segunda-feira, julho 31, 2006

Media, Ideologia e Controlo Social (1 )

Um dos raciocínios subsequentes à leitura do post Media, Ideologia e Controlo Social.

Por alguns dos motivos aqui apresentados à muito que tenho dúvidas sobre o que leio nos jornais! Passou a ser um acto de fé em que escolho as notícias em que devo acreditar. Mas a liberdade de informar, consequência das democracias tem estes problemas! Como é que se resolvem? Acabando com as classes sociais e impondo um "Senso Comum" que não respeita a individualidade?
Nas lógicas de hoje, que eu em larga medida defendo como justas, é mais que razoável que as "marcas" procurem notoriedade através de notícias consequentes a actividades ou inovações que desenvolvam. As palavras "Comunicar" ou "Contactos" ou "Networking" são hoje os fundamentos da maioria do mercado (para não dizer todo). Tudo bem que se criam condições para uma subversão do sistema: utilizar à partida os meios de comunicação para criar as "marcas". Mas também sabemos que nem tudo funciona assim. Existem no mercado muitos interesses comuns que não levam obrigatoriamente à lógica de manipulação, mas só a de informação (será que há diferença?).
O monstro das mass media é real e problemático... mas se o assumirmos verdadeiramente transformar-se-á sempre numa vantagem. É mais um factor que tem que se ter em conta na arte de comunicar.
E no fim restamos nós! Os tais contactos, as pessoas que nesta lógica viram números ou pedaços de plasticina para moldar...
O problema! Ou não....
A informação é uma necessidade crescente, faz parte do nosso desenvolvimento social e individual. O fornecimento dessa informação, enquanto houver liberdade, será possivelmente manipulado pela experiência, opinião ou pelo interesse de quem a escreve. Aqui a grande vantagem é que muitos escrevem, e muitos dão opinião, e muitos lêem, e muitos escolhem consciente ou inconscientemente. Aqui de certa forma, a quantidade (diversidade) é a grande qualidade!
Agora o senhor Gramsci desperta (entre outras) uma questão curiosa! A da verdade individual! A verdade na génese da hegemonia ideológica e sua consequente injustiça...

Obrigado Tania por teres me feito pensar... E as coisas que inventas para falar do governo Sócrates!

sexta-feira, julho 28, 2006

sugestão para férias: rumo ao Algarve

Para quem não conhece a serra Algarvia, deixo a sugestão de um pulinho às Termas das Caldas de Monchique. Além da maravilhosa paisagem natural, a qualidade da água e os benefícios que ela proporciona são o seu principal "tesouro" - que durante um dos muitos tratamentos concerteza terão oportunidade de experenciar o bem estar que ela proporciona.
Nas palavras do Professor Charles Lepierre (1989), engenheiro químico, que analisou as àguas termais portuguesas, e a quem o Instituto Superior Técnico deve muito do seu avanço na investigação química: "as águas das Caldas de Monchique, pertencem a um tipo hidromineral nitidamente caracterizado, de que não conheço semelhante no riquíssimo tesouro das águas medicinais portuguesas".
Para quem por lá passar - uma boa estadia!

Media, Ideologia e Controlo Social

«Todas as sociedades têm tensões, latentes ou explícitas, que levam a necessidades ou usos de comunicação (entreter, educar, informar) tornando possível o seu desenvolvimento.

Hodiernamente vivemos numa sociedade em que a informação é essencial enquanto veículo de conhecimento. Precisamos de informação para formar o nosso pensamento crítico, tomar decisões, estar actualizados face ao mundo que nos rodeia, poder trocar impressões e opiniões. No fundo, precisamos de informação para agirmos em e na sociedade. As novas tecnologias trouxeram modificações ao sector dos media, tornando-se eles próprios uma causa da crescente tendência da “aldeia global”, devido à rápida transmissão dos factos sem fronteiras para qualquer parte do globo. Assim se percebe o nascimento de grandes grupos de capitais devido ao agrupamento de diversos media sob a mesma alçada. Os media de massas actuam em grande escala, envolvem toda a sociedade em maior ou menor grau, dependem dela, apesar de poderem influenciá-la de modo independente. São eles os jornais, a televisão, as revistas, os filmes, a rádio, entre outros. O seu poder tem vindo a crescer à medida que se diversificam e consolidam no mercado, não fossem eles palco de questões como os valores e o conflito político e social, geradores e difusores de ideias acerca dos factos e contextos do quotidiano, tanto na esfera privada como pública. Contrariamente ao que seria de esperar, o crescimento da comunicação e respectiva informação não se têm verificado numa relação exponencial, relativamente à solidariedade entre as sociedades e os seus indivíduos. As novas tecnologias existem mas não estão ao alcance de todos, resultado das assimetrias económicas existentes na nossa como em outras sociedades capitalistas. Com o capital informação, passa-se o mesmo. Uns produzem notícias tendo em conta os seus valores e interesses, os outros consomem-nas (Correia, 2000).
(...)
Actualmente, os jornais mais lidos no Ocidente são os “comerciais”, facto devido ao processo de «tabloidização» derivado do formato mais reduzido dos jornais de rua de alguns países (Connell, 1998). Dependem em grande parte da publicidade e são feitos para obter lucros através de capitais monopolistas. Os objectivos comerciais e os alicerces dos jornais de massas exerceram influência considerável nos conteúdos, direccionados tanto para um populismo político como para suporte de negócios, consumos e empreendimentos de mercado (Curran, 1986; Curran & Seaton, 1997). A imprensa pode, assim, produzir as notícias tendo em vista um determinado público-alvo, ou o atingir de determinados objectivos, além de definir o significado dos acontecimentos provendo ao mesmo tempo interpretações para a sua compreensão. Por outras palavras, a imprensa pode recorrer a efeitos de selecção e distorção de modo a tornar-se consonante com a imagem pretendida pelos leitores (Galtung & Ruge, 1993). O senso comum determina se uma dada informação pode ou não ser aceite como facto (Tuchman, 1993), até porque “todo o conhecimento dado por adquirido tem uma estrutura altamente socializada, quer dizer, que é suposta ser dada por adquirida, não só por mim, mas por nós, por toda a gente” (Schutz, 1963, in Tuchman, 1993, p.88). Aliás, a imprensa é veículo da transmissão da linguagem, ela mesma portadora de representações, incidindo sobre aspectos estruturais e formais do pensar social, portanto ela compromete os processos de interacção social, causando influência, consenso ou dissenso e polémica (Jodelet, 1991).
(...)
As fontes utilizadas devem ser seguras e credíveis, o que leva a uma dependência de “assuntos noticiosos específicos fornecidos por fontes institucionais e credíveis” (Critcher et al., 1993, p.228). As fontes fornecem informações para uso imediato, o que quer dizer que uma parte do trabalho já está concretizada. As fontes oficiais (intérpretes primários e definidores primários) são as mais importantes uma vez que possuem o monopólio das categorias de informação necessárias à compreensão de determinado assunto. Sem estas, o assunto não pode ser inteiramente discernido, uma vez que falta a informação chave. Contemplamos aqui a “hierarquia de credibilidade” de Becker (1972, in Critcher et al., 1993) segundo a qual é mais provável a aceitação das definições dos sujeitos considerados distintos, ou que ocupam lugares de poder na sociedade, em contraposição à generalidade da população. A fonte deve mostrar “articulação” (Gans, 1982) bem como a habilidade de apresentar uma exposição clara e concisa. Daí que “as notícias sejam em primeiro lugar uma conversa pública entre jornalistas e os membros do governo” (Ericson et. al, 1991, p.349).
(...)
Desta apropriação, acontece que o produto inicial não corresponde ao final, aquele a que os leitores têm acesso. Logo, nem todas as partes da informação disponibilizada pelo definidor primário são reproduzidas pelos media, havendo, por isso, uma apropriação e transformação efectuada pelos media, impondo os seus próprios critérios.
(...)
Muitas das análises críticas referentes às notícias dos media têm tido como base o conceito de hegemonia como um conceito central (Carragee, 1993). De acordo com Carragee (1993, p.333) dentro destes estudos dos media, hegemonia refere-se “aos processos pelos quais as classes governantes e os grupos moldam o consenso popular através da produção e difusão de significados e valores pelas Instituições ideológicas da sociedade”.
(...)
O que fica por saber é o efeito da mensagem transmitida na opinião pública. Como diz Champagne (1990, p.47) “a opinião púbica é uma ideologia profissional que representa apenas aqueles a que a ela se referem. É a expressão da opinião na política por pequenos grupos sociais cuja profissão é produzir opiniões.”
(...)
De acordo com Gramsci (1971), a hegemonia ideológica significa que as definições da realidade, que são favoráveis às classes dominantes, também constituem a primeira realidade vivida pelas classes subordinadas. Gramsci acredita que é a hegemonia ideológica que faz com que as classes subordinadas se rendam à ideologia dominante da classe governante, independentemente de a ideologia dominante não reflectir realmente a realidade social das classes subordinadas. Como podem as classes dominantes imprimir no espírito das classes subordinadas a ideologia dominante para atingir a hegemonia ideológica? Por outras palavras, como podem as classes subordinadas acreditar numa ideologia dominante que pode não corresponder ás suas reais realidades sociais?» (Mealha, 2006)

quarta-feira, julho 26, 2006

Teve que ser...

Caro Rodrigo

Não podia deixar de dar o meu humilde contributo:

Companheiros... Infelizmente!
Inimigos... Por inveja!
Palhaços... Não insultes por favor esta nobre profissão que nos faz rir há séculos!

E já agora, eu considero inimigos os que me fazem frente com força, inteligência e capacidade para vencer. Aqueles que de mim discordam porque as ideias e valores que defendemos são diferentes. Inimigos por inveja do poder de liderança, da força das ideias, da capacidade de fazer são fracos, previsíveis e derrotados à partida. E deles não reza a história...

terça-feira, julho 25, 2006

Quer um PSD pequeno?

Cada vez mais penso no que representa a liderança do maior partido da oposição.

O companheiro Marques Mendes por inerência do cargo que ocupa, é, aos olhos de todos, considerado como a alternativa ao PM Sócrates. E é aqui que o meu pensamento crítico ganha forma.

Eu sou Social-democrata, daqueles jovens sociais-democratas que são a favor da interrupção voluntária da gravidez. Não sou lá muito católico e concordo em absoluto que o estado deve ter uma intervenção mínima essencial que assegure (pelo princípio da subsidiariedade) a defesa do indivíduo e da sociedade, a educação, a propriedade privada, a justiça, os cuidados de saúde, protecção social e conservação do património. Assim sendo sou mais próximo dos chamados sociais-democratas liberais do que da auto proclamada Social-democracia do Sócrates do partido socialista.

No entanto irrita-me o discurso oportunista político do PSD. Parece o PS! (E não pode haver critica maior que esta).

O PSD devia sem complexos assumir que quer que o governo do PS cumpra o mandato. O PSD deveria produzir trabalho politico de referência. Daquele trabalho que não se vê hoje mas que mais cedo ou mais tarde vai ser útil a todos os níveis.

As pessoas que votam no PSD merecem que o partido seja de facto um seu reflexo. Não um bando de políticos iguais aos socialistas que apenas querem sobreviver nas ardilosas e labirínticas brincadeiras políticas e partidárias, manipulando números e não tocando a fundo nas tais ditas reformas de fundo.

No PSD não chega uma linguagem de responsabilidade! No PSD de hoje nota-se uma falta gritante de quadros de qualidade e de certeza nos conteúdos. Não pode ser! O facto de não se preverem eleições a curto prazo não deveria justificar esta baixa de qualidade

O PSD não pode deixar que o PS coma de uma forma continuada a matriz social-democrata que faz do PSD o maior partido português!

Cresçam!

Apresentem-se com bom senso!

Tenham sentido de estado!

Por favor!

segunda-feira, julho 24, 2006

acesso ao ensino superior para jovens com mais de 23 anos

que raio de merda é esta, de um sujeito sem ter o ensino secundário terminado poder aceder ao ensino superior, desde que tenha mais de 23 anos?!
mas, está tudo doido?! que raio de processo de avaliação de um candidato é este: "
1) análise do currículo escolar e profissional do candidato e apreciação das competências adquiridas pela experiência profissional, através da realização de uma entrevista; 2) uma prova de compreensão e produção de linguagem escrita especialmente adequada para admissão e progressão no curso"?!
parece-me que isto contraria um ensino de qualidade, tendencialmente gratuito e a igualdade de oportunidades... com que então, alunos de primeira e alunos de segunda; alunos que "passam as passinhas do Algarve" a estudar para entrar na Universidade, e outros que esperam fazer os 23 anos... e ainda dizem que Bolonha não é um compadrio que respeita e tem como base políticas da Organização Mundial de Comércio e do Fundo Monetário Internacional... santa ignorância!

Socialismo...

Se alguém tinha dúvidas quanto ao socialismo deste governo, espero sinceramente que as tenham desfeito.

OTA, TGV, Aborto, Propaganda e 10 000 novos funcionários.

Recuso-me a ser comparado com esses destruidores de Portugal!

Companheiros, Inimigos, Palhaços!

Inspirado nesta frase humoristica, com a devida alteração, lembro-me da história de Winston Churchill e do seu sobrinho.

No fim de uma visita ao parlamento Churchill pergunta ao sobrinho se tinha gostado e entendido o funcionamento do órgão político. O Sobrinho responde ter gostado e que o tio estava de um lado com os amigos e à frente estavam os inimigos. Churchill corrige o sobrinho, explicando-lhe que à frente sentavam-se os adversários e que os inimigos estavam ao lado dele.

Esta história é das maiores lições políticas que existe!

E porque me fui lembrar de colocar esta história num post aqui no blog?

Porque nos últimos tempos as noticias nos jornais e comentários em vários blogs só tem duas explicações possiveis.

Ou esta história do Churchill ou a pura inveja!

Ou será um somatório das duas?

Continuem a perder tempo na trica política, nós por cá continuaremos a ganhar tempo!

domingo, julho 23, 2006

Saber comunicar

A política está a entrar naquele tempo de férias.
Alguns veículos de comunicação já apresentaram os planos de férias dos nossos minstros sendo que ao contrário da famosa viagem ao Quénia a maioria não tem férias marcadas. A agenda está na maiora dos ministérios completa durante o mês de agosto!
Muito bem! É bom ver que os nossos minstros trabalham! Ou será tudo uma lógica de comunicação e marketing político?
E será positiva este tipo de atitudes!
Eu digo... é possivel que sim! Num pais em que parecer vale mais que ser....

quinta-feira, julho 20, 2006

Oh Laurentino ....



Por princípio sou contrário ao facto de na orgânica governamental a Juventude ficar associada ao Desporto na mesma Secretaria de Estado. Mas, tal como o fiz no início da legislatura, dou o benefício da dúvida ao Governante que é escolhido, pois através do seu desempenho tem a possibilidade de demonstrar que a Juventude não fica esquecida numa gaveta da Secretaria de Estado.

Depois do dia de ontem já não restam dúvidas! Laurentino Dias não é Secretario de Estado da Juventude!
E mais grave! Também não o é do Desporto, embora despenda a quase totalidade do seu tempo a esta pasta.
Basta uma visita ao site da SEJD e olhar para as notícias. Juventude? De vez em quando…

Depois de não ter a coragem de efectuar uma verdadeira reforma na legislação do Associativismo Juvenil, que eu apoiaria (e tive oportunidade de lhe dizer), o actual SEJD considera uma grande medida governamental para a Juventude Portuguesa um conjunto de conferências, com o nome pomposo de “Programa Nacional de Juventude”.
Em mais de um ano o que foi feito para a Juventude Portuguesa? Nada!

Não me merece qualquer comentário ao conteúdo da intervenção que o SEJD fez sobre o caso “Nuno Assis”.
Mas merece comentário o facto de o SEJD estar a intervir num assunto, envolvendo a FIFA, quando recentemente a Grécia teve problemas exactamente pelo facto de o poder político tentar condicionar o poder desportivo.
Espero que o SEJD esteja ciente das possíveis consequências da Conferência de Imprensa que deu.
Será que as intervenções públicas do SEJD são pensadas e preparadas?
É que depois de ter assinado despacho proibindo o patrocínio da BetAndWin à Liga de Futebol, esteve feliz e contente no evento do sorteio da Liga Bwin, com discurso incluído.
Sou eu que vejo mal ou há gato escondido com o rabo de fora? E o Senhor SEJD não reparou? Ou não quis?

quarta-feira, julho 19, 2006

Respeito!





Francisco Sá Carneiro, se não tivesse sido brutalmente vitima de um atentado, poderia estar entre nós a festejar no dia de hoje o seu 72º aniversário!
Muito provavelmente a história, das duas últimas décadas, de Portugal seria certamente diferente! E não tenho dúvidas que para melhor!
Existem algumas pessoas (poucas mas boas) que eu não tive a felicidade de conhecer e conviver. O fundador do PPD (PSD) é uma delas.
Não tenho memória da sua vida. Toda esta admiração vem do que li e ouvi.
Respeito!

terça-feira, julho 18, 2006

Que Orgulho na Vereadora!

Gabriela Seara, a a Vereadora com quem trabalho, não tem "papas na lingua", é uma mulher "de armas" e não esconde o sol com a peneira! De tanta noticia e "diz que disse", pelo seu punho, coloca "os pontos nos i's"!
É um Orgulho trabalhar com ela!
Fica o texto publicado hoje no Publico...

Sobre assessores, viagens, regalias e outras maldades...
Eu tenho 20 assessores. É verdade e preciso deles. São úteis. São bons e trabalham que se fartam. Constituem uma mais-valia para a câmara. (...) Alguns são do PSD. É verdade. Também os tenho de outros partidos. Estão comigo aqueles em quem confio pessoal e tecnicamente GABRIELA SEARA
«Dedico este texto à classe política na qual, com orgulho, me incluo. Fui, tal como o próprio presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), "acusada" de ter a trabalhar comigo um "exército" de assessores.
Reles, vil mulher, esta vereadora: usurpadora dos dinheiros públicos ao serviço de clientelas partidárias, juvenis e afins (no meu caso, posso até estar ao serviço desses potentados de vícios, leia-se promotores imobiliários, já que tutelo o Urbanismo).
Raro é o político que não foi "atacado" ou porque tem boys, ou faz viagens ou abusa de telemóveis ou outras regalias... Momento temido este de ver o nosso nome maltratado nos jornais!
E, nesses momentos, o que faz a maioria dos políticos? Acobardam-se!
Sacam da virgem ofendida que há dentro de nós e envolvem-se em comunicados e desmentidos... e vai de mostrar estratégias de transparência, modelos de boa gestão, rebuscam na arca das suas memórias políticas momentos (que obviamente são comprováveis) da enorme rectidão das suas vidas públicas, de comportamento exemplarmente ético, respeitador... moralmente inatacável. Viram-se aos jornalistas (Ah esses vendidos!) e sai a inevitável cartada do politicamente correcto! Para mim, basta. Isto é cansativo. Venha a verdade!
Eu tenho 20 assessores. É verdade e PRECISO DELES. São úteis. São bons e trabalham que se fartam. Constituem uma mais valia para a câmara. Perguntem aos serviços que tutelo se os meus assessores os substituem ou trabalham contra eles? Dados os pelouros que tenho devo dizer que se entender que preciso de reforçar a equipa, de modo a conseguir realizar melhor trabalho, o farei. O limite é o do respeito pela coisa pública, o bom senso, a disponibilidade financeira e a inexistência dessas competências no município.
Alguns são do PSD. É verdade. Também os tenho de outros partidos. Estão comigo aqueles em quem confio pessoal e tecnicamente. Faço viagens. É verdade. A área do Urbanismo, da Reabilitação Urbana e do Planeamento está representada num conjunto de organismos internacionais e mal seria se Lisboa não estivesse directamente envolvida. Além do mais a roda está inventada e há exemplos que nos poupam muito dinheiro, tempo e sobretudo... erros! Ou querem voltar ao Portugal fechado, isolado, poupadinho, pequenino e orgulhosamente só?
A política é uma actividade nobre que tem de ser exercida com verdade, por mais que ela seja difícil de explicar. Aquilo a que assistimos é uma política de pátio. Um enorme ridículo público que deixa cada vez mais descrentes as pessoas que, deste modo, chegam sempre à mesma conclusão, lógica, diga-se: "Eles são todos iguais. Só querem é tacho!"
Eu quero trabalhar e estou a fazê-lo. Quero, no que me compete, fazer com que se viva melhor em Lisboa. Não quero ser consensual ou politicamente correcta e enquanto sentir a razão do meu lado, quero lá saber da polémica criada pelas minhas posições. Quero ser cada dia uma pessoa melhor e vivo na certeza de ser muito vã esta glória de mandar. Vã, temporária, provisória e... precária!
Estar-se na política com profissionalismo e rigor exige um único, simples e ambicioso objectivo: deixar as coisas melhor do que as encontrámos.
É esta a nossa obrigação. Trabalhar com exigência, método e organização. Foi para isto que fomos eleitos. Não foi para ter medo ou para perder tempo. Isso sim, é a utilização abusiva do dinheiro público.
NOTA: Logo hão-de vir os que vêm perguntar: "Então a vereadora diz que é verdade e o vice-presidente da CML ainda há dias desmentiu as notícias?" Nem tudo o que foi escrito é verdade. Fez bem o vice-presidente em repô-la e isso não é incompatível com o que aqui escrevo. Os que insistirem... ou não perceberam nada ou não quiseram perceber ou, pior ainda, estão empedernidos na tablóide táctica politiqueira que nos condena a todos, infelizmente! Qualquer das três hipóteses é má!
Vereadora na Câmara Municipal de Lisboa

quinta-feira, julho 13, 2006

"Assessorices"

Fazia já algum tempo que não surgia uma noticia de "boys"!
Mais dia menos dia era expectavel.
Quem anda na actividade política já sabe disso e não deve ficar surpreendido.
Seja no poder local, como no governo, há sempre o ataque dos "boys"!
Só considero grave noticias deste tipo quando são baseadas em mentiras!
E desta vez é Mentira!

E porque posso afirmar convictamente que é mentira?
Porque sou um dos tais "avençados"!

Os numeros apresentados são produto de uma imaginação muito fértil.

Mais grave é que as noticias apontam num sentido que parece crime um qualquer decisor político (neste caso Vereadores) terem assessores!

Mas enfim ...

Depois ainda existe a continuação ... os blogs!

São vários que se dedicam ao tema.

Mas fui surpreendido com um telefonema de um amigo que me disse para ir visitar este blog

e fui ...

não é um blog que visite diariamente, mas é daqueles que merece uma visita regular q.b , dos melhores que existe.

e sou "presenteado" com um post onde a determinada altura é colocada uma lista de pessoas, militantes da JSD e o "Gabriel" (autor do pst) pergunta se a lista é verdadeira.
Acresce o pormenor de eu estar nessa lista.

Respondendo directamente à pergunta, ajudando assim o "Gabriel", a resposta é NÃO! Essa lista não é verdadeira!

Todas essas pessoas existem e são (ou foram) militantes da JSD. Mas metade deles não são assessores de nenhum vereador.

Mas eu sou! Isso é verdade!

E será isso crime?

Será um escandalo que alguém que se dedica à actividade política seja convidado por um decisor político para trabalhar directamente com ele? Não estou a ver um decisor a convidar alguém em que não tenha confiança pessoal e / ou política.

E será estranho que alguém que fazia parte da lista candidata do Prof. Carmona Rodrigues e não foi eleito por poucos votos seja convidado para trabalhar de perto com o executivo municipal?

Mas caro "Gabriel", a lista que apresenta levanta outras questões.
É que essa lista é um copy-paste com origem num blog entretanto extinto e que apenas teve um post que tinha como objectivo atacar politicamente a Vereadora Gabriela Seara. E tinha como objectivo dar uma imagem de "polvo controlador" a alguém que não o é.

Voltando à noticia em si ... muito mais haveria para dizer, mas fiquemos por aqui!

quarta-feira, julho 12, 2006

Assessorisses...

Um post com muitos ssssssssssss

Então esta notícia aparece para falar de acessores e vereadores com pelouros que têm transformado a cidade num local melhor para se viver.

Pois é, esta é uma verdade incontornável. Como não há muito por onde atacar, criticar ou menosprezar têm que inventar! Aliás, Lisboa está bem melhor com as providências cautelares que o Sá Fernandes põe para que não se mexa no túnel, no parque mayer, e em outros locais de Lisboa! O sr. provedor do próprio ego é apologista de maltratar os lisboetas.

Já agora, não é esse senhor que não tem pelouro nenhum, e tem 11 assessores???

terça-feira, julho 04, 2006

Teorias do meu primo Beto

vou começar a publicar algumas das teorias do meu primo Beto.
são tiradas que nos deixam a pensar na vida ... ou não!
eis a primeira ...


«o casamento é a única instituição de onde se sai em liberdade por mau comportamento»

.

ironia

não deixa de ser irónico que o problema de saúde de Freitas do Amaral seja na coluna!

sexta-feira, junho 30, 2006

Novela Freitas a mais chega ao fim

Já se esperava há muito tempo, mas é melhor acontecer antes do jogo de Portugal, antes das férias e onde poucos vão dar importância ou mesmo saber...

Realmente, a produtora governosemrumo tem os melhores enredos que alguma vez se viram...

Será que vai pedir perdão e voltar ao CDS/PP??

Portugal num anúncio

E Esta hein?

quarta-feira, junho 28, 2006

Ciência???

"Anda tanto burro a mandar em gente de inteligência que até me ponho a pensar que a burrice é uma ciência"

Por Henrique R.

Fiquei a pensar nisto... Será que se abrirmos uma Cooperativa de Ensino o Ministério nos acredita o curso? É que professores há por aí às paletes.

reformar mas sem perder o norte socialista

Sabem porque é que:

  • A EDP não tem concorrência e a água é mais cara que nos outros países?
  • Porque é que a Internet é tão cara?
  • Porque é que a Cabo Visão não consegue concorrer com a TV Cabo?
  • Porque é que os telefones são tão caros?

Se não existissem golden share's e interesses do estado nestes campos, a concorrência tratava de baixar os preços...

Mas o socialismo ainda defende o estado. Infelizmente..