sexta-feira, setembro 29, 2006

Mais uma piada...

Gosto muito do Scolari.

A sério.

Considero-o um dos melhores treinadores de Selecções do Mundo.

Mas isto de parecer o Fernando Santos a fazer convocatórias já está a ultrapassar das marcas.

Deus queira que eu me engane, mas quem é esse Jorge?

Qualquer dia o Scolari vai convocar o Faísca para defesa central...

Mais uma produção GovernosemRumo

Aconselho vivamente a lerem esta descrição...

Sem comentários!

terça-feira, setembro 26, 2006

Nem tudo é mau, ainda estamos na competição!

Quando resolvi colocar o ultimo post ainda não tinha visto os jornais de hoje.

Até parece que foi de propósito!

Se os impostos forem mais baixos, será que não somos mais competitivos?

Eu sei que não percebo mas...

Admito!

Não percebo nada de finanças!

mas na minha humilde ignorância, e pedindo desde já ajuda a quem do assunto souber, se pagarmos menos mas se formos mais a pagar, será que o equilibrio das contas públicas se mantém?

Será que se pagarmos menos impostos, se as empresas pagarem menos IRC como defende o Compromisso Portugal, não sobra mais para investimentos e com isso não baixa o deficit?

Não sei se tenho alguma razão. Mas se tiver, só prova o autismo deste Governo. Peço desculpa, autismo não, porque é uma doença que infelizmente existe e afecta as pessoas.

Será mais arrogância e quero posso e mando ao nível de um senhor que há muito nos deixou.

Política de Direita???

Só se na Venuzuela ou em Cuba...

segunda-feira, setembro 25, 2006

Mas alguém tinha dúvidas sobre a localização do aeroporto?

Sinceramente, não percebo estas notícias que os ministros deste Governo continuam a dar.
Mas alguém tinha dúvidas de que o aeroporto ia ser na OTA?

Se não fosse, como é que alguns ex-politicos que se retiraram, depois candidataram, e agora parece que foram empurrados para ser candidatos, uma confusão dos diabos digna de uma telenovela mexicana, iam receber as suas reformas?

Será que ninguém vai ver de quem são os terrenos e a insistência em fazer ali o aeroporto?

E fechou quase irremediavelmente...

Será que é mesmo possível que tenha fechado a Escola D. João de Castro?

O tribunal considerou que o não fecho seria lesivo para o interesse público?


Mas afinal, se o Governo não se preocupa com nada, desde incêndios, à saúde, passando pela educação e corrupção, e se os tribunais não põem travão a isto, o que andam lá a fazer?

Hoje devia ser dia de Luto nacional, não por fechar uma escola qualquer, mas por fechar uma escola construída de raiz para o ser, numa zona privilegiada de Lisboa, onde a expansão demográfica se fará para o dobro dos valores actuais, e em que a referida escola tinha umas das melhores classificações a nível nacional...

Triste, no mínimo...

quinta-feira, setembro 21, 2006

Política Subversiva


Neste post deixo uma imagem que anda a correr pela net (mails e blogs) e que coloca, na gestão camarária em causa, uma imagem de vigarice!
A maioria das pessoas nem colocam a possibilidade de um erro de impressão. Nada disso! Pensa-se logo naquela classe despesista que são os autarcas, aquela vil classe liderada por um tal de Ruas!
Enfim ...
E será que ninguém colocou a hipotesse de alguém ter arrancado dali uns numeros??
Por exemplo, no custo total da obra tiravam um 3 antes do 4, ou seja ... seriam 34.042,95€
e no valor da comparticipação tiravam um 2 antes do 5, ou seja, 25.532,21€
Fazia toda a diferença! Certo?
E foi isto que aconteceu!
O Presidente da CM Oliveira do Hospital foi vitima de uma brincadeira, ou terá sido mesmo uma acção política subversiva de uma oposição ou até de uns ressabiados existentes lá pelo burgo?
Espero que este episódio não belisque, nem complique o(s) mandato(s) deste autarca que sempre foi exemplar na sua gestão!
Termino este post com a frase que cheguei a pensar colocar como titulo ...
isto sim, é Portugal no seu melhor!

terça-feira, setembro 12, 2006

5 anos após o 11 de Setembro de 2001

Mais um debate no prós e contras, rtp 1. De um lado, o historiador Pacheco Pereira, do outro, o ex Presidente da República Mário Soares.

Para historiador, Pacheco Pereira deixa muito a desejar. Não reconhece e quiçá desconhece, ao contrário do historiador José Hermano Saraiva, que «a História tem um antes, um durante e um depois». Para ele, os libaneses têm quem mande neles, não são um estado soberano mas «um pau mandado da Síria», mas os israelitas já são soberanos – claro está! Ao que vem o «dinossauro da política» Mário Soares lembrar: «se quiser também lhe digo quem manda em Israel. Todos sabemos que são os Estados Unidos». Interessante, é também o facto de Pacheco Pereira não ter gostado das seguintes questões colocadas por Soares: quem armou os terroristas, quem forneceu a logística, quem é que fez as transacções antes do 11 de Setembro, quem é que lucrou?! – pelos vistos Pereira não gosta muito de ter dúvidas e por isso saneia da sua mente estas questões como que há velocidade da luz.
Pacheco Pereira, um defensor dos Estados Unidos, muito preocupado com as posições europeias, que estão a cometer assassínio político, pois quem irá desarmar o Ezzbolah (a mesma questão não se coloca sobre quem vai desarmar Israel) – as consequências da irreflexão dos Europeus (esses seres pensantes, com opiniões variadas, leia-se diferentes das dos EUA – donos e senhores da verdade no seu ver, e claro está, as grandes vítimas do 11de Setembro de 2001). Pior ainda, para Pacheco Pereira é incompreensível, apesar de falar de multiculturalidade, que «os muçulmanos que vivem na Europa afirmem que são muçulmanos, mas que os que vivem nos EUA digam que são americanos»! Pergunto-me: mas qual é o problema de querer manter a sua identidade cultural, as suas origens?! Dormirá ele melhor, por os muçulmanos que estão nos EUA dizerem que são americanos? – a mim pareceu-me isso, e fez-me pensar:... talvez, se numa Europa conseguem manter a sua identidade, mas nuns EUA não, será isso «lavagem de identidade» cultural imposta pelos EUA para que assim possam integar essa «grande democracia»?! Então se eles disserem que são muçulmanos, será que os americanos não os aceitam como parte integrante da sua sociedade? Então os EUA não são uma democracia, onde podem conviver todas as raças e credos?!...

Mário Soares, um defensor da Europa, do Médio Oriente, generalizando da Paz Mundial! A sério, defendeu acerrimamente que o terrorismo se resolve a falar, as bombas nunca serviram a democracia, nem a trazem até nós meros mortais. Apesar de ter puxado dos galões e inúmeros conhecimentos que travou até hoje na sua longa carreira política, conseguiu demonstrar o rídiculo que é, ter-se medo do Médio Oriente e não dos EUA. Como se o fanatismo fosse propriedade exclusiva de uma cultura ou raça, e não pudesse existir entre os homens que se lhe oferecem e que a cultivam idependentemente de raça, cultura, género, ideologia-política-social-económica, etc. – mais uma teoria, desta vez não conspirativa, que Pacheco Pereira não conseguiu montar!
Contudo, considero que a frase que mais marcou a noite, pelo inesperado e absurdo foi: «não se preocupe Dr. Mário Soares, a maioria das pessoas concorda consigo e não comigo. Eu sou um ser racional.» - por Pacheco Pereira. Pensei: são irracionais, a maioria dos portugueses?! Foi isso que ele quis dizer?!... Hodiernamente, uma pessoa pode esperar ouvir as maiores barbaridades... só não percebo porque não convidaram pessoas que realmente estudam e percebem o terrorismo, ao invés deste pessoal... é da notoriedade!

Pior que tudo isto, será que pensam que os cidadãos deste pequeno mundo, não conseguem perceber, que toda esta questão do terrorismo permite que as grandes potências se armem mais ainda – que as próprias pessoas, pela insegurança que sentem, irão mesmo elas pedir que cada vez se armem mais e mais os países ditos democráticos?! Que isso leva a uma legitimação cada vez maior do uso da força pelas armas? Que obriga a que os Estados possam cada vez exercer mais poder sobre as liberdades individuais?... devemos ser todos uma cambada de otários, para esses sujeitos que acham que podem comandar o mundo das suas cadeiras...

Só falta dizer que estamos numa crise de democracia, de religião, de fé! – alguém o vai fazer, é um cliché... não há uma análise profunda que se queira fazer, logo a culpa é da falta dos valores... Até concordo, que estamos em crise democrática. Ela não existe, não passa de uma pseudo democracia. Onde se concebe num mundo democrárico, em que uns se possam armar até aos dentes, com a última tecnologia ou com armas nucleares, e que outros países não?! Porque é que é mais passível que o Irão destrua o mundo Ocidental com as suas armas nucleares, do que os EUA destruam o Médio Oriente?! – Ah! Ok. O Médio Oriente já está a ser destruído...

No fim, não quero é acreditar, que a administração Bush, pela sua sede de poder, de petróleo, de mandar em tudo e em todos, de «sobre viver» à custa dos outros povos mundiais, tenha sido o responsável pelo 11 de Setembro (questão que muito perturbou Pacheco Pereira e que o fez dizer: «em última análise, se fossemos ver as coisas como o Dr. Mário Soares quer, ou seja, ver a História desde o início, iríamos ver que a culpa do 11 de Setembro, seria dos próprios americanos»), e que num passe de ilusionismo, queira que o mundo acredite, que os culpados são o raio dos muçulmanos – esse povo bárbaro, sem princípios, que é necessário democratizar, ou mesmo humanizar! Até parece que sem a ajuda da polícia paquistanesa teriam resolvido os atentados de Londres, ou que sem a ajuda da polícia marroquina teriam resolvido os atentados de Madrid. Mas, espera. Então nem todos no Médio Oriente são fundamentalistas?! Que tristeza. Pensei que eram todos iguais!

Shakespeare escreveu uma vez: «algo vai mal no reino da Dinamarca», eu diria: algo vai mal no espírito dos homens. Vivemos uma altura em que ninguém questiona os actos, os meios e os fins. Em que se permite tudo e mais alguma coisa, desde que isso satisfaça os interesses deste ou aquele povo. Só quando deixa de nos interessar, é que levantamos a ponta da cortina. O problema é que o pano nunca mais cai!

segunda-feira, setembro 11, 2006

A ideologia - parte II

Descobri, hoje também, e da boca da mesma pessoa, que o PCP é como um cacho de Uvas!

Por fora muito bonito e unido, apesar de ninhos de vespas e uvas podres no seu interior!

É caso para dizer, cara amiga, que apesar de cacho nem todas as castas são boas... e algumas uvas têm grainhas demasiado grandes...

E quando assim é, são demitidas! Para quando outra vindima???

A ideologia - parte I

Hoje de manhã fui com uma comuna a um hospital privado porque demorava menos tempo e era melhor atendida!

Afinal, ainda há esperança na Evolução...

quinta-feira, agosto 31, 2006

O Trabalho em Karl Marx

Numa altura em que se fala de trabalho, da forma como é levado a cabo, da sua falta, ou defeitos, deixo aqui esta reflexão de MARX:
"Suponhamos, que produziamos como seres humanos; cada um de nós se afirmaria duplamente na sua produção, a si próprio e ao outro:

1) Na minha produção, realizaria a minha individualidade, a minha particularidade; experimentaria, trabalhando, o gozo de uma manifestação individual da minha vida, e na contemplação do objecto, teria a alegria individual de reconhecer a minha personalidade como uma potência real, concretamente apreensível e a salvo de qualquer dúvida;

2) No teu gozo ou uso do meu produto, eu teria a alegria espiritual de satisfazer por meio do meu trabalho uma necessidade humana de realizar a natureza humana e de fornecer à necessidade de um outro o objecto por ele necessitado;

3) Teria consciência de servir de mediador entre ti e o género humano, de ser reconhecido e sentido por ti como um complemento do teu próprio ser e como uma parte necessária de ti próprio, de ser aceite no teu espírito como no teu amor;

4) Teria, nas minhas manifestações individuais, a alegria de criar a manifestação da tua vida, quer dizer de realizar e de afirmar na minha actividade individual a minha verdadeira natureza, a minha sociabilidade humana. As nossas produções seriam outros tantos espelhos onde os nossos seres irradiariam um para o outro."

Marx in Économie et Philosophie (Euvres, Économie, T. II, p.22)

"O trabalho [em Marx] é toda a actividade humana que permite exprimir a individualidade daquele que a exerce. Mas também, à mesma individualidade, exprimir-se para o outro, e ao mesmo tempo mostrar portanto ao outro tanto a sua singularidade como a sua pertença ao género humano" Meda (1999)

quarta-feira, agosto 30, 2006

a argumentação é um ciclo vicioso!

No teu partido, o Presidente faz o que quer, no meu em que não há presidente, o Secretário-geral segue as directrizes das bases – há uma grande diferença. Isso de os quereres igualar, serve apenas para quem não conhece a organização interna do meu partido, e para quem não compreende a nossa orgânica.

Chama as coisas pelos nomes – pessoas organizadas, que possam ir a eleições são um partido, não sejas demagogo. Mais, não são os partidos que definem as pessoas, são as pessoas que definem os partidos, que os vivem, que os constroem. O partido de que faço parte é dinâmico, tem um projecto definido por pessoas, com regras que criámos, com objectivos que traçamos. Por isso se o que queres dizer é que quem não acata as decisões da maioria ou não cumpre o estipulado é destituído, que seja. Eu também não votei no Cavaco, e vivo com isso. Não votei no Sócrates e vivo com isso. È a vontade da maioria. Se fosse antidemocrata, saneava a opção da maioria!

Os partidos estão onde as pessoas os querem. E além disso, o meu partido não arranja subterfúgios para mandar os seus militantes “pó caneco”, com a desculpa que é para prejudicar os outros partidos – caso do Alberto João Jardim.

Desde que não concorram também não correm o risco de os receber, e fazer como o PSD fez na Câmara Municipal de Silves, em que atingiu a falência, com um buraco de 70 em 100% - se fosse uma empresa privada, tinha fechado.

E mais, o PCP não usa o dinheiro do Estado (leia-se do povo), nem dos Quadros Comunitários de Apoio, para construir as instalações de serviços públicos, e depois dá-as a privados para gerir. Ou seja, a malta gasta o guito, e os privados ficam com os lucros. É por isso que o país está na miséria que está.

Direito de Resposta

Tânia

Não só não parece mal o que escrevi como não escrevi nenhuma mentira.

  1. O meu partido tem um presidente porque evoluiu e deixou a letargia vigente no teu. O teu partido também tinha um Presidente. O teu partido tem um presidente. Chamas-lhe Secretário Geral? Gostos não se discutem. Mas um Presidente é um líder. É alguém que define estratégias, que pensa, motiva, é alguém que nos dá vontade de o seguir e apoiar. Ops, desculpa, parece que fiz uma descrição do que Alváro Cunhal era e é para o PCP. Mas ele não era presidente, era Secretário Geral. Ela apenas mandava e liderava, não presidia. Pronto, Já concordo contigo.
  2. Disseste que pessoas individuais apenas seguem os seus interesses? Mas será que tu ou eu ou qualquer outro não tem capacidades para fazer um projecto e concretizá-lo? Será que apenas um conjunto de pessoas com um partido que os apoia e define o que têm ou não que fazer que o país pode ser governado? e quando não segue os príncipios é destituido? Por favor... essa democracia não é a minha... nem é democracia.
  3. A Constituição diz que qualquer pessoa pode votar e ser eleita. Será que não concordas com os circulos uninominais, onde se votam em em pessoas e nos seus projectos? É que me parece que não concordas com isso, porque se concordares vais continuar a ver o teu partido representado na Assembleia da República por meninos como o Miguel Tiago... E não vou fazer a maldade de perguntar se votarias nele se o circulo fosse uninominal.
  4. Claro que a limitação de mandatos prejudicou o PCP. Como também o PSD e os outros. Mas o PCP é o principal prejudicado porque faz depender a sua eleição partidária nas autarquias de pessoas que lá estão há muitos anos. E mais, quem foi prejudicado foi o PCP, não foram as pessoas. Porque cada vez mais, o Alentejo é último na Lista da Europa. Eu passo lá muito tempo, e não percebo. Terra fértil, uma das maiores Zonas de Caça do País, senão a melhor, barragens, rios e pólos turísticos é o que não falta. Desenvolvimento? era possível se as autarquias não fossem as maiores empregadoras dos Concelhos. E sabes quantos projectos co-financiados para o desenvolvimento foram apresentados no Distrito de Beja no último quadro comunitário??? ZERO!!!!!! Mas de certeza que estão a fazer um bom trabalho...
  5. E eu nunca disse que era a favor da limitação de mandatos. Se bem me conheces devias saber à partida que sou contra. Até porque as pessoas reclamam de tudo mas votam sempre nos mesmos... E tens um exemplo bem perto e que bem conhecesw e sobre o qual falamos muito...

Já chega por hoje... eheheh É sempre um prazer falar contigo... eh

Pequeno contributo

Não vou entrar em grandes dissertações relativamente ao tema da sentença proferida pelo PCP a um militante seu, mas sobre o assunto de se as pessoas votam em partidos, projectos ou pessoas, deixo aqui uma ideia que venho defendendo desde há muito tempo.
Já não vivemos em tempos de ideologias. Continuo a acreditar na divisão entre esquerda e direita, mas cada vez mais as pessoas acreditam nas pessoas e menos nas ideologias, daí que acredito que nos tempos que correm as pessoas votam primordialmente e em larga maioria nas pessoas e menos nas possiveis ideologias que lhes são inerentes.

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Concordo!

Realmente eu CConcordo com a Tânia.

Prefiro viver em Lisboa que em Ferreira do Alentejo.

Cá os comunas dão muito mais luta! Mas felizmente, a vitória pende sempre para o lado dos bons...

Lenga, lenga, lenga...

Palmilha, até parece mal o que escreveste.
Gostava de saber de onde retiras essas conclusões. O PCP lucra mais com as pessoas que os outros partidos (onde o teu está incluído)?! Estranho, no mínimo. As individualidades são vividas e usadas mais em partidos em que não há uma massa colectiva. Assim como o teu - que até tem um presidente, face ao individualismo e espaço de presença que dão apenas a uma pessoa. E não é intelectualmente correcto, quereres fazer crer, que assim não o é.
Tu, mais uma vez, confirmas o mito, que a sociedade em que vivemos quer fazer real. As pessoas individualmente, sem projecto e ideal, apenas servem os seus interesses. Não é de todo o caso do PCP. Dizes bem, tu votas em pessoas "cada vez mais votamos em pessoas" - cada vez mais, há menos representação do colectivo, como se a sociedade e a sua vivência se pudessem apartar da coesão que lhe pertence, com todas as instituições, indivíduos e regras que instituiu para que fosse uma sociedade e não um aglomerado de indivíduos, que vivem sem identidade colectiva - psicológica, social, económica.
E fico feliz, por admitires, que a lei das limitações de mandatos prejudica o PCP. Em democracia, arranjam-se as formas mais rebuscadas e abruptas de controlo social, que servem para o aumentar da hegemonia política dominante (e com esta a económica e social) - como não arranjam outros métodos, arranjaram esse - interessante que foi votada favoravelmente apenas pelos grupos partidários maioritários da Assembleia da República.
Além do mais, tu que te importas tanto com a vontade do povo - não achas nem um pouco inconstitucional o facto de o povo querer lá X, Y ou Z e não o poder escolher?! Que raio de democracia é que vocês sociais-democratas defendem?! A da ditadura da pseudo democracia?! A ditadura serve a todos quantos defendem políticas que não servem os reais interesses do povo. Não é a escola de Cunhal, é a do PSD e de todos os que são demagogos, em que a praxis é menor que a teoria...
Eu não voto em pessoas. Eu acredito em projectos. Não é por uma pessoa que muito deu ao partido como Cunhal, que a imprensa quis tornar o símbolo do último comunista português, ter morrido, que o seu projecto acabou. É por isso que acredito em projectos, tenho um ideal, que não é abalado, como muitos desejariam, apenas porque muitos dos que já lutaram partiram. Ainda hoje não entendo a necessidade humana de ter mártires para chorar - talvez, secretamente desejassem ter sido parte dele ou desse projecto.
Respeito o teu ponto de vista. Em último caso, a realidade é a que vivemos dentro de nós - o problema é quando não é congruente com a realidade exterior.

Votar em Partidos?

Realmente a teoria é essa. é o que diz a Lei. É o que fazem os partidos.

Agora essa frase dita como foi e vinda de uma militante fervorosa e crente no Partido Comunista não é compreensível.
Se há partido em Portugal que se sirva do nome das pessoas para ganhar eleições, é sem dúvida o PCP. Ou achas que o PCP ganha a maior parte das Câmaras e Juntas de Freguesia se não fosse associado ao nome da pessoa que lá está? basta veres o que aconteceu em algumas câmaras e juntas, onde mudou o nome de um partido para o outro e os votos ficaram no nome...

Por favor, sejamos realistas!

Cada vez mais votamos em pessoas e em equipas e o que elas representam partidariamente é secundário. basta veres o exemplo do Partido onde milito. As pessoas não deixaram de gostar do PSD, não gostam é do seu líder. Como tal, votam no mal menor. E mantém as sondagens com Sócrates em cima.

E lembra-te, quem é o principal prejudicado com a Lei das limitações de mandatos? Já fizeram as contas de quantas Câmaras vão perder? De quantas Juntas?

As pessoas votam em pessoas como elas, como eu e tu.

E em Setúbal, as pessoas votaram num nome, não votaram no PCP. Porque se não fosse ele, o PCP seria a 3.ª força do Concelho...

Mas pondero mudar a minha opinião sobre o acto anti-democratico que foi a substituição do Presidente se um dia me explicarem as v erdadeiras razões da sua demissão...

Evolução sim, e urgente!

Esta é a escola de Cunhal! Mais tarde ou mais cedo eles revelam-se...

Amiga Tânia

Sinceramente, pensava que eras daquelas comunas que conseguia disfarçar até à última e por vezes repudiar o mais íntimo e profundo dos sentimentos que serviram de base ao pensamento de Álvaro Cunhal quando lutou anos contra a DITADURA fascista. Afinal, hoje todos sabemos, e só não sabe quem não quer, que a ditadura servia, só não servia se fosse liderada pelo Salazar, Marcelo ou qualquer outro que não pertencesse ao bloco Comunista ou compactuasse com ele.
Hoje em dia, e muito recentemente, tivemos exemplos bem claros. sobre esse, remeto-vos para o próximo post.
E agora nós... eu defendo a democracia, e como tal devemos ir a votos! ou também te esqueceste que o voto é soberano? e não te fica nada bem esse post... Raio dos Comunistas...

Uma Festa de Classe!

Pela alfinetada, aqui fica o conteúdo de uma festa:
onde se debate, onde há espectáculos, onde há uma feira do livro e da música, onde podemos apreciar a gastronomia das várias regiões do país, praticar desporto, e muito mais...

A Festa dura apenas 3 dias, mas mesmo nestes dias não esquecemos o mundo que nos rodeia - é por isso, que "não há festa como esta!".

Abaixo a censura!

Eu sei que disse que isto tem alturas de democratura - mas enganam-se se pensam que não faço parte dela! Por isso:
Ferreira Não, Lisboa Sim!