chegar longe no mundial não é pelo treinador que tem. Equipa não existe. Apenas um grupo de predestinados que resolvem jogos em segundos. Com aqueles jogadores até eu ganhava...
Tenha olhos na cara...


VIVA PORTUGAL!!!!

Ah e tal, quem sabe fazer concursos somos nós...

Quando apareceu o escândalo dos concursos de professores do Governo PSD, achei que era realmente um escândalo´, admitindo até ter sido influenciado pela ampla e concertada divulgação por parte dos meios de comunicação social.

Mais tarde, e respondendo a preocupações dos professores, a produtora governosemrumo decide realizar concursos válidos por 3 anos. Não tenho opinião formada sobre o assunto mas parece-me que pode ser um caminho a seguir.

Qual o meu espanto agora, quando aquela que dizia ssaber fazer concursos e que nada falhava cometeu um erro crasso. Esqueceu-se de 1000 vagas. Algo que não seria muito grave se eliminassem todo o concurso e depois o repetissem.

Mas não foi isto que aconteceu. A meia dúzia de professores que reclamaram foram imediatamente colocados em escolas, e por telefone!!! não se admite este tipo de procedimento. Vem depois a Sr.ª Ministra falar de coerência e imparcialidade? Vem o Primeiro Ministro falar de apoio à Ministra? Apoio e imparcialidade na corrupção nos concursos? Apoio e imparcialidade na emenda de um erro prejudicando e inquinando resultados do concurso???

Desculpe Sr.ª Ministra, mas apesar de concordar consigo e de gostar de seguir o pedido do Sr. Presidente da República, só lhe posso pedir que ache os responsáveis e que rolem cabeças. Em último caso, a do responsável máximo... Será que ela existe?

terça-feira, junho 20, 2006

Extremos

Companheiros e Camaradas
Lanço à discussão neste blog, os extremos!

"Para comprovar que a extrema-direita não existe ideologicamente, basta analisar o que se passa noutros países europeus. Em França, a Front National de Jean-Marie Le Pen é considerada igualmente como um partido de extrema-direita, no entanto é fortemente anti-homossexual, opõe-se às drogas e defende uma forte intervenção estatal na economia. Já na Áustria, o Partido da Liberdade de Jörg Haider advoga o liberalismo económico. Por sua vez, em Espanha, o Movimento Social Republicano, que defende o sistema republicano (o que seria, nesse país, tipicamente de esquerda), critica a acumulação de capital e diz-se abertamente socialista (mais uma vez tipicamente esquerda). Por outro lado, o MSR defende a preservação da identidade étnica espanhola e a unidade do estado espanhol (aqui tipicamente de direita), celebra os solstícios (festas de origem pré-cristã) e, mesmo assim, são enquadrados na extrema-direita! Continuando em Espanha, partidos como a ultra católica AES (Alternativa Espanhola) são também considerados de extrema-direita. Em Itália, a Liga do Norte, defensora da independência do norte de Itália é enquadrada na extrema-direita, enquanto a Alternativa Social de Alexandra Mussolini, também enquadrada nesta área política, defende a unidade italiana. E o que dizer dos nacional-anarquistas ou dos nacional-bolcheviques russos? Serão de extrema-direita ou de extrema-esquerda?

Estes exemplos servem para demonstrar que a “extrema-direita” é um mito, um rótulo inútil que nada diz sobre um partido ou um movimento político. É um rótulo usado apenas para denegrir e colocar num mesmo saco tudo aquilo que seja inconveniente ao actual Sistema. Hoje em dia, quer a Esquerda quer a Direita advogam a globalização. A Esquerda mais radical tem criticado recentemente a globalização económica. Porém, isso não passa de hipocrisia. Essa mesma esquerda, que sempre foi internacionalista («Proletários de todo o mundo, uni-vos!»), propõe hoje em dia a Globalização Alternativa (ou alterglobalização) que consiste na globalização dos povos e da cultura. Por sua vez, a Direita dos dias de hoje é cada vez mais favorável à finança internacional e à globalização económica. Só o nacionalismo rejeita todas as facetas da globalização, pois entende que qualquer uma delas é prejudicial ao bem-estar e à identidade da Nação."

Interessante,,,?

domingo, junho 18, 2006

Estou apaixonado...

... pela vida!
porque é tão bom viver e sentir a natureza a funcionar!

... pelo meu Filho!
porque era a minha grande Ambição de vida e me enche de alegria!

... pela Silvia!
porque é uma mulher incrivel, linda, inteligente e uma autêntica guerreira!

... pelos Amigos!
porque os verdadeiros sabem o valor que dou a amizade, pelo apoio que senti nestes momentos e pela forma como partilharam esta alegria.

Estou apaixonado!

sexta-feira, junho 16, 2006



Parabéns Rodrigo!
Parabéns Silvia!
E Boa Sorte.....

Atenção! Já está na NET! Foi fundada a KSD

Os Kids Sociais Democratas foram hoje fundados por Guilherme Saraiva e mais uns quantos recém nascidos numa maternidade portuguesa (pasme-se!) !
Consta que Guilherme Saraiva numa estratégia de cacique clássico conseguiu reunir em sua volta todos os recem nascidos das ultimas 12 horas apresentando-se assim como lider natural sem qualquer tipo de contestação!
Em declarações ao nosso blog, Rodrigo - o Pai, afirmou estar pasmado e com receio! Adiantou que ele próprio, por muitos apelidado como padrinho, nunca tinha pensado em tal coisa. Ainda para mais esclareceu que com meia duzia de horas de vida só se lembra de estar a mamar!

Aguarda-se agora que seja apresentado o funcionamento estrutural da KSD no primeiro CN da KSD com data ainda por definir.

uma nova esperança!

Hoje, renova-se a esperança, a alegria de viver. Um novo ser, novos sons, novos olhos, nova perspectiva... O mundo renova-se num pequeno ser, que será o nosso futuro.
É um novo ciclo, e a mim, apraz-me poder partilhar o meu trajecto com ele.
Amor, saúde, paz, alegria e esperança - que nunca faltem no teu pequenino ser, e que nenhum de nós te desiluda. Tu, com certeza, nos darás grandes alegrias. Esperemos que nós, consigamos construir um mundo melhor para ti.
Aos papás, MUITOS PARABÉNS.
da tia babada (agora, mesmo que não queiram, já me auto intitulei!)

quarta-feira, junho 14, 2006

Justiça seja feita II

Mais um...

Justiça seja feita

Algo para não esquecer...

Os Santos

Grande noite de Santos Populares!

O Santo António voltou a juntar nas ruas de Lisboa milhares de pessoas que surgiram de todos os cantos de Lisboa e de muitos do país.

Mais uma vez uma festa de arromba, na companhia de amigos não de sempre mas para sempre.

Mas nem tudo são rosas... Uma festa tipicamente portuguesa, onde a marcha que ganha é sempre a mesma, e não consegui ouvir uma unica musica portuguesa em toda a alfama, bica e castelo... fiquei desolado. Como dizia uma amiga, o nacionalismo é mesmo só no futebol...

Ps(d): E parabéns à marcha de Alcântara com um magnífico 3.º lugar!

terça-feira, junho 13, 2006

faz um ano que partiste...


"Hoje é o dia do teu funeral...
Lembro-me de ti na Soeiro, ainda eu era muito pequenina. Fiquei encantada, radiante, quando o meu tio me apresentou à tua pessoa. Recordo-te um homem com um olhar penetrante, sorriso largo, contador de histórias, atencioso... Com os teus cabelos brancos... um avô!

Por muito que na altura eu não entendesse a grandeza do projecto que defendias, sei que foi o conhecer-te que me fez ver que há pessoas diferentes, ideias diferentes, ideais diferentes, que no colectivo, com a luta e, o trabalho se pode mudar o mundo.
Foi isso que me fez querer ser parte do teu projecto, do projecto do PCP.
Há quem queira, e desde há muito, que a história se apague - idiotas! Isso é impossível. Não se podem apagar factos. Pode-se sim olhar o passado com outros olhos, aprender com ela, o que nunca se pode fazer é esquecer (como muitos já disseram que queriam fazer).

Esquecer tudo, o que tu camarada e, todos os outros camaradas fizeram ao longo do tempo é um exercício de pura ignorância. O passado vem sempre acertar contas connosco, não desaparece (embora para muitas consciências isso fosse "ouro sobre azul"), não se reescreve, apenas se pode reler.

Quanto há história, se muitos acham que ela nunca te dará razão, é porque têm os olhos vendados ao mundo, nunca conseguiram, nem conseguirão ver para além do que se lhes depara à vista.

Morreste numa altura em que a Europa está a sofrer tudo aquilo que tu e os outros camaradas previam há já 20 anos. Dizem que foste coerente porque não mudaste de ideias, nem ideais - mas como poderias mudar se estavas certo?!

Mesmo com toda a pobreza que se vive no nosso país, quando conquistas feitas por ti, enquanto membro do PCP no 25 de Abril, estão neste momento a ser "roubadas" por estes pseudo governadores, intelectuais, há gente que não te reconhece o devido valor?! A resposta afigura-se-me apenas uma: a ignorância é uma felicidade.

Que o teu espírito lutador viva entre os teus camaradas, e nos leve a bom porto. Como dizia o camarada Zeca Afonso "Enquanto há força no braço que vinga, que venham ventos virar-nos as quilhas, seremos muitos".

A Luta continua... Hasta Siempre" (em 13/06/05)
E hoje, passado um ano morre também a tua companheira Fernanda Barroso. Nossa companheira de luta.

As lágrimas voltaram a cair, por ela, por ti. Os sentimentos voltaram em turba, para nos lembrar que não morreste, nem ela. Continuam vivos em nós e, é com isso que transformaremos o sonho em vida.

Tem sido um ano duro para os camaradas, não só pela vossa perda, mas também pelas lutas que se têm travado no nosso país e no mundo. Conforta-nos saber que o ideal e a luta continuam. Posted by Picasa

Há-de sempre haver quem lá vá pagar pela bela da f***!

Questões importantes(digo eu):
Calma aí com as casas de Strip! O Strip é uma arte! E neste blog, gostava eu de saber quem é que não foi ou não iria a uma casa de strip!
Adoro a palavra liberalizar.
Não entendo bem o que é liberalizar a prostituição! Aceitar uma actividade milenar como profissão liberal? Com que intuito? A liberalização da prostituição torna-a uma actividade mais digna para as trabalhadoras do ramo? Ou permite que se aceite na sociedade esta actividade económica?
De facto estamos a falar de uma franja da sociedade. A prostituição é uma actividade marginal. O acto sexual é objecto de negócio praticado por pessoas. Estas pessoas por norma utilizam esta actividade económica como um recurso desviante da normalidade, quer seja pelo meio pela droga ou drama social.
Mas há meninas universitárias que se prostituem! Existem prostitutas ou prostitutos que são melhores gestores que muitos ministros!
Os advogados também são uma profissão liberal.
Muitos ministros são advogados ou engenheiros

Acho que cada um deve fazer aquilo que acha que deve fazer!
Acho que o estado deve ser interventivo na formação das pessoas!
Acho que não se consegue acabar com a prostituição, porque no mercado liberal dos nossos dias não podemos fugir à lei da procura...
Acho que o estado deve controlar a actividade, nomeadamente no apoio aos que se prostituem.

Penso que o problema é de quem lá vai.
Com tanta gaja aí não entendo como é que se vai ás putas!

Mas a natureza humana gira em volta do sexo, por mais que custe à igreja!
Há-de sempre haver quem lá vá pagar pela bela da f***!



prostituição: legalizar, eis a questão!

Como mulher que sou, não concordo com a exploração das mulheres, nem dos homens - logo, como ser humano não suporto que me suprimam os meus direitos. De qualquer das formas tenho a necessidade de frisar, que nem as mulheres nem os homens deviam "vender-se". Não é apenas uma questão feminina, e é necessário que as pessoas tenham consciência deste facto. E, aqui, desde já, jaz uma diferença, o ser explorado e o ser "vendido".
Confesso a minha perplexidade perante a hipocrisia que é continuar a ignorar a prostituição (masculina, feminina, de crianças/adolescentes e adultos), o strip, como factos reais, coisas palpáveis que existem e que todos podemos observar com uma simples volta de carro por Lisboa: Restelo, Conde Redondo, Parque Eduardo Sétimo, Cais do Sodré, Olaias, entre outros. Basta, para os mais incrédulos, passar por estes locais a partir das 22h00m para verem como afinal não é coisa retirada de algum livro de Júlio Verne!
Mas se não são de ficção, de maravilha e espectáculo também não têm nada. Não é agradável vermos um ser humano como nós a degradar-se desta forma. Perguntamo-nos o que os/as leva estar naqueles locais? O que os/as leva ter escolhido aquele caminho e não outro? Como é possível não sofrerem? Relativamente aos adolescentes que se prostituem no Parque Eduardo Sétimo, se não têm família, quem cuide deles, os acarinhe e conforte, porque é que estão ali ao invés de estarem com as outras crianças/adolescentes de 13, 14, 15 até aos 19 anos de idade?
A prostituição não deve ser legalizada pelos impostos. Deve ser legalizada porque essas pessoas necessitam de acompanhamento, porque efectivamente ninguém se prostitui porque quer. Ninguém sofre uma exposição, ninguém se degrada pelas ruas da vida, porque sim.
É doloroso pensar-se que talvez algumas/alguns não tenham tido outra hipótese - mesmo que por não terem capacidade psicólogica de lidar com os seus problemas. Mas, para ajudarmos alguém, temos que assumir que esse problema existe, é real, e não virar a cara para o lado. Não fazer o que hoje se pratica, que é o indivíduo não se pode prostituir, contudo existem carrinhas do programa de minimização de riscos pertencentes ao Estado (uma delas onde fiquei a conhecer esta realidade) que lhes distribuem os preservativos (apesar de "não existir prostituição"), por uma questão de saúde pública. É paradoxal. Arriscava-me aqui a dizer, que talvez elas não existam mesmo, a malta que lá estagia é que alucinou!
Liberalizar sim, porque é a crescente hipocrisia que continua a alimentar e que permite a degradação do ser humano e da sociedade. Sociedade que apenas se preocupa com a sua segurança e não com a do indivíduo em particular, porque as prostitutas/os como os presos, desde que longe dos seus olhos e desde que controlados os riscos, são tolerados porque identificados e supostamente controlados - não se cruzam na cabeça dos mais puritanos, com os demais, como se não tivessem também "eles" direito à vida. Esquecem-se que os presos serão libertados, e que as prostitutas/os na maior parte das vezes não têm condições de subsistência, quanto mais de cuidados de saúde, e portanto que o risco existe - as doenças sexualmente transmissíveis (dst's) são uma realidade.
E as DST'S atingem quem tem relações promíscuas, descuidadas - muito presentes nesta população se não houver meios para a ajudar - que acabam por atingir as famílias dos que frequentam estes locais. Por isso podemos distribuir as "camisas", para que uns possam dormir mais descansados á noite - ora isto não chega!
Conseguem imaginar uma mulher a prostituir-se com os filhos a brincarem no local, onde ela se está a "vender"?! É uma realidade, não é ficção.
Agora, é importante não esquecer que é uma escolha, que é necessário que não sejamos moralistas preconceituosos. Temos que saber respeitar estas pessoas, mesmo que pensemos que elas não se respeitam a elas próprias - porque a ambivalência de sentimentos é presente. Conseguem imaginar alguém a ter relações com um sujeito com quem não há nada de atracção física ou psicológica?! E depois repetir isso no mesmo dia, n vezes?! Custa-me a acreditar que o façam por prazer.
Tem que haver liberdade destes homens e mulheres, chegarem a um sítio e que peçam ajuda, ou então que não peçam - mas que o façam sem terem medo de serem julgados e ostracizados. Que realmente possam escolher, e que a sua escolha seja respeitada. Que possam praticar o acto, mas sem com isso estarem a automutilar-se, porque se há coisas que não se dizem, elas saem cá para fora na mesma, de outra forma. É como o esferovite na água, quando o empurramos para baixo, ele volta sempre à tona, e se o tentamos condicionar de um dos lados, ele flui para o outro. Se nos causa muita angústia a escolha do outro, percebamos que é isso mesmo, uma escolha. Que o outro não é nós, e por isso deve ter capacidade de decidir o que quer para ele.
Para finalizar, explorados somos todos quando alguém não cumpre com os nossos direitos e essa não é a nossa escolha, "vendidos" e "usados" somos todos quando nos dispomos a ser comprados e escolhemos esse caminho - esta é a diferença, o preço da liberdade.
Por isto,
LIBERALIZAÇÃO JÁ

segunda-feira, junho 12, 2006

Esclarecimento

Percebo a tua pergunta porque não são locais que frequentes, mas refiro-me a casas de strip feminino e masculino.

Esclarecido?

Pedido de explicação...

Vitor,

após ler esta frase
"Apesar de dircordar por completo com a prostituição e derivados(...),"

não consigo deixar de perguntar:
O QUE SÃO DERIVADOS DE PROSTITUIÇÃO???!!!

Aguardando tua celere justificação,

os melhores cumprimentos, (sem derivados)

...

Ignorar ou não ignorar, eis a questão

Tinhamos que discordar nalguma coisa, senão não tinha piada!

E o que continuamos a fazer? ignoramos essas vidas deitadas às ruas e não tentamos sequer possibilitar que possam minimizar o absurdo da sua profissão?

Não digo para pintarmos no chão quadrados e passarmos licenças. Mas legalizar as casas onde a prostituição seja encarada de uma forma livre parece-me salutar.

Apesar de dircordar por completo com a prostituição e derivados, não a podemos ignorar. Porque se a ignorarmos estamos a ignorar vidas humanas.

E se eu fosse o Chico da Fancaria, diria: Não podemos ignorar uma minoria. E eu, como bloquista demagogista que sou, não posso jamais ignorar uma minoria. Afinal, é daí que vêm os meus votos!

sábado, junho 10, 2006

O que queres ser quando fores grande?

Em tempos falei com um amigo acerca da mais velha profissão do mundo. Legalizar ou não legalizar... eis a questão:

No meu entender, tudo aquilo que a sociedade considera legal, em princípio será algo positivo, digno e aceitável para os seus cidadãos. Será isso que querem fazer com a prostituição? Torná-la digna? Ser aceitável uma mulher vender o seu corpo a um desconhecido? Criar um positivismo na profissão e um dia mais tarde dizer a uma filha: "Querida se é essa a carreira que queres seguir, força, é uma profissão legal, como todas as outras!"... Onde iremos parar?

Se a principal razão para a legalização é estas mulheres pagarem impostos... meus queridos estão muito enganados. Em qualquer profissão tenta-se fugir-lhes e esta nova profissão não seria a primeira nem a última. Desculpem-me, mas não estou a imaginar uma prostituta acabar o seu serviço e pegar nos seus recibos verdes (sim, porque hoje em dia a probabilidade de encontrar um emprego a contrato é muito reduzida) e começar a disparar: "Ora bem, hoje paga 1 anal, 2 bocal 3 posições nível 5 + taxa de não usar preservativo, com a retenção na fonte fica em...". Não brinquem comigo!

Meninos vamos ser razoáveis!

sexta-feira, junho 09, 2006

Pensar? o que é isso?

Ainda ontem estive a falar com uma "companheira" blogger e falavamos exactamente sobre isto.

O nosso sistema de ensino não põe os alunos a pensar. O essencial é decorar, dar o programa por muito grande ou ilógico que seja e fazer os exames...

E pensar, abrir a mente, educar, é para os outros!

Assim não vamos longe.

quinta-feira, junho 08, 2006

Rir é MESMO o melhor remédio

"Colher ou Chávena?"

Durante uma visita a um hospital para doentes mentais, Sócrates pergunta ao director qual o critério para definir se um paciente está curado ou não.
-Bem, diz o director, nós enchemos uma banheira e oferecemos uma colher de chá e uma chávena e pedimos para esvaziar a banheira.
-Entendi, diz Sócrates, uma pessoa normal escolhe a chávena, que é maior.
-Não ! - responde o director, uma pessoa normal tira a tampa do ralo...

Sócrates muda de bancada no Parlamento Europeu

Parece que o Sócrates pondera pedir a alteração de bancada no Parlamento Europeu para os eurodeputados do PS.

A razão é simples.

Depois de ter recebido uma proposta de um dos elementos do Partido Popular Europeu sobre a criação de um imposto para sms's e mail's, achou que era uma ideia brilhante!

E como está habituado a só ter gente que gasta à volta dele e produtividade e criação de receita é coisa de que não ouve falar, resolveu mudar de lado.

O problema é que ele nem é carne nem peixe e não percebe o porquê das coisas. O que interessa são impostos para gastar. Venham de onde vierem!

E aqui só para nós, este imposto é mesmo à Sócrates...

quarta-feira, junho 07, 2006

Carta Aberta ao Sr. Primeiro Ministro

Senhor primeiro-ministro, amigo Zé, pá...

Já deu para ver que, no estado em que as coisas estão, há que sacar dinheiro ao pessoal de qualquer maneira. E como aumentar mais uma vez os impostos dava muito nas vistas, agora até na praia, o chamado mergulho de chapão com bandeira amarela ou mesmo uma simples entrada em água com bandeira vermelha, dá para colocar uma quantia valente (de 55 a mil euros) nos depauperados cofres do estado .Caramba, porque é que não disseste mais cedo, Socas? Ora aqui o teu muito patriota amigo não quer que penses em mais estratagemas deste tipo e envia-te uma singela lista de coisas que ainda não pagam multa, mas que com a tua ajuda e com alguém que te prepare a legislação, é só meter no Diário da República e vais ver que o défice das contas estatais se esfuma num instante. E ainda se ajuda a tornar o nosso Portugal num país mais bonito, como bónus. Ora cá vai disto:

LISTA DE COISAS A TAXAR (em breve)

  1. - Uso de meia branca com sapatinho escuro (cem a mil euros)
  2. - Bigode à futebolista dos anos oitenta (duzentos a 2000 euros)
  3. - Coçar os genitais em público (150 a 1500 euros)
  4. - Cuspir para o chão (5000 Euros)
  5. - Utilização do colete reflector nas costas do banco do condutor, e/ou CD pendurado no retrovisor (120 a 1200 euros)
  6. - Passear de fato de treino por centros comerciais ao fim de semana (quatrocentos a 4000 euros)
  7. - Raparigas com excesso de peso envergando roupa apertadíssima (130 a 1300 euros)
  8. - Uso de óculos de sol em discotecas e restaurantes (quinhentos a 5000 euros)
  9. - Utilização das expressões "prontos", "portantos", "stander de automóves", etc... (140 a 1400 euros)
  10. - Uso de sandália com peúga (trezentos a 3000 euros)

Pronto, cá está, Socas, usa e abusa. Quem é amigo, quem é?

Plano para salvar Portugal

"De facto "é simples" mas, acho eu, também genial! .................................................................................................. Passo 1: Trocamos a Madeira pela Galiza, mas têm que levar o Alberto João. Passo 2: Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A indústria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João. Passo 3: Desesperados os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto João). A malta não aceita. Passo 4: Oferecem também o Pais Basco. A malta mantem-se firme e não aceita. Passo 5: A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhóis oferecem-nos: a Madeira, Pais Basco, Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difícil mas aceita. Passo 6: Dá-se a independência ao País Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da ETA pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraíso. A Catalunha não causa problemas (no fundo no fundo são mansos). Passo 7: Afinal a ETA não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder.O País Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João). Passo 8: No País Basco não há carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil... Passo 9: O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português.A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira. Passo 10: Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira Brasil, não aguenta a emoção. Passo 11: E todos viverão felizes para sempre!" Obrigado Miguel pela Esperança!!!

terça-feira, junho 06, 2006

Viva o 25..........................................!de Novembro

Companheira Camarada:
Achas possivel que a visão do Cunhal seja um tanto ou quanto turva no que diz respeito a um processo que limitou a instauração das suas politicas?
O Cunhal apresenta a verdade dele!
E quando se perde poder....


À falta de melhor, ainda bem que houve um 25 de Novembro!

a história nunca se apaga...

... viva a Moca de Rio Maior!!!!

a história não se pode apagar, apesar do desejo de muitos

viva o 25 de Abril

para depois de certas leituras

para quem não gosta de ler!?

Justiça!!!!!!!

Mas .... acreditas MESMO em tudo o que lês???

até no livro do Carrilho????????
post scriptum: e já agora, os posts não têm limite de caracteres????

Acreditas em tudo o que lês????

"No Benfica tudo era feito dentro da legalidade (...) as assinaturas eram verdadeiras (...) off-shores nunca (...) guarda-redes russos e barcos nuca tiveram qualquer relação!"
João Vale e Azevedo in um qualquer livro
"Sacos só os das compras (...) passaporte esteve sempre disponivel (...) o Brasil foi um acaso, tinha essas férias marcadas há muito tempo (...) Fiquei surpreendida com a peregrinação ... ups ... passeio a Fátima!"
Fátima Felgueiras in um qualquer livro

para quem não tiver as vistas curtas!

"1- O golpe militar em preparação


O 25 de Novembro foi um golpe militar inserido no processo contra-revolucionário. A sua preparação começou muito antes das insubordinações e sublevações militares do verão quente e de Outubro e Novembro de 1975.
Talvez que as mais esclarecedoras informações dessa preparação em curso muitos meses antes de Novembro sejam as que dá o comandante José Gomes Mota no seu livro, esquecido ou guardado nas estantes, A Resistência. O Verão Quente de 1975 , Edições jornal Expresso , 2ª ed., Junho de 1976.
Segundo José Gomes Mota, o golpe foi preparado pelo «Movimento», que define por ser contra o que chama «os dissidentes», — nomeadamente «os gonçalvistas» e o PCP. Fala em «novas estruturas reorganizadas». Diz que o «Movimento» deveria ter presença activa no Conselho da Revolução ( ob. cit. , p. 93) e aceitar a «manutenção formal dos órgãos de cúpula do Movimento — Conselho da Revolução e Assembleia do MFA» ( ob. cit. , p. 95).
O «Movimento» chamava a si a preparação e decisão do golpe militar, mas, «preservando e garantindo a legitimidade revolucionária do Presidente da República» ( ob. cit. , p. 94). Segundo José Gomes Mota, a cúpula efectiva era o «Movimento», que dispunha de dois grupos dirigentes.
Um «militar», «inicialmente constituído por Ramalho Eanes, Garcia dos Santos, Vasco Rocha Vieira, Loureiro dos Santos, Tomé Pinto e José Manuel Barroso». A sua «tarefa» principal era a «elaboração de um plano de operações» ( ob. cit. , p. 99), tarefa que «cumpriu rigorosamente», tendo «para isso muito contribuído a liderança de Ramalho Eanes» ( ob. cit. , p. 100).
Outro «político», de que faria parte o «Grupo dos Nove», «veio a desempenhar o papel de um verdadeiro estado-maior de Vasco Lourenço», que «assumira a chefia do Movimento» ( ob. cit. , p.100).
O livro encerra muitas contradições e obscuridades sobre o «Movimento». Diz que «a iniciativa [de um confronto militar] teria de partir sempre dos «dissidentes» ( ob. cit. , p. 93), que o «Movimento» tinha por objectivo «evitar qualquer possibilidade de uma guerra civil» e a criação da «Comuna de Lisboa» ( ob. cit. , p. 94). Mas o facto, que importa sublinhar, é a revelação de um efectivo centro político-militar a preparar um golpe ao longo do verão quente .
Melo Antunes, por seu lado, fala da acção militar do «Grupo dos Nove» na preparação para o golpe: «Além das acções legais ou semilegais a que deitámos mão para obter a supremacia militar, também desenvolvemos acções clandestinas para nos prepararmos para uma confrontação que eu julgava inevitável. [...] Tínhamos uma organização militar em marcha. » ( Vida Mundial , Dezembro de 1998, p. 50.)
A preparação do golpe «para pôr fim a uma situação insustentável» vinha pois de longe.
Foi ulteriormente dado a conhecer que, no verão quente , muitos Comandos «deixaram os postos civis e se alistaram de novo para estarem operacionais».
A colocação de Pires Veloso no Norte em Setembro de 1975, substituindo Corvacho, que Freitas do Amaral intitula de «famigerado Brigadeiro» «afecto ao PCP» ( O Antigo Regime e a Revolução , ed. cit., pp. 245 e 406), fazia parte dessa preparação. Não foi por acaso que, no 25 de Novembro, vieram ajudar o golpe várias Companhias do Norte, que depois levaram os presos para Custóias.
O papel de Ramalho Eanes é sublinhado nas valiosas informações que, no 20º aniversário do golpe, revela Vasco Lourenço, designado em 22 de Novembro e confirmado a 24 Comandante da Região Militar de Lisboa em substituição de Otelo Saraiva de Carvalho.
Segundo Vasco Lourenço, Eanes , « responsável por organizar o plano de operações», «desempenhou papel fundamental» , e «acabou por ser o principal comandante operacional », não cedendo às pressões dos militares mais radicais (artigo «Não aconteceu o pior», in Revista História , nº 14, Novembro de 1995, pp. 37-38).
Também Jaime Neves, sublinhando que se tratou de «um golpe contra o PCP», confirma o papel de Eanes: « Conspirávamos [...] e o Eanes [...] passou a ser ele a coordenar as coisas. » (Entrevista à revista Indy , 21-11-1997.)
O papel de Eanes expressou-se aliás publicamente, logo após a vitória do golpe, em factos tão significativos como a sua ascensão a Chefe do Estado-Maior do Exército (interino em 27-11-1975 — posse em 9-12-1975) e ulteriormente a Presidente da República eleito.
Está mais que provado, assumido e confessado, que se tratou de um golpe militar contra-revolucionário há muito em preparação num turbulento processo de arrumação e rearrumação de forças.
Cerca das 10 horas da própria manhã do dia 25, prontos para desencadear as operações, os conspiradores — numa diligência conjunta do «Grupo dos Nove», Eanes, Jaime Neves e oficiais dos Comandos da Amadora — procuraram e conseguiram obter a aprovação e cobertura institucional do Presidente da República, Costa Gomes (entrevista de Costa Gomes a Maria Manuela Cruzeiro, in Costa Gomes, o Último Marechal , Editorial Notícias, 3ª ed., Lisboa, 1998, p. 357; e in revista Indy, 27-11-1998).
Para a compreensão do golpe e do que dele resultou é necessário ter em conta que, na sua preparação, participaram forças muito diversas associadas num complexo enredo de alianças contraditórias.
Todas estavam aliadas para pôr fim à influência do PCP e ao processo revolucionário, restabelecer uma hierarquia e disciplina nas forças armadas e extinguir o MFA insanavelmente em vias de destruição pelas suas divisões e confrontos internos. Mas, como resultado do golpe relativamente ao poder político e às medidas concretas a tomar, havia importantes diferenças.
Na grande aliança contra-revolucionária, internamente muito fragmentada, participavam fascistas declarados e outros reaccionários radicais, que visavam a instauração de um nova ditadura, que tomasse violentas medidas de repressão, nomeadamente a ilegalização e destruição do PCP. Participava também o Grupo dos Nove, de que alguns membros, receosos da possibilidade de saírem vitoriosas do golpe as forças mais reaccionárias, pretendiam a continuação de um regime democrático.
Da parte dos fascistas e neofascistas, a ilegalização e repressão violenta do PCP era, não apenas um desejo mas um objectivo que pretendiam fosse alcançado no imediato.
As organizações terroristas deviam também participar. Paradela de Abreu diz que «sempre tinha estado convencido de que o Plano Maria da Fonte só deveria ser desencadeado no seu «programa máximo — um programa de violência ou de guerra — em ligação com um golpe militar » ( Do 25 de Abril ao 25 de Novembro , ed. cit., p. 204), intervindo com «muitos grupos capazes de executar quem quer que fosse» ( ob. cit. , p. 197). Na noite de 25 de Novembro foi-lhe comunicado para não avançar com o «Plano» ( ob. cit. , p. 208).
Este objectivo de desencadear uma vaga repressiva de extrema violência já na altura era abertamente proclamado nas campanhas anticomunistas. E muitos anos volvidos, mais claramente o dizem, nas suas confissões, alguns dos participantes.
Jaime Neves, num jantar em sua homenagem realizado em Janeiro de 1996, declarou que « o “problema” seria resolvido “muito simplesmente com a prisão do líder do PC”, Álvaro Cunhal » ( Público , 11-1-1996). O seu estado de espírito é transparente, ao dizer que, se «havia uma manifestação realizada pelo Partido Comunista, eu recusava-me a ir com a tropa para a rua se não fosse para prender o dr. Álvaro Cunhal» (entrevista ao Semanário , 26-11-1983).
Alpoim Calvão, operacional nº 1 da rede bombista, não deu por definitivamente derrotada a extrema direita depois do 25 de Novembro. Num encontro com Pinheiro de Azevedo (então Primeiro-Ministro), solicitou que fosse permitido o regresso a Portugal de Spínola e de todos os spinolistas exilados. Não são conhecidos os termos em que colocou o problema. Pedido? Exigência? O que diz é que uma tal decisão seria «uma solução pacífica», porque, apesar do 25 de Novembro, « muitos queriam pegar em armas e vir por aí abaixo matar comunistas » (entrevista a Eduardo Dâmaso, publicada no seu livro A Invasão Spinolista , Círculo de Leitores, 1997, p. 98). É o que teriam feito, pelo que se vê, se tivessem sido eles a impor o resultado.
No próprio dia 25, não estando ainda certo como o golpe iria terminar política e militarmente, todos envolvidos num objectivo geral comum anticomunista, cada qual pretendia que o resultado correspondesse aos seus próprios objectivos.
Mário Soares e o PS tinham representado um papel importante na acção política preparatória do 25 de Novembro. Mas o golpe do 25 de Novembro não foi o que projectaram. Nenhum dos seus três objectivos centrais imediatos se concretizou. Nem a liquidação da dinâmica revolucionária e das suas conquistas. Nem o esmagamento militar do PCP, do movimento operário e da esquerda militar, nem, como resultado do golpe, ser Soares o vencedor, aquele que teria salvado a democracia de um golpe e de uma ditadura comunista e que por isso assumiria naturalmente de imediato, no poder do Estado, as responsabilidades daí decorrentes. Tal operação foi tentada mas falhou. Não é por isso exagero dizer-se que Soares ficou de fora do 25 de Novembro.
Os fascistas e neofascistas, participantes na preparação e no golpe, não conseguiram tão-pouco o que pretendiam.
Quanto ao «Grupo dos Nove», Melo Antunes (tal como Eanes e Costa Gomes) defendia uma solução política da crise. Indo no dia 26 à televisão declarar que «a participação do PCP na construção do socialismo era indispensável», deu importante contribuição para a defesa da democracia.
Como na altura considerámos, essa atitude expressava um objectivo político e uma apreensão: o objectivo de assegurar um regime democrático para o que considerava indispensável o contributo do PCP e a apreensão de que, se a extrema direita desencadeasse a repressão contra o PCP, ele e seus amigos acabariam também por ser reprimidos.
Poucos dias depois, o chefe do EMGFA, general Costa Gomes, enviou aos três ramos das Forças Armadas uma directiva na qual se afirmava que «só os militares [...] estão em condições de servir o projecto de construção da sociedade proposta pelo Movimento do 25 de Abril, sociedade onde não seja mais possível a exploração do homem pelo homem» ( Jornal de Notícias , 2-12-1975).
E, ao tomar posse como Chefe do Estado-Maior do Exército, no dia 6 de Dezembro, Ramalho Eanes, então promovido a general, declarou como «objectivos políticos prioritários a independência nacional e a construção de uma nova sociedade democrática e socialista.» ( Jornal de Notícias , 7-12-1975)
2- A tese do «contra-golpe»
Desde o 25 de Abril, todos os golpes e tentativas de golpes contra-revolucionários — golpe Palma Carlos, 28 de Setembro, 11 de Março e outros — foram explicados pelos seus autores, apoiantes e cúmplices como respostas a golpes ou tentativas de golpes do PCP visando o assalto ao poder. Assim sucedeu também no verão quente de 1975, quando forças contra-revolucionárias desenvolviam o terrorismo bombista e preparavam um novo golpe militar.
Ao contrário do que dizem (como acabamos de ver) os principais protagonistas do 25 de Novembro, Mário Soares e seus amigos não desistiram até hoje de dizer que, no 25 de Novembro, « houve uma tentativa de golpe, animado pela Esquerda Militar e pelo PCP, e uma resposta, [...] um contra-golpe da parte do sector democrático, isto é, militares moderados, “Grupo dos 9” e PS » (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 487).
Esta versão dos acontecimentos foi através dos anos repetida incansavelmente.
José Manuel Barroso , sobrinho de Soares e adjunto de Spínola, é ainda mais categórico: « O 25 de Novembro [diz ele] foi um golpe de força militar, preparado pelo Partido Comunista ». «“Páras” e “fuzos” receberam, assim, ordens de saída directamente da direcção militar do PCP ». O 25 de Novembro foi «uma operação dirigida por dois postos de comando: um, militar, situado no SDCI, e outro, civil, a partir da direcção militar do Partido Comunista » ( Diário de Notícias , 25-11-1993).
Manuel Monge , destacado oficial spinolista próximo de Soares e que tinha fugido para o estrangeiro com Spínola depois do 11 de Março, afirma também que «o 25 de Novembro foi um golpe desencadeado pela ala “gonçalvista” do MFA com o total apoio do PC. » ( Público , 17-4-1994.)
E, já agora, lembremos que, em 1997, Carlucci informava a Câmara dos Representantes de que no 25 de Novembro «o golpe comunista foi derrotado » ( Dossier Carlucci/CIA , ed. cit., p. 109).
Como a orientação e acção do PCP e os acontecimentos provassem que não tinha havido nem golpe nem tentativa de golpe do PCP, inventou-se então a tese do «recuo» — a história de que o PCP, vendo que o seu golpe militar, já desencadeado, iria falhar, recuou e desistiu do golpe . Essa tese do «recuo do PCP» é condimentada com uma insultuosa afirmação de Mário Soares: que o PCP teria lançado o golpe, mas, vendo que ia ser derrotado, deixou no terreno os esquerdistas «abandonados pelo PC» à sua sorte e à repressão (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 487). Falsidade e calúnia retomada por Freitas do Amaral ( O Antigo Regime e a Revolução, ed. cit., p. 477).
Explique-se. Esta invencionice, como argumento, deturpa dois factos reais: Um , as orientações dadas pela Direcção do PCP na noite de 24 para 25 a algumas das suas organizações para não se deixarem arrastar em atitudes ou na participação em aventuras esquerdistas de confronto militar (casos do Forte de Almada e do RAL 1).
Outro , uma conversa telefónica na mesma noite de 24 para 25 entre o Presidente da República Costa Gomes e o secretário-geral do PCP, Álvaro Cunhal, em que este, tendo tomado a iniciativa do contacto, nos termos habituais da ligação institucional com a Presidência da República, comunicou ao Presidente, desmentindo especulações em curso, que o PCP não estava envolvido em qualquer iniciativa de confronto militar e insistia em apontar a necessidade de uma solução política. Soares diz contudo que Costa Gomes conseguiu «convencer o Partido Comunista a desistir » do 25 de Novembro (entrevista ao Público-Magazine , 24-4-1994). A verdade é que não houve «recuo» nem «desistência» porque não houve golpe nem tentativa de golpe do PCP, mas a realização empenhada da orientação definida pelo Comité Central em 10 de Agosto, até ao último minuto, incluindo as indicações acima referidas dadas às organizações do Partido e a diligência que se lhes seguiu junto do Presidente da República.
Apesar de ficar claramente comprovado que o 25 de Novembro foi um golpe militar contra-revolucionário, há muito em preparação, Soares diz ainda, tantos anos passados, que «a tese de Álvaro Cunhal» de o 25 de Novembro ter sido um golpe e não um contra-golpe « permanece hoje historicamente indefensável » (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 490).
A verdade dos factos e os testemunhos mais válidos (de Costa Gomes, de Melo Antunes, de Vasco Lourenço, de Ramalho Eanes) mostram que «indefensável» é a «tese» de Soares e seus amigos quando insistem no golpe do PCP e no contra-golpe de 25 de Novembro.
3- O «cerco» de S. Bento
Na medida em que avançava a preparação do golpe militar contra-revolucionário, travou-se acesa luta política em torno dos trabalhos e das funções da Assembleia Constituinte.
Soares pretendia (tal como Freitas do Amaral) que a Assembleia Constituinte, sem aprovar a Constituição, se transformasse de imediato num órgão do poder para fazer leis gerais e escolher novo governo. Pretendia no imediato, tendo Mário Soares como Primeiro-Ministro, formar governo em substituição do VI Governo Provisório. Jorge Miranda a pedido do PS e do PPD (segundo testemunho de Freitas do Amaral a pp. 531-532 do seu livro já citado) chegou a redigir um projecto de lei constitucional segundo o qual a «Assembleia Constituinte assume a plenitude dos poderes legislativos e de fiscalização do Poder Executivo em Portugal» (art. 1º ). Compreende-se assim melhor que, nas suas memórias, Mário Soares chame «Parlamento» à Assembleia Constituinte (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 483). Pretendia ainda, como os acontecimentos pouco depois comprovaram, impedir a aprovação da nova Constituição.
Na preparação do golpe contra-revolucionário, que veio a realizar-se em 25 de Novembro, e no quadro desses objectivos, chegou a ser examinada a possibilidade de transferência para o Porto dos chefes da conspiração, de unidades militares comprometidas e da Assembleia Constituinte, para depois, a partir do Norte, desencadear a guerra civil e esmagar militarmente o Sul, o que chamaram a «Comuna de Lisboa».
O conhecimento da existência desse plano é necessário para compreender a conduta de Mário Soares no chamado «cerco a S. Bento», assim chamado pela contra-revolução.
Foi o caso de, em tão polémica situação, no dia 12 de Novembro, os trabalhadores terem realizado uma concentração em frente da Assembleia Constituinte com objectivos de carácter reivindicativo laboral.
Conhecendo as posições dos vários partidos relativas às suas reivindicações, os trabalhadores aplaudiram os deputados do PCP e alguns outros, que saíram calmamente do edifício e seguiram os seus destinos.
Mário Soares conta à sua maneira os acontecimentos:
«Vieram dizer-me que havia uma importante manifestação de operários da construção civil em frente ao Palácio. Fui a uma janela e apercebi-me de que uma verdadeira milícia paramilitar [?!!!], que enquadrava [?!!!] os manifestantes, se preparava [?!] para ocupar certas posições chave perto das saídas » (?!) (Mário Soares, Portugal: Que Revolução? , ed. cit., p. 187).
Segue-se a descrição da «fuga», que vale a pena ler como testemunho de uma operação teatral, espectacular e rocambolesca. Corredores fora no edifício, «começou a correr» com seus amigos, atravessou em correria os jardins de S. Bento até lá cima à residência do Primeiro-Ministro e saiu pelas traseiras... (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 483). O próprio Soares conta este episódio com um colorido que faz inveja aos melhores ficcionistas. Leia com gosto, se tiver ocasião.
A história do «cerco de S. Bento», como ameaça comunista de assalto à Assembleia Constituinte com tais «milícias paramilitares», correu mundo, espalhada pela contra-revolução, tal como tinham sido os casos República e do Patriarcado.
A ameaça comunista e a «fuga» a que Soares fora forçado para escapar ao perigo «provavam» que a Assembleia Constituinte não tinha condições para continuar em Lisboa.
Segundo o pormenorizado plano de ir para o Norte, era imperativo deslocar a Assembleia para o Porto, para, a partir do Norte, lançar-se à conquista da «Comuna de Lisboa». É esclarecedor que, no dia 20 de Novembro, PS, PPD e CDS aprovam na Assembleia Constituinte a possibilidade de a Assembleia reunir «em qualquer momento e em qualquer lugar» ( Diário da Assembleia Constituinte , p. 2779).
Para o Porto não foi a Assembleia mas, como veremos, foi Mário Soares, pensando poder realizar o tenebroso plano, que fora rejeitado.
Quanto à manifestação dos trabalhadores, «a ordem repôs-se» com «cedências do Primeiro-Ministro a algumas das reivindicações salariais», segundo acabou por confirmar o próprio Soares (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 483). Para quê ter abalado em tal correria e saído pelas traseiras?
4- O «contra-golpe» falhado
A ida, no próprio dia 25 de Novembro, de Soares para o Porto com os seus amigos, constituiu um episódio que esclarece e evidencia alguns dos mais sérios perigos de um plano muito diferente do que veio a ser o golpe do 25 de Novembro e os seus resultados.
Nesse dia, partindo para o Porto, Soares ia certamente esperançado e decidido a que o golpe contra-revolucionário vitorioso seria um confronto militar violento, que tivesse como resultado a ilegalização e repressão violenta do PCP, do movimento operário e da esquerda militar e a não aprovação da Constituição da República já elaborada pela Assembleia Constituinte.
Um tal plano foi desvendado vinte anos mais tarde pelas extraordinárias revelações de Vasco Lourenço que, nas vésperas do 25 de Novembro, substituiu Otelo no Comando da Região Militar de Lisboa e acompanhou de perto, em ligação com Eanes, a preparação final e a realização do golpe.
Vasco Lourenço revela que, já depois da formação do Grupo dos Nove e da publicação do seu documento, foi levantada e esteve quase em vias de ser aprovada a hipótese (à qual Vasco Lourenço diz ter-se oposto «firme e deliberadamente», porque seria «provocar a guerra civil») da « retirada para o Norte, com as forças que nos apoiavam (Comandos da Amadora, Artilharia de Cascais, Infantaria de Mafra e Cavalaria de Santarém), permitindo, ou provocando, [!] que se criasse a Comuna de Lisboa , que depois se procuraria reconquistar» (artigo in Revista História , nº 14, Novembro de 1995, p. 35). Seria também de considerar «passar a reunir no Porto» a Assembleia Constituinte ( ibid. ), ideia esta que Mário Soares sugere, inventando e lançando a cabala do «cerco a S. Bento» pelos comunistas. Sendo impossível à Assembleia funcionar como Constituinte em tais condições, com a ida para o Porto tornar-se-ia um Parlamento, faria leis e escolheria o governo, como consta do projecto de lei constitucional de Jorge Miranda atrás referido.
Reveladora também da natureza e execução do mesmo plano a pouco conhecida transferência para o Norte do ouro do Banco de Portugal , em «operação devidamente concertada com o sindicato dos bancários, na altura de orientação conjunta socialista e MRPP» ( Vida Mundial , Dezembro de 1998).
Os factos mostram que, ao ir para o Porto no dia 25, ainda Soares sonhava com a «hipótese» de guerra civil contra a «Comuna da Lisboa» desvendada anos mais tarde por Vasco Lourenço.
Também Melo Antunes informa «a sua vontade de evitar a deslocação do poder para o Norte, com a intenção de daí se partir à conquista da “comuna de Lisboa” » ( Vida Mundial , Dezembro de 1998, p. 50).
As revelações de Vasco Lourenço e de Melo Antunes são ainda mais esclarecedoras, se lhes acrescentarmos outras confissões, igualmente sensacionais, feitas pelo próprio Soares a Maria João Avillez: « Talvez uma semana antes do 25 de Novembro, o então Primeiro-Ministro [da Grã-Bretanha] James Callaghan enviara-me um oficial do Intelligence Service que eu, através de Jorge Campinos, apresentei aos militares operacionais [é pena não dizer quais] que, entretanto, tinham começado a gizar o seu plano militar — conforme Callaghan conta nas suas Memórias.»
«A consumar-se a divisão entre o Norte e o Sul do país [informa Soares], o Reino Unido não só nos apoiaria politicamente, como colaboraria ainda com Portugal através de apoios concretos. Prometeram-nos fazer chegar rapidamente ao Porto combustível para os aviões e também armamento. » (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 491.)
Isto é: Uma semana antes do 25 de Novembro já Soares estava a combinar com os ingleses a ida para o Norte, o fornecimento de gasolina para os aviões e de armamento.
E não só. Conta Rui Mateus referindo os apoios financeiros dos ingleses: que «a entrega mais [...] volumosa, seria a 24 de Novembro, nas vésperas da partida de Mário Soares para o Porto. [...] As instruções que Mário Soares me tinha dado eram no sentido de eu me dirigir com o “pacote” a sua casa, pois o seu conteúdo era necessário para esta segunda viagem para a capital do Norte. Dirigi-me então [...] à sua casa no Campo Grande.» ( Contos Proibidos. Memórias de Um PS Desconhecido , Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1996, p. 89.)
Acompanhemos o desenrolar dos acontecimentos militares. No dia 25 de Novembro, pilotos e aviões são levados de Tancos para Monte Real e Cortegaça, os pára-quedistas abandonados pelos oficiais saem de Tancos e ocupam o Estado-Maior da Força Aérea em Monsanto. Está tudo preparado para desencadear em Lisboa as operações do golpe contra-revolucionário há muito preparado e definido no «Plano das Operações». Soares vai à sede do PS, aí «trocando informações com os seus camaradas e recolhendo dos militares as precisões possíveis». Vai depois ao Palácio de Belém, onde «se montara um posto de informações chefiado pelo tenente-coronel Ferreira da Cunha» , o mesmo que no 11 de Março se encontrava com Manuel Alegre e outros dirigentes do PS. «Após ter sido decretado por Costa Gomes o “estado de emergência”, mas quando a situação militar era muito confusa e Lisboa estava cercada [em vez de ficar no teatro de operações do golpe a desencadear-se nesse mesmo dia], decidiu-se, numa reunião da direcção do Partido, que alguns de nós iríamos para o Porto» (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 490).
Chegara para Mário Soares a hora do seu «contra-golpe», a hora do plano referido por Vasco Lourenço, ao qual este se tinha «firmemente oposto»: a retirada para o Norte «permitindo, ou provocando, que se criasse a Comuna de Lisboa, que depois se procuraria reconquistar». Agora não seria com as unidades das Forças Armadas nessa altura consideradas. Mas poderia ser com as unidades do Norte e do Centro e com os pilotos e aviões que tinham abandonado Tancos e estavam em Monte Real e Cortegaça. E com mais armas, que poderiam fornecer os amigos ingleses, conforme não só prometera Callaghan directamente, mas confirmara por intermédio de um oficial do Intelligence Service .
E, à maneira da «fuga» espectacular do «cerco de S. Bento», aí vão eles agora para o Porto — do Estoril para Sintra, pela estrada da costa, até às Caldas da Rainha, ali pela Nazaré e S. Pedro de Muel até ao Porto (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 490).
Conta Freitas do Amaral que Mário Soares, imediatamente antes de partir para o Norte, lhe telefonou a «“pedir-lhe que desse instruções para os dirigentes e os Deputados do CDS irem também todos para o Porto”», a fim de a partir dali combaterem a «Comuna de Lisboa». Perguntando-lhe Freitas do Amaral: «Acha que devemos partir antes do fim-de-semana?», Mário Soares respondeu-lhe «à queima-roupa: “Antes do fim-de-semana não, Sr. Professor. Têm de partir antes do jantar. Hoje mesmo”.» ( O Antigo Regime e a Revolução , ed. cit., p. 461.)
Melo Antunes e Costa Gomes fazem interessantes apreciações à ida para o Porto de Soares e seus amigos no momento crucial do 25 de Novembro.
Melo Antunes, usa palavras importantes para compreender esta deslocação: «Admito que tenha havido conivência entre o PS e o Pires Veloso, nomeadamente na ideia da fuga para o Norte , que, do meu ponto de vista, era completamente disparatada e só ia criar condições de dramatização, que podiam conduzir à guerra civil . Passado este tempo todo, não me custa a admitir que o PS, em particular o Mário Soares, quisessem ter, mais uma vez, um enorme protagonismo no meio disto tudo, aparecendo no fim como os grandes heróis. » (Entrevista a Maria Manuela Cruzeiro, revista Indy , 27-11-1998.)
Diz por sua vez Costa Gomes : «Achei de um ridículo espantoso a decisão de os principais dirigentes do PS se refugiarem no Norte . E parece que o Mário Soares foi um deles. Acho que isso é uma fraqueza que as pessoas têm de vez em quando. Talvez levadas, porque vejo o Mário Soares como uma pessoa corajosa. Mas, nesse momento não foi o mais corajoso. Fugiu do centro onde havia maior actividade revolucionária para um sítio onde julgava que havia paz . Mas era uma paz podre, com laivos de MDLP. » (Entrevista a Maria Manuela Cruzeiro, revista Indy , 27-11-1998. Cf. Costa Gomes. O Último Marechal , ed. cit., p. 363.)
Costa Gomes revela com frontalidade a situação, mas os factos atrás apontados mostram que não se tratou de uma «fuga» e sim da partida para a realização de um plano.
Indo para o Norte, onde o aguardavam o comandante da Região Militar Pires Veloso e Lemos Ferreira, levando os aviões e pilotos de Tancos, e contando com o apoio político, diplomático e financeiro da Grã-Bretanha, gasolina para os aviões e mais armamento, Mário Soares vai com a ideia de que o golpe contra-revolucionário em Lisboa poderá ser derrotado e então ele, a partir do Norte, desencadeará a guerra civil para esmagar a «Comuna de Lisboa».
E, sobre os pilotos que, com os aviões, abandonaram «em bloco» Tancos, e que «constituíam a parte mais importante dos “páras”» e os seus comandos todos, não é de mais lembrar que Costa Gomes lhes atribui grande responsabilidade por abandonarem os «páras» ( Indy, 27-11-1998) que em desespero foram ocupar em Monsanto o EMGFA e prender o seu comandante.
No Norte, os aliados de Soares não eram famosos.
Segundo Melo Antunes, Soares e o PS « aliaram-se ao que de pior havia nas Forças Armadas. Como já se haviam aliado ao Spínola . Numa aliança que se tornou mais evidente depois da vinda dos oficiais do ELP e do MDLP. Que se tornaram nos aliados militares preferenciais do PS.» ( Indy, 27-11-1998).
No Porto (já realizado o encontro com Pires Veloso e Lemos Ferreira) Soares dá, no dia 26, uma conferência de imprensa. Insistindo na sua tese do «contra-golpe» à tentativa de um golpe comunista, afirma que o 25 de Novembro foi (o inventado golpe comunista, claro) « o mais grave atentado à democracia portuguesa desde o 25 de Abril » ( Primeiro de Janeiro , 27-11-1975).
Dois dias depois, num comício realizado também no Porto, acusa: «os responsáveis são em primeiro lugar os dirigentes do PCP» ( Jornal de Notícias , 27-11-1975). Sottomayor Cardia classifica o 25 de Novembro como « uma insurreição comunista para a conquista total do poder e eliminação dos adversários do comunismo » ( O Jornal , 5-12-1975).
Nesse comício destacou-se uma delegação do PC de P(m-l), muito aplaudida segundo o jornal, com um sugestivo cartaz: «Prisão para Cunhal e seus lacaios» ( Comércio do Porto , 27-11-1975).
Vê-se que Soares e o PS se identificavam, quanto aos objectivos do golpe, não com o que veio a ser o golpe e o seu resultado, mas com os fascistas e «laivos de MDLP» como Costa Gomes refere. Com spinolistas e «o pior que havia nas Forças Armadas», como refere Melo Antunes. Com os reaças a ferver para « vir por aí abaixo matar comunistas », como diria dias depois o chefe da rede bombista do MDLP Alpoim Calvão. Ainda com a ideia de liquidar pelas armas a «Comuna de Lisboa».
Uma observação mais para melhor se compreender o alcance das palavras.
Os contra-revolucionários chamaram «Comuna de Lisboa» à eventual conquista insurreccional do poder pelo PCP na grande região de Lisboa. Este nome não foi utilizado por acaso. Foi por analogia com a «Comuna de Paris» de 1871, a qual nas palavras de Marx «era essencialmente um governo da classe operária» (Marx//Engels, Obras Escolhidas em três tomos, Edições «Avante!»-Edições Progresso, Lisboa-Moscovo, 1983, Tomo II, p. 243). Tão-pouco por acaso a analogia da repressão que projectavam para a «Comuna de Lisboa» com a conquista de Paris pelas tropas reaccionárias e o terrível e cruel esmagamento da «Comuna de Paris» com fuzilamentos em massa de dirigentes e da população.
5- A saída da crise político-militar
A preparação e a execução do golpe militar contra-revolucionário de 25 de Novembro realizou-se no quadro complexo e movediço de alianças diversas e contraditórias, de arrumações e desarrumações de forças em movimento, de objectivos políticos e militares diferenciados e incompatíveis no que respeita ao que cada qual pretendia como resultado final do golpe.
Mário Soares e o PS participaram com importante contribuição na formação da grande aliança contra-revolucionária anticomunista e anti-MFA, que conduziu ao golpe. Mas, pela identificação dos seus objectivos e pela sua colaboração estreita e prioritária com as forças mais reaccionárias, estiveram à margem do processo efectivo de preparação do golpe e não conseguiram desencadear o que apelidavam de «contra-golpe», nem conseguiram o seu objectivo de reprimir e ilegalizar violentamente o PCP e o movimento operário.
Muitos anos mais tarde, Soares diz que, logo no dia 26, apoiou e «pareceu-lhe sensata» a célebre declaração de Melo Antunes na televisão: que «os comunistas eram indispensáveis para que se cumprissem as regras do jogo democrático» (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 489). Fantástica reviravolta, na hora do fracasso da tentativa de desencadear a guerra civil a partir do Norte.
A verdade é que, no 25 de Novembro, Soares, de companhia com a extrema direita, sofreu séria derrota política . Nem a liquidação militar da «Comuna de Lisboa», nem guerra civil, nem ilegalização e repressão do PCP, nem intervenção efectiva na saída política da situação. É pertinente a observação de Melo Antunes de que «não é por acaso que das suas declarações continuam a não constar grandes referências ao 25 de Novembro» ( Indy, 27-11-1998).
Há quem não compreenda como foi possível a surpreendente solução política, que no imediato veio a resultar do golpe. Com a salvaguarda das liberdades e da democracia. Com a formação de um governo em que continuou o PCP. Com a aprovação e promulgação da Constituição pela Assembleia Constituinte.
E entretanto essa solução política era uma possibilidade há muito considerada pelo PCP na sua análise da situação e na sua acção prática. Uma tal saída política do golpe «contra o PCP» resultou da aliança, não negociada, não debatida, não acordada, não explicitada, mas aliança com o PCP, conjuntural e objectivamente existente , de chefes das Forças Armadas, destacados participantes na preparação do golpe e na sua execução, mas defensores da continuação das liberdades e da democracia política.
A aliança, que decidiu da saída política do 25 de Novembro, não foi pois a que Mário Soares indicava como sendo a do «contra-golpe» — «militares moderados, Grupo dos Nove e PS». Não, não foi essa aliança que realizou o 25 de Novembro nem a que interveio na saída política do golpe. No complexo quadro da grande aliança contra-revolucionária, o PS, no 25 de Novembro, acabou por ficar de fora , como atrás anotámos. É Eanes que, citando o «Plano de Operações», o testemunha ( O Independente , 29-4-1994).
De facto, o «Plano de Operações», publicado como anexo em vários livros, e não nos consta tenha sido desmentido, justifica inteiramente essa afirmação.
Embora admitindo poder vir a ser necessário um «plano de acção política com deslocação dos órgãos do poder político para o Norte», o Plano estabelece que «a acção decisiva processar-se-á na Região Militar de Lisboa» «seja ou não» a iniciativa das «forças da ordem».
Elaborado sob a direcção pessoal de Eanes (como Gomes Mota informa e Vasco Lourenço confirma) o Plano permite explicar e compreender muitos dos aspectos mais contraditórios e polémicos do golpe.
O «Plano de Operações» contém, objectivamente, não o plano de um contra-golpe mas de um golpe. Não uma acção militar para responder a um golpe efectuado ou em curso, mas o plano de um golpe militar, exigindo longa preparação, com o objectivo de pôr fim a uma situação político-militar cuja responsabilidade atribuem ao PCP.
O Plano é concebido como um golpe à escala nacional e com plano de operações em todas as regiões. Faz um balanço das «unidades favoráveis» e «unidades não seguras» indicando as operações militares do golpe decorrentes da situação avaliada em cada caso.
Aponta os termos concretos da intervenção tanto das unidades das Regiões Militares do Norte, do Centro, do Sul e de Lisboa, como dos partidos que apoiam o golpe.
O Plano, embora admitindo que o momento da execução possa ter de ser determinado por circunstâncias não previstas, «está elaborado para a hipótese da iniciativa ser das forças da ordem» (hipótese 2ª) e vai ao ponto de indicar a altura do dia para o começo das operações de tais ou tais unidades.
O Plano, nas alternativas que coloca em muitos casos ao desenvolvimento das operações, contém uma avaliação de incertezas e contradições, que reflectem e correspondem às contradições do próprio golpe.
Por um lado, constitui um elemento do processo geral da contra-revolução no caminho para o fim da dinâmica revolucionária, para a efectiva dissolução do MFA, para o restabelecimento da hierarquia militar controlada pelas forças de direita.
Por outro lado, o seu resultado imediato não foi a repressão ao PCP e ao movimento operário e a instauração de uma nova ditadura, como queriam, e não estiveram longe de conseguir, os protagonistas e apoiantes fascistas e fascizantes, mas a continuação (com os comunistas e com um forte movimento sindical de classe) de um regime democrático.
Os principais dirigentes dos partidos que tinham participado e apoiado a realização do golpe evitaram até hoje dar sobre isso uma apreciação frontal. Deixaram isso para o Jardim e para os bombistas.
Pouco conformado com a saída política, Galvão de Melo (em 8 de Dezembro), brandindo a moca, apelava para que os comunistas fossem lançados ao mar.
Alberto João Jardim diria mais tarde que «o problema foi que as Forças Armadas voltaram a falhar por deixarem incompleta a missão patriótica, em que se envolveram a 25 de Novembro. Passou-se uma esponja sobre os crimes que vinham sendo cometidos desde o 25 de Abril » « mantiveram uma Assembleia Constituinte eleita em condições de total falta de imparcialidade e liberdade para vários partidos políticos, o que deu a borrada ainda hoje em vigor, quando deviam ter dissolvido essa Assembleia e, então sim, isso feito, realizar eleições verdadeiramente livres» ( O Diabo , 4-4-1994).
O chefe do movimento terrorista Maria da Fonte responsável por numerosos assaltos, atentados, destruições de instalações do PCP, lamentando não ter vencido o «Plano» gizado para liquidar fisicamente o PCP, referirá o golpe realizado como «aquele 25 de Novembro», «o pudico golpe militar de Novembro de 1975», que quis «evitar» que a intervenção dos civis na execução do «Plano» «pudesse resultar em algumas centenas de mortos» (Paradela de Abreu, ob. cit., pp. 153 e 154). Que importância teria isso?
Joaquim Ferreira Torres, destacado activista do MDLP e contratador do mercenário Ramiro Moreira, considerou o 25 de Novembro « uma traição » ( ob. cit. , p. 188).
Também o cónego Melo ficou manifestamente desiludido. Tanto empenho, tanta mobilização das populações arregimentadas pela Igreja e pelos padres, tantos assaltos e destruições de Centros de Trabalho do PCP, tantas bombas, tantos atentados — alguns dos quais até tem sido difícil manter impunes — e afinal um tal resultado: liberdades, regime democrático, aprovação da Constituição. Desapontamento profundo. Não sabe como explicar mas explica: « O 25 de Novembro foi da total responsabilidade dos marxistas […] foi uma luta de marxistas » (entrevista ao Diário do Minho/Rádio Renascença , 13-3-1999). Só faltava mais esta, não é verdade?
Como podiam fascistas e fascizantes, militares radicais, bombistas do MDLP, do Maria da Fonte e do ELP, como podiam PS, PPD e CDS aceitar que a saída política de um golpe contra-revolucionário anti-PCP fosse a continuação e retomada de funções de um governo com a continuação da participação do PCP, com um ministro e seis secretários de Estado?
Não podiam aceitar e não se deram por vencidos. Voltaram à carga no imediato numa ressaca que, como veremos, teve como objectivos imediatos fundamentais inverter a situação, impedir a aprovação e promulgação da Constituição pela Assembleia Constituinte e assegurar a efectiva tomada do poder pela contra-revolução. "
in Álvaro Cunhal (ex-secretário-geral do Partido Comunista Português). Capítulo 8 do livro "A verdade e a mentira na Revolução de Abril: A contra-revolução confessa-se", Edições Avante!, Lisboa, Setembro de 1999, ISBN 972-550-272-8

O medo da verdade

Arrumando a minha secretária a esta hora da noite descobri dois textos que retirei do DN no dia 23 de Novembro. Podiam muito bem ser textos de muitos anos antes, mas não. São, infelizmente, textos de opinião do ano de 2005.

Afinal, qual o medo que têm da verdade?

Aqui temos uma lição que deviamos aprender ou, no mínimo, respeitar.

sexta-feira, junho 02, 2006

Obrigado Sr. Presidente!

Caro Presidente,

em nome de Portugal e da dignidade humana, Obrigado pela sua decisão!

.

Eu até concordo... mas também não...

Afinal isto não é aparelhismo. Reforçaram os poderes ao Tribunal de Contas.

Apenas querem ter mais controlo sobre tudo.

Mas quem é o Presidente?

Volta, estás perdoado!

Lá estão eles a pedir o regresso da Ex Dama do Mar

Ainda dão voz a Sarilhos...

«Vou defender a clarificação da responsabilidade dos jornalistas e do exercício transparente da sua actividade. Estamos no contexto da definição de um novo estatuto dos jornalistas. Vou propor que passem a ser objecto de registo de interesses»,
Carrilho frisou que «qualquer autarca é obrigado a apresentar uma declaração de registo de interesses» e defendeu que os jornalistas «são os instrumentos do escrutínio da transparência e só têm a ganhar se tudo o que respeita ao seu interesse for também transparente para os cidadãos e não opaco».

Quem tinha a ganhar se este gajo se calasse eramos todos nós.
E se as listas para deputados fossem nominais tenho a certeza que na Assembléia da República não figuraria um tal Manel Maria Sarilho.
E jamais teriamos que clarificar mais uma vez que ninguém gosta dele pelo registo de interesses que não existe...

Errar porque alguém errou é errar a dobrar

Acusam a ministra de generalizar e depois fazem isto...

Eu avisei...

Eu até concordo com eles, mas aposto que vai ser a uma sexta ou uma segunda.

Com sorte ainda apanha algum feriado...

E como já produzimos muito, os programas são pequenos e fáceis e não temos atraso nenhum na educação...

quinta-feira, junho 01, 2006

Oh! Srª Ministra, não havia necessidade!

A Srª Ministra da Educação resolveu, depois de alguns sinais, verbalizar uma brutal critica aos professores, acusando-os de serem os responsaveis do mau estado do ensino em Portugal.

Como diria o meu primo, «o que é que é isso oh meu?!»

Mas porque razão resolveu a Ministra responsabilizar apenas um dos vários agentes educativos? Até podem ser os que mais culpa têm, mas não serão certamente os únicos!

E porque razão, generaliza desta forma a classe docente? Numa frase demolidora (para a Ministra, claro) meteu todos os professores no mesmo saco.

Gostaria de tentar perceber os porquês!

agora sim!

Quais diferenças? Um verdadeiro partido do sitema!

talvez agora consigam mais filiações dos descontentes "vermelhos" ;)

VIVA O DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

O dia da criança deviam ser todos os dias. Elas, as crianças, são os seres mais enigmáticos do mundo. Do nada fazem tudo, no nada vêem tudo. A fantasia é uma constante, e o questionamento da realidade é incessante.
Porquê?! - deve ser das palavras que mais usam... e agora estava a lembrar-me do anúncio da Compal (já comeste fruta hoje? Não! Porquê?!) e da Reciclagem (Porque é que na rua do Manuel há um ecoponto e na minha não?!) - estes anúncios deixam-me sempre com um sorriso :)
Infelizmente, nem todas as crianças têm as condições mínimas para sobreviverem (sanitárias, infraestruturais, económicas,...), nem todas as crianças têm pais ou alguém que as ame e cuide delas... Infelizmente, também muitos adultos esqueceram a criança que um dia foram - o que causa muitas dores de cabeça às crianças que os rodeiam, mas que também tira felicidade e desejo de "ir mais além", de descobrir coisas novas, de olhar para o mundo como se fosse a primeira vez, de apreciar as coisas mais simples.
Gostava por isso, que ao menos hoje tentassem recordar a primeira vez que: olharam uma flôr; deram a mão a um(a) amigo(a); caíram no chão por tropeçar nos pequeninos pés por as pernas ainda meio sem força e prática não corresponderem aos "comandos"; que viram o oceano e o acharam imenso... Isto para que nunca se esqueçam de que foram crianças.
Como diz Saint Éxupery no Principezinho, "as pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações".

E que tal...

Vamos iniciar uma petição!

Em vez da vida de cão que levamos, porque não fazer uma petição para que o Estado gaste menos, a burocracia seja diminuida, a justiça seja cega e célere, contra as golden share, a favor da possibilidade de escolha do sistema de segurança social, uma fiscalidade séria, fácil, justa e actual, um novo sistema de avaliação dos professores, a avaliação efectiva dos funcionários públicos, saber quantos são, o que fazem, porque fazem e saber porque continuamos a pagar milhões para sindicatos, associações e afins que promovem greves à sexta feira...

Isto é que é uma petição a sério!