quarta-feira, junho 07, 2006

Carta Aberta ao Sr. Primeiro Ministro

Senhor primeiro-ministro, amigo Zé, pá...

Já deu para ver que, no estado em que as coisas estão, há que sacar dinheiro ao pessoal de qualquer maneira. E como aumentar mais uma vez os impostos dava muito nas vistas, agora até na praia, o chamado mergulho de chapão com bandeira amarela ou mesmo uma simples entrada em água com bandeira vermelha, dá para colocar uma quantia valente (de 55 a mil euros) nos depauperados cofres do estado .Caramba, porque é que não disseste mais cedo, Socas? Ora aqui o teu muito patriota amigo não quer que penses em mais estratagemas deste tipo e envia-te uma singela lista de coisas que ainda não pagam multa, mas que com a tua ajuda e com alguém que te prepare a legislação, é só meter no Diário da República e vais ver que o défice das contas estatais se esfuma num instante. E ainda se ajuda a tornar o nosso Portugal num país mais bonito, como bónus. Ora cá vai disto:

LISTA DE COISAS A TAXAR (em breve)

  1. - Uso de meia branca com sapatinho escuro (cem a mil euros)
  2. - Bigode à futebolista dos anos oitenta (duzentos a 2000 euros)
  3. - Coçar os genitais em público (150 a 1500 euros)
  4. - Cuspir para o chão (5000 Euros)
  5. - Utilização do colete reflector nas costas do banco do condutor, e/ou CD pendurado no retrovisor (120 a 1200 euros)
  6. - Passear de fato de treino por centros comerciais ao fim de semana (quatrocentos a 4000 euros)
  7. - Raparigas com excesso de peso envergando roupa apertadíssima (130 a 1300 euros)
  8. - Uso de óculos de sol em discotecas e restaurantes (quinhentos a 5000 euros)
  9. - Utilização das expressões "prontos", "portantos", "stander de automóves", etc... (140 a 1400 euros)
  10. - Uso de sandália com peúga (trezentos a 3000 euros)

Pronto, cá está, Socas, usa e abusa. Quem é amigo, quem é?

Plano para salvar Portugal

"De facto "é simples" mas, acho eu, também genial! .................................................................................................. Passo 1: Trocamos a Madeira pela Galiza, mas têm que levar o Alberto João. Passo 2: Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A indústria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João. Passo 3: Desesperados os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto João). A malta não aceita. Passo 4: Oferecem também o Pais Basco. A malta mantem-se firme e não aceita. Passo 5: A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhóis oferecem-nos: a Madeira, Pais Basco, Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difícil mas aceita. Passo 6: Dá-se a independência ao País Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da ETA pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraíso. A Catalunha não causa problemas (no fundo no fundo são mansos). Passo 7: Afinal a ETA não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder.O País Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João). Passo 8: No País Basco não há carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil... Passo 9: O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português.A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira. Passo 10: Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira Brasil, não aguenta a emoção. Passo 11: E todos viverão felizes para sempre!" Obrigado Miguel pela Esperança!!!

terça-feira, junho 06, 2006

Viva o 25..........................................!de Novembro

Companheira Camarada:
Achas possivel que a visão do Cunhal seja um tanto ou quanto turva no que diz respeito a um processo que limitou a instauração das suas politicas?
O Cunhal apresenta a verdade dele!
E quando se perde poder....


À falta de melhor, ainda bem que houve um 25 de Novembro!

a história nunca se apaga...

... viva a Moca de Rio Maior!!!!

a história não se pode apagar, apesar do desejo de muitos

viva o 25 de Abril

para depois de certas leituras

para quem não gosta de ler!?

Justiça!!!!!!!

Mas .... acreditas MESMO em tudo o que lês???

até no livro do Carrilho????????
post scriptum: e já agora, os posts não têm limite de caracteres????

Acreditas em tudo o que lês????

"No Benfica tudo era feito dentro da legalidade (...) as assinaturas eram verdadeiras (...) off-shores nunca (...) guarda-redes russos e barcos nuca tiveram qualquer relação!"
João Vale e Azevedo in um qualquer livro
"Sacos só os das compras (...) passaporte esteve sempre disponivel (...) o Brasil foi um acaso, tinha essas férias marcadas há muito tempo (...) Fiquei surpreendida com a peregrinação ... ups ... passeio a Fátima!"
Fátima Felgueiras in um qualquer livro

para quem não tiver as vistas curtas!

"1- O golpe militar em preparação


O 25 de Novembro foi um golpe militar inserido no processo contra-revolucionário. A sua preparação começou muito antes das insubordinações e sublevações militares do verão quente e de Outubro e Novembro de 1975.
Talvez que as mais esclarecedoras informações dessa preparação em curso muitos meses antes de Novembro sejam as que dá o comandante José Gomes Mota no seu livro, esquecido ou guardado nas estantes, A Resistência. O Verão Quente de 1975 , Edições jornal Expresso , 2ª ed., Junho de 1976.
Segundo José Gomes Mota, o golpe foi preparado pelo «Movimento», que define por ser contra o que chama «os dissidentes», — nomeadamente «os gonçalvistas» e o PCP. Fala em «novas estruturas reorganizadas». Diz que o «Movimento» deveria ter presença activa no Conselho da Revolução ( ob. cit. , p. 93) e aceitar a «manutenção formal dos órgãos de cúpula do Movimento — Conselho da Revolução e Assembleia do MFA» ( ob. cit. , p. 95).
O «Movimento» chamava a si a preparação e decisão do golpe militar, mas, «preservando e garantindo a legitimidade revolucionária do Presidente da República» ( ob. cit. , p. 94). Segundo José Gomes Mota, a cúpula efectiva era o «Movimento», que dispunha de dois grupos dirigentes.
Um «militar», «inicialmente constituído por Ramalho Eanes, Garcia dos Santos, Vasco Rocha Vieira, Loureiro dos Santos, Tomé Pinto e José Manuel Barroso». A sua «tarefa» principal era a «elaboração de um plano de operações» ( ob. cit. , p. 99), tarefa que «cumpriu rigorosamente», tendo «para isso muito contribuído a liderança de Ramalho Eanes» ( ob. cit. , p. 100).
Outro «político», de que faria parte o «Grupo dos Nove», «veio a desempenhar o papel de um verdadeiro estado-maior de Vasco Lourenço», que «assumira a chefia do Movimento» ( ob. cit. , p.100).
O livro encerra muitas contradições e obscuridades sobre o «Movimento». Diz que «a iniciativa [de um confronto militar] teria de partir sempre dos «dissidentes» ( ob. cit. , p. 93), que o «Movimento» tinha por objectivo «evitar qualquer possibilidade de uma guerra civil» e a criação da «Comuna de Lisboa» ( ob. cit. , p. 94). Mas o facto, que importa sublinhar, é a revelação de um efectivo centro político-militar a preparar um golpe ao longo do verão quente .
Melo Antunes, por seu lado, fala da acção militar do «Grupo dos Nove» na preparação para o golpe: «Além das acções legais ou semilegais a que deitámos mão para obter a supremacia militar, também desenvolvemos acções clandestinas para nos prepararmos para uma confrontação que eu julgava inevitável. [...] Tínhamos uma organização militar em marcha. » ( Vida Mundial , Dezembro de 1998, p. 50.)
A preparação do golpe «para pôr fim a uma situação insustentável» vinha pois de longe.
Foi ulteriormente dado a conhecer que, no verão quente , muitos Comandos «deixaram os postos civis e se alistaram de novo para estarem operacionais».
A colocação de Pires Veloso no Norte em Setembro de 1975, substituindo Corvacho, que Freitas do Amaral intitula de «famigerado Brigadeiro» «afecto ao PCP» ( O Antigo Regime e a Revolução , ed. cit., pp. 245 e 406), fazia parte dessa preparação. Não foi por acaso que, no 25 de Novembro, vieram ajudar o golpe várias Companhias do Norte, que depois levaram os presos para Custóias.
O papel de Ramalho Eanes é sublinhado nas valiosas informações que, no 20º aniversário do golpe, revela Vasco Lourenço, designado em 22 de Novembro e confirmado a 24 Comandante da Região Militar de Lisboa em substituição de Otelo Saraiva de Carvalho.
Segundo Vasco Lourenço, Eanes , « responsável por organizar o plano de operações», «desempenhou papel fundamental» , e «acabou por ser o principal comandante operacional », não cedendo às pressões dos militares mais radicais (artigo «Não aconteceu o pior», in Revista História , nº 14, Novembro de 1995, pp. 37-38).
Também Jaime Neves, sublinhando que se tratou de «um golpe contra o PCP», confirma o papel de Eanes: « Conspirávamos [...] e o Eanes [...] passou a ser ele a coordenar as coisas. » (Entrevista à revista Indy , 21-11-1997.)
O papel de Eanes expressou-se aliás publicamente, logo após a vitória do golpe, em factos tão significativos como a sua ascensão a Chefe do Estado-Maior do Exército (interino em 27-11-1975 — posse em 9-12-1975) e ulteriormente a Presidente da República eleito.
Está mais que provado, assumido e confessado, que se tratou de um golpe militar contra-revolucionário há muito em preparação num turbulento processo de arrumação e rearrumação de forças.
Cerca das 10 horas da própria manhã do dia 25, prontos para desencadear as operações, os conspiradores — numa diligência conjunta do «Grupo dos Nove», Eanes, Jaime Neves e oficiais dos Comandos da Amadora — procuraram e conseguiram obter a aprovação e cobertura institucional do Presidente da República, Costa Gomes (entrevista de Costa Gomes a Maria Manuela Cruzeiro, in Costa Gomes, o Último Marechal , Editorial Notícias, 3ª ed., Lisboa, 1998, p. 357; e in revista Indy, 27-11-1998).
Para a compreensão do golpe e do que dele resultou é necessário ter em conta que, na sua preparação, participaram forças muito diversas associadas num complexo enredo de alianças contraditórias.
Todas estavam aliadas para pôr fim à influência do PCP e ao processo revolucionário, restabelecer uma hierarquia e disciplina nas forças armadas e extinguir o MFA insanavelmente em vias de destruição pelas suas divisões e confrontos internos. Mas, como resultado do golpe relativamente ao poder político e às medidas concretas a tomar, havia importantes diferenças.
Na grande aliança contra-revolucionária, internamente muito fragmentada, participavam fascistas declarados e outros reaccionários radicais, que visavam a instauração de um nova ditadura, que tomasse violentas medidas de repressão, nomeadamente a ilegalização e destruição do PCP. Participava também o Grupo dos Nove, de que alguns membros, receosos da possibilidade de saírem vitoriosas do golpe as forças mais reaccionárias, pretendiam a continuação de um regime democrático.
Da parte dos fascistas e neofascistas, a ilegalização e repressão violenta do PCP era, não apenas um desejo mas um objectivo que pretendiam fosse alcançado no imediato.
As organizações terroristas deviam também participar. Paradela de Abreu diz que «sempre tinha estado convencido de que o Plano Maria da Fonte só deveria ser desencadeado no seu «programa máximo — um programa de violência ou de guerra — em ligação com um golpe militar » ( Do 25 de Abril ao 25 de Novembro , ed. cit., p. 204), intervindo com «muitos grupos capazes de executar quem quer que fosse» ( ob. cit. , p. 197). Na noite de 25 de Novembro foi-lhe comunicado para não avançar com o «Plano» ( ob. cit. , p. 208).
Este objectivo de desencadear uma vaga repressiva de extrema violência já na altura era abertamente proclamado nas campanhas anticomunistas. E muitos anos volvidos, mais claramente o dizem, nas suas confissões, alguns dos participantes.
Jaime Neves, num jantar em sua homenagem realizado em Janeiro de 1996, declarou que « o “problema” seria resolvido “muito simplesmente com a prisão do líder do PC”, Álvaro Cunhal » ( Público , 11-1-1996). O seu estado de espírito é transparente, ao dizer que, se «havia uma manifestação realizada pelo Partido Comunista, eu recusava-me a ir com a tropa para a rua se não fosse para prender o dr. Álvaro Cunhal» (entrevista ao Semanário , 26-11-1983).
Alpoim Calvão, operacional nº 1 da rede bombista, não deu por definitivamente derrotada a extrema direita depois do 25 de Novembro. Num encontro com Pinheiro de Azevedo (então Primeiro-Ministro), solicitou que fosse permitido o regresso a Portugal de Spínola e de todos os spinolistas exilados. Não são conhecidos os termos em que colocou o problema. Pedido? Exigência? O que diz é que uma tal decisão seria «uma solução pacífica», porque, apesar do 25 de Novembro, « muitos queriam pegar em armas e vir por aí abaixo matar comunistas » (entrevista a Eduardo Dâmaso, publicada no seu livro A Invasão Spinolista , Círculo de Leitores, 1997, p. 98). É o que teriam feito, pelo que se vê, se tivessem sido eles a impor o resultado.
No próprio dia 25, não estando ainda certo como o golpe iria terminar política e militarmente, todos envolvidos num objectivo geral comum anticomunista, cada qual pretendia que o resultado correspondesse aos seus próprios objectivos.
Mário Soares e o PS tinham representado um papel importante na acção política preparatória do 25 de Novembro. Mas o golpe do 25 de Novembro não foi o que projectaram. Nenhum dos seus três objectivos centrais imediatos se concretizou. Nem a liquidação da dinâmica revolucionária e das suas conquistas. Nem o esmagamento militar do PCP, do movimento operário e da esquerda militar, nem, como resultado do golpe, ser Soares o vencedor, aquele que teria salvado a democracia de um golpe e de uma ditadura comunista e que por isso assumiria naturalmente de imediato, no poder do Estado, as responsabilidades daí decorrentes. Tal operação foi tentada mas falhou. Não é por isso exagero dizer-se que Soares ficou de fora do 25 de Novembro.
Os fascistas e neofascistas, participantes na preparação e no golpe, não conseguiram tão-pouco o que pretendiam.
Quanto ao «Grupo dos Nove», Melo Antunes (tal como Eanes e Costa Gomes) defendia uma solução política da crise. Indo no dia 26 à televisão declarar que «a participação do PCP na construção do socialismo era indispensável», deu importante contribuição para a defesa da democracia.
Como na altura considerámos, essa atitude expressava um objectivo político e uma apreensão: o objectivo de assegurar um regime democrático para o que considerava indispensável o contributo do PCP e a apreensão de que, se a extrema direita desencadeasse a repressão contra o PCP, ele e seus amigos acabariam também por ser reprimidos.
Poucos dias depois, o chefe do EMGFA, general Costa Gomes, enviou aos três ramos das Forças Armadas uma directiva na qual se afirmava que «só os militares [...] estão em condições de servir o projecto de construção da sociedade proposta pelo Movimento do 25 de Abril, sociedade onde não seja mais possível a exploração do homem pelo homem» ( Jornal de Notícias , 2-12-1975).
E, ao tomar posse como Chefe do Estado-Maior do Exército, no dia 6 de Dezembro, Ramalho Eanes, então promovido a general, declarou como «objectivos políticos prioritários a independência nacional e a construção de uma nova sociedade democrática e socialista.» ( Jornal de Notícias , 7-12-1975)
2- A tese do «contra-golpe»
Desde o 25 de Abril, todos os golpes e tentativas de golpes contra-revolucionários — golpe Palma Carlos, 28 de Setembro, 11 de Março e outros — foram explicados pelos seus autores, apoiantes e cúmplices como respostas a golpes ou tentativas de golpes do PCP visando o assalto ao poder. Assim sucedeu também no verão quente de 1975, quando forças contra-revolucionárias desenvolviam o terrorismo bombista e preparavam um novo golpe militar.
Ao contrário do que dizem (como acabamos de ver) os principais protagonistas do 25 de Novembro, Mário Soares e seus amigos não desistiram até hoje de dizer que, no 25 de Novembro, « houve uma tentativa de golpe, animado pela Esquerda Militar e pelo PCP, e uma resposta, [...] um contra-golpe da parte do sector democrático, isto é, militares moderados, “Grupo dos 9” e PS » (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 487).
Esta versão dos acontecimentos foi através dos anos repetida incansavelmente.
José Manuel Barroso , sobrinho de Soares e adjunto de Spínola, é ainda mais categórico: « O 25 de Novembro [diz ele] foi um golpe de força militar, preparado pelo Partido Comunista ». «“Páras” e “fuzos” receberam, assim, ordens de saída directamente da direcção militar do PCP ». O 25 de Novembro foi «uma operação dirigida por dois postos de comando: um, militar, situado no SDCI, e outro, civil, a partir da direcção militar do Partido Comunista » ( Diário de Notícias , 25-11-1993).
Manuel Monge , destacado oficial spinolista próximo de Soares e que tinha fugido para o estrangeiro com Spínola depois do 11 de Março, afirma também que «o 25 de Novembro foi um golpe desencadeado pela ala “gonçalvista” do MFA com o total apoio do PC. » ( Público , 17-4-1994.)
E, já agora, lembremos que, em 1997, Carlucci informava a Câmara dos Representantes de que no 25 de Novembro «o golpe comunista foi derrotado » ( Dossier Carlucci/CIA , ed. cit., p. 109).
Como a orientação e acção do PCP e os acontecimentos provassem que não tinha havido nem golpe nem tentativa de golpe do PCP, inventou-se então a tese do «recuo» — a história de que o PCP, vendo que o seu golpe militar, já desencadeado, iria falhar, recuou e desistiu do golpe . Essa tese do «recuo do PCP» é condimentada com uma insultuosa afirmação de Mário Soares: que o PCP teria lançado o golpe, mas, vendo que ia ser derrotado, deixou no terreno os esquerdistas «abandonados pelo PC» à sua sorte e à repressão (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 487). Falsidade e calúnia retomada por Freitas do Amaral ( O Antigo Regime e a Revolução, ed. cit., p. 477).
Explique-se. Esta invencionice, como argumento, deturpa dois factos reais: Um , as orientações dadas pela Direcção do PCP na noite de 24 para 25 a algumas das suas organizações para não se deixarem arrastar em atitudes ou na participação em aventuras esquerdistas de confronto militar (casos do Forte de Almada e do RAL 1).
Outro , uma conversa telefónica na mesma noite de 24 para 25 entre o Presidente da República Costa Gomes e o secretário-geral do PCP, Álvaro Cunhal, em que este, tendo tomado a iniciativa do contacto, nos termos habituais da ligação institucional com a Presidência da República, comunicou ao Presidente, desmentindo especulações em curso, que o PCP não estava envolvido em qualquer iniciativa de confronto militar e insistia em apontar a necessidade de uma solução política. Soares diz contudo que Costa Gomes conseguiu «convencer o Partido Comunista a desistir » do 25 de Novembro (entrevista ao Público-Magazine , 24-4-1994). A verdade é que não houve «recuo» nem «desistência» porque não houve golpe nem tentativa de golpe do PCP, mas a realização empenhada da orientação definida pelo Comité Central em 10 de Agosto, até ao último minuto, incluindo as indicações acima referidas dadas às organizações do Partido e a diligência que se lhes seguiu junto do Presidente da República.
Apesar de ficar claramente comprovado que o 25 de Novembro foi um golpe militar contra-revolucionário, há muito em preparação, Soares diz ainda, tantos anos passados, que «a tese de Álvaro Cunhal» de o 25 de Novembro ter sido um golpe e não um contra-golpe « permanece hoje historicamente indefensável » (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 490).
A verdade dos factos e os testemunhos mais válidos (de Costa Gomes, de Melo Antunes, de Vasco Lourenço, de Ramalho Eanes) mostram que «indefensável» é a «tese» de Soares e seus amigos quando insistem no golpe do PCP e no contra-golpe de 25 de Novembro.
3- O «cerco» de S. Bento
Na medida em que avançava a preparação do golpe militar contra-revolucionário, travou-se acesa luta política em torno dos trabalhos e das funções da Assembleia Constituinte.
Soares pretendia (tal como Freitas do Amaral) que a Assembleia Constituinte, sem aprovar a Constituição, se transformasse de imediato num órgão do poder para fazer leis gerais e escolher novo governo. Pretendia no imediato, tendo Mário Soares como Primeiro-Ministro, formar governo em substituição do VI Governo Provisório. Jorge Miranda a pedido do PS e do PPD (segundo testemunho de Freitas do Amaral a pp. 531-532 do seu livro já citado) chegou a redigir um projecto de lei constitucional segundo o qual a «Assembleia Constituinte assume a plenitude dos poderes legislativos e de fiscalização do Poder Executivo em Portugal» (art. 1º ). Compreende-se assim melhor que, nas suas memórias, Mário Soares chame «Parlamento» à Assembleia Constituinte (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 483). Pretendia ainda, como os acontecimentos pouco depois comprovaram, impedir a aprovação da nova Constituição.
Na preparação do golpe contra-revolucionário, que veio a realizar-se em 25 de Novembro, e no quadro desses objectivos, chegou a ser examinada a possibilidade de transferência para o Porto dos chefes da conspiração, de unidades militares comprometidas e da Assembleia Constituinte, para depois, a partir do Norte, desencadear a guerra civil e esmagar militarmente o Sul, o que chamaram a «Comuna de Lisboa».
O conhecimento da existência desse plano é necessário para compreender a conduta de Mário Soares no chamado «cerco a S. Bento», assim chamado pela contra-revolução.
Foi o caso de, em tão polémica situação, no dia 12 de Novembro, os trabalhadores terem realizado uma concentração em frente da Assembleia Constituinte com objectivos de carácter reivindicativo laboral.
Conhecendo as posições dos vários partidos relativas às suas reivindicações, os trabalhadores aplaudiram os deputados do PCP e alguns outros, que saíram calmamente do edifício e seguiram os seus destinos.
Mário Soares conta à sua maneira os acontecimentos:
«Vieram dizer-me que havia uma importante manifestação de operários da construção civil em frente ao Palácio. Fui a uma janela e apercebi-me de que uma verdadeira milícia paramilitar [?!!!], que enquadrava [?!!!] os manifestantes, se preparava [?!] para ocupar certas posições chave perto das saídas » (?!) (Mário Soares, Portugal: Que Revolução? , ed. cit., p. 187).
Segue-se a descrição da «fuga», que vale a pena ler como testemunho de uma operação teatral, espectacular e rocambolesca. Corredores fora no edifício, «começou a correr» com seus amigos, atravessou em correria os jardins de S. Bento até lá cima à residência do Primeiro-Ministro e saiu pelas traseiras... (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 483). O próprio Soares conta este episódio com um colorido que faz inveja aos melhores ficcionistas. Leia com gosto, se tiver ocasião.
A história do «cerco de S. Bento», como ameaça comunista de assalto à Assembleia Constituinte com tais «milícias paramilitares», correu mundo, espalhada pela contra-revolução, tal como tinham sido os casos República e do Patriarcado.
A ameaça comunista e a «fuga» a que Soares fora forçado para escapar ao perigo «provavam» que a Assembleia Constituinte não tinha condições para continuar em Lisboa.
Segundo o pormenorizado plano de ir para o Norte, era imperativo deslocar a Assembleia para o Porto, para, a partir do Norte, lançar-se à conquista da «Comuna de Lisboa». É esclarecedor que, no dia 20 de Novembro, PS, PPD e CDS aprovam na Assembleia Constituinte a possibilidade de a Assembleia reunir «em qualquer momento e em qualquer lugar» ( Diário da Assembleia Constituinte , p. 2779).
Para o Porto não foi a Assembleia mas, como veremos, foi Mário Soares, pensando poder realizar o tenebroso plano, que fora rejeitado.
Quanto à manifestação dos trabalhadores, «a ordem repôs-se» com «cedências do Primeiro-Ministro a algumas das reivindicações salariais», segundo acabou por confirmar o próprio Soares (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 483). Para quê ter abalado em tal correria e saído pelas traseiras?
4- O «contra-golpe» falhado
A ida, no próprio dia 25 de Novembro, de Soares para o Porto com os seus amigos, constituiu um episódio que esclarece e evidencia alguns dos mais sérios perigos de um plano muito diferente do que veio a ser o golpe do 25 de Novembro e os seus resultados.
Nesse dia, partindo para o Porto, Soares ia certamente esperançado e decidido a que o golpe contra-revolucionário vitorioso seria um confronto militar violento, que tivesse como resultado a ilegalização e repressão violenta do PCP, do movimento operário e da esquerda militar e a não aprovação da Constituição da República já elaborada pela Assembleia Constituinte.
Um tal plano foi desvendado vinte anos mais tarde pelas extraordinárias revelações de Vasco Lourenço que, nas vésperas do 25 de Novembro, substituiu Otelo no Comando da Região Militar de Lisboa e acompanhou de perto, em ligação com Eanes, a preparação final e a realização do golpe.
Vasco Lourenço revela que, já depois da formação do Grupo dos Nove e da publicação do seu documento, foi levantada e esteve quase em vias de ser aprovada a hipótese (à qual Vasco Lourenço diz ter-se oposto «firme e deliberadamente», porque seria «provocar a guerra civil») da « retirada para o Norte, com as forças que nos apoiavam (Comandos da Amadora, Artilharia de Cascais, Infantaria de Mafra e Cavalaria de Santarém), permitindo, ou provocando, [!] que se criasse a Comuna de Lisboa , que depois se procuraria reconquistar» (artigo in Revista História , nº 14, Novembro de 1995, p. 35). Seria também de considerar «passar a reunir no Porto» a Assembleia Constituinte ( ibid. ), ideia esta que Mário Soares sugere, inventando e lançando a cabala do «cerco a S. Bento» pelos comunistas. Sendo impossível à Assembleia funcionar como Constituinte em tais condições, com a ida para o Porto tornar-se-ia um Parlamento, faria leis e escolheria o governo, como consta do projecto de lei constitucional de Jorge Miranda atrás referido.
Reveladora também da natureza e execução do mesmo plano a pouco conhecida transferência para o Norte do ouro do Banco de Portugal , em «operação devidamente concertada com o sindicato dos bancários, na altura de orientação conjunta socialista e MRPP» ( Vida Mundial , Dezembro de 1998).
Os factos mostram que, ao ir para o Porto no dia 25, ainda Soares sonhava com a «hipótese» de guerra civil contra a «Comuna da Lisboa» desvendada anos mais tarde por Vasco Lourenço.
Também Melo Antunes informa «a sua vontade de evitar a deslocação do poder para o Norte, com a intenção de daí se partir à conquista da “comuna de Lisboa” » ( Vida Mundial , Dezembro de 1998, p. 50).
As revelações de Vasco Lourenço e de Melo Antunes são ainda mais esclarecedoras, se lhes acrescentarmos outras confissões, igualmente sensacionais, feitas pelo próprio Soares a Maria João Avillez: « Talvez uma semana antes do 25 de Novembro, o então Primeiro-Ministro [da Grã-Bretanha] James Callaghan enviara-me um oficial do Intelligence Service que eu, através de Jorge Campinos, apresentei aos militares operacionais [é pena não dizer quais] que, entretanto, tinham começado a gizar o seu plano militar — conforme Callaghan conta nas suas Memórias.»
«A consumar-se a divisão entre o Norte e o Sul do país [informa Soares], o Reino Unido não só nos apoiaria politicamente, como colaboraria ainda com Portugal através de apoios concretos. Prometeram-nos fazer chegar rapidamente ao Porto combustível para os aviões e também armamento. » (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 491.)
Isto é: Uma semana antes do 25 de Novembro já Soares estava a combinar com os ingleses a ida para o Norte, o fornecimento de gasolina para os aviões e de armamento.
E não só. Conta Rui Mateus referindo os apoios financeiros dos ingleses: que «a entrega mais [...] volumosa, seria a 24 de Novembro, nas vésperas da partida de Mário Soares para o Porto. [...] As instruções que Mário Soares me tinha dado eram no sentido de eu me dirigir com o “pacote” a sua casa, pois o seu conteúdo era necessário para esta segunda viagem para a capital do Norte. Dirigi-me então [...] à sua casa no Campo Grande.» ( Contos Proibidos. Memórias de Um PS Desconhecido , Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1996, p. 89.)
Acompanhemos o desenrolar dos acontecimentos militares. No dia 25 de Novembro, pilotos e aviões são levados de Tancos para Monte Real e Cortegaça, os pára-quedistas abandonados pelos oficiais saem de Tancos e ocupam o Estado-Maior da Força Aérea em Monsanto. Está tudo preparado para desencadear em Lisboa as operações do golpe contra-revolucionário há muito preparado e definido no «Plano das Operações». Soares vai à sede do PS, aí «trocando informações com os seus camaradas e recolhendo dos militares as precisões possíveis». Vai depois ao Palácio de Belém, onde «se montara um posto de informações chefiado pelo tenente-coronel Ferreira da Cunha» , o mesmo que no 11 de Março se encontrava com Manuel Alegre e outros dirigentes do PS. «Após ter sido decretado por Costa Gomes o “estado de emergência”, mas quando a situação militar era muito confusa e Lisboa estava cercada [em vez de ficar no teatro de operações do golpe a desencadear-se nesse mesmo dia], decidiu-se, numa reunião da direcção do Partido, que alguns de nós iríamos para o Porto» (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 490).
Chegara para Mário Soares a hora do seu «contra-golpe», a hora do plano referido por Vasco Lourenço, ao qual este se tinha «firmemente oposto»: a retirada para o Norte «permitindo, ou provocando, que se criasse a Comuna de Lisboa, que depois se procuraria reconquistar». Agora não seria com as unidades das Forças Armadas nessa altura consideradas. Mas poderia ser com as unidades do Norte e do Centro e com os pilotos e aviões que tinham abandonado Tancos e estavam em Monte Real e Cortegaça. E com mais armas, que poderiam fornecer os amigos ingleses, conforme não só prometera Callaghan directamente, mas confirmara por intermédio de um oficial do Intelligence Service .
E, à maneira da «fuga» espectacular do «cerco de S. Bento», aí vão eles agora para o Porto — do Estoril para Sintra, pela estrada da costa, até às Caldas da Rainha, ali pela Nazaré e S. Pedro de Muel até ao Porto (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 490).
Conta Freitas do Amaral que Mário Soares, imediatamente antes de partir para o Norte, lhe telefonou a «“pedir-lhe que desse instruções para os dirigentes e os Deputados do CDS irem também todos para o Porto”», a fim de a partir dali combaterem a «Comuna de Lisboa». Perguntando-lhe Freitas do Amaral: «Acha que devemos partir antes do fim-de-semana?», Mário Soares respondeu-lhe «à queima-roupa: “Antes do fim-de-semana não, Sr. Professor. Têm de partir antes do jantar. Hoje mesmo”.» ( O Antigo Regime e a Revolução , ed. cit., p. 461.)
Melo Antunes e Costa Gomes fazem interessantes apreciações à ida para o Porto de Soares e seus amigos no momento crucial do 25 de Novembro.
Melo Antunes, usa palavras importantes para compreender esta deslocação: «Admito que tenha havido conivência entre o PS e o Pires Veloso, nomeadamente na ideia da fuga para o Norte , que, do meu ponto de vista, era completamente disparatada e só ia criar condições de dramatização, que podiam conduzir à guerra civil . Passado este tempo todo, não me custa a admitir que o PS, em particular o Mário Soares, quisessem ter, mais uma vez, um enorme protagonismo no meio disto tudo, aparecendo no fim como os grandes heróis. » (Entrevista a Maria Manuela Cruzeiro, revista Indy , 27-11-1998.)
Diz por sua vez Costa Gomes : «Achei de um ridículo espantoso a decisão de os principais dirigentes do PS se refugiarem no Norte . E parece que o Mário Soares foi um deles. Acho que isso é uma fraqueza que as pessoas têm de vez em quando. Talvez levadas, porque vejo o Mário Soares como uma pessoa corajosa. Mas, nesse momento não foi o mais corajoso. Fugiu do centro onde havia maior actividade revolucionária para um sítio onde julgava que havia paz . Mas era uma paz podre, com laivos de MDLP. » (Entrevista a Maria Manuela Cruzeiro, revista Indy , 27-11-1998. Cf. Costa Gomes. O Último Marechal , ed. cit., p. 363.)
Costa Gomes revela com frontalidade a situação, mas os factos atrás apontados mostram que não se tratou de uma «fuga» e sim da partida para a realização de um plano.
Indo para o Norte, onde o aguardavam o comandante da Região Militar Pires Veloso e Lemos Ferreira, levando os aviões e pilotos de Tancos, e contando com o apoio político, diplomático e financeiro da Grã-Bretanha, gasolina para os aviões e mais armamento, Mário Soares vai com a ideia de que o golpe contra-revolucionário em Lisboa poderá ser derrotado e então ele, a partir do Norte, desencadeará a guerra civil para esmagar a «Comuna de Lisboa».
E, sobre os pilotos que, com os aviões, abandonaram «em bloco» Tancos, e que «constituíam a parte mais importante dos “páras”» e os seus comandos todos, não é de mais lembrar que Costa Gomes lhes atribui grande responsabilidade por abandonarem os «páras» ( Indy, 27-11-1998) que em desespero foram ocupar em Monsanto o EMGFA e prender o seu comandante.
No Norte, os aliados de Soares não eram famosos.
Segundo Melo Antunes, Soares e o PS « aliaram-se ao que de pior havia nas Forças Armadas. Como já se haviam aliado ao Spínola . Numa aliança que se tornou mais evidente depois da vinda dos oficiais do ELP e do MDLP. Que se tornaram nos aliados militares preferenciais do PS.» ( Indy, 27-11-1998).
No Porto (já realizado o encontro com Pires Veloso e Lemos Ferreira) Soares dá, no dia 26, uma conferência de imprensa. Insistindo na sua tese do «contra-golpe» à tentativa de um golpe comunista, afirma que o 25 de Novembro foi (o inventado golpe comunista, claro) « o mais grave atentado à democracia portuguesa desde o 25 de Abril » ( Primeiro de Janeiro , 27-11-1975).
Dois dias depois, num comício realizado também no Porto, acusa: «os responsáveis são em primeiro lugar os dirigentes do PCP» ( Jornal de Notícias , 27-11-1975). Sottomayor Cardia classifica o 25 de Novembro como « uma insurreição comunista para a conquista total do poder e eliminação dos adversários do comunismo » ( O Jornal , 5-12-1975).
Nesse comício destacou-se uma delegação do PC de P(m-l), muito aplaudida segundo o jornal, com um sugestivo cartaz: «Prisão para Cunhal e seus lacaios» ( Comércio do Porto , 27-11-1975).
Vê-se que Soares e o PS se identificavam, quanto aos objectivos do golpe, não com o que veio a ser o golpe e o seu resultado, mas com os fascistas e «laivos de MDLP» como Costa Gomes refere. Com spinolistas e «o pior que havia nas Forças Armadas», como refere Melo Antunes. Com os reaças a ferver para « vir por aí abaixo matar comunistas », como diria dias depois o chefe da rede bombista do MDLP Alpoim Calvão. Ainda com a ideia de liquidar pelas armas a «Comuna de Lisboa».
Uma observação mais para melhor se compreender o alcance das palavras.
Os contra-revolucionários chamaram «Comuna de Lisboa» à eventual conquista insurreccional do poder pelo PCP na grande região de Lisboa. Este nome não foi utilizado por acaso. Foi por analogia com a «Comuna de Paris» de 1871, a qual nas palavras de Marx «era essencialmente um governo da classe operária» (Marx//Engels, Obras Escolhidas em três tomos, Edições «Avante!»-Edições Progresso, Lisboa-Moscovo, 1983, Tomo II, p. 243). Tão-pouco por acaso a analogia da repressão que projectavam para a «Comuna de Lisboa» com a conquista de Paris pelas tropas reaccionárias e o terrível e cruel esmagamento da «Comuna de Paris» com fuzilamentos em massa de dirigentes e da população.
5- A saída da crise político-militar
A preparação e a execução do golpe militar contra-revolucionário de 25 de Novembro realizou-se no quadro complexo e movediço de alianças diversas e contraditórias, de arrumações e desarrumações de forças em movimento, de objectivos políticos e militares diferenciados e incompatíveis no que respeita ao que cada qual pretendia como resultado final do golpe.
Mário Soares e o PS participaram com importante contribuição na formação da grande aliança contra-revolucionária anticomunista e anti-MFA, que conduziu ao golpe. Mas, pela identificação dos seus objectivos e pela sua colaboração estreita e prioritária com as forças mais reaccionárias, estiveram à margem do processo efectivo de preparação do golpe e não conseguiram desencadear o que apelidavam de «contra-golpe», nem conseguiram o seu objectivo de reprimir e ilegalizar violentamente o PCP e o movimento operário.
Muitos anos mais tarde, Soares diz que, logo no dia 26, apoiou e «pareceu-lhe sensata» a célebre declaração de Melo Antunes na televisão: que «os comunistas eram indispensáveis para que se cumprissem as regras do jogo democrático» (Maria João Avillez, Soares. Ditadura e Revolução , ed. cit., p. 489). Fantástica reviravolta, na hora do fracasso da tentativa de desencadear a guerra civil a partir do Norte.
A verdade é que, no 25 de Novembro, Soares, de companhia com a extrema direita, sofreu séria derrota política . Nem a liquidação militar da «Comuna de Lisboa», nem guerra civil, nem ilegalização e repressão do PCP, nem intervenção efectiva na saída política da situação. É pertinente a observação de Melo Antunes de que «não é por acaso que das suas declarações continuam a não constar grandes referências ao 25 de Novembro» ( Indy, 27-11-1998).
Há quem não compreenda como foi possível a surpreendente solução política, que no imediato veio a resultar do golpe. Com a salvaguarda das liberdades e da democracia. Com a formação de um governo em que continuou o PCP. Com a aprovação e promulgação da Constituição pela Assembleia Constituinte.
E entretanto essa solução política era uma possibilidade há muito considerada pelo PCP na sua análise da situação e na sua acção prática. Uma tal saída política do golpe «contra o PCP» resultou da aliança, não negociada, não debatida, não acordada, não explicitada, mas aliança com o PCP, conjuntural e objectivamente existente , de chefes das Forças Armadas, destacados participantes na preparação do golpe e na sua execução, mas defensores da continuação das liberdades e da democracia política.
A aliança, que decidiu da saída política do 25 de Novembro, não foi pois a que Mário Soares indicava como sendo a do «contra-golpe» — «militares moderados, Grupo dos Nove e PS». Não, não foi essa aliança que realizou o 25 de Novembro nem a que interveio na saída política do golpe. No complexo quadro da grande aliança contra-revolucionária, o PS, no 25 de Novembro, acabou por ficar de fora , como atrás anotámos. É Eanes que, citando o «Plano de Operações», o testemunha ( O Independente , 29-4-1994).
De facto, o «Plano de Operações», publicado como anexo em vários livros, e não nos consta tenha sido desmentido, justifica inteiramente essa afirmação.
Embora admitindo poder vir a ser necessário um «plano de acção política com deslocação dos órgãos do poder político para o Norte», o Plano estabelece que «a acção decisiva processar-se-á na Região Militar de Lisboa» «seja ou não» a iniciativa das «forças da ordem».
Elaborado sob a direcção pessoal de Eanes (como Gomes Mota informa e Vasco Lourenço confirma) o Plano permite explicar e compreender muitos dos aspectos mais contraditórios e polémicos do golpe.
O «Plano de Operações» contém, objectivamente, não o plano de um contra-golpe mas de um golpe. Não uma acção militar para responder a um golpe efectuado ou em curso, mas o plano de um golpe militar, exigindo longa preparação, com o objectivo de pôr fim a uma situação político-militar cuja responsabilidade atribuem ao PCP.
O Plano é concebido como um golpe à escala nacional e com plano de operações em todas as regiões. Faz um balanço das «unidades favoráveis» e «unidades não seguras» indicando as operações militares do golpe decorrentes da situação avaliada em cada caso.
Aponta os termos concretos da intervenção tanto das unidades das Regiões Militares do Norte, do Centro, do Sul e de Lisboa, como dos partidos que apoiam o golpe.
O Plano, embora admitindo que o momento da execução possa ter de ser determinado por circunstâncias não previstas, «está elaborado para a hipótese da iniciativa ser das forças da ordem» (hipótese 2ª) e vai ao ponto de indicar a altura do dia para o começo das operações de tais ou tais unidades.
O Plano, nas alternativas que coloca em muitos casos ao desenvolvimento das operações, contém uma avaliação de incertezas e contradições, que reflectem e correspondem às contradições do próprio golpe.
Por um lado, constitui um elemento do processo geral da contra-revolução no caminho para o fim da dinâmica revolucionária, para a efectiva dissolução do MFA, para o restabelecimento da hierarquia militar controlada pelas forças de direita.
Por outro lado, o seu resultado imediato não foi a repressão ao PCP e ao movimento operário e a instauração de uma nova ditadura, como queriam, e não estiveram longe de conseguir, os protagonistas e apoiantes fascistas e fascizantes, mas a continuação (com os comunistas e com um forte movimento sindical de classe) de um regime democrático.
Os principais dirigentes dos partidos que tinham participado e apoiado a realização do golpe evitaram até hoje dar sobre isso uma apreciação frontal. Deixaram isso para o Jardim e para os bombistas.
Pouco conformado com a saída política, Galvão de Melo (em 8 de Dezembro), brandindo a moca, apelava para que os comunistas fossem lançados ao mar.
Alberto João Jardim diria mais tarde que «o problema foi que as Forças Armadas voltaram a falhar por deixarem incompleta a missão patriótica, em que se envolveram a 25 de Novembro. Passou-se uma esponja sobre os crimes que vinham sendo cometidos desde o 25 de Abril » « mantiveram uma Assembleia Constituinte eleita em condições de total falta de imparcialidade e liberdade para vários partidos políticos, o que deu a borrada ainda hoje em vigor, quando deviam ter dissolvido essa Assembleia e, então sim, isso feito, realizar eleições verdadeiramente livres» ( O Diabo , 4-4-1994).
O chefe do movimento terrorista Maria da Fonte responsável por numerosos assaltos, atentados, destruições de instalações do PCP, lamentando não ter vencido o «Plano» gizado para liquidar fisicamente o PCP, referirá o golpe realizado como «aquele 25 de Novembro», «o pudico golpe militar de Novembro de 1975», que quis «evitar» que a intervenção dos civis na execução do «Plano» «pudesse resultar em algumas centenas de mortos» (Paradela de Abreu, ob. cit., pp. 153 e 154). Que importância teria isso?
Joaquim Ferreira Torres, destacado activista do MDLP e contratador do mercenário Ramiro Moreira, considerou o 25 de Novembro « uma traição » ( ob. cit. , p. 188).
Também o cónego Melo ficou manifestamente desiludido. Tanto empenho, tanta mobilização das populações arregimentadas pela Igreja e pelos padres, tantos assaltos e destruições de Centros de Trabalho do PCP, tantas bombas, tantos atentados — alguns dos quais até tem sido difícil manter impunes — e afinal um tal resultado: liberdades, regime democrático, aprovação da Constituição. Desapontamento profundo. Não sabe como explicar mas explica: « O 25 de Novembro foi da total responsabilidade dos marxistas […] foi uma luta de marxistas » (entrevista ao Diário do Minho/Rádio Renascença , 13-3-1999). Só faltava mais esta, não é verdade?
Como podiam fascistas e fascizantes, militares radicais, bombistas do MDLP, do Maria da Fonte e do ELP, como podiam PS, PPD e CDS aceitar que a saída política de um golpe contra-revolucionário anti-PCP fosse a continuação e retomada de funções de um governo com a continuação da participação do PCP, com um ministro e seis secretários de Estado?
Não podiam aceitar e não se deram por vencidos. Voltaram à carga no imediato numa ressaca que, como veremos, teve como objectivos imediatos fundamentais inverter a situação, impedir a aprovação e promulgação da Constituição pela Assembleia Constituinte e assegurar a efectiva tomada do poder pela contra-revolução. "
in Álvaro Cunhal (ex-secretário-geral do Partido Comunista Português). Capítulo 8 do livro "A verdade e a mentira na Revolução de Abril: A contra-revolução confessa-se", Edições Avante!, Lisboa, Setembro de 1999, ISBN 972-550-272-8

O medo da verdade

Arrumando a minha secretária a esta hora da noite descobri dois textos que retirei do DN no dia 23 de Novembro. Podiam muito bem ser textos de muitos anos antes, mas não. São, infelizmente, textos de opinião do ano de 2005.

Afinal, qual o medo que têm da verdade?

Aqui temos uma lição que deviamos aprender ou, no mínimo, respeitar.

sexta-feira, junho 02, 2006

Obrigado Sr. Presidente!

Caro Presidente,

em nome de Portugal e da dignidade humana, Obrigado pela sua decisão!

.

Eu até concordo... mas também não...

Afinal isto não é aparelhismo. Reforçaram os poderes ao Tribunal de Contas.

Apenas querem ter mais controlo sobre tudo.

Mas quem é o Presidente?

Volta, estás perdoado!

Lá estão eles a pedir o regresso da Ex Dama do Mar

Ainda dão voz a Sarilhos...

«Vou defender a clarificação da responsabilidade dos jornalistas e do exercício transparente da sua actividade. Estamos no contexto da definição de um novo estatuto dos jornalistas. Vou propor que passem a ser objecto de registo de interesses»,
Carrilho frisou que «qualquer autarca é obrigado a apresentar uma declaração de registo de interesses» e defendeu que os jornalistas «são os instrumentos do escrutínio da transparência e só têm a ganhar se tudo o que respeita ao seu interesse for também transparente para os cidadãos e não opaco».

Quem tinha a ganhar se este gajo se calasse eramos todos nós.
E se as listas para deputados fossem nominais tenho a certeza que na Assembléia da República não figuraria um tal Manel Maria Sarilho.
E jamais teriamos que clarificar mais uma vez que ninguém gosta dele pelo registo de interesses que não existe...

Errar porque alguém errou é errar a dobrar

Acusam a ministra de generalizar e depois fazem isto...

Eu avisei...

Eu até concordo com eles, mas aposto que vai ser a uma sexta ou uma segunda.

Com sorte ainda apanha algum feriado...

E como já produzimos muito, os programas são pequenos e fáceis e não temos atraso nenhum na educação...

quinta-feira, junho 01, 2006

Oh! Srª Ministra, não havia necessidade!

A Srª Ministra da Educação resolveu, depois de alguns sinais, verbalizar uma brutal critica aos professores, acusando-os de serem os responsaveis do mau estado do ensino em Portugal.

Como diria o meu primo, «o que é que é isso oh meu?!»

Mas porque razão resolveu a Ministra responsabilizar apenas um dos vários agentes educativos? Até podem ser os que mais culpa têm, mas não serão certamente os únicos!

E porque razão, generaliza desta forma a classe docente? Numa frase demolidora (para a Ministra, claro) meteu todos os professores no mesmo saco.

Gostaria de tentar perceber os porquês!

agora sim!

Quais diferenças? Um verdadeiro partido do sitema!

talvez agora consigam mais filiações dos descontentes "vermelhos" ;)

VIVA O DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

O dia da criança deviam ser todos os dias. Elas, as crianças, são os seres mais enigmáticos do mundo. Do nada fazem tudo, no nada vêem tudo. A fantasia é uma constante, e o questionamento da realidade é incessante.
Porquê?! - deve ser das palavras que mais usam... e agora estava a lembrar-me do anúncio da Compal (já comeste fruta hoje? Não! Porquê?!) e da Reciclagem (Porque é que na rua do Manuel há um ecoponto e na minha não?!) - estes anúncios deixam-me sempre com um sorriso :)
Infelizmente, nem todas as crianças têm as condições mínimas para sobreviverem (sanitárias, infraestruturais, económicas,...), nem todas as crianças têm pais ou alguém que as ame e cuide delas... Infelizmente, também muitos adultos esqueceram a criança que um dia foram - o que causa muitas dores de cabeça às crianças que os rodeiam, mas que também tira felicidade e desejo de "ir mais além", de descobrir coisas novas, de olhar para o mundo como se fosse a primeira vez, de apreciar as coisas mais simples.
Gostava por isso, que ao menos hoje tentassem recordar a primeira vez que: olharam uma flôr; deram a mão a um(a) amigo(a); caíram no chão por tropeçar nos pequeninos pés por as pernas ainda meio sem força e prática não corresponderem aos "comandos"; que viram o oceano e o acharam imenso... Isto para que nunca se esqueçam de que foram crianças.
Como diz Saint Éxupery no Principezinho, "as pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações".

E que tal...

Vamos iniciar uma petição!

Em vez da vida de cão que levamos, porque não fazer uma petição para que o Estado gaste menos, a burocracia seja diminuida, a justiça seja cega e célere, contra as golden share, a favor da possibilidade de escolha do sistema de segurança social, uma fiscalidade séria, fácil, justa e actual, um novo sistema de avaliação dos professores, a avaliação efectiva dos funcionários públicos, saber quantos são, o que fazem, porque fazem e saber porque continuamos a pagar milhões para sindicatos, associações e afins que promovem greves à sexta feira...

Isto é que é uma petição a sério!

quarta-feira, maio 31, 2006

assim vai a (des)União Europeia

"As relações entre a Europa e os Estados Unidos encontraram um obstáculo, depois de o Tribunal das Comunidades Europeias ter ilegalizado o fornecimento de dados sobre passageiros de companhias aéreas às autoridades americanas. Tais informações envolvem 34 dados incluídos nos registos dos passageiros, como nome, endereço, número de telefone, números de cartões de crédito e acompanhantes.Os EUA exigem o fornecimento destes dados para a luta antiterrorista e, em Maio de 2004, a UE aceitou tal transferência de informações, apesar de forte contestação no Parlamento Europeu (PE) e de grupos de direitos cívicos, invocando a preservação da privacidade. Ontem, o Tribunal das Comunidades Europeias, com sede no Luxemburgo, decidiu anular este acordo, alegando que "assenta numa base legal inapropriada". O tribunal também considerou que a posição da Comissão Europeia, para quem os dados fornecidos ficam protegidos nos EUA, não tinha base legal. (...) O tribunal deixou em aberto a possibilidade de cada Estado-membro assinar acordos bilaterais com os EUA sobre esta matéria."
Assim vai a (des)União Europeia! Já agora, e se os EUA facultassem os dados dos aviões da CIA que aterraram ilegalmente em Portugal e no resto da UE, bem como o nome dos indivíduos que lá vinham?!
Esta suposta União, liberal e capitalista, enjoa-me de tanta fraqueza, quer de carácter, quer de força política, quer de coesão, quer de prática, quer de espírito.
Construiu-se Portugal à conta de tantas lutas e guerras, para agora andarmos aqui a fazer parelha no meio desta Europa pacóvia, sem sentido de luta pelos seus direitos e liberdades. Pensar que dividimos o mundo ao meio com a Espanha, não fomos anexados, demos uma coça ao Napoleão, e hoje em dia somos isto!
Como não sermos tristes e andarmos sempre com "o fado na boca e no coração"?!...

Gosto muito de cães, mas...

Será que não há coisas mais importantes para fazer? Um governo para criticar, velhinhos para ajudar...

"Um projecto de resolução apresentado pelo PSD na Assembleia da República pretende instituir o dia 06 de Junho como o «Dia Nacional do Cão», um animal que, diz o partido, vive junto do Homem desde a pré-história. "

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=230119

Novo sucesso da Produtora GovernosemRumo

Mais um grande sucesso desta produtora rosa, que não deixa créditos por mãos alheias!!
Atacar lobbies defendendo-os e lançando confusão e pânico é o lema!
Como não quiseram mudar efectivamente o estatuto da carreira docente inventam um enredo onde os pais avaliam os professores dos filhos! Nada mais lógico, se queremos calar quem diz que não há avaliação e ao mesmo tempo manter o lobbie dessa classe. Realmente, só esta produtora com mais um grande sucesso. Melhor só o meu odioso noivo!

terça-feira, maio 30, 2006

From Sweden with Love

"Sou de direita sempre que possível, de esquerda sempre que necessário!"
Olof Palme

... e depois foi abatido a tiro à saida de um cinema em Estocolmo!
Não sei o que pensar!

Nem sei o que dizer...

"O primeiro partido declaradamente pedófilo foi criado hoje na Holanda, o NVD (Amor ao próximo, Liberdade e Diversidade), o qual tem como objectivo permitir a pornografia infantil e as relações sexuais entre adultos e crianças. "

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=230028

re: assumam-se

É verdade que hoje em dia se veêm poucos sociais democratas por aí, é verdade, também, que os poucos que se veêm estão no partido socialista e não no psd.
Contracenso? não, sempre foi assim e só quem não tem o mínimo de conhecimento de ciência política não consegue identificar esta questão...é que quer o PS quer o PSD partilham um espaço comum que é o centro!!!
Segundo a ciência política o PS em Portugal é um partido que se enquadra na família socialista através do "ramo" da Social-Democracia dentro da linha Olof Palm e portanto um partido de centro-esquerda; o PSD enquadra-se na família popular europeia através dos Neo-Liberais e portanto tornando-se num partido de centro direita.
Após isto senhor Rodrigo pode ser que entenda que não está numa questão de assunção ideológica mas sim num autoreconhecimento daquilo com que nos identificamos.
É QUE TU PODES NÃO SER DE ESQUERDA MAS ÉS CONCERTEZA DO CENTRO.
Um abraço

segunda-feira, maio 29, 2006

se até os bichinhos gostam ...

Independentemente das causas, alguém se considera doente?
Também é verdade e já diz o povo tudo o que é demais ...

sábado, maio 27, 2006

Coincidências...

para quê comentar ...

vejam !!!!!!

O Lino também vai?

Oh Freitas!

Li aqui que te vais reunir com o homólogo espanhol.

Não vais levar o teu companheiro de governo Lino? E falaste com ele? Espero que não!

E cuidado com o que vais dizer e fazer! A tua coluna já não aguenta mais ...

Ah! Só mais uma coisa, por muito que nos custe, lembra-te que defendes Portugal!

Boa viagem ...

Assumam-se!

Não quero ser injusto com muitas pessoas, pois no PS ainda há quem seja, realmente de esquerda ... quem seja socialista! E muitos desses vão sendo coerentes nas suas atitudes e discursos.
Outros há que se dizem socialistas, mas será que o são?
Nem falo do Primeiro Ministro (que se iniciou numa boa escola política eheh) que esse já disse e demonstrou que nem socialista nem de esquerda.
Mas olhando para o actual governo e puxando pela memória para todos os outros governos "socialistas" (Guterres e até Soares) onde andam os socialistas?????
Sempre se denotou que os governos PS são quem se dá melhor com o grande poder financeiro!
E agora com o "ambientalista nascido no alto Douro mas que se diz da Covilhã" é tudo às claras.
Nem vou falar do que gira em torno de OPA's, TGV's, Ota's e outros ... deixo apenas mais este exemplo ...
Esclareço desde já que não discordo da maioria das soluções apresentadas neste novo regime! Mas eu não sou de esquerda! Nem socialista!

sexta-feira, maio 26, 2006

Povo de Timor Leste (ler com sotaque xananista)

E quando o feitiço se vira contra o feiticeiro?


Não há qualquer espécie de problema! A GNR vai a caminho!

Aqui está um bom exemplo de como os povos sofrem pela manipulação dos seus lideres.
Pena é não me conseguir convencer que os politicos Portugueses não estiveram ao seu nível na maioria dos momentos ao longo deste processo.
Mas como o Xanana conhece bem o mato pode ser que resolva a situação com mais facilidade.

Democracia - em português


Não há por onde fugir.
Os grandes caralhos andam aí.
Irão foder o que lhes vier pela frente.
Ponham-se a pau.

Harold Pinter ‘War/Guerra’ - Editora Quasi - March 2003/ Março 2003
[Tradução de Pedro Marques, Jorge Silva Melo e Francisco Frazão]

Democracy


The big pricks are out.
They’ll fuck everything in sight.
Watch your back.

Harold Pinter ‘War/Guerra’ - Editora Quasi - March 2003

ABALOS PRECISAM-SE

"(...) é humilhante para os portugueses a percepção que o exterior tem de Portugal, com uma contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos."
Jack Welsh - considerado por muitos o melhor gestor do século XX

Este senhor disse algures num jornal público que Portugal necessita de um grande abalo para que se criem sinergias positivas de desenvolvimento e unidade social.

Tão a ver!Eu sempre disse que estavamos a precisar de um igual ao de mil sete e cinquenta e cinco...

Falando de tradição...

Cara Amiga

Se calhar já não estás habituada, mas eu ainda sou do tempo em que Portugal estava sempre a fazer contas infindáveis, com combinações quase impossíveis e resultados impensáveis.

Num tempo em que se falta de falta de valores e identificação nacional, os sub-21 quiseram mostrar que os velhos tempos ainda são os melhores!

ganhar 3-0 à Alemanha e a Sérvia perder com a França. Até não é dificil!

Eu acredito! e VIVA PORTUGAL!

Uns perdem-se no Europeu, outros ganham Europeus *

A portuguesa Telma Monteiro, líder da hierarquia mundial da categoria de -52 kg, conquistou esta sexta-feira o título europeu.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=123&id_news=229494


*com o devido respeito pela Selecção de Sub-21.

Rir é o melhor remédio

Uma universitária andava no quarto ano da Faculdade. Como é comum no meio Universitário, pensava que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza.
Tinha vergonha de que o seu pai fosse de direita e, portanto, contrário aos programas socialistas e seus projectos de lei, que davam benefícios aos que não o mereciam e impostos mais altos para os que tinham maiores rendimentos.
A maioria dos seus professores tinha afirmado que a filosofia dele estava equivocada.
Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai.
Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialéctica de Marx, procurando mostrar que ele estava errado, ao defender um sistema tão injusto como o da direita.
No meio da conversa, o pai perguntou:
Como vão as aulas?
Vão bem, respondeu ela. A média das minhas notas é 18, mas tenho muito trabalho para conseguir estas notas. Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.
O pai prosseguiu:
E a tua amiga Sónia, como vai?
Ela respondeu, com muita segurança:
Muito mal. A média dela é 6, principalmente, porque passa os dias em shoppings e em festas. Pouco estuda e, muitas vezes, nem sequer vai às aulas. De certeza que vai chumbar o ano.
O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:
Que tal se tu sugerisses aos professores ou ao coordenador do vosso curso, para que sejam transferidos 6 valores das suas notas para as da Sónia. Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para ti, mas convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas, para permitir a futura aprovação de vocês as duas.
Ela, indignada, retrucou:
Por quê?! Eu trabalhei muito para conseguir as notas que tive, enquanto a Sónia passeou pelo lado fácil da vida. Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.
O pai, então, abraçou-a carinhosamente, dizendo:
BEM-VINDA À DIREITA!!!!

Obrigado Ricardo A. és o maior!

Mais uma...

E lá vão duas em dois dias...

quinta-feira, maio 25, 2006

não é mesmo comigo

Amiga,

a partir do momento que se diz «longos cabelos», não consigo mesmo perceber ;)

é genético :(

Já que ninguém percebe mesmo...

Todas as noites, Dalila escovava os longos cabelos de Sansão 100 vezes, com um pente de madrepérola.

quarta-feira, maio 24, 2006

eles andem aí ...




... e nós com medo (NOT)!

Tânia, não só por solicitação nossa, mas por vontade do próprio expressa num qualquer comment, faz aí o perfil de um tipo destes!

O doce sabor da vitória dos amigos...

Mais uma vez, a tradição ainda é o que era... David bateu golias! ou devo dizer por outros nomes?? amanhã há mais e na terça outra vez... Será que conseguimos o pleno?

terça-feira, maio 23, 2006

VERGONHOSO, OBSCENO,E SOBRETUDO TRISTE...MUITO TRISTE!!!

O "debate" de ontem do prós e contras foi inclassificável!!!
Começamos por dizer que joprnalistas só lá estava um o Ricardo Costa, o resto era um pseudo político, um pseudointelectual e um pseudo pseudoqualquer coisa!!!!
Em seguida o livro só por si já é mau, centrar um debate nele é ainda pior!!!
O pseudopolítico é de uma falta de nível, de um egocentrismo e de uma incoerência que são extraordinários! Eu tenho vergonha que um ser abjecto, como este, possa ser representante do meu partido onde quer que seja!
Mas o pseudointelectual também não é melhor, pois utiliza o escudo do comentário político para dizer as maiores barbaridades, e enormidades, acerca de tudo e todos. E desta forma lá vai fazendo o mesmo que o pseudopolítico só que com mais habilidade!
O pseudopseudoqualquer coisa já não é nada senão um ponto de referência do passado e nem por isso muito bom porque se se recordarem da sic no seu tempo era a sic do pimba, do sensacionalismo político,da guerra dos shares em que tudo vale!
Engraçado não foi ele que ontem criticou o jornalismo manipulador?...não é o sensacionalismo uma forma de manipulação dos media?....
Por fim o Ricardo Costa, para mim uma refer~encia do jornalismo político em Portugal,um senhor e que fecha o programa com uma chave de ouro na resposta ao vergonhoso papel que o pseudopolítico estava a ter.
Enfim um serão triste o de ontem ,muito triste!!!!

descarril(h)ou

A minha questão é apenas uma, depois daquele debate mísero e que mostra bem a podridão do nosso meio político e jornalístico:
- mas quem é que se lembrou e porquê de fazer um debate de 2 horas, sobre um livro que um político despeitado e mal amado pelo povo, dada a sua má formação pessoal e mania da superioridade escreveu?! UMA VERGONHA

não sei se sou só eu, mas estou farta de tanta hipocrisia!

O Correio da Manhã faz sair uma notícia que diz "Católicos aprovam o uso do preservativo".
Segundo o inquérito levado a cabo pelo correio da manhã, 84,2% de entevistados que se dizem católicos e praticantes são a favor do uso do preservativo. Reportando-se a esta sondagem, na TVI o cónego de Braga diz que o preservativo nunca irá ser permitido pela Igreja - para uso sem ser entre um casal unido pelo sagrado sacramento, em que um dos membros do casal contraiu a SIDA, e que acha inacreditável que se distribuam preservativos na escola básica e secundária pela via institucional.
Vejamos, a Igreja não é a favor do uso do preservativo porque continua a defender o sexo apenas como meio de procriação e não de obtenção de prazer que considera pecaminosa. Logo, continua a ser hipócrita, a viver fora da realidade, mas não é a única. Que raio de católicos são estes, praticantes ou não praticantes, que não partilham a maioria de orientações basilares da igreja?! Será que ainda não perceberam que para uma pessoa ser seja o que for, tem que concordar com os princípios básicos?!
Faz-me imensa confusão esta necessidade de identificação, seja com o que for mesmo que não nos revejamos na sua ideologia e prática. Confusão esta, por as pessoas não terem capacidade de insight, para que possam perceber o que são e o que não são, o que praticam e o que não praticam, o que sentem e o que não sentem... Acho que a verdade desta hipocrisia, é o facto de as pessoas se quererem agarrar a alguma coisa - como conceber um católico, se ele não comunga das orientações, se usa preservativo, se tem sexo por prazer antes do casamento, se até é a favor de relações homossexuais, se lê livros, navega na internet, se é a favor da interrupção voluntária da gravidez, etc.
Pior ainda, é quando as pessoas afirmam que é a postura da igreja que contribui para a propagação das doenças - nem sequer têm consciência de que são as suas atitudes, os seus actos que levam a isso. Pela lógica da Igreja, se não existem relações antes do matrimónio, os preservativos não são necessários porque não há meio de propagação de doenças sexualmente transmissíveis. A realidade não é esta. A culpa não é da Igreja, é dos supostos ditos católicos, que não comungam das suas orientações. Faz lembrar, "prega Frei Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz".

Rir é o melhor remédio V

Rir é o melhor remédio IV

O José Sócrates estava numa reunião com o presidente da Suíça, apresentando os seus ministros:
- Este é o Ministro da Saúde, este é o ministro dos Negócios Estrangeiros, este é o Ministro da Educação, este é o Ministro da Justiça... E assim foi.
Chegou a vez do Presidente da Suíça:
- Este é o Ministro da Saúde, este é o Ministro dos Desportos, este é o da Educação, este o da Marinha...
Nessa altura, José Sócrates começa a rir:
- Ha! Ha! Ha! Para que é que o sr. tem um Ministro da Marinha se o seu país não tem mar?
O Presidente da Suíça então responde:
- Cala a boca, que quando você apresentou os Ministros da Educação e da Saúde eu também não me ri!

Os resistentes

Afinal ainda há quem trabalhe pelas pessoas que os elegeram e confiaram neles!

Finalmente!

Até que enfim estes senhores do ICN fazem alguma coisa de jeito pelo país!

Mais uma novela...

E submarinos? Desta vez não há submarinos?

Tanta coisa e a floresta continua a arder por falta de meios...

Rir é o melhor remédio III

Eu tenho uma teoria....
Na vida militar tive um comandante que não gostava de alferes e aspirantes
Não gostava de alferes, porque a mulher fugiu com um
Não gostava de aspirantes, porque a filha mais velha fugiu com um...
A mulher do Sócrates, terá fugido com um funcionário publico?!!!!!!

(Qual mulher????)

Rir é o melhor remédio II

Branca de Neve, O Monstro (da "Bela e o Monstro") e Pinóquio encontram-se na floresta.
- Sou a mais linda do mundo! - diz Branca de Neve.
- Sou o mais feio do mundo! - diz o monstro.
- Sou o maior mentiroso e falso do mundo! - diz Pinóquio.
Eles entram, um por um na Grande Caverna, para falar com o Sábio da Floresta, actual possuidor do Espelho Mágico.
Branca de Neve entra e sai muito feliz...

O Monstro entra e sai sorridente, todo satisfeito...
- Sou o mais feio do mundo, viva !

Pinóquio entra, mas sai enfurecido... e pergunta:
- MAS afinal quem é esse Sócrates?...

Private Joke

Montaram a máquina, mas nós venceremos...

David já derrotou Golias, agora os intérpretes são outros!

O resultado será o mesmo!

Rir é o melhor remédio

Uma viuva casada pela Sexta vez, na noite de nupcias, carinhosamente disse ao marido:
- Benzinho, sou virgem!
-Como? Disse o marido, se já foste casada 5 vezes?
- Sim, respondeu ela, mas aconteceu o seguinte:

O 1o era politico, só prometia e nada fazia;
O 2o era medico, só apalpava;
O 3o era coveiro aposentado, não enterrava mais;
O 4o era juiz do interior, não tinha Vara;
O 5o era do PS, quando esta por cima, não faz nada.
E agora, a minha esperança, és tu, meu amor.....


por mim, minha filha, tu vais continuar virgem porque sou do PSD e só faço planos para depois de 2009.

novo duo artistico

estou a ver o "Prós e Contras" na RTP.
Hoje dedicado ao livro do Carrilho.
De um lado Carrilho e Emidio Rangel, do outro Pacheco Pereira e Ricardo Costa.
Não vou falar bem do Pacheco, estejam descansados ;)
O Emidio Rangel e o Carrilho são surreais!!!!!!!!
Sobre o Carrilho já aqui falámos demasiado. Agora só faltava o seu "partner"!
Este Emidio Rangel nem parece um homem que já foi um todo poderoso na comunicação social.
É no que dá a hipocrisia misturada com ressabianço!

segunda-feira, maio 22, 2006

Joaninha voa voa

O Palmilha, sempre atento, chamou a atenção para o artigo da ex-mandatária para a juventude da ex-candidatura do ex-presidente da República, Mário Soares.

A dita Joaninha termina o seu artigo com a frase «a tradição ainda é o que era»!

Oh! Joana, depois de ter percorrido o país em Janeiro devia ter percebido que às vezes não é assim ... felizmente! E os democratas agradecem!

Quantos são? Quantos são?

Exmos. Senhores
Líderes(onde? onde?) de Todos os partidos políticos, especialmente Eng. José Sócrates e Dr. Luís Marques Mendes.

Sou um dos apologistas da reforma da função pública, considerando até a hipótese de ter que vir a dispensar funcionários públicos.

Mas antes de começar a ter uma opinião formada sobre a estratégia a utilizar, uma pergunta muito simples dividida em três pontos:

Quantos são, onde trabalham e quais as funções dos funcionários públicos portugueses?

se souberem responder nem que seja à primeira questão, será de certeza útil para o País.

Sinceramente...

Uma crónica tipicamente bloquista, onde se ataca porque não se sabe argumentar uma defesa.

Mas afinal o que é pior?
As mulheres gostarem de futebol?
Touradas?
Ou aprovar a Lei da Paridade que é, basicamente, passar um atestado de incompetência às mulheres?

quem tem telhados de vidro...

ELE tem mesmo que existir...

Caro Hugo

A tua resposta foi eloquente, conhecedora e bastante arrojada, mas só duas questões:

Acreditas em Deus? E em milagres?

domingo, maio 21, 2006

Fim do Processo de Bolonha???

Eu respeito ideais, convicções e crenças.

Mas esta frase é demais!

Mas afinal que querem que seja este país???

e o que querem que seja o futuro dos jovens estudantes universitários deste país???

Vamos todos tirar um curso para nos sentirmos realizados e depois vam,os pedir esmola para a rua! De certeza que é melhor para o País.

Ou melhor ainda, o Estado há-de empregar mais uns quantos...

Snif...

Coitado do Fernando Santos...

sábado, maio 20, 2006

137 - atenção

Peço desculpas a todos os portugueses por ter escrito assembleia da républica em vez de Assembleia da Républica! Foi inconsciente...
E quando escrevi "P.s.:Mas acabava-se a xuxa a muita gente..." não era para se interpretar só como uma crítica ao tachismo socialista.

137

Passamos 137 dias a trabalhar para podermos começar a pensar em criar valor.
137 dias são necessários para pagar os ivas, os irs's e as seguranças sociais.
Impressionante?
Podia não ser.
O problema é que o NOSSO GIGANTE ESTADO, a tal entidade que continuamente pede sacrificios à comunidade trabalhadora da dita classe média, aumentou a despesa própria em qualquer coisa como 10%. É certo que aumentaram a receita, o que poderia ser bom se fosse reflexo de crescimento económico, mas não! A receita aumenta à custa de uma melhor cobrança fiscal(muito bem) e de um aumento dos impostos (muito mal).

O que me custa é observar que num governo com maioria absoluta, que se esforça por passar uma ideia positiva do futuro, uma ideia de que os sacrifícios trazem beneficios, uma ideia de que todos nós devemos pagar impostos, blá blá blá, não utilize o poder que tem para de uma vez por todas criar hábitos de gestão e controlo de despesas no sub sector estado.
Os exemplos vêem de cima.
Mais do que nunca são necessários exemplos!
Como é que se pode credibilizar a classe politica quando os actos primários do governo são contraditórios!
O governo tem que dar o exemplo e cortar a sério nas despesas próprias! Uma reforma que valia não só pela melhoria do funcionamento do estado mas também como imagem (até pareço do PS- lol) icon de toda a acção governativa numa época de crescimento económico quase nulo!
Falava-se à uns tempos em pactos de regime, hoje temos uma maioria absoluta.
O que é que é preciso para se efectivarem algumas mudanças sérias no funcionamento dos governos e da assembleia da républica?



P.s.:Mas acabava-se a xuxa a muita gente...

BLOG

Perdoem-me a ausência!
Mas estive sem me ligar à internet durante 4 dias(como é que é possivel?) e estou estupefacto com a dinâmica deste blog. Estou a começar a sentir o esquerdadireitavolver como mais uma assoalhada cá em casa.
Muito muito bom....

sexta-feira, maio 19, 2006

RE AO "ALTA QUÊ?"

É POSSÍVEL, MAS SABES QUE A ALTA AUTORIDADE APENAS PODE OBRIGAR A QUE SEJAM RESPEITADOS ALGUNS LIMITES QUE ESTÃO LEGISLADOS E A ECONOMIA DE MERCADO(QUE TU TANTO DEFENDES E ACREDITAS)É QUE DITA O QUE AS PRIVADAS VENDEM,E AÍ MEU AMIGO SÓ MUDANDO OS SHARES É QUE NÓS LÁ VAMOS ! E PARA ISSO SE CALHAR TENS QUE APRISIONAR UM POUCO MAIS ESSA MAGNÍFICA FORÇA DA EVOLUÇÃO(?)-A ECONMIA DE MERCADO!

ainda quanto á tourada...

Sinceramente acho que aquilo que o touro sofre dentro da arena é excessivo, e para mim mantinha-se somente aquilo que é tradicionalmente português.
Ou seja toureio a cavalo( mas sem farpas nem bandarilhas), o toureio a pé de capote e por fim aqulio que só mesmo nós temos OS FORCADOS!!!
NÃO ACHAM QUE SERIA BEM MELHOR?

Direito de Resposta II

Cara Amiga

Considerando que:

  1. Não descredibilizei Marx nem tal me passou pela cabeça.
  2. Como sabes muito bem, não formato as pessoas pela sua cor.
  3. Como também já devias saber, já li Marx, ainda antes de ser militante do meu partido.
  4. Não vou em carneiradas nem deixo que o comité pense por mim e lá pelo Presidente de TODOS os Portugueses, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva não o discutir não quer dizer que eu não o faça também

quero esclarecer que

  1. Não concordo com as teorias de Marx nem com a sua forma de pensar e ver a economia e o mundo
  2. Marx foi um pensador antes da era industrial. esqueceu-se que devia actualizar os registos. A (r)evolução não pára...
  3. referência será mas não para mim
  4. respeito a pessoa e a sua capacidade de pensar e fazer com que outros pensassem como ele.
  5. Não é por isso que passarei a concordar com o que escreveu.

Para finalizar, uma frase que segue a minha forma de pensar:

As Mentes pequenas discutem pessoas, os Grandes Sábios discutem idéias.

Sem querer ser sábio nem perto disso, prefiro as idéias às pessoas.

e disso não me demito.

DEVOLVAM A VACA!


Não vou lançar as culpas nos manifestantes anti-touradas que marcaram presença hoje no Campo Pequeno. E nesse caso não seria um roubo, mas um rapto.
O que é certo é que depois das noticias de vandalismo sobre uma das 101 vacas da CowParade logo na primeira noite, desta vez é a noticia que uma das vacas, mais exactamente a Cowpyright, foi roubada.
Como é que isto é possivel?
Possivel que alguém queira roubar uma das vacas de uma iniciativa que, principalmente, tem um cariz social?
Possivel que mesmo no meio da cidade, numa avenida movimentada a qualquer hora do dia se consiga fazer desaparecer uma vaca destas e ninguém viu?
Devolvam a Vaca!!!!

corrida "à portuguesa" do campo pequeno

Não sei se gostaram ou não, nem se viram ou não a corrida "à portuguesa" de abertura do Campo Pequeno. Para mim, a pega mais bonita foi feita por um senhor de cinquenta e poucos anos, do grupo forcados de Lisboa. Quem não viu, visse!

O Povo é quem manda!

Tal como o meu grande amigo PM, eu acredito que Marx fez uma coisa totalmente acertada na vida. Não vou dizer qual é mas devem imaginar...

O que realmente se passa é que o povo continua a ter razão.

E o povo é quem mais ordena!

E o povo unido jamais será vencido!

Como tal, e como dizia um grande Senhor deste País, Francisco Sá Carneiro, "a democracia é difícil e exigente, mas dela não me demito!", é o povo que decide o que quer.

E está provado que Marx não é propriamente popular neste século...

As suas teorias então...

chamem-me tradicionalista! ou não!

escrevo este post não na sequência do anterior, mas porque me deparei com esta noticia relativa a uma manifestação anti-touradas aproveitando a re-inauguração da Praça de Touros do Campo Pequeno.
Convem que leiam primeiro a noticia. Esta não é uma pérola, é um autêntico tesouro, de antas pérolas que tem.
Ora vejamos:

- uma tal de Carla afirma que a tourada é «um cancro social (...) que um grupo pequeno insiste em manter vivo»! Como? Um pequeno grupo? Dentro da Praça estavam uns 5000 (cinco mil) na tal manif uns 500 (quinhentos)! Afinal qual é o pequeno grupo?
Como em Barrancos! Milhares foram para ver as touradas, dezenas para se manifestar! Mais uma vez ... pequeno grupo?

- um dos cartazes dizia «tourada é cobardia não é valentia»! Nunca pensei chamar cobarde a um gajo que se põe numa arena com um bicho que pesa centenas de kilos. Seja a pé ou em cima de um cavalo.

- a certa altura leio «Para os manifestantes a praça de touros deve ser utilizada para outros fins culturais como espectáculos, concertos, mas não para corridas de touros.»
hello!!!!! praça de touros!!!! será que não sabem ler?
na próxima irão dizer que querem o autodromo para tudo menos corridas de carros. E um sambódromo para plantação de batatas mas jamais para se dançar samba!

- um tal de Helder, que até veio de Londres acha que a tourada é uma actividade que «poderá afugentar turistas». Como??? Mas eu tenho que comentar isto?
mais um bocadinho de conversa e o gajo dizia «coitadinhos dos peixinhos que estão no Oceanário. libertem-nos! E o oceanário afasta turistas!»

no meio de tanta irritação ainda fico a saber que fizeram um jantar buffet com hamburgueres de soja e feijoada de seitan e ainda tiveram um concerto com as Tucanas!
Ora porra! É que eu gosto dessa comida e dessa música!



-

estavam à espera de quê?

há países, realmente, mesmo muito à frente. Tanto tanto que determinados liberalismos são levados ao excesso.

logo no casamento? francamente. Já não há respeito pela "instituição"?! Pois claro que não!

É como certas crianças. Choram e fazem birrinhas até ter o "brinquedo". E assim que o têm, toca a parti-lo.

Estou a falar de quê? Disto!

para uns milagre, para outros revolução

Milagre é o facto de continuarmos a viver, apesar de este ser um mundo injusto. Mesmo assim, o ser humano tem esperança e a coragem de lutar todos os dias pelos seus sonhos. Mas, se Marx e Cunhal não fazem milagres, porque não fazem, inspiraram muitos outros como eu, a lutarmos pelo que acreditamos.
Não sei se Deus não se dá com a esquerda. Eu presumo que esse ser celestial não tem partido. A fé é uma questão de crença em algo. A minha é na vontade dos homens.
A Igreja é que provavelmente não se dá com a esquerda. Eu, pessoalmente não me dou com ela e tenho muito gosto que assim seja. Esta é que propangandeia quem faz os milagres, quem é santificado, quem peca, etc. Mas o milagre acontece desde que se acredite nele! Aliás, as coisas só se revelam à consciência quando estamos preparados para tal - para muitos isto será um milagre.
Continuarei pois a sonhar, e a meter em prática os meus sonhos. Pois se não posso fazer milagres, acredito que sozinha consiga mudar um pouco o mundo - mais haja como eu, e quem sabe um dia, para muitos haverá um milagre. Para mim, existirá simplesmente uma revolução.
É preciso transformar o sonho em vida.

quinta-feira, maio 18, 2006

não bate o slogan com a "partidota"

Por momentos fiquei confuso!

Ao ler o slogan "Transformar o sonho em vida", ainda pensei que se tratava de um movimento pró-vida!

Mas não!

Enfim ... continuai sonhando!

Alta quê?

O tempo não é muito mas tenho só mais este post de comentário a post.

Concordo a 200% contigo Hugo, mas será que a Alta Autoridade para a Comunicação Social não será mais que uma qualquer comissão para dar mais uns tachos a uma dúzia de rapazes?

É realmente chocante...

Sonho ou Pesadelo?

Eu também concordo com a frase que é preciso ligar os sonhos à acção.

Mas sinceramente,

Se pensas que sonhas
Sonhas mal
Porque milagres
Nem Marx nem Cunhal

E sempre ouvi dizer que Deus não era nada virado para a esquerda...

Private Joke

Voltou a melhor Vodka com Laranja que alguma vez ouve...

PS(D): Ainda bem que aprendi QUASE tudo...

Oeiras e a confusão geral!

Desde as últimas eleições autárquicas o concelho de Oeiras tem sido um dos mais agitados palcos políticos do distrito de Lisboa, e provavelmente do país. O estranho desta situação é que não será pelos melhores motivos, senão veja-se as principais questões públicas:

questões jurídicas referentes ao actual edil, envolvendo o seu ex-partido e diversos militantes,bem como militantes de outros partidos;

Uma batalha interna dentro do psd que levou á "expulsão" de todos os militantes que apoiaram aquele que foi considerado pelo psd, ps e subreptíciamente pelo pcp, o "autarca modelo";

dentro do seio do movimento criado pelo edil, e que saiu vencedor das últimas autárquicas perdendo apenas 3 freguesias para o psd, governando calmamente com acordos nas outras e também no executivo da câmara e na assembleia municipal.Como estava dizendo DENTRO DO SEIO DO MOVIMENTO A DISCÓRDIA NASCE E É CONSTANTE, PRIMEIRO PORQUE NÃO HOUVE MAIORIA ABSOLUTA E PORTANTO OS TACHOS TÊM QUE SER PARTILHADOS MEDIANTE OS ACORDOS;(a prova é o blog psicopata que aconselho vivamente a leitura)

O ps teve eleições para a concelhia e a vitória foi dada a quem já lá estava mas por uns escassos 16 votos o que de alguma forma mostra um partido dividido ao meio, cansado e a precisar de uma lufada de ar fresco, sobretudo quando o historial autárquico é sempre a cair nesse concelho e os militantes, e a população em geral, não dão crédito a um partido que não aposta numa campanha forte para um concelho como Oeiras. Num partido cujos líderes aparecem frequentemente a elogiar o edil, que a seguir é criticado pela concelhia na campanha autárquica, e inclusivé depois de perderem essas eleições em que teceram críticas extremamente agressivas, fazem acordos no mínimo duvidosos em que não se aceitam pelouros (que é onde está o trabalho político de uma vereação9 se bem que eu concorde com isso, desde que, a seguir não se aceitem cargos executivos nas diversas empresas municipais;

Todo este esquerdadireitavolver é aproveitado por quem?... pelo edil que com a desculpa dos acordos pós eleições se livra dos incómodos acordos pré eleitorais que teve que fazer, manobreia a oposição de esquerda dando uns bonbons aqui e ali e encosta a direita á parede pois sempre que há problemas vindos do passado muitos deles já lá estavam!
Conclusão o povo que o elegeu não vê trabalho nenhum e desta vez está confuso a sério no meio disto tudo!!!

TRANSFORMAR O SONHO EM VIDA



"A nossa vida em grande parte compõe-se de sonhos. É preciso ligá-los à acção."
Nin in "Diário"

quarta-feira, maio 17, 2006

moments to remember ...

eram 23h05 quando entrei no blog e no contador de visitantes estava o numero 0690